Late Bloomers (Novel) - ⋆。˚ ◉ Capítulo 96
Capítulo 96
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Quando Seowoon terminou de rarear os legumes, a criança abriu um sorriso radiante.
— Obrigado.
Tentando não demonstrar nenhum afeto, Seowoon afagou a cabeça da criança distraidamente.
— O paladar do Cha Byeonjong é igualzinho ao seu, hein? Ele é bom pra caramba em reclamar dos acompanhamentos também.
Cahaya recolheu com a colher as cenouras e cebolas que tinham sido postas de lado e as comeu sem o menor traço de frescura.
— Que diabos você está falando? O moleque é igualzinho a você quando se trata de fazer birra. Chama ele só de “Guri”. E se ele começar a achar que “Cha Byeonjong” é o nome de verdade dele?
— Vocês dois são um casal maluco do caralho, né?
Ao ouvir isso, Seowoon mostrou o dedo do meio para Han Donhee.
Os três continuaram seu modesto café da manhã em volta do tabuleiro, dividindo a comida sem nenhuma frescura sobre o que era de quem, até Han Donhee largar a colher primeiro.
— Aliás, os searchers não disseram exatamente que tipo de dano o mutante humano poderia causar, né?
— Não disseram.
Seowoon respondeu com a boca ainda cheia de omelete.
— Você acha mesmo que ele é de outro planeta? Não faz o menor sentido. Não é como se fosse algum tipo de salto entre dimensões nem nada.
— Bom, o fato de você ser um Mansaengjong do mais alto escalão faz ainda menos sentido.
— Olha só, Cha Seowoon. O Cahaya começou a briga primeiro, não foi?
— É, eu ouvi isso também. Cahaya, para com isso.
Cahaya deu de ombros.
— Se o Han Donhee está certo, então a gente ir e voltar de Naraka também não faz sentido nenhum.
A réplica de Seowoon foi recebida com a fácil aceitação de Han Donhee.
— Então isso quer dizer que esse moleque vai destruir a Terra? Como? Com algum tipo de fofura destruidora?
A criança em questão estava completamente concentrada em comer, mordiscando com os lábios em bico como um filhote de pardal.
— Eu ouvi que, se outros últimos sobreviventes de dimensões diferentes se reunirem, a destruição da Terra vai começar, mas eu mesmo não tenho muita certeza.
— Então animais como musaranhos-elefante têm algum tipo de instinto para prever o fim do mundo?
— Na verdade, os animais são os primeiros a pressentir a chegada de um desastre natural.
Seowoon fez uma expressão desavergonhada.
— O musaranhozinho tem razão. Han Donhee, come logo a porra da sua comida.
Cahaya comentou, segurando a colher como uma faca.
Bzzzzt, bzzzzt.
Naquele momento, o celular de Seowoon na mesa vibrou. Estava posicionado um pouco afastado do tabuleiro da criança. Seowoon esticou a mão para checar a identificação e, para sua surpresa, era Lee Gwanwoong.
Seowoon olhou de relance para a criança, que estava com as bochechas cheias de arroz, e então mostrou o celular a Cahaya e Han Donhee.
— Por que isso me parece meio suspeito?
— Eu atendo.
Cahaya esticou a mão para o celular, mas Seowoon o ergueu rapidamente.
Como Cahaya agora era o vice-líder da guilda, era dever dele intervir se necessário, mas Seowoon não tinha muita fé nesse aspecto. Ainda mais porque Cahaya tinha uma relação tensa com a Aliança, assumir o comando poderia piorar as coisas.
— Eu atendo?
Enquanto Han Donhee estendia a mão, Seowoon apertou o botão de atender. Então colocou o celular no tabuleiro e mudou para o modo viva-voz.
— Sim, alô, aqui é o Cha Seowoon.
[Venha imediatamente ao saguão do primeiro andar.]
A voz de Lee Gwanwoong estava incomumente urgente.
— Posso perguntar o que está acontecendo?
[O mutante humano apareceu.]
Os três trocaram olhares antes de se virarem simultaneamente para a criança sentada no sofá.
— O mutante…… onde ele apareceu, senhor?
Seowoon falou com mais calma que o normal, tentando manter a compostura.
[Nós já cuidamos dele, então é só descer que a gente explica.]
Bipe.
Lee Gwanwoong encerrou a ligação bruscamente.
Os três estavam todos pensando o mesmo: de que diabos ele tinha cuidado?
Seowoon abriu uma garrafa de água e a virou antes de sair.
— Eu vou lá checar as coisas.
— Cha Seowoon, eu vou com você.
Tendo pegado sua espada, Cahaya jogou Matahari, que estava encostada na parede, para Seowoon.
Han Donhee ficou num dilema sobre se deveria ir também ou ficar e cuidar da criança.
— Han Donhee.
Cahaya chamou Han Donhee com uma seriedade incomum. Então, de repente, pegou a criança, que ainda segurava a colher e choramingava para ser posta no chão, e Han Donhee acabou ficando com ela.
— Hã? O quê? Por quê? O que você quer que eu faça?
— Cuida bem do nosso bebê.
Com isso, Cahaya se virou rapidamente e seguiu para a porta da frente.
— Esse moleque é mesmo um mutante humano? E do que exatamente o Lee Gwanwoong cuidou? Não me diga que isso é realmente……. Cahaya, seu lixo do caralho. Não me diga que esse é o seu filho que você está escondendo na Indonésia?
— Quantos anos você acha que esse moleque parece ter?
A expressão de Cahaya era de desdém. A criança aparentava uns seis ou sete anos, o que tornava difícil acreditar que fosse um filho que Cahaya tivesse tido por algum acidente.
— Droga, então o que é isso?!
Han Donhee quase acrescentou um palavrão, mas conseguiu se conter por causa da criança que estava segurando.
— Eu já te falei, ele é o nosso bebê.
Cahaya riu. Vendo isso, Seowoon balançou a cabeça, achando que os dois com certeza acabariam brigando nesse ritmo.
— A gente volta logo.
Diferente de Seowoon, que se despediu, Cahaya apenas acenou com a mão.
Depois que os dois saíram do quarto levando suas espadas, a criança ergueu os olhos para Han Donhee com seus olhos roxo e verde, cheios de expectativa. Era quase como se ele estivesse pedindo alguma coisa.
— Ei, guri, por que você está me olhando assim? Só termina a sua refeição.
— Por favor, me joga bem alto de novo. Igual antes.
A criança segurou a colher e esticou os dois braços bem para cima.
“Droga, esse moleque é ridiculamente fofo.”
Han Donhee quase teve vontade de morder aquele narizinho.
Ele não conseguiu se forçar a decepcionar as expectativas da criança, então a jogou para cima e ainda lhe deu um passeio de aviãozinho.
Os pensamentos de Han Donhee estavam conflitantes. E se aquele moleque atacasse pessoas como um mutante? Ele conseguiria matá-lo? Talvez tudo o que ele precisasse fosse de uma boa disciplina antes que isso pudesse acontecer.
Enquanto a criança era jogada repetidamente para o alto, ela de repente abraçou Han Donhee com força. Han Donhee checou o rosto da criança, preocupado que ela pudesse estar assustada com a altura. A criança ergueu os olhos para ele, cheios de afeto.
— ……Me falaram para não dizer nada, mas eu estou muito, muito feliz, então eu quero contar para você.
A criança abraçou Han Donhee com ainda mais força.
— Tio Donhee, eu estou tão feliz de te ver de novo.
Han Donhee, confuso sobre quando poderiam ter se encontrado antes, não conseguiu evitar de sorrir calorosamente por ser chamado de “tio”.
— Ei, você não deveria me chamar de “hyung”? Bom, acho que eu já tenho idade para ser chamado de “tio”.
— Agora, por favor não morre, tio. Fica comigo para sempre.
As mãos da criança, abraçando o pescoço de Han Donhee, tremiam.
— Guri, você teve um pesadelo ou coisa assim? Eu não vou morrer. Você não ouviu? Eu sou um super-hiper-mais-alto-escalão. Eu sou forte pra caralho.
A criança balançou a cabeça.
— O tio Donhee de anteontem morreu.
Han Donhee parou no meio da risada, pego de surpresa. Era estranho que a criança soubesse até o nome dele. Embora Cha Seowoon e Cahaya tivessem mencionado seu nome, a criança o chamava com uma intimidade perturbadora, como se o conhecesse desde sempre.
— E ontem…… o Seowoon hyung morreu.
O queixo da criança tremia e lágrimas se acumulavam em seus olhos. Mas ele se esforçou tanto para segurar as lágrimas que logo conseguiu abrir um sorriso radiante.
— Mas o Seowoon hyung me disse… que, se eu não chorar, a gente pode se ver de novo. Mas o que eu faço? Eu era só para comer a energia do Seowoon hyung, mas alguma coisa ruim se misturou.
Com uma fungada, a criança parecida com Cahaya e Seowoon estava à beira das lágrimas.
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Ao chegarem ao saguão pelo elevador, os dois imediatamente perceberam algo estranho.
Todas as portas do hotel estavam fechadas, e não havia nenhum funcionário à vista. O saguão estava cheio de Mansaengjongs, que se reuniam em volta de um lago artificial com água na altura dos joelhos.
A ausência de funcionários do Centro de Controle sugeria que talvez tivesse havido uma emergência exigindo que civis se abrigassem. Entre eles, Uhm Jigeon e Namgung Jun, que conversavam, pareceram consternados ao ver os dois se aproximando.
Se sentindo inquieto, Seowoon cutucou Cahaya, sinalizando para ele andar mais rápido.
— O vice-líder da guilda Tacheon chegou!
Um dos Mansaengjongs ergueu a voz ao avistar Seowoon. Enquanto a multidão que cercava o lago se afastava, Seowoon viu Lee Gwanwoong de pé no lago com água na altura dos joelhos.
“Mas por que a água do lago parece vermelha?”
Conforme Seowoon se aproximava, ele viu alguém deitado de bruços ao lado de Lee Gwanwoong.
A pessoa, boiando com a parte superior do corpo acima da água, era…… um cadáver. Seowoon tinha certeza disso. Mas o problema era a aparência estranha do corpo.
O corpo tinha um braço extra nas costas e outro braço preso à coxa. Parecia que pedaços de carne desencontrados tinham sido costurados juntos.
Seowoon instintivamente deu um passo para trás, mas Cahaya o segurou. Embora Cahaya tentasse colocá-lo atrás de si, Seowoon não se afastou mais.
— Vice-líder da guilda Cha Seowoon.
Lee Gwanwoong saiu da água, se aproximando dos dois. As manchas vermelhas da água marcavam seu caminho.
— ……O que é isso?
— É o mutante humano. Ele veio pelo teto momentos atrás e atacou civis. Como resultado, dois funcionários do hotel foram mortos.
Ao olhar mais de perto, Seowoon viu que os corpos no lago não eram apenas um, mas um total de três. Alguns estavam sem membros e até sem cabeça. As roupas nos corpos eram definitivamente o uniforme do hotel.
· ⋆ · ─ ✦ ─ · ⋆ · Continua
☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello