The Hunter’s Gonna Lay Low (Novel) - ↫─☫ Episódio 113
𓆰𓆪 Episódio 113𓆰𓆪: Curto
— Você encontrou o que estava procurando?
— …
— J.
Não havia nem um traço de surpresa em seu rosto delicado, como se soubesse que encontraria J ali. Uma pontinha de malícia cintilou em seus olhos violeta estreitados. Lee Sayoung murmurou enquanto colocava luvas pretas. As pontas pretas dos dedos desapareceram nas luvas.
— Deixei um pouco de propósito.
Os arquivos cuidadosamente dispostos, a sala de monitoramento com as luzes acesas como se fosse guiá-lo, a voz do sobrevivente que veio quando terminou de ler os arquivos. Tudo havia sido preparado para uma pessoa.
Aquele que enviou o presente…
— Você leu?
Cha Eui-jae.
Então, os arquivos sobre a mesa e os cadáveres haviam sido exibidos deliberadamente. Cha Eui-jae pensou com cinismo. Ele poderia ter resolvido de forma limpa como aquilo. J fitou o lugar onde o homem havia caído. Apenas algumas manchas de sangue permaneciam no chão vazio. Ele respondeu com uma voz estranhamente alterada.
— É. Li. Registros desta instalação?
— Bem, apenas uma pequeníssima parte dos registros.
— …
— Eu filtrei. Não deixei demais, pois tenho medo de que não chegue até mim.
— Seo Min-gi deve ter te contado. Que eu viria aqui.
Lee Sayoung apenas sorriu em vez de responder. Seo Min-gi e Abridor Romântico. Eles ajudam Cha Eui-jae, mas fundamentalmente são pessoas de Lee Sayoung. Considerando a entrega pela porta de espaço que havia experimentado no Porto de Incheon, não era surpreendente. Cha Eui-jae respondeu por si mesmo no lugar do silencioso Lee Sayoung.
— Deve ser isso, já que você não ficou surpreso com minha visita repentina. E tinha os materiais preparados.
— Ah, fiquei surpreso. Não esperava que a primeira atividade de J após retornar depois de oito anos…
Lee Sayoung olhou ao redor e deu de ombros.
— Não esperava que fosse invadir a instalação de pesquisa do Prometeus.
— …
— Embora eu não tenha pedido isso…
Lee Sayoung se aproximou silenciosamente com alguns passos. Sua mão negra se estendeu e gentilmente removeu o boné preto que Cha Eui-jae estava usando. Ele não resistiu. Lee Sayoung sussurrou enquanto arrumava o cabelo levemente desgrenhado de Cha Eui-jae.
— Lembro que quando fizemos o contrato, mencionei apenas que estava perseguindo um grupo que atraía pessoas com drogas.
— …
— E então, você de repente mencionou o nome Prometeus…
Lee Sayoung bateu levemente na aba do boné com o dedo. Seus longos cílios piscaram lentamente. As comissuras de seus lábios continuaram erguidas.
— Onde você ouviu isso… E por que você veio aqui?
Embora o tom parecesse interrogativo, a atmosfera era diferente. O Lee Sayoung que Cha Eui-jae conhecia estaria completamente irritado por agora, pressionando o oponente até se sentir melhor. Mas agora, o Lee Sayoung à sua frente…
— Você é bom em inventar novos segredos toda vez.
— …
— Mentiroso.
Em seus dois olhos…
— Que tal uma sessão de perguntas e respostas depois de muito tempo? Fazendo perguntas um ao outro, respondendo, e tentando adivinhar o que está escondido.
Um olhar fingindo indiferença, com algo desconhecido agitando-se violentamente sob a superfície calma.
Cha Eui-jae instintivamente percebeu que ele nunca o deixaria ir. Se fizesse um movimento errado, seria apanhado na correnteza furiosa.
Pegar um monstro em fúria ou lidar com um Lee Sayoung irritado teria sido mais fácil. Pelo menos, havia uma estratégia clara para esses casos. Mas o Lee Sayoung calmo precisava de uma nova estratégia. Enfrentar o olhar violeta causava uma sensação estranha.
Cha Eui-jae cerrou o punho, pressionando as unhas na palma da mão dentro do bolso. Foi uma sorte que a máscara escondesse sua expressão.
— Não tenho perguntas.
— Bem, na verdade, você não tem escolha.
A voz respondeu com uma pontinha de risada. Lee Sayoung inclinou levemente a cabeça. Seu cabelo encaracolado balançou suavemente.
— Tenho muitas perguntas para você… Sobre você.
— …
— Então… Devo começar primeiro?
Uma mão grande envolta em couro agarrou a nuca de Cha Eui-jae. Uma voz suave falou.
— Você sabe, não sabe? Que sou um produto dos experimentos do Prometeus.
Foi uma pergunta inesperada. Cha Eui-jae instintivamente tensionou os dedos. Lee Sayoung murmurou, inclinando a cabeça.
— Quem te contou é óbvio… Poucas pessoas conhecem esse fato. Todos estão mortos.
— …
— Os que ainda estão vivos são Ham Seok-jeong, Jung Bin, Nam Woo-jin e Bae Won-woo. Como você evitou Jung Bin e Ham Seok-jeong, não podia ser eles. Bae Won-woo não é perspicaz o suficiente para saber que você é J. Isso deixa…
O polegar esfregou gentilmente atrás da orelha.
— Nam Woo-jin. Esse desgraçado.
Lee Sayoung era perspicaz e tinha excelentes habilidades de coleta de informações. Na verdade, não havia mais razão para esconder nada. Ele havia revelado os segredos que tentou manter ocultos. Cha Eui-jae admitiu honestamente.
— Sim, está certo.
— E você ouviu isso quando levou sua avó, certo? Você ouviu sobre o Prometeus então.
— Exato.
Lee Sayoung rangeu os dentes e então soltou um pequeno suspiro. Ele removeu a mão da nuca de Cha Eui-jae. O calor morno desapareceu.
— Agora é sua vez.
— …
Cha Eui-jae, que havia estado em silêncio, perguntou.
— Ouvi que não houve casos de sucesso nos experimentos do Prometeus. Que todos morreram.
— Aham…
Lee Sayoung prolongou as palavras preguiçosamente, erguendo a cabeça com um leve sorriso nos lábios, como se zombasse.
— Seo Min-gi disse isso? Bem… Ele não está errado. O Prometeus nunca teve sucesso em seus experimentos. Nem uma vez. Todos não suportaram os experimentos, seus corpos entraram em colapso, ou se tornaram algo pior do que um monstro.
— …
— Você está curioso sobre isso, certo? Como eu, uma cobaia, ainda estou vivo…
Lee Sayoung lentamente colocou a mão no centro do próprio peito.
— É simples. Eu despertei.
Ele sussurrou em uma voz lânguida.
— Não despertei artificialmente por causa dos experimentos deles, fui escolhido pelo sistema.
Ele se lembrou da conversa que tiveram no restaurante de sopa da ressaca depois de concluir o contrato bagunçado, quando os pequenos humanos negros se moviam de acordo com os movimentos dos dedos de Lee Sayoung.
— Então, quais critérios o sistema usa para escolher os despertos?
Uma voz lânguida perguntou.
— O sistema…
O dedo que esfregava contra o vidro quebrado,
— …Responde a um desejo desesperado.
Havia se tornado um fato amplamente aceito desde o Dia da Fenda.
— Quando um humano deseja desesperadamente, o sistema é atraído por essa energia e encontra o humano.
Aparecendo do nada, os olhos brancos e queimados fitaram Cha Eui-jae. De repente, os arredores se transformaram em uma floresta. A conversa que havia tido com Nam Woo-jin na Guilda Seowon veio à mente aos poucos. Nam Woo-jin, agitando o jaleco branco enquanto caminhava à frente, sussurrou,
“ Se ele despertou por causa do experimento deles, ou se o sistema respondeu às orações desesperadas de Lee Sayoung.”
Os arredores mudaram mais uma vez. No meio da destruição e das ruínas, Cha Eui-jae estava encolhido nos escombros, agarrando os corpos de seus pais. O cheiro de carne queimada e ensanguentada era insuportavelmente forte. Os corpos frios. Baque, baque, o som de monstros vasculhando o caminho ecoava em seus ouvidos.
Naquele momento, o que Cha Eui-jae pensou diante da morte?
“Quero viver.”
Ele queria viver.
“Não quero morrer.”
Ele não queria morrer.
E então uma luz branca e brilhante irrompeu diante de seus olhos. Foi o momento em que encontrou o sistema.
Cha Eui-jae ergueu a cabeça. Na sala escura e estreita, a única luz vinha da porta entreaberta. Lee Sayoung estava observando Cha Eui-jae em silêncio. De repente, uma pergunta surgiu. Qual foi a oração desesperada de Lee Sayoung? Qual desejo tão desesperado o levou ao despertar?
Estranhamente, Cha Eui-jae sentiu que sabia a resposta.
Como se alguém estivesse lhe ensinando. Seu coração acelerou. Emoções giravam em espiral — excitação, antecipação, ou talvez ansiedade e confusão. Cha Eui-jae abriu lentamente a boca.
— Você…
Era como se algo estivesse preso em sua garganta, tornando difícil falar. Ele não tinha certeza. Mesmo achando impossível, ainda alimentava uma tênue esperança, um conflito de sentimentos.
Um menino morrendo de veneno, Lee Sayoung que usava veneno. Um menino cujos registros foram apagados pelo Prometeus ou por alguma outra mão, Lee Sayoung que escapou depois de ter sido cobaia do Prometeus. Um menino que tentava sorrir com os olhos estreitados, Lee Sayoung que sorria com os olhos estreitados.
“Não pode ser.”
Cha Eui-jae olhou para Lee Sayoung com olhos confusos. Naquele momento, Lee Sayoung sorriu. Seus olhos se estreitaram, brilhando como os de uma criança, esperando o momento de abrir o presente que havia preparado.
“Isso é estranho.”
Cha Eui-jae engoliu inúmeras palavras.
“Isso é conveniente demais…”
Milagres assim não acontecem com Cha Eui-jae. Ele sabia disso. Havia desistido de esperar por milagres há muito tempo. Mesmo assim, embora continuasse dizendo a si mesmo que não era possível, mal conseguiu pronunciar uma única palavra. Sua voz rachou.
— …É você?
As botas pretas deram um passo para mais perto. Restava apenas um espaço muito estreito entre eles. Lee Sayoung estendeu a mão. Cha Eui-jae, como se estivesse em transe, pegou aquela mão, assim como sempre havia feito oito anos atrás.
A mão negra gentilmente puxou sua mão para a bochecha de Lee Sayoung. O calor irradiando de sua bochecha era suave. Era marcadamente diferente da textura áspera das bandagens.
Lee Sayoung esfregou lentamente a bochecha contra a palma. A mão enluvada cobriu a mão apoiada em sua bochecha. Uma voz baixa sussurrou.
— Sim, Hyung.
* * *
↫。。⛧ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Othello&Yuki