Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 197
Capítulo 197
Ele entrava e saía movendo apenas o quadril. A cada estocada funda, parecia sentir o próprio pênis erguendo a cabeça sob a barriga musculosa de Dane.
— Aí, aí, aí, ah!
Dane soltou um gemido rouco. O sêmen subia até a ponta do pênis. Sem conseguir conter a excitação, Grayson ergueu o corpo às pressas. Ainda conectado lá embaixo, agarrou com força os dois lados do peito de Dane. Agora, agora, agora, agora.
— Ahhaa…
Junto com uma exclamação que fervia lá do fundo, o movimento parou de repente. O corpo robusto tremia em espasmos e o suor escorria. Do pênis enterrado fundo, o sêmen jorrava aos borbotões. Dentro da Ambrosia, seu fluido se acumulou até transbordar. Sentindo ao mesmo tempo satisfação e um leve vazio, os cantos de sua boca se desmancharam. Rindo à toa, hehe, he, Grayson ficou parado daquele jeito por um instante e depois baixou o olhar aéreo. O rosto de Dane entrou de repente em seu campo de visão. Grayson tentou sorrir, hehe. Foi quando abriu a boca para chamar o nome dele. De repente, algo prendeu seu olhar.
— Cof.
Junto com uma tosse fraca, sangue jorrou da boca de Dane.
Hã?
— Daaaaaaane!
O rosto sorridente de Grayson se transformou em puro pavor. Ele gritou, tomado pelo choque, mas tinha esquecido. Do fato de que a Virginia ainda estava dentro da Ambrosia.
No instante em que o pênis, que tinha saído um pouco, golpeou fundo lá dentro com um som surdo de plaft, por causa do movimento repentino de Grayson…
— …?
De repente, algo respingou no rosto de Grayson. Surpreso, ele fechou os olhos por reflexo e contraiu a testa. Foi uma quantidade considerável. Grayson, que acabou coberto de um fluido meio escorregadio e viscoso, só voltou a enxergar o mundo depois que aquilo finalmente cessou.
Nada tinha mudado. Dane, largado, pálido como cera, vomitando sangue, e Grayson, sentado com o pênis ainda enfiado no corpo dele — tudo estava igual.
Exceto pelo fato de que o sêmen que Dane despejou não só encharcou Grayson como também se espalhou por todo o próprio corpo de Dane e por cada canto da cama.
— Dane…!
Grayson ficou lívido e agarrou a própria cabeça. Mas a única pessoa capaz de resolver aquela situação era ele mesmo. Sem saber o que fazer, ele se apressou em limpar o fluido espalhado por todo lado, arrumar as roupas de Dane, ligar o exaustor para purificar o ar e se ocupar de mil coisas. Enquanto isso, Dane continuava meio inconsciente, largado, sem se mexer nem um pouco.
Extra 2
Todo prazer tem seu preço. Deitado na cama com o rosto arroxeado, Dane estava aprendendo amargamente uma lição de vida.
— Como foi que isso aconteceu?
O médico, lívido, perguntou com a voz um pouco alterada. Era natural que se espantasse: o paciente, que ele julgava estar se recuperando bem, de um dia para o outro tinha vomitado sangue e ficado com a lateral inteira do corpo coberta de hematomas escuros. Ainda sem saber o que fazer, ele examinava o corpo de Dane por todos os lados.
— Você devia estar só deitado na cama, como isso foi acontecer? Por acaso caiu? Diga alguma coisa sobre o que aconteceu!
O médico pressionava Dane, impaciente. Nem Dane, nem Grayson, que observava tudo lá atrás medindo o clima, conseguiram dizer que ele estava pegando pesado demais com um paciente. Afinal, era verdade que os dois tinham feito algo que não podiam nem mencionar.
Tomei analgésico, transei animado e acabei assim.
…Em vez dessa verdade, Dane piscou devagar os olhos turvos e sem foco e murmurou:
— Eu estava entediado, então fiz um pouco de exercício.
— Exercício? Ora essa, nesse estado? Não me diga que o senhor bateu a cabeça.
Ao ouvir aquilo, os olhos de Grayson faiscaram. Sem perceber nem um pouco a intenção assassina que dizia “como ousa falar assim com o meu Dane”, o médico continuou:
— Desse jeito, o senhor só vai prolongar a internação. Se ficar se mexendo à toa só porque está entediado, pode acabar passando a vida inteira deitado assim. É isso que o senhor quer? Hein?
— A vida inteira?
Talvez só aquela palavra tivesse chamado a atenção dele entre tudo o que o médico disse, porque Grayson perguntou de repente. Dane também não deixou passar o jeito como as orelhas dele se ergueram por um instante.
— Não vou fazer mais isso.
Com a resposta que saiu a custo, Grayson murchou de novo. Esse desgraçado ainda não desistiu.
Dane ficou deitado em silêncio, deixando o sermão do médico entrar por um ouvido e sair pelo outro. Quando o médico finalmente saiu e os dois enfim ficaram sozinhos, quem abriu a boca primeiro foi Grayson.
— Desculpa.
Ao vê-lo pedindo desculpas, todo cabisbaixo, Dane logo amoleceu.
— Tudo bem, isso foi algo que eu quis…
— Mesmo assim.
Grayson continuou, com a voz ainda abatida.
— Foi porque eu peguei pesado demais, não foi? Eu devia ter ido com calma…
— Eu não gosto de ir com calma.
Dane o interrompeu na hora. Quando Grayson finalmente ergueu a cabeça, Dane deu um sorrisinho e disse:
— Se eu gostasse disso, acha que eu usaria chicote e algemas? Você já devia saber disso a essa altura.
Era verdade. Dane gostava muito mais de sexo violento do que de sexo lento e doce. Claro que tinha ficado mais do que satisfeito com o sexo daquela vez também. Só os efeitos colaterais tinham sido um pouco grandes.
— Aliás.
Quando Dane franziu a testa por causa de uma lembrança que lhe veio tarde, deu para ver Grayson ficando tenso na hora. Em vez de tranquilizá-lo, Dane falou como quem dá uma bronca:
— Escuta, para com isso de uma vez.
— Parar com o quê?
Sem nem olhar para Grayson, que logo arregalou os olhos, Dane disse:
— Não estou dizendo para desistir de mim.
O olhar de Grayson voltou ao normal. Dane, ainda olhando só para o teto, continuou:
— Estou dizendo para desistir dessas ideias de… sei lá, dar um jeito de me deixar preso na cama, ou qualquer coisa parecida.
— Eu não penso mais nisso.
Grayson respondeu sem hesitar. Dane só moveu os olhos, lançou-lhe uma olhadela e os desviou de novo.
— Então tá bom.
Houve um breve silêncio. Grayson, sem graça, olhou para outro lado e murmurou:
— Antes eu só me deixei levar, só isso. Só um pouquinho, por um momento.
O resmungo soou meio desanimado. Dane voltou a olhar para ele. Ao ver Grayson desviando desesperadamente o olhar, ele fez menção de levantar a mão e estremeceu. Engolindo um gemido, Dane prendeu a respiração por um instante, esperou a dor diminuir e então abriu a boca.
— Vem cá.
Quando ele falou com a voz rouca, Grayson moveu os olhos de relance. Assim que seus olhares se cruzaram, Dane repetiu:
— Vem cá, estou falando. Para cá.
Só depois de ouvir aquilo pela segunda vez Grayson saiu do lugar onde estava, a certa distância. Num instante ele chegou à beira da cama, e Dane, com esforço, levantou uma das mãos. Grayson tentou segurá-la na mesma hora, e Dane falou, sem nenhum entusiasmo:
— A cabeça.
Grayson tirou a mão rapidinho, se encolheu e aproximou a cabeça, e só então Dane conseguiu fazer carinho nos cabelos dele.
— Bonzinho, que menino bonzinho.
Parecia que ele recitava um feitiço para que Grayson ficasse bonzinho. Esse tipo de coisa só se fazia com cachorrinhos, mas, de certa forma, não era muito diferente. É claro que Grayson Miller não era um cachorrinho. Se fosse para escolher, seria um tosa-inu, talvez. Dane logo se lembrou da força monstruosa daquele homem, que tinha despedaçado um brutamontes com as próprias mãos bem diante dos seus olhos. Grayson Miller apenas escondia os dentes e se fazia de manso só para Dane. Nesse caso, combinaria mais dizer “Meu cachorro não morde”?
— Dane?
Dane, que tinha deixado os pensamentos vagarem à toa, voltou a si de repente ao ouvir seu nome. Grayson o encarava, intrigado. Só então Dane percebeu que tinha parado de acariciar a cabeça dele. Ao ver aqueles olhos cheios de expectativa voltados para ele, quase caiu na gargalhada. Só escapou por pouco porque, no instante em que puxou o ar, o ferimento gritou de dor.
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Continua
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello&Belladonna