The Hunter’s Gonna Lay Low (Novel) - ↫─☫ Episódio 97
𓆰𓆪 Episódio 97 𓆰𓆪 Gatilho
O fenômeno de reestruturação na Masmorra erodida e a elevação de grau da Fenda do Mar Ocidental. Como se estivessem esperando Cha Eui-jae entrar, tudo mudou no momento em que ele pisou lá dentro.
Cha Eui-jae prendeu a respiração. Na verdade, ele sabia. Não podia deixar de perceber instintivamente que estava enredado em todos esses problemas.
Cha Eui-jae, tirando a mão da mesa, perguntou baixinho.
— Posso verificar os dados sobre a masmorra subterrânea de Jongno 3-ga? Ou talvez entrar nela de novo eu mesmo?
— Ah, entrar está fora de questão. O Líder da Guilda vai se opor fortemente. Mas revisar os dados tudo bem. Na verdade, esse é um dos motivos da minha visita hoje. Só um momento.
Seo Min-gi tirou um arquivo fino de seu inventário e o entregou.
— Este é o relatório de investigação sobre a masmorra reestruturada de Jongno 3-ga. Foi investigado pessoalmente pelo Vice-Líder da Guilda Bae Won-woo, então você pode confiar. Leia com calma.
Cha Eui-jae folheou rapidamente o arquivo. A masmorra, que era um ponto lucrativo para ingredientes de poção antes da erosão, tinha mostrado fenômenos anormais de erosão desde um mês atrás. A masmorra reestruturada era uma ruína coberta de cinza branca, e quando a cinza era retirada, era possível ver placas coreanas quebradas…
Cha Eui-jae mordeu o lábio. Placas coreanas também eram visíveis na Fenda do Mar Ocidental e nos fragmentos de Yoon Ga-eul. As peças do quebra-cabeça de informações estavam se encaixando lentamente. Seo Min-gi bateu palmas e se levantou da mesa.
— Então, vou avisar assim que chegar qualquer informação adicional.
— …Sim. Você também poderia fornecer informações sobre outras masmorras erodidas?
— Claro. Pode me pedir qualquer coisa. Espionagem, coleta de informações e manipulação são minhas especialidades.
Seo Min-gi se declarou com confiança um especialista em manipulação ilegal, mas Cha Eui-jae, tendo se beneficiado antes de suas habilidades, não podia duvidar de sua competência. O problema era que parecia que faltava um parafuso nele em algum lugar.
— Entreguei tudo por hoje… vou embora agora. Aqui, pegue meu cartão de visita. Se precisar de algo, entre em contato.
Entregando educadamente seu cartão de visita com as duas mãos, Cha Eui-jae também o aceitou com as duas mãos e o leu. Equipe de Suporte de Combate 1 da Guilda Pado, Pequeno Milagre Seo Min-gi. Seo Min-gi, parado na porta com as mãos entrelaçadas atrás das costas, falou solenemente.
— Fique à vontade para entrar em contato a qualquer momento. Nossa equipe de suporte está sempre de prontidão para apoiar você.
Pensando bem, esse era o terceiro cartão de visita da Guilda Pado que Cha Eui-jae via. Um do aviso enviado a Lee Sayoung, outro do operador principal, o Abridor Romântico Choi Go-yo, e agora o de Seo Min-gi.
Brincando com o cartão de visita de Seo Min-gi, Cha Eui-jae o guardou no bolso do avental. Seo Min-gi acenou em despedida e se virou para empurrar a porta.
Naquele momento, Cha Eui-jae falou.
— A propósito… se você é especialista em investigação de informações, você também consegue achar pessoas?
— Pessoas?
— Sim. Talvez elas já estejam mortas.
— Ah, já me colocando para trabalhar. Você sabe como usar as pessoas.
Seo Min-gi, que estava prestes a abrir a porta, a fechou de novo e se virou. Ele ajeitou os óculos escuros e tirou de seu inventário um tablet familiar, bloqueando a porta.
— Se você tiver informações e instruções claras, é possível. Mas se eles morreram no Dia da Fenda, pode ser difícil. A sociedade toda estava paralisada naquela época… ainda há pessoas falecidas não identificadas.
— Eles não morreram no Dia da Fenda.
Tocando a boca e relembrando, Cha Eui-jae acrescentou devagar.
— Eles podem ter morrido uns três anos depois do Dia da Fenda, ou talvez mais tarde ainda. De qualquer forma, morreram depois da Fenda do Mar Ocidental.
A mão de Seo Min-gi parou ao ouvir menção à Fenda do Mar Ocidental. Coçando a têmpora com a caneta do tablet, ele perguntou.
— Você tem certeza de que estão mortos? Você confirmou isso pessoalmente?
— Não, não confirmei. Mas… provavelmente estão mortos.
— Hmm…
Seo Min-gi olhou para Cha Eui-jae por baixo da cabeça abaixada, seus olhos negros examinando o rosto de Cha Eui-jae enquanto murmurava.
— Mas pelo que você diz, não é certo. Vamos considerá-los desaparecidos.
Ele rabiscou algo no tablet e perguntou.
— E o nome, idade, aparência? Por favor, me dê informações pessoais básicas e características físicas.
Ele esperou com a caneta pronta, mas Cha Eui-jae se viu, raramente, sem palavras. Depois de hesitar por um tempo, ele finalmente conseguiu dar uma resposta desajeitada.
— Não sei o nome nem o rosto dele. Ele é um pouco mais novo que eu.
— Hmm. Então você também não sabe a idade exata dele?
— …Não.
Franzindo a testa como se estivesse pensando profundamente, Seo Min-gi murmurou.
— Isso pode ser indelicado, mas… o que você sabe sobre essa pessoa?
— …
— Não estou culpando você; estou perguntando para conseguir informações mais detalhadas. Ele morava em alguma área específica, se formou em alguma escola específica? Qualquer coisa que possa iniciar a investigação, por menor que seja. Qualquer coisa.
Cha Eui-jae, pensando profundamente com os braços cruzados, finalmente falou com uma voz grave e ressonante.
— Eu salvei uma criança da Fenda de Mangwon…
— …
— Ele foi o único sobrevivente daquela Fenda.
— …
— O corpo dele todo estava danificado por estar coberto de veneno, e ele inalou veneno, danificando as cordas vocais. O único sentido funcional era a audição, mas ele não conseguia mover o corpo, tornando a comunicação adequada impossível. Todas as informações de identificação se dissolveram no pântano de veneno. Então…
A memória há muito enterrada veio lentamente à tona. Cha Eui-jae abaixou os olhos em silêncio. Algo surgiu dentro dele, mas ele engoliu em seco.
***
Um jovem alto de terno de combate preto estava parado com os braços cruzados diante de uma parede de vidro. Do outro lado do vidro havia uma sala branca e austera.
Na mesa de operação estava deitado um menino tão desfigurado que sua forma original era irreconhecível. Alguém poderia pensar que era um cadáver, mas J sabia que ele mal respirava. Inúmeras máquinas conectadas a ele sustentavam seu fio fino de vida.
Naquele momento, a porta da UTI se abriu, e um cirurgião, enxugando o suor, saiu. J falou baixinho.
— Doutor.
Sua voz estava curiosamente alterada, tornando impossível discernir seu gênero ou idade apenas pela voz. Sua altura elevada e constituição robusta sugeriam que era um homem adulto. O médico que se aproximou dele respondeu.
— Você esteve esperando.
A máscara negra olhou para o médico.
— Você consegue salvá-lo?
O médico engoliu em seco.
— J, para ser bem sincero… não posso garantir.
— …
— Como você sabe, ferimentos causados por monstros são difíceis de tratar com a tecnologia médica moderna. Ferimentos externos simples podem ser tratados combinando medicina moderna e poções, mas…
Os olhos do médico se voltaram para o menino.
— Num estado de envenenamento tão grave, é um milagre ele ainda estar vivo. Sem o antídoto que você tem administrado continuamente, ele já teria morrido há muito tempo.
J voltou seu olhar em silêncio para a cena além do vidro.
Naquela noite, uma fenda de absorção apareceu no meio de Mangwon-dong. A fenda repentina engoliu pessoas e prédios indiscriminadamente, transformando um raio de 3 km ao redor dela em ruínas.
J foi direto da masmorra em Chungju para a fenda de Mangwon e saiu com algo nos braços depois de um dia inteiro. Caçadores de prontidão se aproximaram, mas J deu um passo atrás, sinalizando para que não se aproximassem.
O que J segurava era um pequeno vulto embrulhado firmemente num cobertor.
Um caçador familiar se aproximou.
— É uma fenda de veneno, é seguro para você, J? E isso…
J respondeu com urgência, fora de seu jeito habitual.
— Vai desaparecer logo.
— Como? Então os outros sobreviventes…
O olhar de J caiu sobre o pequeno embrulho em seus braços. Ele murmurou.
— Só esta criança. Nenhum outro sobrevivente.
Com isso, ele desapareceu com a criança nos braços. Momentos depois, a entrada da fenda estava coberta de cadáveres carbonizados.
J bateu na boca da máscara e falou.
— Se houver veneno.
— Sim?
— Se o veneno com que a criança está coberta existir. É possível usá-lo para fazer um antídoto?
O médico ponderou, mordendo o lábio. Analisar o soro de um animal envenenado para criar um antídoto era comum. Recentemente, vários alquimistas de poções haviam surgido entre os despertos, então reuni-los para pesquisa poderia tornar isso possível. Mas…
— Seria possível, mas… não sei se a criança consegue resistir até lá. E se conseguiríamos coletar veneno suficiente…
— Vamos tentar.
J se virou para sair. O médico, surpreso, o segurou.
— Como? O que você quer dizer…
— Eu vou coletar. Sei de que monstro é esse veneno.
— …
— Dinheiro, tempo, mão de obra, não importa. Apenas façam.
— …Entendido.
— Até lá, tratem-no com o antídoto comum que eu fornecer.
Ele saiu daquele espaço sufocante. Logo estava no corredor do hospital. Os olhos das pessoas seguiam suas costas eretas. Expectativa, admiração, reverência, medo. O relógio de pulso em seu braço tocou ruidosamente com uma chamada. J colocou o fone de ouvido e apertou o botão de atender.
— Aqui é J.
— Ah, consegui te alcançar. Um momento.
Uma voz feminina gentil se ouviu. Era Ham Seok-jeong, Diretora da Diretoria de Gestão de Despertos.
— Uma fenda apareceu em Mokpo. É uma fenda de grau 4, você consegue lidar com ela? Não há caçadores por perto capazes de lidar com uma fenda de grau 4.
— Sim, claro. Vou entrar sozinho?
— Parece que sim. Jung Bin está envolvido numa operação de supressão.
— Entendido. Por favor, preparem o transporte imediato.
— Certo, vou providenciar um helicóptero na sede.
Ham Seok-jeong também parecia muito ocupada, pois a ligação terminou rapidamente.
J saiu rapidamente do hospital. O mundo, ainda carregando as cicatrizes do Dia da Fenda, estava estranhamente silencioso. As risadas das crianças, seus gritos brincalhões, e as conversas cotidianas das pessoas haviam desaparecido há muito tempo.
Naquele silêncio, uma voz, danificada e áspera pelo veneno, ecoou nos ouvidos de J.
— Me salve…
J parou de andar.
Dentro da fenda, onde tudo havia derretido numa bagunça horrível por causa do veneno, J procurou o mais fraco vestígio de vida. Esperando que não desaparecesse antes que ele chegasse, que resistisse só um pouco mais.
E finalmente, entre os prédios desabados, depois de derrubar uma parede externa, ele encontrou um menino agonizante que havia sido abraçado por duas pessoas derretidas pelo veneno. Apesar de seus olhos turvos e derretidos, o menino conseguiu olhar para J. Seus lábios pequenos se moveram.
— Por favor, me salve.
Aquela cena lembrou J de si mesmo aos 17 anos, também desesperadamente pedindo ajuda…
J não teve escolha a não ser segurar a mão do menino.
Pois só ele entendia o peso e a responsabilidade contidos naquela mão.
* * *
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki