A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 2.3 𓇼
𓇼 História Paralela 2.3 𓇼
Sua vida diária girava em torno do trabalho na empresa. Portanto, vivia uma vida não diferente do normal. Embora os eventos incomuns de dar chocolate para outra pessoa pela primeira vez e comer chocolate na cama tivessem ocorrido, eles no fim derivavam de sua viagem de negócios, então não havia nada de estranho nisso. Se não tivesse ido na viagem, não teria comprado o chocolate.
Naquele dia também, acordou no mesmo horário do dia anterior e foi trabalhar no mesmo horário. Havia uma reunião marcada para a manhã. Trabalhou até a hora da reunião, e então seguiu para a sala de reuniões com os executivos da empresa que o esperavam.
A sala de reuniões ficava num andar mais baixo do que seu escritório. Na verdade, todas as salas de reunião eram assim para ele. Seu escritório ficava no último andar do prédio-sede. Em consonância com a cultura organizacional horizontal que o Grupo XX buscava, não havia elevador privado. Ainda assim, o elevador dourado, localizado no extremo esquerdo a partir da entrada, estava sempre vazio, então ele sempre usava o elevador dourado. Quando seu tio e outros membros da família visitavam a empresa, todos usavam o elevador dourado como se por acordo.
Ele não sabia disso, e provavelmente nunca descobriria, mas havia uma regra não escrita dentro da empresa sobre o elevador dourado. Era uma regra silenciosa de que não se devia usá-lo displicentemente, a menos que fosse uma emergência real. Claro, isso não se aplicava a ele.
Naquele dia também, andou no elevador dourado com os executivos da empresa. Se o elevador não tivesse parado no meio do caminho, teriam chegado diretamente à sala de reuniões.
— Ah!
O funcionário que tinha parado o elevador dourado, cheio de figuras-chave da empresa, parecia jovem à primeira vista. Tsc…! Ehem! Enquanto os executivos mostravam abertamente seu descontentamento, o rosto jovem empalideceu. — Desculpa, desculpa…! — disse o funcionário, curvando a cabeça em desculpas. Tecnicamente, não era algo pelo qual se desculpar, mas os executivos não pareciam pensar assim.
— Estagiário Park! Eu disse para segurar o elevador, o que você estava… Eu, eu sinto muito.
As desculpas dobraram. O funcionário que falou parecia ter uma posição muito mais alta do que o chamado estagiário.
— A culpa é minha por não avisar antes. Sinto muito.
— Hmpf, hmpf!
— Bem, então, tenham uma boa descida.
— Só um momento.
Com uma única frase dele, as portas do elevador se abriram de novo. Todos, incluindo os executivos, estavam olhando para ele. Ele olhou para os funcionários fora do elevador e falou.
— Vocês parecem estar com pressa, deveriam subir conosco.
— Ah, não! Está tudo bem. Por favor, vão em frente…
— É porque está muito cheio?
Ele olhou ao redor. De fato, para o número de pessoas ali dentro, havia bastante espaço desperdiçado. — Todos, deem um passo para trás, por favor — disse. Ha, haha… A risada desajeitada dos executivos veio imediatamente em seguida. …Soluço! Parecia que alguém tinha soluçado em algum lugar.
— Olha só, agora todo mundo cabe de verdade!
— O Diretor Executivo é tão atencioso.
— É nosso Diretor Executivo, viu!
— Até dá pra colocar mais gente aqui, haha!
Enquanto os executivos davam um passo para trás cada um, um espaço amplo se criou. Com uma visão mais clara, “aquilo” ficou mais visível. De fato, ele não tinha visto errado.
— Por favor, entrem.
— Está tudo be—
— Vamos, o Diretor Executivo já foi tão longe assim.
Soluço! Diante do tom quase repreensivo, outro soluço foi ouvido. O estagiário cobriu a boca discretamente e entrou no elevador com seu superior. Com a chegada de apenas duas pessoas, o cargo médio dentro do elevador caiu drasticamente.
— Posso perguntar algumas coisas?
— Sim, Diretor Executivo!
Aquele que parecia ser o superior respondeu em voz alta. Os executivos franziram a testa brevemente, mas ao olhar dele, colocaram rapidamente sorrisos no rosto como se nada tivesse acontecido. Já que ele tinha iniciado a conversa, não havia nada que pudessem fazer.
— O que é isso?
— Como?
— Essa caneta, quero dizer.
Os dois seguravam pequenas agendas de trabalho. Encaixadas em ambas as agendas, como se fossem um conjunto combinando, havia canetas rosa idênticas, o que fazia parecer que um coelhinho estava espiando a cabeça para fora. Era um coelhinho rosa de orelhas grandes e olhos redondos. Também era um coelhinho que ele já tinha visto em algum lugar antes.
— Ah, comprei isso numa pop-up store.
— O time todo comprou combinando.
— Uma pop-up store do Tokkingi foi aberta?
…O nome era Tokkingi? Sim, é isso mesmo… Os dois trocaram olhares sem dizer uma palavra. Não só ele sabia o nome do personagem, como sua voz estava estranhamente animada ao perguntar sobre a pop-up store. Sim… Enquanto o estagiário assentia desajeitadamente, suas sobrancelhas se moveram.
— Entendo. Obrigado pela boa informação. Posso continuar com minhas perguntas?
— Hã? Sim…
— De que cor é essa caneta? Também estou curioso sobre quantas cores existem no total. Há apenas um tipo de caneta? Existem talvez outros produtos além de canetas? Se sim, quais são as categorias?
A conversa continuou mesmo depois de chegarem ao andar da sala de reuniões. Na verdade, era unilateral demais para se chamar de conversa. A conversa deles finalmente terminou só depois que ele conseguiu o link da pop-up store do Tokkingi. O problema aconteceu depois.
— Vou pular o almoço hoje.
A primeira coisa que fez ao voltar para o escritório depois da reunião foi pedir à secretária para cancelar sua marmita. Quando uma enxurrada de instruções relacionadas à reunião que ele tinha acabado de participar deveria estar saindo, era sobre sua marmita; apesar do desenvolvimento completamente inesperado, o secretário manteve sua postura profissional.
— Entendido. Devo preparar uma torrada no lugar?
— Não. Vou sair do escritório, então está tudo bem.
Até onde o secretário sabia, seu chefe não tinha nenhum compromisso externo hoje. Também não tinha um almoço marcado com o cônjuge. Então por que diabos? Com os candidatos mais prováveis para atrair o chefe para fora da empresa descartados, tudo o que restava era uma pergunta.
— …Aconteceu alguma coisa?
O secretário perguntou, arriscando-se a ser indelicado. Ele já estava sentado à mesa, trabalhando. Respondeu casualmente enquanto folheava um documento.
— Estou planejando ir à loja de departamentos por um tempo.
— Se há algo que o senhor precise, posso ir no seu lugar.
— Não. Preciso conferir eu mesmo, então vou.
Será que ele está considerando importar aquela marca de chocolate, como o assistente executivo disse? Como se para confirmar a especulação do secretário, ele saiu do escritório como um fantasma assim que chegou a hora do almoço. E bem quando o secretário começou a estudar marcas de chocolate, ele estava no centro do caos.
— Com licença, você não estava na fila mais cedo? Suas roupas parecem de outra cor.
— Não empurra! Você não vai conseguir entrar de qualquer jeito!
— Devido ao aumento de pessoas no último dia do Haengsa, a loja está extremamente cheia. Para garantir um processo tranquilo, vamos restringir temporariamente a entrada. Se esperarem a partir de agora, poderão entrar em 40 minutos. Por favor, notem que há um limite de compra por pessoa, independente do item…
— Com licença! Já estamos esperando há 28 minutos, e vocês estão dizendo para esperar mais 40 minutos?
— Sentimos muito mesmo, senhora. Como podem ver, a loja é pequena e tem capacidade limitada para acomodar todo mundo. Se pudessem esperar só mais um pouco…
— O quê? Não, como assim tem limite de compra? E as pessoas que vieram no lugar de alguém!
— Vocês estão discriminando quem mora fora da cidade!
Era um pandemônio, era um inferno. Ele ficou parado, sem expressão, no meio de um campo de batalha. Graças à sua altura acima da média, ele sozinho se sobressaía na multidão. Observou calmamente a situação abaixo. Primeiro, havia um total de 27 competidores na sua frente. A situação atrás dele não era importante, então nem se deu ao trabalho de contar a fila atrás.
Os tipos de competidores eram variados. De funcionários de escritório como ele mesmo, que tinham abdicado do horário de almoço, a estudantes de uniforme escolar, a pais que tinham sido forçados a entrar na fila pelos filhos insistentes. O que era certo era que nenhum deles era um adversário fácil. Pelos 37 minutos até a restrição de entrada ser suspensa, teve que suportar um tempo mais infernal do que qualquer um.
Pensando bem agora, teria sido mais rápido simplesmente adquirir a marca Tokkingi, mas o julgamento racional era impossível naquele momento. Assim funciona a psicologia de multidão. Entre as pessoas esperando que sua parte dos produtos sobrasse, ele tremia de ansiedade junto com elas, forjando um senso de camaradagem.
— Com licença, você não vê a fila aqui?
— …Também tenho que entrar na fila aqui?
— Não é óbvio?
— Entra na fila.
Claro, diante da ganância, tudo era inútil. Ele finalmente tinha conseguido entrar na loja, só para ser recebido pela fila do caixa. Para ele, que nunca tinha ficado pessoalmente numa fila para comprar algo assim, a situação era totalmente estrangeira.
Outra espera que parecia um milênio começou. Ainda assim, estar na fila do caixa agora era muito melhor. Quando estava preso esperando para entrar, achou que o mundo estava acabando, preocupado que as coisas acabassem. Enquanto ele, uma cabeça mais alto que todo mundo, observava seriamente a situação do caixa de cima, outro cliente, desconfiado dele, tentou furar a fila.
— Se você não vai passar no caixa, por favor, saia.
Era uma tentativa ousada, possível porque ele estava na fila do caixa sem nada nas mãos.
— Não. Estou passando no caixa.
— Você está passando no caixa?
— Sim, estou.
Vestido com um terno que parecia ter saído de uma revista, ficou ali sem expressão, sem sequer uma sacola. Nem os bolsos do paletó estavam volumosos. O cliente, embora o achasse estranho, não conseguiu insistir mais e não teve escolha a não ser recuar.
Aquele foi só o começo. Teve que repetir as mesmas palavras várias vezes até chegar ao balcão. A culpa era significativamente sua nisso, já que exalava a presença mais alienígena da loja.
— Posso ajudar a passar no caixa. Precisa de uma sacola?
Finalmente, era sua vez. Em vez de entregar qualquer item, começou com uma pergunta.
— Qual é exatamente o limite de compra?
— Como?
— É um limite no número de itens?
— Si-sim?
— Estava perguntando se é impossível comprar mais de uma certa quantidade do mesmo item, ou se há um limite de quantidade ao comprar o mesmo produto, independente da categoria do item.
A funcionária pareceu perturbada por um momento, mas recuperou rapidamente a compostura e atendeu ao cliente. O setor de serviços, por sua natureza, significava encontrar vários tipos de seres humanos.
— Por categoria de item, você quer dizer categorias de produtos como papelaria e bonecos?
— Isso mesmo.
— Não há limite de categoria, mas há um limite de quantidade ao comprar o mesmo produto, senhor.
— Entendo.
— Senhor, se ainda não decidiu, posso ajudá-lo a passar no caixa daqui a pouco.
— Não. Pode fazer agora.
Ele, sem segurar nada, tirou um cartão de dentro do paletó.
— Por favor, embrulhe um de cada coisa que tiver aqui.
Missão cumprida! Ele tinha concluído sua tarefa com sucesso.
Naquele dia, saiu do trabalho mais cedo do que o normal. Hoje, quando seu cônjuge tinha um compromisso à noite, era sua chance. Ao chegar em casa, primeiro ligou para seu cônjuge antes de começar a tarefa principal. Considerando a eficiência do trabalho, era mais eficaz alocar o tempo de trabalho para coincidir com o horário-alvo.
Talvez porque estivesse se divertindo, seu cônjuge não atendeu o telefone imediatamente. Enquanto isso, ele deu uma olhada no celular enquanto removia a embalagem de plástico. Tirar cada embrulho já era uma tarefa em si. E ainda havia muito mais plástico para desembrulhar. Depois de um tempo, uma ligação chegou de seu cônjuge.
—É, sou eu. Você ligou?
— Sim. Liguei exatamente vinte e três minutos atrás.
—Nem sabia que você tinha ligado. Por que ligou?
Não saber que ele tinha ligado por vinte e três minutos inteiros, e então perguntar por quê! Diante da declaração chocante de seu cônjuge, as mãos de Ahn Yijin, que estavam diligentemente desembrulhando os pacotes, pararam.
— Por que você não sabia?
—Hã?
— E preciso ter um motivo para te ligar? Você certamente já me disse antes que eu podia entrar em contato mesmo sem motivo.
Um momento de silêncio se seguiu. Tendo deixado seu ponto claro friamente, esperou emburrado pela resposta de seu cônjuge. — Ahaha, é verdade. Você tem razão, foi mal. — O que veio de volta foi uma risada doce. Por um momento, ele esqueceu de respirar, focado na voz de seu cônjuge vindo pelo telefone. Seu cônjuge sussurrou docemente, a voz coberta de risada.
—O meu Jinny se assustou?
— …Não me assustei.
—Tá bom, tá bom, vou dizer de novo. Estava tão alto que nem percebi que você tinha ligado. Devia colocar no vibrar.
— Isso certamente pareceria mais eficiente.
—Você realmente ama sua eficiência. Que horas você sai do trabalho hoje? Devo te buscar mais tarde?
— Já saí do trabalho. Já estou em casa.
—Hã? Sério?
— Sim, isso mesmo. Por volta de que horas você planeja voltar para casa, Seowoon?
Hmm, que horas são agora… A voz de seu cônjuge ficou distante por um momento, como se checasse a hora no celular.
—Se eu for para casa agora, acho que chego por volta das 23h20.
23h20! Ele checou rapidamente o tempo restante. Já que precisava de bastante tempo para coisas que estava fazendo pela primeira vez, o horário estimado de chegada de seu cônjuge parecia perfeitamente adequado.
Missão! Completar todos os preparativos até as 23h20! O comando final tinha sido inserido. Tudo o que restava era avançar.
— Excelente. Vou desligar agora.
—Quê? É só isso?
— Isso mesmo. Meu assunto está concluído.
—…Quê isso. Você é quem ligou porque tinha assunto!
— …Entendo.
Como esperado, seu cônjuge era incrível. Possuía tanto um olho aguçado quanto um discernimento perspicaz. Minhas desculpas, se desculpou educadamente. Então, passou para uma confirmação final. Uma dupla checagem era essencial para a pessoa moderna ocupada.
— Então você vai chegar às 23h20.
—Posso conseguir chegar mais ce—.
— Não! Por favor, chegue às 23h20.
—Quê?
— Então nos vemos mais tarde. Se cuida.
—Quê?! O que você está fazendo agor— Ei!
Embora fosse bom em ouvir, não conseguia ouvir uma palavra agora. Com apenas o objetivo restante para o qual avançar, não havia nada que pudesse detê-lo.
Primeiro, arrancou o resto da embalagem de plástico. Depois começou a organizar os itens por categoria. A Caneta Coelhinho ia com papelaria, o Guarda-chuva Coelhinho com miscelânea, a Tiara Coelhinho com produtos de beleza, e os Brincos Coelhinho… espera, será que seu cônjuge tinha as orelhas furadas? Parecia ter esbarrado num obstáculo, mas felizmente, a deliberação não durou muito. Seu corpo soube antes de sua mente.
Os lóbulos das orelhas sem furo eram lisos e macios, uma delícia de morder. Quando lambia devagar a concha da orelha e depois dava uma leve mordida no lóbulo, arrepios se espalhavam pela pele de seu cônjuge. O corpo, que reagia facilmente até ao menor estímulo, era sempre quente e doce, e ele frequentemente se perdia e avançava sobre seu cônjuge.
Era sempre ele que perdia a razão e avançava, e era seu cônjuge quem o aceitava. Seu cônjuge era gentil mas apaixonado, macio mas firme, então mesmo o achando um pouco demais, nunca o empurrava para longe. Era o mesmo não importava o que ele dissesse, não importava qual erro cometesse. Seu cônjuge não o expulsaria.
Tinha sido mais lento que seus pares para falar e tinha aprendido a ler tarde. Considerando que sua família dizia que tinha balbuciado antes de qualquer um, talvez não fosse da sua natureza. Mas a babá que poderia ter provado isso já tinha falecido, então não havia como confirmar.
E ainda assim, sua manifestação tinha chegado várias vezes mais cedo que a de outros. Nem ele nem sua família sabiam desse fato. Graças a isso, teve que sofrer uma febre de Manifestação por toda a sua vida. Um mero um grau Celsius — para uma criança que naturalmente já era quente, a anormalidade causada pela febre baixa era mais do que uma criança conseguia suportar, e tinha atrasado seu relógio interno. Levava mais tempo que os outros para fazer coisas pela primeira vez, e tinha dificuldade em entender os sistemas sensoriais que eram óbvios para todo mundo de imediato. Era diferente dos outros.
Seu cônjuge nunca disse que ele era estranho por isso. Nunca disse. Sorria como se perplexo com suas palavras, mas então voltava a ouvi-lo de novo. Olhava para ele. Ouvia ele. Aceitava ele. Explicava as coisas repetidamente até que entendesse. Sorria para ele. Desde o momento em que se conheceram, seu cônjuge tinha sido esse tipo de pessoa.
Tinha reconhecido seu cônjuge à primeira vista. E quase o tinha perdido. Quase tinha perdido seu cônjuge para outro Alfa por um triz. Se o encontro deles tinha sido um erro, um mal-entendido, ou uma falha, nada disso importava. O fato de que ele realmente tinha roubado seu cônjuge de outro Alfa também não importava.
Ser roubado — como alguém ousaria ser roubado. Só o pensamento já fazia a nuca doer e as pontas dos dedos ficarem frias. Era mais lento que os outros, mas mais racional do que qualquer um. Era alguém que sabia proteger o que era seu de forma mais completa do que qualquer um no mundo, mesmo que levasse um pouco de tempo. As conquistas materiais que tinha alcançado eram prova disso.
Então, mesmo que tivesse sido roubado, o resultado não teria mudado. Simplesmente o teria roubado de volta. Não importava como pensasse, a conclusão era sempre a mesma.
Ah, caramba. Diante da sensação familiar que o tomou, olhou para si mesmo. Tinha estado pensando em seu cônjuge, e sua parte inferior tinha ficado pesada. Felizmente, não era a primeira vez, então acalmou calmamente a região inchada. A expansão dos vasos sanguíneos devido à estimulação dos nervos periféricos era um fenômeno extremamente natural que ocorria em humanos com desejo sexual. Também era um sintoma que ocorria sempre que pensava em seu cônjuge.
No escritório, geralmente se acalmava facilmente, mas na casa cheia de vestígios de seu cônjuge, levava mais tempo para se estabilizar. No fim, teve que fazer uma pausa de meditação não programada no meio do trabalho. Como esperado, foi bom ter reservado bastante tempo extra. Seu plano era perfeito.
— Ahn Yijin!
Foi por isso que não entrou em pânico com a variável do retorno antecipado de seu cônjuge. Ele estava quarenta e cinco minutos mais cedo do que o programado. Seu cônjuge estava em casa.
— Você chegou.
— Você, ufa, o que estava fazendo!
Seu cônjuge, que tinha acabado de entrar na entrada, estava claramente sem fôlego de correr. Embora estivesse ofegante, estava ocupado olhando ao redor da casa, incluindo para ele. Parecia pensar que ele tinha escondido algo sem que soubesse.
Como esperado, seu cônjuge era rápido de raciocínio. Estava secretamente ansioso para ver como seu cônjuge iria reagir. Com uma expectativa crescente, foi trotando atrás de seu cônjuge, que procurava pela casa. Infelizmente, um milagre não acontece tão facilmente.
— Não tem ninguém aqui?
— Isso não está correto. Por favor, olhe de novo com cuidado.
— …Você realmente escondeu alguma coisa?
— Sim, isso mesmo.
— O quê?!
— Vai, tenta encontrar.
Ele falou com um rosto orgulhoso. Para seu cônjuge, ele parecia um sem-vergonha confessando descaradamente um caso.
— Não. Não vou procurar. Você esqueceu que surpresas envolvendo trabalho físico são proibidas?
— …Não. Não esqueci.
— Então simplesmente me conte. O que é dessa vez?
Conte diretamente ao seu cônjuge! Um comando tinha sido dado por seu cônjuge. Ele obedientemente apontou para os pés de seu cônjuge. O olhar de seu cônjuge naturalmente deslizou para baixo.
— Hã? É o Tokkingi!
Havia um par de pantufas rosa e felpudas. Além disso, ele já estava usando sem nem perceber. Eram pantufas de inverno com um bonequinho de Tokkingi grudado na ponta. Para registro, havia também uma versão de verão.
— Esse é o personagem daquele app de beleza que a gente usa, né? Nossa! Deve ter saído como personagem.
O rosto de seu cônjuge se iluminou na hora. Mesmo em meio à sua frustração, ficou feliz ao ver aquilo. — Isso mesmo — respondeu com uma voz orgulhosa.
…Espera, não pode ser…. Só então seu cônjuge olhou ao redor tardiamente. Um momento antes, não tinha notado porque estava ocupado procurando por uma “pessoa” escondida. Se perguntou se era só imaginação, mas os arredores pareciam ter ficado rosa. Não, tinham mudado mesmo. Um Filtro Coelhinho tinha sido aplicado em cada canto da casa moderna e chique deles. Era o filtro Tokkingi que os dois usavam muito.
— Q-que negócio é isso tudo aí….
— Você gosta? Para registro, ainda tem mais.
— …Isso é possível?
— Sim, é possível.
Era verdade. No banheiro, havia Pantufas de Banheiro Coelhinho, uma Escova de Dente Coelhinho, Pasta de Dente Coelhinho, e uma Bolinha de Banho Coelhinho. No ateliê de seu cônjuge, havia uma Caneta Coelhinho, um Caderno Coelhinho, um Mouse Pad Coelhinho, e uma Necessaire para Notebook Coelhinho. O destaque era o quarto. No meio da cama estava sentado um Bonecão Coelhinho. Era tão grande que parecia um totem guardião de vila.
— Você gosta?
Mesmo diante da pergunta dele, seu cônjuge ainda parecia incapaz de compreender a situação.
— O que é tudo isso?
— É o Tokkingi.
— Eu tenho olhos, sabia. Explica o que aconteceu.
— Por acaso soube da pop-up store do Tokkingi e a visitei eu mesmo durante o horário de almoço hoje. Felizmente, descobri no último dia e consegui garantir a mercadoria. As vendas online ainda estão indefinidas, e não há planos para uma segunda pop-up store.
— Nossa, o Tokkingi é bem grande coisa, hein.
— Isso mesmo. Foi incrível, pensando bem. Me lembrou aquele drama de zumbi que você me mostrou uma vez, Seowoon.
Relembrando o desastre daquele dia, seu rosto ficou sério. Ooh, seu cônjuge respondeu entusiasmado ao seu relato vívido do campo de batalha.
— Foi tão ruim assim?
— Sim, foi incrível. Furar fila e gritar indiscriminadamente — era o auge da desordem, mas houve um ganho.
— Um ganho?
— É um bonecão de edição limitada que só pode ser conseguido na pop-up store.
Ele disse isso com o rosto mais orgulhoso do mundo. O Bonecão Coelhinho de edição limitada era, com um pouco de exagero, do tamanho do tronco de seu cônjuge. Seu cônjuge tocou cuidadosamente o Bonecão Coelhinho. Nunca tinha tocado um coelho de verdade, mas era tão macio quanto tinha imaginado. Seu cônjuge, que estava acariciando o bonecão com uma mão gentil, perguntou numa voz tão gentil quanto seu toque.
— Então, você comeu antes de ir?
— Não. Não comi.
— …Você só descansa quando come.
— Minhas desculpas. Foi uma emergência, então não tive escolha. Mesmo assim, os itens se esgotaram um atrás do outro logo depois de mim, então se eu tivesse ido um pouco mais tarde, teria sido um desastre.
Era um segredo que ele tinha contribuído significativamente para o caos do esgotamento. Seu cônjuge, sem saber desse fato, pareceu meio conflituoso.
— …Sua primeira vez pulando algo na vida foi para ficar na fila por produtos do Tokkingi….
— O que você acabou de dizer?
— Não é nada.
— Por acaso, você não gostou?
Mesmo enquanto dizia isso, seu cônjuge balançou a cabeça firmemente em negação à pergunta. Ele esperou ansiosamente pela resposta de seu cônjuge. Seu cônjuge era sábio, atencioso e de coração caloroso, uma pessoa que ele não ousava tentar compreender.
— …Obrigado.
Seu cônjuge disse, abraçando o Bonecão Coelhinho e olhando para cima, para ele. O olhar afetuoso fez seu coração fazer cócegas, mas não era a resposta que queria. Ele perguntou.
— Você gosta?
— É. Muito.
— Fico feliz que goste.
— Claro. Como eu não gostaria?
— O gosto de uma pessoa é extremamente subjetivo, e a base para a individualidade diferente de cada um…
— Ehem.
Seu cônjuge cobriu sua boca com a orelha do bonecão. Enquanto o pelo macio tocava seus lábios, fez uma careta sem perceber. — Haha, você não gostou disso? — riu seu cônjuge, substituindo o bonecão pelos próprios lábios.
Ah. Ele devorou prontamente os lábios de seu cônjuge, lambendo e mordendo de leve.
— Nngh… gentilmente….
Quando finalmente pegou o lóbulo sem furo na boca, mordeu com mais força do que pretendia. Tinha refletido seriamente muitas vezes, mas não conseguia entender por que ficava tão impaciente sempre que via seu cônjuge.
Naquela noite, seu cônjuge dormiu vestindo um pijama estampado com Tokkingi, uma Máscara de Dormir Coelhinho no rosto, e abraçado ao Bonecão Coelhinho. Mesmo depois de seu cônjuge adormecer, o observou por muito tempo. Naquele dia, pela primeira vez, tinha voltado ao escritório depois que seu horário de almoço tinha acabado, e também tinha pulado o almoço e o treino da tarde. Uma interrupção tinha ocorrido em sua rotina regular, que girava em torno do trabalho. Tinha comprado um bonecão que acreditava ter eficiência zero como objeto e tinha até ficado numa fila misturado com outras pessoas numa loja de departamentos. Observando as pessoas felizes depois de comprar produtos do Tokkingi, sentiu uma inquietação estranha e até tinha se apressado para voltar do trabalho.
Estranho. Era uma coisa estranha. Algo impossível, algo que jamais poderia ter imaginado, estava acontecendo com ele. Seu horário de saída do trabalho estava ficando cada vez mais cedo, e o número de fins de semana em que não ia ao escritório estava aumentando. Ainda conseguia manter seu horário de chegada ao trabalho, mas não sabia até quando nem isso poderia durar.
Desde quando, exatamente? Desde quando ficou assim? Só muito tarde percebeu a fissura que tinha vindo a dominar sua vida diária. E ainda assim, não sentia nada de errado. Pelo contrário, seu coração estava tão cheio que não conseguia adormecer no fim.
Uma história paralela que ele não conhecia
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna