The Hound Behind The Mask (Novel) - ↫─Capítulo 05
↫─Capítulo 05
O carro corria pelas ruas de Seul em uma velocidade assustadora. Jaeha mal sabia que o tempo de deslocamento de Gyeonggi para Seul poderia ser tão curto.
Nesse meio tempo, o corpo de Jaeha inchava a cada momento. E apenas nas partes mais sensíveis.
Apesar dos avisos de Taegun, era impossível impedir que a carroceria sacudisse e seus mamilos roçassem no cinto de segurança. Aquela região e o meio de suas pernas tornavam-se infinitamente rígidos. Jaeha franzia as sobrancelhas involuntariamente.
O interior do carro estava coberto por um aroma de jasmim molhado. Era como o cheiro de um único perfume feito a partir de uma gota de óleo extraído de milhões de jasmins.
Taegun ocasionalmente proferia palavrões, tão alto que até os ouvidos de Jaeha, que estava em estado de transe, podiam ouvir. No estado febril em que se encontrava, Jaeha podia ouvir o som da buzina preenchendo o silêncio entre os dois.
— Hah…
Um gemido escapou de seus lábios. O banco do motorista estava silencioso. Com o perfil do rosto levemente visível, era claro que Taegun estava com a mandíbula cerrada.
Quando o carro, ignorando o limite de velocidade, chegou à vila em Hannam-dong, não haviam se passado sequer 40 minutos desde a partida.
O condomínio de luxo possuía vagas de estacionamento para cada unidade e um elevador separado que levava diretamente do estacionamento aos apartamentos, de modo que era possível subir sem encontrar ninguém. Pensando no aroma de jasmim que florescia dentro do carro, parecia melhor assim.
Eu deveria ter ido ao hospital antes. Lee Jaeha repassava seu arrependimento, mergulhado no aroma floral de origem desconhecida. Até o momento em que Taegun saiu do carro, contornou o capô e abriu a porta do banco traseiro, ele teve tempo para pensar nisso.
O problema foi quando ele escancarou a porta.
— Ah…
— …
Os olhares dos dois alfas se cruzaram no ar. Jaeha observou o pomo de adão de Jang Taegun se mover.
Seu olhar se voltou para os músculos masseteres, que se destacavam devido ao fato de estar com os dentes cerrados. Jang Taegun praguejou novamente. Jaeha murmurou sem perceber.
— Não xingue.
Ele fez uma expressão de descrença, suspirou e se curvou para soltar o cinto de segurança de Jaeha, que estava sentado no banco de trás.
Colocando as mãos sob as axilas de Jaeha, ele o levantou. Jaeha, que piscava com os olhos vagos, ao colocar os pés no chão e ficar de pé, deixou a cabeça cair para frente e a encostou no peito de Taegun.
— …Você não facilita nada.
— Minha cabeça está… confusa…
Sentia-se continuamente em transe. O humor estava agitado e o corpo coçava, mas ao se apoiar no peito de Taegun, sentia-se aliviar.
Ele se perguntou o porquê, mas havia feromônios envolvendo seus tornozelos pesadamente. O cheiro de sal marinho trazido como uma onda, pétalas de rosas silvestres caindo sobre a espuma branca.
Jaeha fechou e abriu os olhos. Os feromônios dele avançavam como um apelo suave. Não parecia com Jang Taegun, então ele soltou uma risada, um riso sem querer. Taegun soltou um suspiro baixo.
— Você está rindo.
— …
— Se já acabou de rir, vamos entrar. Antes que o seu pau exploda.
Ele disse palavras obscenas com seu tom indiferente de sempre. Enquanto caminhava, quase sendo carregado por ele, Jaeha pensou sobre aquela lacuna.
Por que ele nunca tinha se perguntado por que Taegun usava aquele tipo de fala?
As roupas que ele vestia, a comida que comia, as músicas que gostava de ouvir, havia inúmeras coisas, mas ele nunca tinha sentido curiosidade sobre elas. Apenas esperava pela oportunidade de derramar seu amor. Quando essa chance chegava, sem perguntar a opinião do outro, ele despejava tudo e desistia pela metade. Ele tinha desistido naturalmente de ser amado por Jang Taegun. Por que diabos ele fez isso?
Só então Lee Jaeha pôde escrever a nota de respostas erradas para o seu amor fracassado. Jaeha levantou lentamente a cabeça e abriu a boca.
— …Sr. Jang Taegun.
— O quê?
Ele respondeu naturalmente, mesmo com o tom áspero. O elevador que subia para a casa estava cheio de perfume de jasmim.
— Sinto como se tivesse chegado em casa.
Prestes a apertar o botão do elevador, Taegun hesitou. Jaeha piscou os olhos.
— Faz tanto tempo que…
— …
— Parece que voltei para casa.
Ele piscou seus olhos vagos enquanto era mantido em seus braços. Podia-se ver o pomo de adão de Jang Taegun subindo e descendo. Os braços de Taegun, que abraçavam Lee Jaeha, apertaram-se.
Ele abaixou a cabeça e beijou a testa de Jaeha.
— Se eu soubesse que aqui era a sua casa.
— …
— Nunca mais saia. Estou morrendo de preocupação por sua causa.
O final soou, de um jeito inesperado, como se ele estivesse fazendo drama. Jaeha riu. Naqueles cantos dos lábios curvados, os lábios dele tocaram novamente.
—
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna