Introducing My Manager (Novel) - ⋆⋅☆⋅⋆ Capítulo 09
519 quando perguntaram se um copo não faria mal, a cara do empresário foi hilária >>você acha??
└ depois de ficar bravo daquele jeito, vai dar? kkkkkkkkkkkkkkk
└ ele não xingou com os olhos agora?kkkkkkkk
520 é impressionante ele conseguir dizer não com o outro olhando com essa carinha de cachorrinho na chuva…
└ se fosse eu krl, eu daria todo meu dinheiro
└ o ator Ji disse que não precisa do seu dinheiro
└ ㅠ
521 aonde vai o empresário
522 loja de conveniência do nada?
523 no meio da confraternização, loja de conveniência?
└ não foi comprar sorvete?
524 o que é isso
525 cerveja?
526 eita…. ele foi comprar sem álcool?
527 não….. ha, kkk… que loucura
528 que amigo do mundo compra cerveja sem álcool pro amigo que quer beber
└ vdd, isso não é amor?
└ deve ser amor
└ só pode ser amor
└ Jikwak existe
└ exagero, ele faz porque é empresário
└ quem não sabe disso???? não estraga o clima, capta o ambiente.
└ lá vamos nós. já disse pra não shippar gente comum.
└ mas isso aí kkk;
└ —–chega—–
529 quando o empresário deu a cerveja, a cara do Jihyun era de puro desconfiança kkkkkkkkkkkkkkkkkk
└ kkkkkkkkkkvdd, como se tivesse veneno kkkk
└ sim, coloquei veneno na sua cerveja
530 não é nada demais mas por que “Kwak Eunho, que milagre é esse” me deixa assimㅠ chamar pelo sobrenome completo dá uma coisinha
└ eita, eu também surtei com isso
└ deve ser porque a voz dele é boa
531 o empresário não avisa que é sem álcool??kkkkkkk
└ kkkkkkkkk seria hilário se ele ficasse “bêbado”
└ por favor, dá um chilique bêbadoㅜㅜ
532 aquilo é ilegal
└ o que é ilegal?
└ beber bebida que não é a fornecida ao estabelecimento ss
└ pediram autorização, tá no comentário
└ o que é ilegal é o estabelecimento “vender” produto diferente do fornecido, cliente comprar e beber tudo bem
└ mas mesmo não sendo vendido pela loja, se aparecer garrafa vazia dá problema, porque não tem como provar que não fomos nós que vendemos… por isso o nosso chefe jogava fora na ruaㅜ
└ não bastaria apresentar o programa como prova?
└ preocupada com cada coisa, deixa a gente assistir em paz
533 e nesse meio-tempo a carne parece deliciosa…
└ eu quero é a cerveja
└ cerveja22
└ abri uma lata kkk
└ o que você tá bebendo
└ (lata de cerveja com um limão desenhado.jpg)
└ tranquilo, eu prefiro pêssego
└ tem de pêssego também (lata de cerveja com um pêssego desenhado.jpg)
└ você é péssima mesmo.
534 Jihyun, faz propaganda de cerveja
└ pensando bem, por que o ator Ji não tem nenhuma propaganda de bebida?
└ ele não tem imagem de quem bebe
└ é, ele parece viver só de orvalho…
└ kkkkkkkkkkkk
└ podia fazer propaganda de soju
535 olha os jurados salivando kkkk
└ eu também tô salivando…
└ eu também2222
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700 aah, não acaba nãoㅠㅠㅠ
701 não vai pra casa, continua a confraternizaçãoㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠ
702 ㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠㅠnãoㅠㅠㅠㅠ
703 me dá a versão sem edição por favor, é meu desejo de vida
704 tudo bem anons, a gente tem o próximo AME!!
└ ha, nunca fui tão grata pela participação fixa
705 meu namorado….deve ser a noite, a voz dele tá ainda melhor…
706 ué? por que não tem o número 705? só eu não vejo?
└ nn, eu também não vejo
└ deve ser erro
└ eu também não vejo
└ isso acontece às vezesㅎㅎ é erro mesmoㅎㅎ
└ krl agora fingem que não veem
707 o ator Ji tá dormindo
└ kkkk ele disse que não estava cansado e dormiu assim que fechou os olhos
708 ele dormindo é tão dócil…
└ a impressão muda completamente de quando está de olhos abertos, né?
└ vdd vdd, de olhos abertos parece irritado, fechados parece um bebê
└ Jihyun (29 anos, bebê, 188cm)
└ gatinho.
709 o clima dentro daquele carro é ótimo, o dia acabando, cansaço, escuro lá fora, aquela sonolência gostosa…
710 é muito bom meu ator ter um empresário desses…
└ 22
└ 333
└ 4444
└ 55555
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└ casem logo, vai…
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O segundo “AME” de Jihyun terminou registrando a maior audiência entre os programas de variedades de sábado, na casa dos 10%. A audiência instantânea foi a mais alta desde a estreia do “AME”, e a reação nas comunidades de internet onde vivem os fãs de Jihyun também foi calorosa. Como a cena problemática que o preocupava passou sem incidentes, Eunho pôde passar o sábado bem mais tranquilo.
Ele não assistiu ao episódio junto com Jihyun. Não havia motivo especial para isso, e o horário de exibição era muito tarde. Além disso, Eunho, que assistira a toda a gravação da entrevista, sabia que dessa vez não sairia nada que ele não esperasse.
De fato, o “AME” seguiu mais ou menos como previsto. A cena em que ele tirava o grampo do cabelo saiu meio melosa, mas no geral não fugiu do esperado. A expressão de Eunho, que assistia com olhos profissionais, só mudou depois da cena da confraternização, quando veio esta pergunta:
「P. Você sabia que a cerveja era sem álcool?」
A cerveja que Eunho comprou para Jihyun, que queria beber. Assim que a pergunta relacionada surgiu, o Jihyun da TV franziu os olhos. Franziu bastante a bela testa e ainda perguntou com voz baixa:
-……Aquilo era sem álcool?
Ele se lembrava do momento em que ele endureceu a expressão com o rosto desconcertado. E de como ele mexeu os lábios sem conseguir olhar na sua direção depois de ouvir a pergunta do PD Yoo. Todas as expressões que ele mostrou na entrevista eram atuação, mas aquele desconcerto era verdadeiro.
E como não seria? Ele era o cara que dera aquela desculpa absurda dizendo que fora “por causa do álcool”. Naquele dia seguinte, depois de Eunho passar a noite acordado, dentro do carro em que pairava um silêncio pesado como ânsia de vômito, as palavras que ele lhe dissera ainda eram vívidas.
— …Foi por causa da bebida.
Aquilo era sem álcool, seu idiota.
Ele sabia que, assim como o descafeinado tem uma quantidade mínima de cafeína, o sem álcool é parecido. Mas infelizmente a cerveja que Eunho comprara era um produto que anunciava com orgulho 0,00% de álcool. No começo ele até pensou seriamente em processar a empresa, mas depois de ouvir a frase seguinte não conseguiu dizer nada.
— Me empolguei demais por causa do álcool…
— …
— Foi por isso. Desculpa.
Empolgar-se demais por causa do álcool. A primeira parte não, mas a segunda certamente não era mentira. Pelo menos era o que Eunho sentia. Jihyun era ator por natureza e, quando atuava, mostrava uma concentração maior que a de qualquer um. Mesmo que houvesse um cara enorme e escuro na frente dele, se ele se concentrasse no papel não seria impossível.
— …Deixa pra lá. Eu também não devia ter posto a mão no rosto de um ator.
Ele engoliu o que queria dizer e escolheu deixar passar. Não havia muito o que dizer, e não mudaria nada insistir. Como ainda deixaria um hematoma naquele rosto precioso, sua consciência não permitia continuar bravo.
Ele já devia ter refletido o bastante. Por isso ofereceu aquele pedido de desculpas desajeitado com o rosto abatido, não? Era até engraçado que, depois de ficar todo receoso desde que entrou no carro, a desculpa que ele finalmente inventou tenha sido “o álcool”.
Na verdade, se não fosse Jihyun, Eunho teria deixado passar sem problemas. Em vez de dar um soco, talvez apenas perguntasse, com cara de espanto, o que ele pensava que estava fazendo. Nunca beijou ninguém, mas também não atribuía grande significado a esse tipo de contato.
Desagradável, sim, mas não a ponto de ficar bravo. Se pedissem desculpa, ele aceitaria, se não, era capaz de esquecer como quem pisa em sujeira.
Só que o beijo com Jihyun tinha o problema de não ser desagradável e, em vez disso, deixá-lo furioso. Ele pediu desculpas e ele aceitou, mas não tinha confiança de esquecer como quem pisa na sujeira.
Ele sabe que ele não tem segundas intenções. Foi apenas um contato acidental, e se ele atribuísse sentido, só ficaria com cara de idiota. Considerar aquilo um erro momentâneo e seguir em frente era a escolha mais sensata para os dois.
— …
Mas… Se ele conseguisse, não estaria sofrendo assim.
Ele se dá conta de que gosta dele por motivos ínfimos. Dessa vez o motivo não foi ínfimo, mas aquela constatação era terrivelmente familiar. Quando o sentimento que ele achava esquecido surgia de repente, um único roçar de lábios bastava para tirar seu sono.
Enfim, que sujeito irritante. Sem saber que sacudir alguém sem entender de nada é ainda mais cruel. Sem saber que ondas as coisas que ele solta sem pensar provocam num lago calmo.
Talvez por ter percebido que a cerveja que bebeu era sem álcool, Jihyun ficou reparando na reação de Eunho mesmo depois da entrevista do “AME”. Como Eunho não pretendia cobrá-lo, ele apenas fingiu não saber e o levou até a porta de casa.
O engraçado foi que, assim que ele disse para ele subir e descansar, Jihyun o segurou.
— …Vai embora assim?
Se ele fosse embora, ele o segurou de novo, mas quando Eunho tentou sair sem resistência, isso também o estranhou. Ele acrescentou com um tom bastante ofendido:
— Você disse que ia passar a pomada.
Ele parecia tão magoado que, para quem visse de fora, parecia que ele o estava atormentando. As sobrancelhas franzidas na ponta indicavam que a qualquer momento ele diria “que injustiça”. Jihyun estava com a boca fechada, mas Eunho não resistiu àquele olhar e soltou o cinto de segurança.
— …Vai, sobe. Eu passo a pomada.
E ele nem era do tipo de fazer manha. Era um sujeito que, quando arranhava alguma coisa, lavava com água dizendo que pomada era grudenta e desagradável. Como ele nunca dava ouvidos quando ele mandava não fazer isso, talvez ele estivesse se importando mais dessa vez por ser no rosto.
De todo modo Eunho teve de subir com Jihyun e passar a pomada nele depois do banho. Jihyun, que ofereceu a bochecha obedientemente, ficou olhando para o rosto de Eunho enquanto ele espremia a pomada no dedo. Os olhos transparentes eram insistentes demais, e Eunho, incomodado, soltou de qualquer jeito:
— Não fica olhando, fecha os olhos.
Ficasse quieto de olhos fechados, porque ficava encarando com aqueles olhos arregalados? Talvez fosse algo sem intenção, mas para Eunho era constrangedor demais.
Felizmente Jihyun fechou os olhos, obediente. Ele encostou o dedo com uma sensação bem mais confortável, mas infelizmente a situação não melhorou. Porque, ao ver os cílios baixos, uma sensação estranha o invadiu.
— …
Por mais impassível que Eunho fosse, quando a pessoa de quem se gosta está bem à sua frente, é natural ficar nervoso. Ainda mais se já tiver beijado num ângulo parecido, no mesmo sofá. O toque ainda era vívido, e era impossível não reparar nos lábios avermelhados.
— …Pronto.
Quando Eunho disse aquilo, Jihyun ergueu as pálpebras bem devagar. Era uma cena tão misteriosa quanto um plano de cinema, mas as palavras que saíram daquela boca foram das mais atrevidas.
— Passa até sarar.
O que ele respondeu? Entregou-lhe a pomada dizendo que ele passasse sozinho? Ou disse, como sempre, com uma reprimenda desinteressada, se ele não tinha mãos, se não tinha pés?
Devia ter deixado de voltar como empresário. Ele dizia que não queria nada, mas queria muitas coisas. Não eram exigências absurdas, mas era complicado que fossem coisas que ele podia atender pela metade. Por mais que se controlasse, no instante em que os olhares se cruzavam ele queria assentir.
No dia seguinte à exibição do “AME”, os dois foram ao set para as gravações de “Testemunha”. Como já se passaram bastante tempo desde a gravação da entrevista, o hematoma no rosto de Jihyun já havia sumido completamente. Eunho também já conseguia não pensar tanto naquele beijo.
— Olá, sunbae-nim.
Quando chegaram ao set, já havia uma atriz ali. Quem cumprimentou com o rosto tenso era Lee Sua, que faria uma ponta em “Testemunha”. Quando Eunho lera o roteiro com Jihyun, o papel da ex-namorada de Minhyuk que ele interpretava com um tom desajeitado era justamente o dela.
— Faz tempo que não nos vemos. Conto com você nas gravações.
Como uma atriz famosa por sua imagem delicada, o rosto que sorria gentilmente era puríssimo. O gesto de passar o cabelo comprido para trás também era suave e elegante.
Ela já tinha cruzado brevemente com Jihyun numa mesma produção antes. A diferença é que, naquela época, só Jihyun era protagonista, e agora ambos eram. Diferente de Jihyun, que era o protagonista, na época Sua era uma coadjuvante que aparecia em poucas cenas.
— Sim, conto com você.
Jihyun a cumprimentou com leveza e passou por ela. Não foi um comportamento grosseiro, era adequadamente profissional e adequadamente atarefado. Ainda faltava bastante para a gravação, mas era verdade que precisavam se apressar com os preparativos.
— …Ah, hum.
Mas no instante em que Jihyun se mexeu, Sua mexeu os lábios apressada. Eunho, que ia seguir Jihyun, olhou para trás. Foi meio por reflexo, mas Sua não olhava para Jihyun, e sim para Eunho.
— Senhor empresário… Olá também.
Ele achou que era impressão, mas Sua o cumprimentou chamando exatamente por ele. Quando os olhares se cruzaram ela baixou a cabeça e depois colocou o cabelo atrás da orelha e sorriu. Os olhos que se curvaram de leve pareciam, por algum motivo, tímidos.
— Faz tempo que a gente não se vê.
— …Ah, sim. Faz tempo mesmo.
Eunho retribuiu o cumprimento com educação. Jihyun, que normalmente teria saído andando, por alguma razão parou no lugar e observava os dois. Enquanto Eunho sentia aquele olhar arder, Sua continuou puxando conversa com o rosto sorridente:
— Tem estado bem?
— Sim, e você também, senhorita Sua?
— …Senhorita Sua?
Ele achou que era uma resposta natural, mas Jihyun, ao lado, interveio de repente. Não, para Eunho soou como uma interrupção, mas para os outros devia ter soado como uma dúvida leve. Que havia espinhos naquela voz suave, só uma pessoa sabia: Eunho.
— Ah, é que ele me chamava de “senhorita atriz” e eu disse que ele podia me chamar de forma mais informal.
Sua, ainda mais desconcertada, agitou as mãos apressadamente. Ele perguntou se tinha feito algo desnecessário, mas ela sorriu dizendo “então você lembrou”, e ao menos não parecia incomodada. Como a conversa não parecia que ia terminar, Eunho abriu a boca com cautela:
— Se tiver algo a dizer…
— Não, não. Só queria dizer que assisti ao “AME” e gostei muito. O senhor continua o mesmo.
Como se a audiência não fosse um número vazio, todo mundo que ele encontrava falava disso. Ele não entendeu o que significava “continua o mesmo”, mas apenas agradeceu. Sua olhou alternadamente para Jihyun e Eunho e curvou a cabeça de novo.
— Então conto com vocês nas gravações de hoje. Vou me preparar também.
E então ela se virou e saiu andando. Parecia já estar pronta, mas ela seguia a passos apressados para algum lugar, ajeitando o rosto. Eunho, que observava distraidamente os cabelos compridos, voltou o olhar para Jihyun.
— …
— …O que foi.
— ……
— Qual é a sua insatisfação?
Os olhos castanhos-claros estavam cheios de descontentamento. Jihyun olhava para Eunho com os olhos bem baixos. No instante em que Eunho ia cobrar mais uma vez, da boca de Jihyun saiu uma voz arrastada:
— Você deve ser bem próximo da senhorita Sua.
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Faby&Othello