A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 2.4 𓇼
𓇼 História Paralela 2.4 𓇼
Fazia tempo que a família não se reunia. A família, que não tinha conseguido encontrar tempo para se ver porque Min-young (Yeo Min-young, 2X anos, universitária, Beta) chegava em casa de madrugada todo dia, finalmente tinha visitado a casa do casal.
— …O que é isso?
Min-young foi a primeira a perguntar. Tio e Tia ficaram sem palavras. Só Young-min, atravessando a turbulência da adolescência, estava completamente indiferente. Se perguntando se algo tinha acontecido no tempo em que não os via, Tia, seriamente preocupada com o bem-estar do casal, de repente se animou com uma possibilidade que lhe ocorreu e exclamou.
— Será que é um sonho de concepção…!
— Não é isso.
— Então por que a casa está desse jeito? Vocês foram possuídos por um deus coelho ou algo assim?
Min-young olhou ao redor da casa de novo, atônita. — Foi um presente — Seowoon, calçando as Pantufas Coelhinho, respondeu displicentemente. As risadinhas que escaparam dele foram um bônus.
— Oppa, pensa direito. Isso pode não ser um presente.
— É um presente.
— Não pode ser. A casa costumava parecer coisa de The Sims, o que é essa bagunça toda….
— Ora, é fofo.
— Isso? Sério, ele é meu cunhado, mas não tem meio-termo mesmo.
Como dizem, até um cachorro numa escola de vila consegue recitar poesia depois de três anos. Min-young, que tinha testemunhado os atos absurdos do cunhado por vários anos, balançou a cabeça como se já soubesse de tudo. Seowoon sorriu e disse.
— É por isso que é fofo. Vocês vão ficar parados na entrada?
— Oppa, você chama tudo de fofo. Olha o porte do cunhado! É uma verdadeira escultura.
— Certo, certo. Por que vocês compraram tanta coisa.
— Não compramos muito. Tem que comer fruta na época.
Finalmente, a família entrou na toca do coelho. Tudo isso aconteceu antes de Yijin chegar, sem que ele soubesse.
* * *
Uma vez que reconheceu, a segunda vez foi fácil. A fissura estava acontecendo a todo momento.
Era um fim de semana comum. Ele estava trabalhando, como sempre. Vários dispositivos eletrônicos e documentos em papel necessários para o trabalho enchiam a mesa.
— Por quê?
Ao lado dele estava seu cônjuge. Seu cônjuge estava comendo pipoca e assistindo a um filme.
— Quer um pouco?
Seu cônjuge, mal-interpretando seu olhar, ofereceu-lhe a pipoca.
— É boa, né!
Antes que ele tivesse chance de dizer algo, pipoca recém-estourada foi empurrada em sua boca. Crec! Estava tão bem estourada que o som ao mastigar era requintado. Ele degustou meticulosamente a pipoca. Provou a pipoca com muita diligência e seriedade. Já que seu cônjuge tinha perguntado se estava boa, tinha que dar uma resposta correspondente.
— Está crocante. A textura está muito boa. Acima de tudo, o sal e a oleosidade estão ambos moderados, então não fica gorduroso, e os sabores salgado e amanteigado harmonizam bem.
— Nossa, foi o que eu pensei também! O produto daqui é realmente bom, né?
Crec! Dessa vez, seu cônjuge pegou um pedaço de pipoca. Suas bochechas movimentadas inchavam e murchavam repetidamente. Enquanto continuava olhando para seu cônjuge, seu cônjuge, como se entendesse, ofereceu pipoca a ele de novo.
— Ah.
Ele aceitou prontamente a pipoca. Não queria particularmente nenhuma, mas já que seu cônjuge mandou, simplesmente obedeceu. Seu cônjuge, mal-interpretando isso, pareceu bastante satisfeito e disse.
— Você está comendo bem. Devo trocar para esse lugar de pipoca daqui em diante.
Então virou o olhar de volta para a tela. Crec, crec, seu cônjuge comeu diligentemente a pipoca, os lábios estalando. Parecia estar focado no filme de novo, como se nada tivesse acontecido. Ele olhou para seu cônjuge. Observou-o. Admirou-o. Como um ser assim podia existir? Não importava o quanto olhasse, achava seu cônjuge fascinante.
— Estou te incomodando? Devo desligar?
— Não, não é isso. A TV é um exemplo primoroso de Ruído Branco, que ajuda a melhorar a concentração. Estou bem, então por favor continue assistindo.
Será que tinha cometido um deslize verbal? Até onde ele podia dizer, não havia erro lógico em sua declaração, mas seu cônjuge o encarava fixamente em vez da tela.
Depois de encará-lo por um momento, seu cônjuge rapidamente diminuiu a distância e se aproximou. Um cheiro doce emanou dele enquanto se aproximava. Era o cheiro suave de seus Feromônios, prazerosamente relaxados, e o cheiro quente e macio de sua pele. Por um momento, esqueceu de pensar e inspirou profundamente o cheiro de seu cônjuge. Era um cheiro delicioso, incomparável à pipoca.
— Yijin, o que você estava vendo?
Seu cônjuge tinha uma pergunta para ele. Estava curioso sobre algo. Ele rapidamente mostrou ao cônjuge o tablet que segurava.
— …Argh…
Ao ver a tela, seu cônjuge instintivamente franziu a testa. Uma mistura de números, gráficos, e uma língua estranha que não era inglês o saudou.
— Esse é o relatório do mercado nórdico do último trimestre.
— Ah…
— Quer dar uma olhada?
— Hum, bem… Sim. Vou dar uma olhada.
Depois de uma breve hesitação, seu cônjuge assentiu. O importante ali era o fato de que seu cônjuge tinha assentido. Ele se esforçou ao máximo para explicar o relatório. Também não esqueceu de explicar brevemente questões globais relacionadas.
— Como você sabe, os preços internacionais do petróleo recentemente…
— Ah.
— Num caso semelhante, a Europa Ocidental…
— Entendo.
— Comparado ao mesmo trimestre do ano passado…
— Ooh.
— No Sudeste Asiático…
— Aha.
Colocou mais coração e alma em resolver a curiosidade de seu cônjuge do que ao dar um briefing de trabalho na empresa. Felizmente, a julgar pelas reações generosas de seu cônjuge, ele parecia satisfeito com suas respostas.
— Já acabou?
— Sim, acabou.
— Entendo. Meu Jinny também é um bom apresentador.
Finalmente, o relatório terminou. Seu cônjuge sorriu e acariciou sua cabeça. O toque suave em sua cabeça o encheu mais uma vez com o desejo de arrancar o coração e arranhá-lo até doer. Docilmente ofereceu a cabeça a seu cônjuge e concluiu a apresentação.
— Alguma pergunta?
— Sim!
— Vou aceitar perguntas agora. Por favor, pergunte.
— Então, quando você vai terminar?
Seu cônjuge tinha outra pergunta! Ele rapidamente deu uma olhada nos documentos restantes e deu uma resposta rápida.
— Levará aproximadamente uma hora e dez minutos.
— Ah, perfeito. Meu filme também tem cerca de uma hora e meia restante.
Perfeito, ela disse. Embora houvesse uma discrepância de vinte minutos entre os dois, assentiu em concordância primeiro. Depois de X anos de vida de casado, tinha se tornado muito mais perceptivo.
— Quando você terminar o trabalho e eu terminar o filme, quer ir ao mercado?
— Eu vou. Tem algo que você precisa?
— É. Precisamos comprar lanches.
— Entendido.
— Vamos comprar mais pipoca também.
— Sim, vou.
— Até mais tarde, então.
— Sim, te vejo em uma hora e meia.
Os dois trocaram uma breve despedida, lado a lado. Crec, crec. Seu cônjuge voltou a comer pipoca. Ele voltou a rever o relatório. Estava com pressa se quisesse terminar todo o trabalho dentro do tempo prometido. Não estava alheio a esse fato, e ainda assim, pouco depois, se viu olhando para seu cônjuge de novo.
— Hm?
Quando olhava para seu cônjuge, seu cônjuge invariavelmente olhava de volta para ele.
— O quê. Quer pipoca?
Com migalhas de pipoca nos lábios, esquecendo completamente do filme que estava assistindo, ele olhava para ele assim mesmo.
— Ah.
Seu cônjuge deu mais um pedaço de pipoca na boca dele. Dessa vez também, aceitou obedientemente. Comeu porque seu cônjuge mandou. Enquanto mastigava a pipoca em silêncio, seu cônjuge, que tinha estado observando ele, sorriu e disse.
— Você devia ter simplesmente dito. Queria tanto assim?
— …
— Já terminou de comer?
— Sim, terminei.
— Fala “ah” de novo.
Crec! Quando seu cônjuge dava pipoca na boca dele, ele comia. O ato de dar e ser alimentado se repetiu várias vezes. Quando o olhar de seu cônjuge não estava mais na tela e ele tinha largado completamente o tablet, percebeu um fato surpreendente.
— …Tinha um sabor caramelo também?
Descobriu que a pipoca vinha em dois sabores. Se seu cônjuge não tivesse acidentalmente dado a ele um pedaço de caramelo, nunca teria descoberto.
— …Ah.
— …Seowoon…
Um silêncio constrangedor se seguiu. O primeiro a falar foi seu cônjuge. Seu cônjuge, incrível em se adaptar e improvisar, mostrou rapidamente sua sagacidade.
— Di-ding-dong-daeng! Correto!
— …
— O vencedor ganha um prêmio.
Seu cônjuge entregou a pipoca de caramelo para ele de forma brincalhona. Olhando de perto, viu que a pipoca de caramelo tinha uma cor diferente da normal. Tinha sido um crime premeditado desde o início.
— Está emburrado?
— Não. Não estou emburrado.
— Então por que não está olhando para mim?
— …
— Yijin.
— …Por favor, fale.
— Jinny.
— …Se me chamou, então diga…
— Marido.
— …Sim.
Finalmente, os dois se encontraram nos olhos. Seu cônjuge tinha uma expressão estranha, parecendo ao mesmo tempo arrependido e extremamente divertido.
— Comi todo o caramelo, então tinha muito pouco desde o início. É pior comer só um pouco do que nada, então foi por isso que não te dei nenhum.
— …É mesmo?
— Claro. Óbvio!
A forma como ele afirmou tão fortemente sua inocência era um pouco — não, mais que um pouco — suspeita, mas ele deixou docilmente as mãos de seu cônjuge segurarem seu rosto. Se seu cônjuge dizia, então devia ser assim. Nada mais importava.
— Você vai comigo ao mercado mais tarde, né?
— …Sim, vou.
— Vou comprar pipoca de caramelo pra você quando formos.
— …Obrigado.
…Que fofo você é… Muá! Junto com o elogio desajeitado que jamais ouviria de ninguém além de seu cônjuge, os lábios que encontraram os dele tinham gosto de caramelo doce. Era delicioso. Naquele dia, os dois esgotaram o estoque de pipoca do mercado.
E então, um pensamento de repente lhe ocorreu.
— …Portanto, sua secretária pessoal o acompanhará hoje à tarde. Para minimizar a exposição externa, o percurso irá diretamente do subsolo do prédio principal para a sala de recepção. O quinto subsolo, que o senhor usará, está restrito desde ontem, então não precisa se preocupar com câmeras.
Será que é assim que o casamento costuma ser? Depois de um fim de semana passado com pipoca, a segunda-feira de manhã chegou de novo, e acordou no mesmo horário e foi trabalhar no mesmo horário de sempre. Na sua frente, seu secretário estava relatando a agenda do dia, mas uma voz completamente diferente rodava em sua cabeça.
— …Já indo?
Ele nem tinha acordado mais cedo que o normal. Seu cônjuge, que devia ter tido dificuldade particular para acordar, tateou pela cintura dele sem nem abrir os olhos. A palma da mão de seu cônjuge, meio adormecido, estava quente, e a névoa do sono era evidente na forma como a mão se movia pelo ar. Preso pela cintura enquanto se levantava da cama, falou numa postura desajeitada.
— Não, não é “já”. Acordei exatamente no mesmo horário semana passada, e na semana anterior também.
— …
— Seowoon? Está dormindo?
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna