Kiss The Stranger (Novel) - Capítulo 150
⚝ Capítulo 150
O lugar para onde o Príncipe Herdeiro me levou era um banheiro imenso. O calor úmido que senti assim que a porta se abriu, somado à reverberação das vozes, deixava claro que o espaço era consideravelmente grande. No momento em que me lembrei do banho que vira no palácio real um dia, Asgyle me colocou no chão. O piso de pedra aquecido estava seco. Fiquei ali parado, inerte, com os pés colidindo contra o calor da superfície.
Senti a mão de Asgyle tocar meu ombro e ele imediatamente começou a tirar minhas roupas. Era um acontecimento comum à noite no palácio, mas estava se tornando cada vez mais constrangedor. Envergonhado pela sensação da minha pele nua e exposta, cobri o corpo com os dois braços sem necessidade.
Sem saber o que fazer, abaixei a cabeça, mas Asgyle me pegou no colo novamente e se moveu para algum lugar. Pouco depois, a água morna tocou a ponta dos meus pés e, em seguida, fui submerso até a cintura. Rapidamente curvei o corpo e afundei o rosto até a altura do nariz. Um ruído na água foi ouvido logo atrás de mim. Eu já sabia o que aconteceria em instantes. Prendi a respiração, mas, como esperado, senti a aproximação dele e, logo após o som da água se agitar, ele emergiu ao meu lado.
— …!
Subitamente, a água entrou pelo meu nariz, fazendo-me sobressaltar, e meu corpo flutuou.
— O que você está fazendo?
Asgyle, que falou com a voz carregada de riso, imediatamente me puxou para si. Saí da água e caí devagar em seus braços. Como se estivessem à espera, seus antebraços grossos envolveram minha cintura, e meu corpo, flutuando na água, não teve escolha senão se aconchegar ao dele.
— Cof, cof…
Acabei bebendo água sem querer e tossi atrasado, mas o Príncipe Herdeiro segurou meu corpo trêmulo exatamente como estava e não me soltou. Só depois que me acalmei é que ele encostou os lábios no meu ombro e me beijou ruidosamente. Encolhi os ombros involuntariamente, mas Asgyle não se importou e continuou a beijar minhas costas, o outro ombro, o lobo da orelha e as áreas expostas.
Ele me mordiscava de vez em quando, mas não doía. Ficava claro que ele estava sendo muito paciente. No passado, ele costumava morder a ponto de deixar hematomas, mas ultimamente não havia mais esse tipo de marca. Às vezes, parecia que ele se continha para sequer usar os dentes e, quando isso acontecia, o braço que envolvia minha cintura costumava aplicar muita força. Mais uma vez, a pressão do braço que me abraçava com vigor fez meu rosto se contrair involuntariamente. No instante em que pensei que seria melhor que ele me mordesse de uma vez, balancei a cabeça.
“Ainda assim, isto é melhor.”
Em pouco tempo, a força do braço dele logo cedeu.
Desta vez também, eu estava silenciosamente preso em seus braços relaxados, mas meu corpo começou a flutuar devagar para cima. Assim que minhas nádegas se afastaram dele, Asgyle me puxou de volta.
— Aonde você vai?
Não consegui responder à pergunta ranzinza. Era natural que meu corpo flutuasse para fora da água devido à gravidade e não tinha nada a ver com as minhas intenções. Mas eu não tinha coragem de dizer isso. Por isso, pedi desculpas em vez de justificar:
— Desculpe…
— Não se mova por conta própria.
Depois de me ameaçar mais uma vez, Asgyle mordeu minha orelha por trás. Desta vez doeu um pouco, mas ele logo soltou, de modo que nem tive tempo de emitir som.
“Será que ele estava me punindo?”
Quando me dei conta tardiamente, Asgyle encostou os lábios no meu pescoço e sugou a pele com suavidade. Sobressaltado, entreabri a boca.
— Deve ser muito desconfortável não conseguir enxergar.
Não consegui identificar se ele estava falando comigo ou consigo mesmo, então permaneci quieto.
— Não posso deixar este país até que o julgamento termine.
Os lábios de Asgyle tocavam alternadamente meu ombro e a nuca. Ele falava entre os beijos:
— Nesse meio-tempo, vou trazer um médico e comprar equipamentos médicos para que eu possa consertar seus olhos. Se isso não funcionar, irei para a América com você, mas para que isso aconteça, o julgamento precisa acabar… Vou garantir que você faça a cirurgia o mais rápido possível, então, embora seja frustrante, por favor, seja paciente. Entendeu?
— Sim…
Isso foi tudo o que consegui dizer. Asgyle pareceu satisfeito e me abraçou apertado sem dizer mais nada. Mas eu não conseguia aceitar plenamente suas palavras. “Ir para a América comigo?”
Eu não entendia por que o Príncipe Herdeiro iria comigo para uma cirurgia nos olhos. E por que falava em consertar meus olhos como se eu estivesse em um estado normal? Não fora o Príncipe Herdeiro quem me cegara, e mesmo se tivesse sido, era estranho que me fizesse um favor desses. No entanto, eu não podia perguntar o porquê. Entreguei-me silenciosamente aos braços dele.
— Você não deveria dizer algo em momentos assim? — Asgyle perguntou de repente.
Pelo que eu sabia, o Príncipe Herdeiro também não era de falar muito. O hábito parecia ter aumentado recentemente, mas não era algo especial, já que havia muitas coisas diferentes de antes.
— …Não sei.
Respondi sinceramente. Asgyle não disse nada. Parecia estar esperando pela minha próxima palavra. Acrescentei, balançando a cabeça:
— Não tenho muito o que dizer.
Havia algumas palavras que me vinham à mente, mas também era verdade que eu não tinha disposição para falar. Eu não sabia quais palavras poderiam ofender o Príncipe Herdeiro e simplesmente preferia não dizer nada. De qualquer forma, eu ficava desconfortável com Asgyle agindo assim comigo. Embora não enxergasse, eu estava me adaptando muito bem, mas fora o Príncipe Herdeiro quem me trouxera àquele lugar e me fizera sentir desconfortável. Isso não significava que eu estivesse em posição de reclamar; apenas me mantinha em silêncio. Mas se ele me perguntasse por que eu não falava, eu não saberia o que responder.
Como continuei de boca fechada, o Príncipe Herdeiro também não falou por um tempo. O som de água gotejando ecoava de algum lugar de vez em quando. Talvez fosse o vapor de água condensando no teto e caindo no chão. Quando ouvi outro ruído sutil, a mão de Asgyle pousou no meu peito.
— …?
Fiquei assustado e com o corpo rígido. Ele me segurou com o outro braço e perguntou:
— Que lanche deram a você?
A princípio não entendi o que ele estava dizendo, mas logo compreendi e respondi:
— Uh, tortas de ovo e chá… Ah!
Os dedos firmes dele circularam meus mamilos e, sem querer, acabei hesitando no final das palavras. Não era doloroso, mas era vergonhoso e eu não sabia o que fazer, mas Asgyle continuou a roçar meus mamilos entre os dedos.
— Estava gostoso?
— Ah… Sim…
A mão do príncipe me deixava tenso e minha mente não conseguia raciocinar direito. Meu corpo, que havia sido moderadamente aquecido pela água quente, tremeu de leve. Tardiamente, o pau dele tocando minha bunda tornou-se uma preocupação. Ele continuava em silêncio e sem nenhuma ereção, mas senti como se aquele membro macio fosse endurecer e me penetrar a qualquer momento.
“Talvez seja por isso que ele me trouxe aqui?”
Foi quando as dúvidas na minha cabeça pareceram se resolver. Fora isso, o Príncipe Herdeiro não tinha motivos para me trazer aqui. Como um Ômega, essa seria a minha única utilidade. Pensando dessa forma, senti-me um pouco mais aliviado. De agora em diante, meu papel estava decidido, então eu teria que satisfazer o Príncipe Herdeiro até que ele retornasse.
Quando soltei um suspiro involuntário, o Príncipe Herdeiro perguntou novamente:
— Melhor do que macarons?
— !
Em vez de responder, prendi a respiração porque ele abaixou a mão que segurava minha cintura e me envolveu pela frente. Meu pau pequeno foi completamente coberto por sua mão grande, e contive o impulso de cobrir a boca com as duas mãos. Mas Asgyle não me deixou assim e continuou a perguntar:
— Responda-me, você gosta mais das tortas ou dos macarons?
Sussurrando secretamente no meu ouvido e acariciando suavemente meu pênis com sua palma grande, perdi o fio do pensamento. Eu não conseguia lidar com a sensação de ter os mamilos provocados por uma mão e a frente acariciada pela outra.
— Ah, sim… Sim…
Enquanto eu balbuciava, ouvi uma risada baixa perto do meu ouvido.
— Como era? O sabor.
Ele parecia gostar quando eu ficava em apuros. Eu não conseguia fechar as pernas por causa da mão que estava entre minhas coxas e acabei choramingando.
— Hum?
Asgyle mordeu o lobo da minha orelha e perguntou de novo:
— De qual dos dois você gosta mais?
Com a pergunta, ele moveu as duas mãos ao mesmo tempo. Era como se estivesse perguntando se era melhor tocar em cima ou embaixo. Soltei um som que pareceu um sussurro sôfrego:
— Os dois… Gosto dos dois.
Então Asgyle riu baixo.
— Que bom.
Como se estivesse sussurrando, ele começou a mover as mãos sem hesitação. A mão que envolvia a base massageava a frente, pressionando os mamilos eretos com as pontas dos dedos. A parte de trás moveu-se reflexivamente. Meu corpo estava ficando sensível. Sem saber se era intencional ou um deslize, esfreguei minhas costas de leve contra Asgyle. O pau dele, posicionado contra minhas nádegas, roçou no meu buraco.
Asgyle mordeu meu pescoço uma vez como se fosse para me punir e depois sugou a pele.
“Ele quer brincar com o meu corpo mais um pouco? Eu só quero que ele entre de uma vez.”
Desesperadamente, forcei meu corpo para trás contra o dele. Pude sentir o pau de Asgyle endurecer por completo.
— …Yohan.
Havia um calor denso misturado na voz que chamava meu nome. Obviamente, ele também estava excitado. Isso foi tudo o que ousei apressar. Pensei que seria bom se ele parasse de me atormentar e fizesse isso logo, mas Asgyle soltou os mamilos e segurou firmemente minha cintura. Relaxei um pouco misturando expectativa e cautela.
— Sim…
Infelizmente, foram os dedos dele que entraram primeiro. Asgyle afastou a mão que tocava a frente e a empurrou para dentro da abertura atrás de mim, sussurrando:
— Você deve ter ficado realmente entediado sozinho, não foi?
Ele não estaria esperando pela minha resposta. Mas eu não estava em condições de julgar aquilo. Com dois dedos alargando a passagem por dentro, respirei fundo e respondi:
— Não… O Namar… Ele esteve lá.
Com essas palavras, Asgyle parou o movimento.
— Namar? Não foi o Shahin?
A voz calma era estranhamente diferente de antes, mas, por alguma razão, não havia motivos para eu manter a mente analítica. Balancei a cabeça.
— No começo, quando cheguei… Aquele que disseram que tinha uma voz forte. Era ele.
— …E então?
A voz de Asgyle tornou-se um pouco ríspida.
— O que aquele pirralho disse? Ele deu o lanche e foi embora?
— Ah, não…
Apertei de leve os dedos dele que estavam dentro de mim com impaciência. Mas aquilo não surtiu efeito. Acrescentei ansiosamente, desejando que o pau duro dele me preenchesse logo:
— Ele me pediu para ser amante dele.
Os dedos que vinham acariciando suavemente o meu interior simplesmente pararam. Após eu soltar um gemido de frustração pela interrupção, Asgyle abriu a boca logo atrás de mim com uma voz extremamente baixa:
— Amante?
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna