Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 94
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 94
Il-hyeon, que estava prestes a entrar no elevador, ficou atônito ao notar o coração marcado na mensagem. Por precaução, ele tirou um print e salvou na hora, mas a imagem desapareceu em um instante. E apenas a mensagem anterior, sem o coração, chegou novamente. Um sorriso surgiu em seus lábios ao perceber que Lee Ja-kyung não havia enviado aquilo por acidente.
Ele chamou Tae-soo ao seu lado.
— Secretário Park.
— Sim.
— Vou sair do trabalho agora mesmo. Limpe toda a agenda da tarde.
— Entendido.
— Ah, e eu vou dormir fora. Não me ligue mesmo que passe da hora amanhã de manhã.
Esta noite eles estariam sozinhos, e Il-hyeon planejava morder e sugar até ficar exausto. O que deveriam fazer? Que comida deveriam comer? O trabalho foi deixado de lado, e ele estava preocupado com a ideia de ir a um encontro quando as portas do elevador se abriram, permitindo que o Diretor Park e o Diretor Kim entrassem no quinto andar, mas eles paralisaram ao ver Kang Il-hyeon.
Il-hyeon os cumprimentou educadamente.
— Olá, diretores.
Eles retribuíram o cumprimento, mas ver um Kang Il-hyeon sorridente os deixou desconfortáveis. O que há com ele para estar sorrindo assim? Outros eram assustadores quando estavam zangados, mas Kang Il-hyeon é uma pessoa misteriosa, por isso ele é assustador quando sorri.
Enquanto o ar no elevador esfriava, o Diretor Park falou com Il-hyeon primeiro.
— Como está o presidente? Ele está se sentindo melhor?
Il-hyeon sorriu timidamente. O Presidente Kang não saía de casa desde que Il-hyeon invadiu o local e o ameaçou. Il-hyeon percebeu que a dor na perna era um pretexto para ganhar tempo. Por que um homem que foi cruel o suficiente para ser apelidado de “açougueiro humano” em sua juventude mudou tão drasticamente? Seria porque ele tinha muitas preocupações ou porque estava envelhecendo?
Graças a isso, até as pessoas contratadas por Il-hyeon não conseguiam fazer seu trabalho e estavam tendo dificuldades. Il-hyeon preferia que o Presidente Kang ficasse em casa e morresse. Assim, ele não teria mais que ver o rosto dele.
— Se você está tão preocupado, gostaria de ir comigo hoje? Eu também estou curioso.
A expressão do Diretor Park endureceu. Ele sorriu sem jeito e disse que não poderia porque tem uma agenda lotada hoje. O olhar de Il-hyeon agora alcançava a nuca do Diretor Kim, logo à sua frente. Ele é um velho serpentino, como o Presidente Kang. Ele escapa como uma enguia, mesmo que se tente pegar sua fraqueza.
— Ouvi dizer que o filho do diretor Kim voltou da Nova Zelândia. Você deve estar feliz.
O pescoço e os ombros do Diretor Kim ficaram rígidos. Ele virou a cabeça levemente e sorriu de forma pálida.
— É bom que o CEO Kang esteja interessado em mim.
— É claro. Estou muito interessado nos diretores.
— Haha… entendo.
— Não há nada que eu não saiba sobre com quem você se encontrou ontem à noite, o que comeu e o que conversou com sua esposa na cama.
A expressão do Diretor Kim endureceu e ele se virou rapidamente enquanto Il-hyeon sorria maliciosamente.
— Estou brincando. Por que você está tão sério?
Ding, a porta do elevador se abriu e Il-hyeon saiu entre eles. Ele colocou as mãos nos bolsos da calça e acenou com a cabeça ao cumprimentar as duas pessoas atordoadas. Então, boa sorte. Os rostos sombrios dos Diretores Kim e Park desapareceram atrás das portas do elevador.
Il-hyeon se virou e seus olhos brilharam ferozmente. Ainda havia muita conversa interna sobre a realização de uma reunião de diretoria para decidir sobre um sucessor. A menos que o Presidente Kang mudasse de ideia, os diretores que eram sua comitiva seriam inflexíveis a esse respeito.
Tsc. Il-hyeon estava irritado e abriu o telefone para verificar as mensagens que havia trocado com Lee Ja-kyung há pouco. O sentimento ruim diminuiu. A secretária que estava de pé olhou para ele intrigada enquanto ele entrava na sala, rindo como um louco.
***
Ja-kyung sentou-se em uma espreguiçadeira, olhando para a piscina e bebericando suco de melancia feito pela cozinheira da casa. Ele queria nadar, mas seu braço ferido o impedia de fazê-lo. Infelizmente, ele apenas tomou o suco e verificou o telefone mais uma vez.
Desde então, não houve nenhuma mensagem de Kang Il-hyeon. Ele deve estar ocupado.
Ele também não teria visto aquela mensagem. Ja-kyung a apagou como um raio, então Il-hyeon não a teria visto. No momento em que Ja-kyung terminou de beber o suco com uma mentalidade positiva, alguém entrou pelo portão distante. No início, ele pensou que estava vendo errado. Era Kang Il-hyeon atravessando o quintal a passos largos, sem hesitação.
Enquanto Ja-kyung olhava surpreso, Il-hyeon deu um passo à frente e parou diante dele.
— O que você está fazendo aqui, a esta hora?
Ele sorriu brilhantemente.
— Estou aqui para um encontro.
Ja-kyung verificou a hora. Era absurdo sair do trabalho após apenas 4 horas de serviço.
— A empresa é uma piada? Você pode ir trabalhar e sair quando quiser?
— Hoje está tudo bem. Porque é um dia especial.
O quê, do que você está falando? Quando Ja-kyung fingiu que não sabia de nada, Il-hyeon pegou o telefone e mostrou o print. O coração vermelho estava nítido. Como bônus, ele até tocou a antiga gravação dele dizendo: — Eu te amo! Nunca tive um sexo tão extasiante na minha vida! — deixando Ja-kyung atordoado.
Ja-kyung pegou o telefone e tentou apagar, mas Il-hyeon rapidamente o colocou no bolso. As orelhas e a nuca de Ja-kyung ficaram vermelhas de vergonha. Il-hyeon, que se aproximou dele, tocou o lóbulo de sua orelha.
— Estou perdendo a cabeça porque você está constantemente me surpreendendo.
— Tudo bem, eu cliquei no botão errado.
— Eu sabia que você diria isso, então ordenei que Tae-soo a ampliasse e transformasse em um porta-retratos.
Ja-kyung olhou para cima em choque.
— Você deve estar brincando… certo?
— Devo pendurá-lo na sala de estar? Ou no meu quarto?
— …
— Em ambos?
A expressão em seu rosto era genuína, então a fisionomia de Ja-kyung escureceu rapidamente e ele cerrou os dentes.
— Não. Não se atreva a pendurar isso. Eu não vou tolerar.
A mão dele deslizou de trás da orelha e agarrou a mão de Ja-kyung. Ja-kyung continuou sentado e resistiu. Então, Il-hyeon rapidamente mudou o tom, dizendo que entendia e que estava apenas brincando. Ja-kyung parou de resistir e levantou-se de seu lugar.
— Vamos parar de brigar e ir ao encontro.
Com a palavra encontro, Ja-kyung olhou para as roupas que estava vestindo. Ele usava shorts e uma camisa confortáveis, mas estava em forte contraste com o bem-vestido Kang Il-hyeon.
— Vou trocar de roupa e já volto.
— Use isso mesmo. Vou tirá-las mais tarde de qualquer maneira.
Ja-kyung balançou a cabeça enquanto Il-hyeon explicava descaradamente o propósito do encontro. Seu único pensamento é tirar minhas roupas e rolar por aí? Ja-kyung resmungou, subiu ao segundo andar e vestiu as roupas que havia preparado com antecedência.
Quando Ja-kyung saiu vestido, Kang Il-hyeon, que estava sentado no sofá da sala lá embaixo, tinha uma expressão estranha no rosto. Talvez ele não tivesse gostado. Ja-kyung ficou desnecessariamente nervoso e baixou o olhar para verificar seu traje. Ouvindo o barulho, a cozinheira saiu da cozinha e sorriu alegremente para Ja-kyung.
— Puxa vida, ficou tão bom em você. Não acha, senhor?
Ja-kyung vestia uma camisa branca com calças bege que deixavam os tornozelos expostos, e seus membros eram longos e retos, o que era bem diferente das roupas esportivas que costumava usar. Estava elegante e erótico ao mesmo tempo. Il-hyeon sorriu levemente, incapaz de tirar os olhos dele.
— Entendo. Está fazendo eu me apaixonar por você duas vezes no mesmo dia.
Ja-kyung coçou o pescoço de vergonha. Não havia necessidade de ele dizer aquilo. Uma vez lá fora, Il-hyeon abriu a porta do lado do passageiro do carro. — Entre, príncipe. — Ja-kyung riu sem acreditar e subiu no assento. Antes de o carro ligar, Il-hyeon estendeu a mão para prender o cinto de segurança de Ja-kyung.
— Está tudo bem, eu também tenho mãos.
— Fique quieto. Estou tentando fazer com que pareça um encontro.
O carro partiu logo após Il-hyeon prender o cinto. Uma paisagem vibrante de verão cercava a casa. Quando passaram pela estrada que levava para fora, Ja-kyung percebeu por que Kang Il-hyeon havia construído uma casa ali. Como ele só a tinha visto no verão, não conseguia imaginar como seria no inverno.
Embora fosse dia, quanto mais se aproximavam do centro da cidade, mais carros havia.
— Tem algum lugar que você queira ir?
Ja-kyung ponderou após a pergunta de Il-hyeon. Ele não queria realmente ir a lugar nenhum ou fazer nada. Ele se acostumou a simplesmente trabalhar e viver.
— Hmmm…
Enquanto Ja-kyung pensava sobre isso, Il-hyeon estendeu a mão e abriu o painel do banco do passageiro, tirando alguns papéis. Ja-kyung os abriu para ver o que era, e era uma lista em estilo de relatório com roteiros de encontros, restaurantes e lugares que casais gostariam de visitar em Seul.
Ja-kyung riu ao ver aquilo.
— Quem fez isso?
— Tae-soo.
— Oh, o Secretário Park, ele já esteve em um relacionamento?
— Não sei. Nunca o vi em um relacionamento.
Ja-kyung encarou Il-hyeon.
— E você? Já esteve em muitos relacionamentos?
Il-hyeon sorriu de forma estranha.
— Como você acha que teria sido?
Ja-kyung respondeu sem pensar duas vezes.
— Um mulherengo.
— Errado.
— Um lixo?
— Querido. Isso é demais.
— Então um desgraçado?
— Não enfatize isso.
Il-hyeon riu incrédulo. Desde que entrou na faculdade, Il-hyeon não teve tempo para ter um relacionamento adequado porque estava aprendendo o trabalho da empresa e estudando ao mesmo tempo. A maioria de seus relacionamentos duravam pouco, e as garotas que se cansaram do seu trabalho eram as que terminavam com ele primeiro. Ele não era do tipo que tinha arrependimentos sobre términos.
Quando ele contou isso, Ja-kyung não pareceu acreditar.
— Então, se eu pedir para terminarmos mais tarde, seja legal com isso também.
Ja-kyung nem terminou a frase antes de Il-hyeon cortá-lo como uma faca.
— Nem pense nisso. No momento em que você terminar comigo, estará no além.
Ja-kyung franziu a testa.
— Você disse que não tem arrependimentos!
— Não, com você não. Eu vou ser muito mesquinho e ranzinza. Então apague o pensamento de fugir da sua cabeça em primeiro lugar.
Ao vê-lo com uma expressão desesperada, Il-hyeon sorriu e acrescentou uma palavra extra.
— Não te contei. Eu revisei meu testamento através de um advogado.
Um testamento do nada.
Ele olhou para Ja-kyung com muito carinho. Seus olhos transbordavam afeto.
— Se eu morrer primeiro, pedi para você ser enterrado vivo comigo.
Ja-kyung, que não conhecia o termo “enterrado vivo”, pesquisou mais tarde na Internet, e o sangue fugiu de seu rosto.
Era uma brincadeira… certo?
Il-hyeon apenas riu.
Ja-kyung gritou para ele não brincar com isso, mas Il-hyeon não respondeu até o fim.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna