The Hunter’s Gonna Lay Low (Novel) - ↫─☫ Episódio 116
𓆰𓆪 Episódio 116𓆰𓆪: Curto
J.
Jung Bin ajustou o aperto no celular e olhou ao redor. Nenhum dos membros da equipe estava prestando atenção nele ainda, mas certamente notariam se ele agisse de forma estranha. Ele precisava permanecer o mais natural possível.
— …Entendido. Por favor, aguarde um momento.
Jung Bin passou a mão pelo rosto, depois se levantou e pegou o paletó do terno que estava pendurado no encosto da cadeira. O som do paletó ao ser movido pareceu estranhamente alto.
— …
Vários membros da equipe lançaram olhares confusos para ele. Jung Bin não respondeu verbalmente; em vez disso, levantou o indicador apontando para o teto. Um ar de cansaço se espalhou por seus rostos. Alguém até pareceu suspirar.
Com o celular encaixado entre o ombro e a orelha, Jung Bin rabiscou uma frase em um pedaço de papel e o ergueu.
[Vou sair por um momento. Por favor, descansem.]
Os membros da equipe acenaram com a cabeça depois de ler o recado. Ao sair do escritório, o passo de Jung Bin se acelerou no momento em que ele abriu a porta da escada de emergência. Seus pés bateram rapidamente nos degraus.
Ele parou na escada que levava ao subsolo — um lugar sem câmeras de segurança e onde ninguém poderia ouvir sua conversa. Jung Bin fez uma pausa para recuperar o fôlego.
Normalmente, ele teria ignorado isso. Teria descartado como mais um impostor. Mas…
“J voltou.”
Aquela pessoa compreendia o peso dessas palavras?
Jung Bin esfregou a parte de trás do celular com o polegar, respirou fundo e falou.
— Desculpa pela demora. Pode falar agora.
— Parece que você estava com outras pessoas. Você ainda não saiu do trabalho?
— …
— São quase meia-noite.
Cada vez que ouvia aquela voz distorcida, algo palpitava em seu peito, uma sensação que ele não conseguia identificar ao certo. Era tensão ou antecipação? Não, estava mais próximo de ansiedade.
Se a pessoa do outro lado da linha sabia ou não de seus sentimentos, ela continuou falando.
— Falar pelo celular parece um pouco seguro. Prefiro nos encontrar pessoalmente. Você está disponível agora?
A pessoa, J, que eles haviam organizado uma equipe de rastreamento para encontrar, mas falharam, agora entrava em contato com ele primeiro para marcar um encontro, algo que ele não havia antecipado.
“Além disso…”
As palavras de Hong Ye-seong ecoaram em sua mente.
“J disse isso. Ele acha que a reestruturação da masmorra aconteceu por causa dele, mas ainda não sabe o porquê. Até descobrir, ele disse que só apareceria quando fosse absolutamente necessário, como desta vez.”
Absolutamente necessário. Uma declaração vaga. Ele rapidamente passou pelos eventos recentes. Havia uma crise tão séria quanto a masmorra de grau S+? Embora o Prometeustivesse se infiltrado nas profundezas do Departamento de Gestão de Despertos, não era um problema que justificasse o envolvimento de J. Então, por quê? Jung Bin não conseguia responder facilmente.
— …
— Você está muito ocupado? Se estiver, acho que não tem jeito.
A voz distorcida agora carregava uma pontinha de decepção. Jung Bin respondeu rapidamente.
— Não, estou disponível. Para onde devo ir?
— Ah, vou te dar o endereço. Mas venha sozinho. E não conte para a Diretora.
A voz então recitou um endereço, que Jung Bin anotou mecanicamente enquanto ponderava.
Com o fantoche do Prometeusse infiltrando no núcleo do Departamento de Gestão de Despertos, ele não podia descartar totalmente a possibilidade de que fosse uma armadilha. Afinal, haviam se passado oito anos desde que J desapareceu na fenda, e muitos haviam se passado por ele desde então. A maioria não valia a pena lidar e havia desaparecido antes de serem detidos, mas…
“Ainda assim…”
Mesmo uma pequena possibilidade significava que ele tinha que ir. Era o dever dos sobreviventes.
O endereço que J forneceu era um parque infantil. A caminho de lá, Jung Bin tentou ligar de volta para o número, mas não houve resposta. Por curiosidade, ele pesquisou o número e descobriu que era um número de telefone público certificado.
— …
Ele estacionou o carro em um beco próximo e caminhou devagar. A noite estava quieta, sem nem mesmo o som de insetos. Seus lábios continuavam secando. Por fim, o parque infantil apareceu à vista.
Um jovem usando um boné e uma máscara preta simples estava sentado no fim de um escorregador vermelho. Sua postura era casual, com os braços apoiados nos joelhos.
Ele usava uma jaqueta grossa com o zíper fechado até o pescoço, calça de agasalho preta e sandálias com três listras brancas — uma roupa tão comum que poderia facilmente ser confundido com uma pessoa normal se não fosse pela máscara.
Sob a luz de rua que cintilava, insetos zuniam ativamente. O ar ao redor do jovem parecia suspenso. Como se sentisse a presença de Jung Bin, o jovem ergueu os olhos.
— Oh.
A voz distorcida soltou uma breve exclamação. Ele assentiu levemente como se fosse uma saudação.
— Muito tempo. Espero que você esteja bem.
Jung Bin não respondeu. O tom era familiar, mas ele não conseguia confiar facilmente.
Era realmente ele? Como sabia o número dele para entrar em contato? Se era realmente ele, por que havia aparecido de repente? Por que havia ficado escondido por tanto tempo? Inúmeras perguntas surgiram, mas todas ficaram sem resposta.
Felizmente, Jung Bin era bom em esconder suas emoções, e ainda melhor em extrair informações.
Com as mãos atrás das costas, ele sorriu levemente.
— Sim. Muito tempo mesmo.
— …
Desta vez, o jovem não respondeu. Jung Bin vasculhou suas memórias nebulosas. Qual era a constituição física de J? Embora o jovem fosse um pouco menor, sua compleição geral era semelhante. Mas era difícil avaliar, já que ele estava sentado no escorregador de plástico. O jovem apoiou o queixo na mão e murmurou.
— Seu braço está bem?
— Com licença?
— Você machucou o braço direito naquela vez, protegendo os outros do golem.
— …
Os olhos de Jung Bin se arregalaram, mas ele rapidamente mascarou a expressão. O fato de ter machucado o braço era amplamente conhecido, especialmente no Canal 1 e em outros lugares. Mas os detalhes só eram conhecidos por aqueles que estavam lá… Não. Só isso não era suficiente para ter certeza. Havia a possibilidade de ter ouvido pelo depoimento de Hong Ye-seong…
Naquele momento, o jovem soltou um suspiro fundo.
— Caramba, como aquele cara consegue distorcer as palavras assim… Não aguento.
Com um gemido, o jovem se espreguiçou e se levantou. Ele enfiou as mãos nos bolsos e ficou de pé de forma torta, o olhar varrendo Jung Bin da cabeça aos pés, parando nas cicatrizes nos braços expostos sob as mangas arregaçadas. O jovem deu de ombros.
— Você ficou muito mais desconfiado.
— Peço desculpas. Dadas as circunstâncias atuais.
Jung Bin inclinou levemente a cabeça. O jovem andava de um lado para o outro na frente do escorregador, aparentemente imerso em pensamentos, antes de cruzar os braços.
— Que tal falarmos sobre aquela vez em que tivemos uma conversa na escada externa da sede?
Escada externa. A localização familiar trouxe de volta memórias, e Jung Bin soltou um suspiro que havia prendido. A tensão que havia enrijecido seus ombros se aliviou. Jung Bin passou as mãos pelo rosto e murmurou.
— Ah… Então você é realmente ele.
— Claro, não sou um falso.
— …
Depois de esfregar o rosto por um tempo, tentando recuperar a compostura, Jung Bin subitamente ergueu a cabeça.
J, que havia dito que só apareceria quando absolutamente necessário, havia entrado em contato com ele de repente. Poderia ter acontecido algo sério? Não poderia ter sido apenas para dizer olá.
Jung Bin perguntou urgentemente.
— Aconteceu algo sério?
— Ah… isso. Não é nada muito grande.
O jovem esfregou a nuca.
***
Um menino presumido morto estava vivo e bem. Como um milagre.
Até Cha Eui-jae, que não acreditava em milagres, acreditou no momento em que abraçou Lee Sayoung. Em um espaço escuro com cheiro de sangue, eram os dois únicos a respirar. O calor da cabeça de Lee Sayoung aninhada contra ele era tão reconfortante que ele poderia tê-lo abraçado o dia inteiro.
Ele era a única prova de que a vida de Cha Eui-jae não havia sido um fracasso, e era tão precioso que nenhuma quantidade de boas palavras seria suficiente…
No entanto…
— Estou cansado.
— Entendo.
Precioso era precioso, mas…
— Desculpa, tenho uma reunião da guilda. Conversamos depois.
— Tudo bem.
Mas o fato de não conseguirem se comunicar era um problema separado!
Haviam se passado oito anos desde o último encontro. Até amigos ou familiares teriam uma montanha de coisas a dizer depois de oito anos, e o vínculo entre Cha Eui-jae e Lee Sayoung era muito mais profundo.
Cha Eui-jae sentia que tinha a obrigação de ouvir exatamente o que havia acontecido com Lee Sayoung nos últimos oito anos — como havia sido levado pelo Prometeuse quais experimentos havia suportado. Era seu dever como guardião!
Mas Lee Sayoung evitava conversas sérias como uma enguia escorregadia, apesar de aparecer no restaurante de sopa da ressaca todos os dias. Ele sempre tinha alguma desculpa: uma reunião da guilda, uma masmorra, uma fenda, lidar com o erro de um membro da guilda, ou comparecer ao Departamento de Gestão de Despertos.
Um dia, Cha Eui-jae tentou impedi-lo de sair, só para Lee Sayoung fingir exaustão e se agarrar a ele. Cha Eui-jae havia inicialmente se preocupado que pudesse ter sido vítima das correntes de Jung Bin de novo, mas decidiu deixar passar.
No entanto, até isso tinha seus limites.
No dia em que uma semana havia se passado sem uma conversa de verdade, Cha Eui-jae estava agachado perto do contêiner de reciclagem, retirando rótulos de garrafas de bebidas, pensando consigo mesmo.
Se uma semana havia passado sem nenhum progresso, havia uma grande chance de que Lee Sayoung nunca se abrisse. Ele era excessivamente sensível e teimoso, traços que apenas se acentuaram com o tempo.
A única carta que Cha Eui-jae podia jogar no momento era uma. O Pequeno Milagre Seo Min-gi. No entanto, se ele solicitasse informações sobre o Prometeus a Seo Min-gi, havia uma grande chance de que fosse bloqueado ao nível de Lee Sayoung.
Como alguém que havia operado como J, Cha Eui-jae era mais familiar do que ninguém com receber informações limitadas. Claro, ele sabia como lidar com isso. Mas iria mesmo viver de essas migalhas de informação? Não.
“Preciso encontrar outra fonte de informação.”
Cha Eui-jae jogou fora o saco de reciclagem e voltou para a loja, onde tirou o [Guia Básico para Novos Caçadores] — um presente que havia folheado apenas duas ou três vezes desde que o recebeu. Ele abriu uma página. Agindo como um marcador estava um cartão de visita que dizia:
[Departamento de Gestão de Despertos, Primeira Equipe de Resposta de Campo]
[Líder de Equipe Jung Bin]
***
A luz de rua cintilava precariamente. No fim da noite, dois jovens, que pareciam fora de lugar em um parque infantil, estavam de pé tensos, de frente um para o outro.
Enquanto Cha Eui-jae observava a expressão perplexa e tensa no rosto de Jung Bin…
— Me dê todas as informações que você tem sobre o Prometeuse Lee Sayoung.
Ele exigiu sem rodeios informações classificadas.
↫。。⛧ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Othello&Yuki