Alpine (Novel) - ₊°。❆ Capítulo 14 ⋆⁺₊❅
₊°。❆ Capítulo 14 ⋆⁺₊❅.
Carregaram o equipamento e a bagagem no carro de Dong-jin e partiram. Quando seguiram para dentro do resort, Seon-woo perguntou, sem acreditar:
— Hyung, você conseguiu um lugar aqui dentro?
— Sim. E aí, gostou?
— Que loucura……. Quem é que arruma alojamento de instrutor aqui dentro?
— Eu também conheço o Shpur. Mas o Nam Seon-woo, você deixou o clube de lado e veio para a nossa Après, como dono eu não tenho que oferecer pelo menos esse benefício? Trabalha tranquilo, meu Seon-woo.
Normalmente, os alojamentos dentro do resort eram para os hóspedes que iam se divertir, não para quem trabalhava. É natural, já que o preço era de duas até cinco vezes maior do que fora dali. Nem é preciso dizer que, pela natureza da estadia longa, esse peso ficava enorme.
Mas, para Seon-woo, que ia trabalhar nas pistas, não havia localização melhor que aquela.
— Isso me deixa meio constrangido.
Diante do murmúrio de Seon-woo, Dong-jin olhou de relance para o lado e riu alto.
— Ha, eu queria me exibir mais um pouco antes de contar, mas desse jeito o Nam Seon-woo vai dizer que não pode aceitar. Você conhece a In-yeong?
— A Kim In-yeong noona? Sua ex-namorada?
— Ei…! Cuidado com o que fala…. Por que você desenterra uma história de mais de dez anos? Enfim, é o apartamento deles. Como vão passar o inverno na Austrália, aluguei a preço de banana.
Não teria como eles alugarem por dinheiro um apartamento que serve de casa de campo. Diante do quadro evidente, Seon-woo riu de canto e perguntou:
— E o que você prometeu fazer em troca?
— Combinei de pagar uma refeição quando a temporada acabar. Três vezes.
Como esperado. Um contrato com segundas intenções. Recostando confortavelmente as costas no banco, Seon-woo disse em tom brincalhão:
— É preço de banana mesmo. Vou usar à vontade.
— Ai, era por isso que eu não podia contar cedo. O quarto não é grande, mas pra uma pessoa deve dar.
Chegando ao apartamento, Seon-woo desceu e entrou com o equipamento e a bagagem. O tamanho, de uns setenta metros quadrados, era parecido com o de antes, mas, pela janela ampla, dava para ver as pistas lá embaixo, e a vista era muito melhor.
Bisbilhotando a geladeira e as gavetas, Dong-jin perguntou:
— Encho aqui dentro como antes? Água e Pocari de novo?
— O resto eu resolvo.
Com o telefone tocando sem parar desde antes, sinal de que tinha algo a fazer, Dong-jin falou apressado:
— Entendi. Ó, vou deixar o passe de temporada aqui. Mando a agenda quando chegar. Por enquanto, amanhã são as gêmeas.
— Ah, manda bolsas térmicas também. As meninas sentem muito frio.
— Ok. Me liga.
Depois que Dong-jin foi embora e ele ficou sozinho, Seon-woo saiu para o terraço e ficou olhando as pistas ainda com pouca gente, por ser começo de temporada. Ao ver a pista toda branca, as preocupações e os pensamentos que enchiam sua cabeça foram se dissipando devagar.
Inspirou fundo. O ar frio e cortante que penetrava até o fundo dos pulmões. Com aquela sensação de frescor, a cabeça clareou e o coração se acalmou por si.
Como esperado, ele se sentia mais à vontade num campo de neve.
Olhando as pistas, aéreo, Seon-woo só voltou para dentro quando suas bochechas estavam tão congeladas que ardiam.
Ele planejava descansar hoje, mas, vendo as pistas ainda intactas, sem muita gente para riscá-las, não conseguiu se conter. Estava trocando de roupa e se preparando para sair quando o celular tocou. Achando que talvez fosse Eun Hyun-chae, correu até ele, mas, com as três sílabas de Nam Jun-woo na tela, sua expressão virou de tédio num instante.
— Alô….
— Ei, você brigou com o Lee-won? Onde você está agora?
— Por que isso do nada?
— O Choi Lee-won desmaiou, está no hospital, seu desgraçado. Soube que você largou o Shpur e fugiu. O presidente chamou o pai e eu e perguntou o que você estava fazendo, e depois disso a minha situação na empresa ficou uma merda.
— Ouvindo você falar, pelo visto agora ele já acordou. …O Lee-won está do seu lado, né.
— Ugh….
— Diz a ele que eu peço desculpa por ter faltado ao acampamento de repente. E que na primavera eu subo, com certeza.
— Primavera? Por que justo nessa época?
Deixando Nam Jun-woo perguntando abobalhado, ele desligou. Mas, com as ligações da mãe e do pai que vieram logo em seguida, Seon-woo teve que passar duas horas sentado na cama de roupa de esqui.
— Até quando você vai agir feito criança? Não é outra coisa, é justamente aquele clube, isso vai chegar ao presidente do conselho, e você não consegue aguentar nem isso e faz o garoto desmaiar? Se ele tiver outra crise como antigamente, aí você vai encarar os mais velhos como? Volta agora e pede desculpas pessoalmente.
Era um discurso tedioso.
— Pelo visto o nosso Seon-woo sofreu muito. A mamãe sabe que o Seon-woo não faria isso à toa, eu sei, mas… o Lee-won é diferente. Ele sempre foi um pouco sensível por temperamento, então o nosso Seon-woo precisa ter mais consideração. …Hoje descansa bastante e amanhã você volta? Hm?
Mesmo sabendo que bastava enrolar, ele acabou acrescentando comentários e a ligação se estendeu. Nem é preciso dizer que a cabeça, acalmada pela terapia da neve, ficou completamente embaralhada.
Completamente esgotado, jogou o corpo para trás e se estatelou na cama. Será que devia pedir ao Dong-jin hyung um celular para usar durante o inverno? Por causa das ligações longas, o horário de preparação das pistas se aproximou e o plano de esquiar também foi por água abaixo.
Com um dos braços cobrindo os olhos, Seon-woo foi regulando a respiração com calma e então se levantou de um salto e saiu. Por sorte, no Mighty ele tinha sua base secreta.
❅ ── ♡ ── ❅
— Cinco lámens, por favor. E põe ovo de brinde.
— De brinde? Que histó…… Ei, Nam Seon-woo!!
Ele foi sem avisar, de propósito, para assustar. Assustada, Seo-rin se abaixou para conferir o rosto e, como esperado, saiu correndo aos berros.
— Seu louco! Você me assustou, vem sem nem avisar?
— Ahaha, Seo-rin, quanto tempo.
No fim, ele levou um tapa ardido nas costas e trocaram um abraço de reencontro. Seo-rin abanou o rosto com a mão dizendo que quase teve um treco e perguntou:
— Você não disse que não vinha dessa vez? Veio esquiar?
— Não. Dessa vez também vou dar aula.
— Sério? Que ótimo, ótimo mesmo! Isso, aonde você ia. É pra ficar grudado no Mighty, ouviu. Ei, entra.
Seon-woo entrou no lanchonete com Seo-rin. Diante daquele rosto querido que via depois de nove meses, o sorriso veio sozinho.
— Faço lámen pra você? Cinco?
— Tem daquele que eu como?
Quando ele perguntou, bisbilhotando, Seo-rin sorriu e tirou um pacote do armário de cima.
— Claro que tem. Comprei uma caixa do suave, por via das dúvidas. Quantos?
— Cinco.
Assim como Seon-woo, que todo inverno vinha ao Mighty Town dar aula de esqui, Seo-rin trabalhava apenas três meses, num piscar de olhos, na lanchonete em frente à base das pistas. Eles se conheceram no inverno em que Seon-woo tinha dezenove anos e Seo-rin, dezessete, e já eram amigos havia cinco anos.
É claro que a posição de Seo-rin era um pouco diferente.
— É bom te ver, é sim, mas, pensando que daqui pra frente vou ter que fazer cinco lámens de cada vez, já estou com dor de cabeça.
— Normalmente eu como só dois.
— Então por que aqui você entope a cara com cinco?
— Deve ser porque você faz bem.
— Trabalha na mesma medida do que come.
Seo-rin fez três lámens primeiro e entregou. Quando Seon-woo pegou a tigela e saiu para a mesa de fora, Seo-rin estremeceu só de olhar, com frio.
— Eu não entendo mesmo. Comer lá fora é tão gostoso assim?
— Eu também não entendo. Por que é tão gostoso?
Será que fica gostoso de repente porque o macarrão toma vento frio antes de entrar na boca? Ou será que fica gostoso porque a gente come um caldo quentinho no meio do vento frio? Não sabia o motivo, mas o lámen que Seo-rin fazia no Mighty Town era o mais gostoso que Seon-woo comia.
Depois de dar cabo dos cinco lámens, Seon-woo, como pagamento, carregou os mantimentos do subsolo, trocou o botijão de gás e tirou a neve acumulada nos assentos ao ar livre. Seo-rin disse que já bastava, mas Seon-woo, que queria esquecer algo nem que fosse mexendo o corpo, assumiu as tarefas de bom grado.
❅ ── ♡ ── ❅
Tendo chegado ao hotel um pouco antes do horário combinado, Seon-woo se virou ao ouvir passos vindo em disparada.
— Seo-nu-sae-em!!
— Professor!!
Diante das duas crianças correndo em sua direção, Seon-woo abriu os braços e ergueu de uma vez as duas, que se jogaram nele como se investissem. Diante do peso claramente maior do que nove meses atrás, a boca de Seon-woo se abriu de espanto.
— Ugh, quando foi que vocês cresceram assim? Agora não consigo mais erguer as duas de uma vez.
— Óbvio. A gente já vai fazer dez anos.
— Ahahaha, a gente cresceu sete centímetros.
As crianças crescem mesmo depressa. Seon-woo estava aprendendo isso através dessas duas. Como passava todo inverno com as gêmeas desde que elas tinham cinco anos, o carinho era diferente. As gêmeas ficaram brincando com o cabelo de Seon-woo, que as olhava com ternura. Diante da cena, Jin-yeong veio correndo, apavorado.
— Han-na, I-na! Desçam, o professor está cansado!
— A gente somada não pesa nem setenta quilos, tá?
— O professor é alfa, ele consegue erguer cem de nós. Papai bobo.
No fim, Jin-yeong puxou as gêmeas para baixo e, com cara de constrangimento, pressionou a cabeça das duas e disse:
— A gente se vê depois de tanto tempo e as crianças ainda não têm juízo.
— Elas são só fofas. Boa tarde, senhor, quanto tempo.
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki