The Hunter’s Gonna Lay Low (Novel) - ↫─☫ Episódio 138
𓆰𓆪 Episódio 138 𓆰𓆪: Observando pelas Frestas
— Me siga.
Com essas breves palavras, ele se virou e começou a caminhar.
— Espera, só um segundo!
Yoon Ga-eul moveu os pés apressadamente para segui-lo, esquecendo qualquer suspeita de que pudesse ser uma pessoa má e a dor latejante nas pernas. Ela estava simplesmente aliviada por ter encontrado alguém. Através da capa cinzento-escura, ela conseguia ver botas gastas, com cinzas espalhadas ao redor. Pegadas eram deixadas nas cinzas enquanto caminhavam.
Estranhamente, quanto mais ela tentava acompanhar as pegadas, maior ficava a distância. Huf, huf… Sua respiração ficou ofegante, e um gosto adocicado tomou a boca. A capa que havia esvoaçado bem à sua frente agora estava longe. Ele é rápido, ou sou eu que sou lenta?
“Ele está usando algum tipo de teletransporte? É realmente rápido…”
Yoon Ga-eul fungou, tentando estabilizar a respiração. Então, os passos que haviam estado gradualmente se distanciando pararam de repente.
— …
Ele estava de pé bem à frente, observando-a quietamente. Yoon Ga-eul, sentindo-se culpada, murmurou para si mesma.
— D-desculpa… Minhas pernas doem.
— …
A figura de capa preta não respondeu, mas jogou algo para ela. Era uma velha bolsa de couro. Yoon Ga-eul, que mal a apanhou, tateou para abri-la. Lá dentro encontrou todo tipo de poção, e pareciam excepcionalmente valiosas à primeira vista!
Ele está me dizendo para beber isso? Yoon Ga-eul hesitante tirou uma poção vermelha e lançou um olhar para ele. Ele respondeu,
— Precisamos continuar.
Ele tem alguma condição em que vai morrer se falar demais? Felizmente, ele esperou pacientemente enquanto Yoon Ga-eul bebia a poção e lentamente o alcançava. À medida que ela se aproximava, um aroma adocicado misturado ao cheiro amargo de cinzas tomou o ar. O doce era tão intenso que parecia que açúcar havia sido fortemente dissolvido em algum lugar.
“O que é isso?”
Ela farejou o ar, mas o aroma adocicado rapidamente desapareceu. Será que cheirei errado? Yoon Ga-eul esfregou a ponta do nariz. Enquanto isso, a figura de capa havia começado a caminhar novamente. Yoon Ga-eul o seguiu, balançando a bolsa de couro. Embora ele parecesse suspeito, agora ela estava convicta de que não era uma pessoa má, e ela começou a falar.
— Para onde estamos indo?
— …
— Hm… Não há monstros por aqui?
— …
— Quanto mais temos que andar?
Parecia miraculoso que ela o tivesse ouvido falar mais cedo. Ela fez várias perguntas, mas nenhuma resposta veio. Se sentia uma idiota falando com uma parede. Yoon Ga-eul resmungou para si mesma e olhou para a capa. Depois que retomaram a caminhada, a distância entre eles nunca ficou grande demais.
Os arredores começaram a mudar. A rua, forrada com os restos de prédios desmoronados, deu lugar a um terreno relativamente plano. Isso já foi uma estrada? Logo, eles chegaram a uma estrutura dilapidada com apenas a estrutura e algumas paredes restantes. Chamá-la de prédio parecia um pouco exagerado.
A figura de capa entrou primeiro. Yoon Ga-eul a seguiu, olhando ao redor enquanto o fazia. Ele falou brevemente.
— Descanse.
— Hã? Ah, tudo bem…
Yoon Ga-eul lentamente sentou no chão. Finalmente, ela sentiu que conseguia respirar. Enquanto batia levemente nas pernas, ela olhou para o homem. Ele estava encostado na parede. Ela perguntou abruptamente,
— Hm… Por que você está me ajudando?
— …
Claro, ela não havia esperado uma resposta. Yoon Ga-eul murmurou para si mesma novamente, abaixando a cabeça, quando de repente —
— Porque você o chamou.
— Hã?
Yoon Ga-eul ergueu a cabeça bruscamente. Seu queixo afiado e seco estava apontado diretamente para ela. “Porque você o chamou.” Quem? Havia apenas uma pessoa que Yoon Ga-eul havia chamado.
J.
“Não pode ser.”
Um arrepio percorreu sua espinha. Um suor frio escorreu. Yoon Ga-eul cautelosamente cerrou os punhos. Deveria avisá-lo para não vir? Mas como fico com esse homem bem aqui? E se J não vier, então neste mundo onde o apocalipse chegou, estarei completamente sozinha…
Algo branco se arrastou para cima pelas frestas do chão, se enrolando em volta das pernas. Parecia e se sentia exatamente como o que havia se enrolado no pescoço dela pouco antes de ser arrastada para cá. Ofegante, Yoon Ga-eul prendeu a respiração.
Uma voz fria penetrou o topo de sua cabeça.
— Para.
— …Ugh, ah.
— Não pense.
— …Ugh.
— Não pense em nada.
“Como supostamente vou fazer isso?”
Yoon Ga-eul fechou os olhos com força. Se alguém diz para você não pensar em um elefante, é claro que você vai pensar em um elefante! Os tentáculos brancos já haviam subido pelos braços. Haah… Ela ouviu um longo suspiro.
— Ei.
Yoon Ga-eul abriu cautelosamente os olhos. Ela não conseguia ver claramente através dos tentáculos brancos enrolados ao seu redor, mas conseguia perceber que ele estava agachado bem na frente dela em uma postura relaxada. Justo quando ela inalou bruscamente, ele estendeu a mão e puxou o capuz grosseiramente para trás. Cabelo preto caiu.
— Eu…
— …
— Tudo que consigo fazer é observar. Observar o fim inevitável que virá. Daqui.
— …
— Mas a razão pela qual te ajudei…
Através do cabelo longo que cobria os olhos, ela vislumbrou olhos afiados, levemente violeta.
— …é porque ele gostaria assim.
Mesmo que parecessem ter queimado até ficar brancos, aqueles olhos não refletiam nada.
Os olhos de Yoon Ga-eul se arregalaram. O vislumbre fugaz dos olhos dele pareceu estranhamente familiar. Onde ela os havia visto antes? O brilho sombrio em seus olhos rapidamente saiu de vista. Se ela conseguisse ver um pouco mais, talvez lembrasse.
De repente, algo preto apareceu em sua visão. Havia um leve brilho prateado — então a escuridão envolveu sua visão.
“Pelo menos deixa eu terminar de falar!”
Sua consciência lentamente se apagou, e seus olhos se fecharam. Os tentáculos brancos que haviam prendido seu corpo começaram a se soltar e se desfazer. A tensão em seu corpo se dissolveu. Uma voz grave ecoou.
— Diga a ele isso; tudo vai fluir para onde deveria ir… então ele não deveria se preocupar muito.
Yoon Ga-eul lutou para manter a consciência enquanto perguntava,
— Por que… você não… diz a ele… pessoalmente?
— …Que pergunta estúpida.
Ele deu uma risada sarcástica.
— A razão é…
Houve o som dele se levantando, e um som de farfalhar tomou o ar. Sua risada baixa ecoou.
— Se eu fosse encontrá-lo…
***
— …E quando acordei, estava aqui. Acho que o casaco pertence àquele homem.
— Você sabe o que ele disse no final?
— Não… Só ouvi até aquele ponto, não captei o resto. Desculpa.
Yoon Ga-eul soltou um suspiro fundo, suas mãos mexendo na saia, revelando sua ansiedade. Ela lançou um olhar para Cha Eui-jae, depois olhou para Lee Sayoung de pé atrás dele antes de abaixar a cabeça novamente.
Cha Eui-jae também estava perturbado pelo que havia ouvido. O dono do casaco de couro preto, os olhos violeta que permaneceram mesmo depois de terem queimado até ficar brancos, e a rudeza inconfundível nas breves palavras. Cha Eui-jae cobriu a boca com o punho, franzindo a testa.
“…Droga, não é Lee Sayoung?”
Esse lugar era um mundo que havia encontrado seu fim. E Cha Eui-jae havia “visto” o Lee Sayoung desse mundo destruído. No fragmento de Yoon Ga-eul, onde Lee Sayoung estava enterrado na escuridão, imóvel mesmo quando Honeybee e Bae Won-woo vieram procurá-lo.
— …
A figura de capa preta havia dito que estava aqui para testemunhar o fim que viria. Cha Eui-jae tocou distraidamente o casaco estendido no chão. O couro gasto era macio, sem a rigidez anterior. O aroma adocicado persistia no ar.
“A terceira chance.”
Se o mundo em que viviam era a terceira chance, significava que dois apocalipses já haviam ocorrido, e o tempo havia sido revertido duas vezes. Mesmo que não se lembrassem. Mas Cha Eui-jae havia vislumbrado os outros dois mundos.
De acordo com o que Hong Ye-seong havia mostrado na Masmorra Memorial, Cha Eui-jae havia revertido o tempo. Lee Sayoung havia morrido, e sem nenhuma forma de impedir o apocalipse iminente, ele decidiu rebobinar o tempo — para a segunda chance.
No mundo que Yoon Ga-eul havia mostrado, Cha Eui-jae havia morrido primeiro. Lee Sayoung o havia perdido e ficado uma ruína. Então quem havia revertido o tempo nesse mundo?
Para reverter o tempo, era necessário um “pivô”.
No mundo onde Cha Eui-jae havia morrido, quem se tornou o pivô?
— …
Cha Eui-jae subitamente ergueu a cabeça. Uma voz confusa veio de trás.
— Hyung?
Cha Eui-jae cerrou o punho.
“Deve ter sido Lee Sayoung, droga…”
Cha Eui-jae conhecia o próprio poder. Ele não sabia exatamente o que significava se tornar o “pivô”, mas sabia que era algo que nem mesmo ele conseguia parar com uma determinação comum. E considerando a rigidez do sistema, não há como ele ter conseguido usar tal item duas vezes! Um suor frio se formou na palma cerrada.
“Se Lee Sayoung reverteu o tempo…”
Por que Lee Sayoung, que havia se tornado o pivô, ainda vagava pelo mundo destruído como um fantasma?
“É um efeito colateral? Seu poder foi insuficiente? Ou há algum outro problema? Ou é simplesmente assim que é?”
Seria ótimo se ele pudesse olhar para aquele relógio e ler a descrição. Então todas essas especulações seriam confirmadas. Cha Eui-jae enxugou a palma na calça em vez do avental, então abriu a boca.
O avental e a concha amassada que haviam sido arrastados junto com Lee Sayoung quando ele foi puxado para cá — onde deveriam estar? No restaurante de sopa da ressaca. Park Ha-eun e a avó. O primeiro lugar onde foi depois de escapar da Fenda do Mar Ocidental.
O restaurante de sopa da ressaca.
A avó não expulsou o Cha Eui-jae maltrapilho; ela lhe serviu uma tigela quente de sopa. Mas Cha Eui-jae não tinha nada para retribuir a gentileza dela. Tudo que tinha era uma garrafa de poção vazia e seu corpo. Em uma tentativa desesperada de lhe dar algo, ele vasculhou seus pertences…
— Ah.
Ele tirou o relógio de prata que nem sabia que estava usando e o entregou.
O mesmo relógio que o Cha Eui-jae que reverteu o tempo havia mostrado a Hong Ye-seong!
A boca de Cha Eui-jae ficou aberta enquanto ele de repente gritou e pulou de pé.
— Aaaah!
— Hyung?
— J?
— Meu Deus!
Lee Sayoung e Yoon Ga-eul o olharam com expressões confusas. Mas não havia tempo para se preocupar com os olhares deles. Seu coração estava acelerado. Cha Eui-jae estava frenético.
— Nós– nós temos que ir. Agora mesmo.
— Ir para onde?
A chave para todos esses problemas estava no restaurante de sopa da ressaca.
— O restaurante de sopa da ressaca!
Estava lá por muito, muito tempo!
↫。。⛧ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki