Late Bloomers (Novel) - ⋆。˚ ◉ Capítulo 86
Capítulo 86
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— Não ri, seu desgraçado. Eu estou falando muito sério.
— Se você quiser, eu tento.
O aviso de cinto de segurança ainda estava aceso, mas alguns dos Mansaengjongs circulavam por aí tranquilamente.
Yoochan e Kangsan passaram, distribuindo água e bebidas, e Han Donhee se encarregou de buscar comida, substituindo os comissários. Havia apenas cinco tripulantes de cabine, responsáveis exclusivamente pela Aliança e pelos funcionários do Centro de Controle de Desastres Mutantes no andar de baixo.
No momento, o andar de cima era ocupado apenas por Mansaengjongs que tinham caído em desgraça com a Aliança, como a Tacheon, Uhm Jigeon e Namgung Jun. Parecia que o Centro de Controle de Desastres Mutantes, que tinha uma relação relativamente boa com a Aliança, tinha usado seu critério para distribuir os assentos.
Exceto por Abdulaziz, a guilda Tacheon inteira estava no avião. Eles não tinham conseguido localizar Abdulaziz desde o fim de junho e começo de julho.
Seowoon estava preocupado que ele pudesse ter se ferido gravemente numa luta com um mutante em algum lugar, mas, se tal mutante tivesse aparecido, eles teriam ficado sabendo.
No fim, Abdulaziz tinha praticamente desaparecido por conta própria. Todo mundo na Tacheon levou aquilo na esportiva, achando que era hobby da guilda deles se revezar para sumir sem dizer nada, mas Seowoon não conseguia se livrar da sensação incômoda.
De repente, ele sentiu uma câimbra na mão e começou a massageá-la, mas não havia sensação nenhuma. Se perguntando o que estava acontecendo, ele olhou para baixo e viu que a mão de Cahaya estava aninhada entre suas mãos entrelaçadas sobre o peito.
Seowoon se sobressaltou, percebendo que não fazia ideia de há quanto tempo estavam de mãos dadas. Parecia tão natural, como se fosse parte do próprio corpo, que ele nem tinha notado. Agora que estava ciente, sentiu que deveria soltar, mas afastar a mão de Cahaya bruscamente poderia parecer estranho.
— Ei, obrigado.
Seowoon tentou deliberadamente agir com naturalidade enquanto balançava a mão de Cahaya. Dizendo que aquilo tinha ajudado e que ele se sentia melhor, soltou a mão e deu tapinhas nas costas da mão de Cahaya.
— Bom, pensando bem, até eu teria dificuldade para voar.
Seowoon o empurrou, desconcertado com a tentativa de Cahaya de assustá-lo. Sua confiança em Cahaya permanecia inalterada e, como o avião tinha se estabilizado, ele se sentiu um pouco mais tranquilo.
De repente, Cahaya se levantou do assento.
— Aonde você vai?
Seowoon não conseguiu esconder o constrangimento ao agarrar Cahaya, quase como uma criança procurando um dos pais. Cahaya tinha um sorriso peculiar nos lábios, e seus olhos brilhavam intensamente. Quando o olhar de Seowoon caiu sobre o pulso capturado, ele discretamente afrouxou o aperto.
— Não, é só que… você levantou tão de repente que eu fiquei curioso.
Um silêncio se instalou, deixando Seowoon sem jeito. Ele cruzou os braços sobre o peito e se deitou de novo, esticado.
Cahaya agarrou a borda superior do assento de Seowoon e olhou para ele de cima. Ele se inclinou um pouco, fazendo parecer que estavam prestes a se beijar. O coração de Seowoon batia descontroladamente contra sua palma direita, alimentado pela ilusão.
Seowoon fechou os olhos com força, como se tentasse escapar para o sono.
Naquele momento, Cahaya enfiou algo em cada uma das mãos de Seowoon. Quando Seowoon abriu os olhos e olhou para baixo, encontrou canetas encaixadas em suas mãos cruzadas. Eram as canetas que tinham recebido para preencher os formulários de imigração.
— Faraó Cha Seowoon.
“Esse babaca, sério.”
Cahaya estava ocupado transformando-o em faraó enquanto Seowoon ficava todo agitado à toa. Achando aquilo ridículo, ele jogou as canetas no espaço vazio ao seu lado.
— Ah, não, isso é ruim! A maldição de Tutancâmon começou! Todos, evacuem!
Cahaya gritou dramaticamente, estendendo o braço para o lado.
Han Donhee, que vinha tentando espantar o tédio no corredor, se meteu.
— Tutancâmon? Que porra é essa, seu nerd do Egito?
— Por que o Han Donhee está se metendo do nada?
— Cahaya, essa é a sua primeira vez num avião? Você não tem modos nenhum, hein?
— É tão óbvio assim?
— Besteira, eu não acredito nisso. Você veio nadando da Indonésia até a Coreia?
Seowoon desistiu de dormir e se endireitou no assento. Como já tinha passado de certa forma pela turbulência, ele decidiu pegar um lanche e se levantou. No entanto, Cahaya, sentado no assento do corredor, bloqueou seu caminho.
— Aonde você vai?
— Pegar alguma coisa para comer.
O voo durava cerca de seis horas, e eles estavam a bordo havia apenas cerca de duas.
— Você quer um udon com tempurá?
Seowoon assentiu diante da pergunta repentina de Cahaya.
Embora não gostasse muito de macarrão instantâneo, ele de vez em quando curtia um udon com tempurá como agrado.
— Espera aqui, eu vou fazer bem gostoso para você.
Cahaya disse enquanto brincava enrolando uma mecha do cabelo de Seowoon que tinha se levantado.
Seowoon alisou o cabelo que Cahaya tinha bagunçado e então caiu na gargalhada de repente.
Aquele cara maluco tinha enfiado canetas nas mãos dele como cetros e o chamado de Tutancâmon. Embora Seowoon estivesse bravo um instante antes, as palhaçadas de Cahaya eram engraçadas demais para continuar irritado.
Seu medo de voar tinha diminuído consideravelmente, mas ele ainda achava difícil se movimentar, então decidiu esperar Cahaya em silêncio. Em vez disso, abriu as mesinhas na frente dos assentos deles.
Até onde ele conseguia lembrar, parecia que Cahaya sempre comia ramyeon apimentado e, como esperado, aquele cara voltou com udon com tempurá e ramyeon apimentado. Com ramyeon nas duas mãos, Cahaya tinha dois pares de hashi de madeira na boca.
Cahaya colocou os potes de macarrão deles e se inclinou para perto. Seowoon estendeu a mão para pegar os hashis da boca dele, mas Cahaya mordeu com força como um filhote brincando de cabo de guerra.
— Ah, para com isso! Você está babando em tudo.
Seowoon abriu bem os joelhos no assento e entrou numa disputa brincalhona com Cahaya. Foi uma sorte o avião ser dividido em dois andares, caso contrário, eles poderiam ter atraído atenção indesejada da Aliança.
— Porra, vocês são crianças, por acaso?
Han Donhee, com um cachorro-quente na boca, tinha uma expressão que era tudo menos divertida.
Seowoon finalmente conseguiu arrancar os hashis da boca de Cahaya e rapidamente descolou a embalagem úmida. Sem comissários por perto, aqueles lanches práticos eram tudo o que tinham de comida.
— Ô? De onde veio esse ramyeon?
Uhm Jigeon, que passava por ali, comentou ao ver o ramyeon de Cahaya. Parecia que ele tinha começado a procurar comida assim que o avião estabilizou.
— Eu trouxe de casa.
— Sério? Eu devia ter trazido também.
— Você acredita nesse cara? Tem uma copa inteira lá atrás abastecida de comida.
Han Donhee apontou para a área onde as refeições e bebidas de bordo ficavam guardadas.
Seowoon mexeu o macarrão de udon com tempurá com os hashis. Uhm Jigeon, em retaliação, pegou uma garrafa de água que Cahaya tinha deixado de lado e virou tudo.
Preocupado que Cahaya pudesse reagir, Seowoon agarrou com firmeza o pulso dele e o empurrou para baixo. Então mexeu o ramyeon de Cahaya também.
— Uau, até o vice-líder da guilda Tacheon cuida da sua comida?
Uhm Jigeon estalou a língua. Quase simultaneamente, Yoochan veio correndo pelo corredor, estendendo um pote de jajang ramyeon.
— Vice-líder hyung, o meu também. Eu não trouxe hashi.
Sem hesitar, Cahaya enfiou seus hashis no jajang ramyeon ressecado de Yoochan e mexeu.
— A gente cuida uns dos outros.
Cahaya girou os hashis dramaticamente. Yoochan, sem se importar muito, segurou o pote com as duas mãos.
Quando Cahaya puxou os hashis, o jajang ramyeon veio bem enrolado. Ele o levou à boca e comeu de uma vez só.
— Ei! Cahaya hyung!
— O ramyeon dos outros é sempre mais gostoso, né?
Com mais da metade do ramyeon sumindo num instante, Yoochan estava furioso.
— Me dê o seu, hyung!
Yoochan arrancou o ramyeon de Cahaya e o enfiou às pressas na boca. Depois reclamou do ardido e do calor e correu para a copa buscar água.
Com Yoochan fora, as coisas se acalmaram um pouco.
— Sério, o Kim Yoochan é tão infantil.
Kangsan, falando em tom de deboche, colocou seu próprio ramyeon na mesinha de Cahaya. Ele recolheu o pote de macarrão que sobrou de Yoochan, dizendo que ia buscar mais.
Namgung Jun, sentado na diagonal, tomava seu café e olhava para trás algumas vezes. Embora fingisse o contrário, ele não conseguia evitar de se perguntar qual era todo aquele alvoroço.
Ignorando-o, Seowoon pegou uma tempurá de formato quadrado e a transferiu para o pote de macarrão de Cahaya. Era um gesto natural que ele sempre fizera desde o ensino médio, mas os olhares direcionados a ele ainda o deixavam desconfortável.
Com Kangsan e Yoochan na copa, os olhares provavelmente eram de Uhm Jigeon ou de Han Donhee. Quando Seowoon ergueu os olhos, encontrou os olhares deles.
Sua expressão parecia perguntar: “Por que vocês estão olhando para a gente?” Enquanto isso, Cahaya estava ocupado mastigando a tempurá.
— Esses caras são muito estranhos.
— Jigeon hyung, você só está percebendo isso agora?
— Eles estão namorando?
Uhm Jigeon apontou para Cahaya e Seowoon.
— O Cahaya está namorando o Kangsan.
Han Donhee apoiou o braço no ombro de Uhm Jigeon, lembrando da piada antiga de Cahaya sobre ter uma linda relação amorosa com Kangsan.
— Sério?
Uhm Jigeon pareceu mais surpreso com a ideia de Cahaya namorar Kangsan do que com o fato de ser entre dois homens.
— Você não vai para a copa, Uhm Jigeon-ssi?
Seowoon queria se livrar dele antes que seu udon com tempurá ficasse mole.
— Uau, sendo expulso tão descaradamente. Como é que um cara sem guilda como eu deve viver assim?
— Você é mais que bem-vindo no andar de baixo.
Cahaya apontou o polegar para baixo. Uhm Jigeon, sem cair na provocação, ergueu o queixo naquela direção.
— Ei, moleque, o seu namorado está chegando! Uau, ele é um gigante. Aposto que é sufocante quando vocês dois estão juntos.
Kangsan, saindo da copa com ramyeon e salsichas, de repente se viu rotulado como namorado de Cahaya. Ele pareceu perplexo.
— Que namorado?
— Não é você, Kangsan? Eu ouvi dizer que você está namorando o Cahaya.
Kangsan lançou uma careta para Uhm Jigeon.
— A minha namorada está no andar de baixo agora mesmo.
— O quê? Eu achei que você tivesse dito que não namoraria uma Mansaengjong?
Han Donhee disse, dando um empurrãozinho em Kangsan.
— Quem disse que ela é Mansaengjong? Ela trabalha no centro de controle.
— Uau, seu desgraçado, então você se voluntariou para a Indonésia com segundas intenções?
— Argh, toda vez que eu vejo um donut trançado, eu penso em você, Donhee hyung. As pessoas conseguem ser bem retorcidas.
— Isso mesmo, eu sei. Eu sou um desgraçado bem retorcido, não sou?
Kangsan não voltava a Naraka havia um tempo e raramente aparecia no grupo de conversa porque estava focado no relacionamento. Por que estavam falando disso ali, Seowoon não fazia ideia, ele simplesmente se concentrou em comer seu udon com tempurá.
— A água está no ponto certo, né?
Cahaya continuou tagarelando. Seowoon lhe deu um sinal de joinha.
Cahaya escorreu o caldo do seu ramyeon e colocou o macarrão num copo de papel, depois o ofereceu a Seowoon, fazendo sinal para ele comer. Seowoon o empurrou com a mão.
— Apimentado demais para mim. Eu não quero.
— É só o macarrão.
Curioso para experimentar o macarrão mais fino, Seowoon pegou um pouco com os hashis e sorveu. Durante todo o tempo, Cahaya segurou o copo de papel perto dos lábios de Seowoon.
— Ainda é um pouco apimentado.
Os lábios de Seowoon incharam enquanto ele soprava o macarrão para esfriar.
— Uau, então o Kangsan era falso, e vocês dois é que são os de verdade, hein?
Uhm Jigeon riu enquanto os olhava de cima. Enquanto isso, Han Donhee e Kangsan tinham ido zoar Yoochan, deixando só Uhm Jigeon para trás.
— Ah, eu devo manter isso em segredo? Bom, sem dinheiro para calar a boca, eu talvez sinta vontade de escrever um relato revelador.
Ele imitou digitar num teclado de celular com os polegares.
— Você não deveria digitar com os indicadores?
— O quê?
— Porque você é o Geom Jigeon.
Dessa vez, foi Seowoon quem respondeu de forma inexpressiva, em vez de Cahaya. Cahaya riu de sabe-se lá o que o divertiu.
— Geom Jigeon? Ah, aquele desgraçado nunca abandonou a mania de trocar sobrenome, né? Cahaya, eu devo te chamar de “Kim Haya”, em vez disso? Ah, não tem o mesmo impacto. Park Haya, Kim Haya, Lee Haya…….
Uhm Jigeon desfiou todos os sobrenomes do mundo, dizendo que não ficaria satisfeito com nenhum que inventasse.
— Sinceramente, Cahaya é o que soa mais estranho.
Como o esforço dele era inútil, Seowoon decidiu detê-lo.
— Eu sou estranho?
— Não. Soaria estranho se o seu sobrenome fosse Cha, mas não é, de todo jeito.
— O quê?! O sobrenome dele não é Cha?!
Uhm Jigeon exagerou seu choque, apontando o dedo para Cahaya.
— Cahaya significa “luz” em indonésio.
Seowoon sorveu seu ramyeon ruidosamente antes de responder. Cahaya, com um sorriso no rosto, inclinou o queixo e olhou para Seowoon.
Só então Seowoon percebeu que Cahaya nunca tinha explicado diretamente a ele o significado do próprio nome.
— Ah, eu só pesquisei por curiosidade no começo do semestre.
— É, só.
Cahaya fez parecer que Seowoon sempre acrescentava “só” quando não tinha mais nada a dizer.
— Então e “Matahari”?
— O que tem?
— Você pesquisou isso?
— O Sol, né?
— Uau, o Cha Seowoon é um verdadeiro sabe-tudo.
— Chacha se chamando de luz e sol enquanto se dão ramyeon na boca.
Uhm Jigeon tirou o celular, fingindo digitar algo. Seowoon zombou da provocação infantil, sabendo que a comunicação não funcionaria em pleno voo, de todo jeito.
— Pode escrever o que você quiser. Eu não ligo para o que os outros pensam.
— Ah, o vice-líder não tem graça. Eu só estou entediado e tentando brincar.
— Não é brincadeira.
— Ah, então é realmente assim entre vocês dois.
Seowoon conseguia entender porque Uhm Jigeon se encaixava tão bem com os outros membros da guilda Tacheon. Sua tendência a provocar os outros combinava perfeitamente com o estilo da Tacheon. Mesmo assim, ele não forçava demais, considerando que era mais velho que eles.
O avião inclinou levemente ao mudar de direção. Uhm Jigeon se firmou apoiando-se no compartimento superior.
— Então, vice-líder, você está solteiro? Eu sou bem bom em juntar casais. Quer que eu te apresente alguém que eu conheço?
— Eu cuido dos meus próprios relacionamentos, obrigado.
— E um cara? Um Mansaengjong do mais alto escalão como a gente?
Seowoon soltou um suspiro exasperado sem sequer olhar para Uhm Jigeon, e se concentrou em comer seu udon com tempurá.
— Vice-líder, parece que você tem vários do mais alto escalão à sua volta, hein? Do seu lado, na sua frente, ali na copa…… ei, seu moleque maluco, a gente está num avião.
Uhm Jigeon falou com um sorriso que rapidamente se transformou em perplexidade.
Se perguntando o motivo, Seowoon se virou para ver o que estava acontecendo com Cahaya, só para descobrir que um dos lados da mesinha dele estava inclinado e parecia estar derretendo.
— Ei!
Seowoon exclamou de surpresa, batendo no ombro de Cahaya.
— Uau, moleque. Você provavelmente conseguiria desviar das flechas do Cupido e roubá-las para matar alguém.
Uhm Jigeon murmurou uma besteira e se virou em direção à copa, dando de ombros como se não tivesse feito nada de errado.
“Quem foi que começou a provocar e zoar primeiro, afinal?”
Seowoon checou a mão de Cahaya. Ele não sabia o que tinha irritado tanto esse cara a ponto de fazê-lo liberar seu cosmos, mas, felizmente, sua mão estava bem.
— Eu vou matar ele.
O tom frio de Cahaya fez os olhos de Seowoon se arregalarem.
— Matar quem?
— O Uhm Jigeon, eu vou despedaçar ele.
“Por que ele está de repente chamando o nome dele direito?”
Por causa disso, Seowoon conseguiu perceber que Cahaya estava realmente furioso.
Num instante, a energia ao redor de Cahaya se expandiu a um nível avassalador. Uma aura branca começou a emanar dele.
Preocupado que outros pudessem ver, Seowoon sussurrou com urgência.
— Ei! A gente está num avião!
A energia feroz que fazia seus pelos se arrepiarem cessou de repente.
— Eu não posso deixar o Cha Seowoon se machucar.
— Não foi isso que eu quis dizer! Não mata nada nem ninguém. Não mata o Uhm Jigeon também. Se você matasse gente por causa de umas provocações, os membros da Tacheon já teriam morrido umas cem vezes.
— Talvez eu só corte a língua e os dedos dele por falar besteira?
— ……Ei, foi só uma piada. Por que você está levando isso tão a sério?
“A piada sobre a gente namorar era tão nojenta assim a ponto de te dar vontade de matar? Se você odeia tanto esse tipo de piada, como você se sentiria em relação a mim, que gosto de você de verdade? Isso é muito triste e doloroso.”
Seowoon mordeu o lábio para que seus sentimentos não transparecessem e mexeu o ramyeon sem ânimo. Ele tinha perdido o apetite, e o macarrão já estava mole.
— Quer dizer, eu não estou falando de você e eu, mas homens também podem namorar entre si.
Seowoon se manifestou, incapaz de conter a irritação por mais tempo.
— Então, para de sair por aí se irritando com esse tipo de coisa. Você parece um baita homofóbico.
Ele tentou relaxar a carranca, mas não foi fácil. Talvez porque mantivesse a cabeça baixa, sua testa franzida se aprofundou.
Cahaya permaneceu calado, e Seowoon continuou encarando seu pote de ramyeon.
— Para ser sincero, eu não me importaria se um cara gostasse de mim. Não seja um babaca de mente fechada, seu idiota… ugh!
De repente, uma mão desceu e agarrou suas bochechas. O rosto de Cahaya estava tão perto que Seowoon quase conseguia ver seus lábios se projetando.
— Solta.
Suas palavras saíram abafadas.
— Anda logo e solta, vai?
Os lábios de Seowoon fizeram bico como uma carpa de novo, e seus olhos encaravam com ferocidade.
Mas os olhos de Cahaya pareciam ainda mais estranhos. As nebulosas e constelações em seus olhos pareciam se reunir e explodir juntas, como se incontáveis estrelas estivessem irrompendo em todas as direções.
— Solta antes que eu fique realmente puto.
— Então você quer ser apresentado a um Mansaengjong do mais alto escalão?
— É, quero pra caralho! Eu adoraria ser apresen… mmph!
Antes que pudesse terminar as palavras, Cahaya colou os lábios nos dele. A pressão suave dos lábios de Cahaya fez os olhos de Seowoon se arregalarem como se fossem saltar.
“!”
Ao mesmo tempo, seu olhar encontrou o de Uhm Jigeon, que espiava lá da copa. Seowoon rapidamente virou a cabeça e soltou um arquejo.
— Você perdeu a porra do juízo?!
Tapa!
Seowoon deu um tapa no rosto de Cahaya. Cahaya recebeu o tapa em cheio na bochecha, mas seus olhos, ao encará-lo de volta, pareciam completamente enlouquecidos.
Seowoon não conseguia entender por que esse cara estava agindo assim, então rapidamente dobrou a mesinha e tentou sair.
— Ei, ugh! Seu desgraçado maluco!
Cahaya prensou Seowoon contra o assento meio ereto.
— Porra, tem um Mansaengjong do super-mais-alto-escalão bem aqui, sabia?
Ele rapidamente pressionou Seowoon, que tentava se levantar num salto, e devorou seus lábios carnudos de novo.
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Nota:
donut trançado: (꽈배기) palavra usada para descrever uma pessoa, significa “pessoa sarcástica”.
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello