A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 7 𓇼
𓇼 Capítulo 7 𓇼
— 𓇼 —
Ah, era outono.
A vista da janela mostrava que o outono estava agora a pleno vapor. O Havaí provavelmente ainda estava como no verão. Contemplando a paisagem crocante de outono, Seowoon pensou no Havaí mais uma vez. Já tinha passado um tempo desde a lua de mel, mas a paisagem havaiana ainda brilhava diante de seus olhos. Havaí… tinha sido maravilhoso. Uma sensação inexplicável de tranquilidade transbordava de cada canto, e havia tanto o que fazer e comer. Pelo menos, era assim para Seowoon.
Seowoon, que uma vez tinha se resolvido a se divorciar apenas dois dias após o casamento, tinha comido e se divertido melhor do que ninguém em seu destino de lua de mel. Foi uma chamada —staycation— e lua de mel combinadas em uma só.
Depois do segundo dia do casamento deles, enquanto Seowoon fazia massagens ou relaxava numa espreguiçadeira, Yijin trabalhava. Trabalhava pra caramba. Aí, quando Seowoon ficava com fome e o chamava, os dois saíam para comer. A lista de restaurantes recomendados, criada com o sangue e suor dos funcionários da filial do Havaí, era um sucesso infalível. No fim, Seowoon teve que embarcar no voo de volta à Coreia com as bochechas adoravelmente cheinhas. (Claro, ele comeu a refeição do voo também, graças a Yijin acordar o Seowoon adormecido com uma fúria enlouquecida.)
Quando ficava entediado de brincar sozinho, Seowoon chamava Yijin para caminharem juntos pela praia. Também curtiram alguns esportes aquáticos simples, mas ele desistiu depois de uma tentativa. Só porque as atividades náuticas eram divertidas não significava que não fossem cansativas. Para Seowoon, que tinha ficado incessantemente ocupado até o casamento, o que ele precisava era de férias, não de treino.
A essa altura, Seowoon não via mais Yijin, que ficava trancado no escritório, sob uma luz negativa. Embora trabalhasse até na lua de mel, Yijin nunca recusava os pedidos de Seowoon. Graças a ele, Seowoon conseguia passar os dias comendo e brincando à vontade, perfeitamente adaptado ao seu próprio gosto.
…Ele não é tão ruim assim, né? Eventualmente, ele até começou a pensar isso. Seowoon tinha se adaptado perfeitamente. Ele tinha ficado um pouco preocupado no começo, mas Yijin nunca olhou para ele com desdém nem o fez se sentir constrangido por não trabalhar. Na verdade, parecia tê-lo em alta estima. Isso aconteceu bem no começo da lua de mel.
— Você está acordado?
— …Eu estava dormindo?
— Sim. Estava.
— Quando foi que eu dormi…
— Já faz um bom tempo. Pelo menos duas horas e dez minutos, pelo que pude ver.
— …Ah, entendi.
Ele tinha adormecido caído no sofá, apesar de haver uma cama perfeitamente boa. E tinha feito isso logo depois de voltar ao quarto vindo do café da manhã. Como algum tipo de animal… Seowoon tateou, esfregando a área ao redor da boca. Conseguia sentir a pele, macia e brilhante, do sono suficiente e da comida farta. Felizmente, parecia que não tinha babado.
Nossa, devo ter parecido um verdadeiro lixo. Enquanto se preparava tardiamente para se levantar, notou um laptop na mesa que não estava lá antes. Vendo o logo da XX Eletrônicos, soube que era de Yijin. (Não só Seowoon não tinha trazido o dele, como o dele era um produto da YY Eletrônicos, concorrente da XX Eletrônicos.) Não sabia quando Yijin tinha saído, mas parecia que ele tinha estado trabalhando ali em vez de no escritório.
…Não me diga que ele ficou me observando o tempo todo? Uma onda de constrangimento o invadiu. Devia inventar uma desculpa de que estava cansado ontem? Mas ele tinha comido e dormido tão bem ontem também. Como se sentisse os sentimentos complicados de Seowoon, Yijin falou num tom bastante sério.
— Seowoon, acho você verdadeiramente notável.
— O que é dessa vez.
— Você é tão instintivo, mas conseguiu manter sua vida diária sem perder a razão. É verdadeiramente admirável.
Aquilo era um insulto ou um elogio? De qualquer forma, era perturbador, mas pelo menos agora ele sabia. Aquilo era de verdade. Esse cara é sério mesmo! Yijin estava sendo sincero.
Bem, isso não é bom o suficiente? Sua mente racional, ainda meio dormindo, o acalmou habilmente. Ei, não pensa demais nisso. Ele disse que você é notável. Disse que você é admirável!
Certo, certo. Fosse o que fosse, o que é bom é bom. Com os cabelos de trás da cabeça em pé, Seowoon estufou o peito. Elogios podiam até fazer o Seowoon dançar.
— Eu sei.
— Ter esse tipo de autoconsciência, você é realmente notável.
— Não, quero dizer, não é grande coisa…
Palma, palma, palma! De repente, Yijin começou a bater palmas. E ele era tão bom nisso, também; o som de sua aplauso era estrondoso.
— E você também possui humildade.
— É-É mesmo?
— É. Você deve estar cansado de dormir no sofá. Gostaria de comer um lanche simples?
— Não foi tão cansativo assim…
— Notável, como esperado. A maioria das pessoas teria acordado no meio por causa do desconforto.
Diante disso, Seowoon recebeu mais uma rodada de aplausos. Também recebeu um menu de serviço de quarto. Não estou com tanta fome assim… Seowoon murmurou para si mesmo, mas leu diligentemente o menu e pediu de qualquer jeito. Sim. Deve ter sido a partir daquele dia. Seowoon começou a ficar propriamente preguiçoso.
Pensando bem, havia mais uma coisa. A partir daquele dia, Yijin ficou sincronizado com ele. Quem sabe pelo que ele o tomava, mas sempre que Seowoon parecia um pouco entediado (ou acordava de uma soneca), Yijin estava ocupado trazendo o menu de serviço de quarto para ele. Acabamos de comer, por que eu comeria de novo? Mesmo depois de dizer isso, uma vez que o serviço de quarto chegava, seu coração mudava de ideia, e Seowoon provava a comida diligentemente.
Então, com a barriga cheia, ele saía cambaleando para uma caminhada com Yijin. Esses eram os tipos de dias que tinham. O número de vezes que tinham se encontrado ainda estava travado em cinco, mas, já que estavam juntos o dia todo, as conversas deles nunca cessavam. Eram principalmente sobre comida, mas ainda assim.
Caminhando pela praia, soltando todo tipo de absurdo um para o outro, eles perdiam a noção do tempo e simplesmente continuavam andando. Na última noite, até deram as mãos. Observando o pôr do sol sobre a praia, Seowoon sentiu o coração se encher por algum motivo e estendeu a mão primeiro. Por que Yijin tinha ficado tão surpreso quando já tinham feito sexo? A princípio, ele ficou rígido como uma boneca articulada, mas depois pegou a mão de Seowoon na sua com cuidado. Só o toque foi cuidadoso; a força com que segurou a mão de Seowoon não foi nada disso, e Seowoon xingou sem pensar. Uma pessoa pode xingar quando se assusta. Seowoon ainda pensa assim.
— Peço desculpas.
— Está tudo bem. Fiquei só um pouco surpreso…
— Mas você xingou, não foi.
— …Vamos lá. Aquilo não foi um xingamento. Foi uma exclamação.
— Você claramente disse —merda—…
— Ah, uma estrela cadente!
Ai meu Deus, uma estrela cadente! Onde, onde? Diante da mentira que Seowoon tinha inventado às pressas para encobrir seu próprio deslize, os casais coreanos espalhados ao redor deles esticaram o pescoço como suricatos. Felizmente, a reação de Yijin não foi muito diferente. Por um motivo diferente, claro.
— Isso é estranho. Este não é um bom horário do dia para ver meteoros. Qual era exatamente a cor da luz? E qual era sua posição?
— Uh, não me lembro bem… Estamos no Havaí, então talvez seja só mais fácil de ver aqui?
— Independentemente do tipo de meteoro ou da localização do observador, o melhor horário para ver meteoros é geralmente por volta de 1h da manhã.
— Ah, entendi.
— Claro, não é estatisticamente impossível. Se um meteoroide estiver perseguindo a Terra mais rápido do que sua velocidade orbital e entrar na atmosfera, pode ser visto à noite…
Para dizer de novo, fosse o que fosse, o que é bom é bom. Também era o lema de Seowoon. Naquele dia, Seowoon deu as mãos com Yijin e contemplou o céu noturno havaiano por um longo tempo. A paisagem, bonita como um cartão postal vivo, tinha até sua própria trilha sonora: uma discussão sobre astronomia, provocada pela estrela cadente que Seowoon tinha lançado.
O calor de suas mãos entrelaçadas era reconfortante, e a brisa do mar que fazia cócegas em seus rostos estava perfeitamente morna. Os dois ficaram assim até o sol se pôr e a escuridão total cair. Talvez fosse só imaginação sua, mas a voz de Yijin, divagando sobre planetas, satélites e constelações — tópicos celestes pelos quais Seowoon não tinha nenhum interesse — soava um pouco animada, e ele só queria continuar assim. Foi uma das poucas memórias de Seowoon que pareciam de fato lua de mel.
E agora, de volta à Coreia, Seowoon estava saboreando uma xícara de café num café no meio de uma tarde de semana. Lua de mel — um período que fazia o coração de alguém disparar só de ouvir a palavra. Diziam que outros ficavam ocupados demais para tirar os olhos um do outro no minuto em que se olhavam nos olhos, mas o próprio Seowoon estava vagando pra fora de casa todos os dias.
Era tudo culpa do clima. O tempo coreano, tendo entrado plenamente no outono, continuava atraindo as pessoas para fora de casa. O céu limpo do outono estava alto e azul, e café feito por outra pessoa era sempre a escolha certa. Por enquanto, ele ainda acabava pedindo gelado depois de alguma deliberação, mas a temporada de café quente não estava longe. No final de novembro, ia ficar bem mais frio do que agora.
Embora fosse só um mês adiante, parecia tão distante naquele momento. Seowoon tentou calcular a data vagamente. No final de novembro, o vestibular de Min-young já teria acabado, e o aniversário de sua Tia estaria se aproximando. E também…
— Seowoon!
— Sim, Tia.
— Você pegou tudo, né? Não esqueceu nada?
Sua Tia não lia mentes, mas o timing tinha sido impecável. Ao lado de Seowoon enquanto atendia o telefone, sentava-se uma fileira de grandes potes de kimchi. Que luta tinha sido carregar todos eles para dentro do café.
Seowoon checou o número de potes de kimchi de novo. Três no total. Um espantoso três. Não seria exagero dizer que ela tinha tirado de casa cada última porção de kimchi envelhecido que possuía. Além disso, um deles era chonggak kimchi, o que deixava seu coração ainda mais pesado. Chonggak kimchi envelhecido, o favorito de Min-young…
— Peguei todos. Três potes, certo?
Esses potes de kimchi, praticamente armas, eram o presente magistralmente preparado de sua Tia. Um presente de aniversário, para ser preciso, com Seowoon encarregado da entrega.
— Sim, isso mesmo. Estavam pesados, né? Você trouxe eles em segurança sem se machucar?
— Claro. Estavam bem na entrada, então foram fáceis de pegar. Se você tivesse só deixado eles lá, eu mesmo teria pegado. Não estavam pesados demais para você?
— Ah, querido, claro que fiz seu Tio carregar. As costas dele deram problema de novo só de levantar aquilo hoje de manhã. É como se a coluna dele fosse de vidro…
Ah, o Tio dele, de novo…! Ele não sabia quantas pessoas já tinham sido vitimadas por causa desse maldito aniversário. Queria acreditar que não era verdade, mas tudo isso era por causa dele, Seowoon. Com o coração ainda mais pesado, Seowoon mexeu sem necessidade na xícara de café.
— De qualquer forma, estou preocupada se vai agradar ao gosto de seus sogros. Eles provavelmente só comeram coisas saudáveis a vida toda. Espero não estar fazendo algo desnecessário.
— Claro que não. Acho que eles vão adorar.
— Espero que sim… Só estou preocupada de te envergonhar…
— Isso não vai acontecer, então por favor não diga isso.
Foi um alívio que fosse uma ligação por telefone. Pelo menos ele não tinha que controlar sua expressão. Seowoon fez o melhor que pôde para esconder seus verdadeiros sentimentos e tranquilizar sua Tia.
Um presente de kimchi para uma família chaebol cujo nome todo mundo conhecia? Eles realmente gostariam? Na frente de sua Tia, ele tinha se gabado de que sim, claro, mas na verdade, o próprio Seowoon também não sabia. Ele tentou não pensar nisso, mas tudo o que vinha à mente eram as histórias frustrantes que tinha ouvido de conhecidos casados e as sagas desastrosas de sogros que tinha visto online. Era ainda mais assim por causa de quem era a outra parte.
Ainda assim, qualquer pessoa razoável ao menos fingiria estar grata, então ele não tinha escolha a não ser esperar por um mínimo de bom senso. Quando voltou da lua de mel, pelo menos Yijin tinha estado ao seu lado. Agora, diante de sua histórica visita solo aos sogros, o coração de Seowoon estava pesado.
— É uma pena, depois que fomos tão gentilmente convidados. Por que aquela menina Min-young teve que me contar sobre sua reunião de pais e mestres bem agora…
— A reunião correu bem?
— Ainda não. Acabei de chegar. Ela nem quer sair porque a repreendi de manhã. O que vou fazer com ela?
— É uma época sensível para ela. Vou tentar conversar com ela.
— Ugh, nem me fale. Ela é uma tirana total. Ser veterana do ensino médio é uma insígnia de honra, eu te digo. A família toda anda ocupada pisando em ovos ao redor de Min-young. Seowoon, você vai entender quando tiver filhos seus. Não há nada que vá tanto contra sua vontade quanto seu próprio filho.
Ele sentiu pena de Min-young, mas ficou feliz que o assunto da conversa tinha mudado. Graças a isso, Seowoon conseguiu encerrar a ligação depois de só falar sobre Min-young.
Agora que a ligação tinha terminado, realmente não sobrava muito tempo. O compromisso que ele secretamente esperava que nunca chegasse estava logo ali. A esquisitice da situação era uma coisa, mas o pensamento de carregar os potes de kimchi deixava sua visão escurecer.
O destino dos três potes de kimchi envelhecido que atormentavam Seowoon não era outro senão Hannam-dong, a casa da família de Yijin. Hoje, Seowoon ia à festa de aniversário da tia de Yijin. Não como marido de Yijin, mas como substituto de sua própria Tia, que tinha sido convidada. Para constar, ele estava indo sozinho, sem Yijin. Aquele cara nem estava na Coreia agora.
Aquele bastardo realmente foi numa viagem de negócios de longo prazo. Bem quando ele achou que finalmente fariam algo juntos, Yijin foi embora sem lhe dar uma chance.
Seowoon saiu do café com determinação sombria. O que é a vida, afinal? Ou vai tudo ou não vai nada! Eu tenho minha pensão alimentícia! Era hora da batalha final.
* * *
O poder de três potes de kimchi envelhecido, embalados até a borda com salmoura, era formidável. Com o jardim pitoresco às suas costas, Seowoon estava ofegante, recuperando o fôlego.
Tinha prestado seus respeitos depois de voltar da lua de mel, mas naquela ocasião tinham se encontrado do lado de fora. Se soubesse que a casa era assim, não teria deixado o táxi ir embora na entrada. Que tipo de casa era tão enorme que você tinha que caminhar um longo caminho do portão principal só para chegar à porta da frente? Devia ter pedido ao motorista para ir até o fim. Era tarde demais para arrependimentos. O táxi tinha ido embora, e ao lado dos pés de Seowoon estavam três potes de kimchi.
Quem o visse pensaria que ele estava num ciclo de cio. Seowoon estabilizou a respiração e checou suas roupas mais uma vez. Encontrar mais velhos era sempre estressante. Não só por serem a família de Yijin, mas por causa de sua própria pressão de não trazer vergonha ao seu Tio e Tia. Talvez fosse um complexo de vítima.
O garoto que cresceu sem pais e não foi criado apropriadamente. Ele não ficaria tão magoado com essas palavras quanto ficava quando era jovem, mas era uma questão de orgulho. O jovem Jeong Seowoon, que costumava se magoar com cada gota barata de pena jogada em sua direção, não existia mais.
Enquanto Seowoon crescia, fez um esforço especial para parecer educado na frente de adultos. Fossem quais fossem as circunstâncias, não queria mostrar nem a menor falha na superfície. Na reunião formal das famílias, ele tinha passado correndo com uma atitude de —qual é o pior que pode acontecer, o noivado ser rompido—, mas o peso era diferente agora. Não só seu orgulho estava em jogo, mas também o sacrifício e o esforço do Tio e da Tia que o criaram. Acima de tudo, uma experiência de desmoronamento já era suficiente para Seowoon. Isso foi bem antes de conhecer Yijin.
A grande porta de entrada, incrustada com esculturas que se poderia ver num museu, parecia particularmente maciça. Não importava quão grande e grandiosa fosse, era só uma porta de entrada, mas por que ele estava com tanto medo de abri-la? A versão mais jovem de si mesmo, que costumava soluçar enquanto lavava o cabelo no chuveiro porque não tinha lugar para chorar livremente, não estava em lugar nenhum, mas a primeira vez era sempre difícil e assustadora.
Mas estava tudo bem. Isso também vai passar. Algo que ele aprendeu ao se tornar adulto foi que o mundo não desmorona tão facilmente, e o sol nasce de novo amanhã.
Está tudo bem. Vou ficar bem. Seowoon disse a si mesmo com maturidade. Não precisa se intimidar. Não recua. Mesmo que se sinta assim, nunca deixe transparecer na frente dos outros. Foi então que a porta se abriu de repente.
— Ai meu Deus!
Com um grito curto, uma bela mulher de meia-idade usando uma boina com uma pena encarou Seowoon de olhos arregalados. C-caramba… Achei que estava assistindo a um musical. Ele ficou parado ali por um momento, aturdido diante da visão surreal, então sinais de alarme dispararam em sua cabeça. Cumprimente ela! Quando você encontra um mais velho, cumprimenta primeiro!
Contrário à sua mente perturbada, Seowoon estava se curvando educadamente. Foi um triunfo de seu instinto de sobrevivência.
— Olá, Tia-nim. Tem passado bem…
— Minha nossa!
E ele foi interrompido. Bum! A porta de entrada maciça fez um som tão pesado quanto parecia. A tia de Yijin já tinha voltado para dentro há muito tempo. O que está acontecendo agora…? De além da porta firmemente fechada, ele ouviu a voz estridente de sua tia.
— O Seowoon chegou!
Então ela sabia que era eu quando fechou. Isso é ainda mais estranho. O quê, o que é isso? Eu cometi um erro?
O medo o dominou, mas, felizmente, a ansiedade não durou muito. Bum! A porta se abriu, e eles saíram. Uma era de grande caos que superava sua ansiedade tinha chegado.
— Seowoon, você chegou!
— Deve ter tido dificuldade para chegar aqui.
— Tem passado bem?
— É tão bom te ver depois de tanto tempo!
— Pai! Tio! O Seowoon chegou!
— O quê? Já? Não recebi nenhuma ligação do Motorista Yoon.
— Seowoon-ssi! É bom te ver!
Está barulhento. Esse foi seu primeiro pensamento. Alfas e Ômegas que vagamente se pareciam com Yijin saíam em massa, disputando para dar as boas-vindas a Seowoon. Ele estava grato pelas boas-vindas, mas se perguntava se tinham que dar as boas-vindas dessa maneira particular. Por que eram todos tão altos? Seowoon logo foi cercado pela família Ahn. Seowoon não era baixo de forma alguma, mas ser cercado por pessoas uma cabeça mais altas do que ele não parecia ótimo. Até os Ômegas nessa família eram altos.
— Ai meu Deus, o que é tudo isso?
— Ah, é um presente da minha Tia…
— Ah, sua tia é bondosa demais. Dissemos a ela para não preparar nada, mas ela mandou algo tão precioso.
— O Seowoon preparou um presente?
— Foi o que disseram!
— Você veio sozinho com toda essa bagagem? E o Motorista Yoon?
— Ah, eu só peguei um táxi…
— Minha nossa! Até aqui sozinho, sem motorista!
— O Seowoon veio até aqui sozinho?
— Foi o que disseram!
— O Seowoon chegou?
— Alguém recebeu uma ligação do Motorista Yoon?
É caótico. Muito, muito caótico. Havia só um Seowoon, mas uma rajada de perguntas de uma alcateia de assassinos de interrogatório choveu sobre ele de todos os lados. Ele achava que estava mentalmente preparado, mas essa preparação estava se provando inteiramente inútil. Ele ainda nem tinha conseguido dar um cumprimento adequado. Não tinha, mas… ele não sabia. Ele não sabia de nada, e só desejava que aceitassem seu cumprimento. Seria ainda melhor se tirassem o pote de kimchi de suas mãos primeiro.
Por que diabos aquele bastardo do Jinny tinha que ser o mais novo? Como aconteceu, todos os seus sogros eram mais velhos, dificultando para ele ser o primeiro a cortar alguém. Numa situação em que todos diziam o que quisessem, não havia ninguém para intervir e mediar como no dia da reunião formal das famílias, então o alvoroço continuou sem fim. Me ajuda, Giga-Jinny! Seowoon finalmente estava sentindo a ausência total daquele filho da mãe.
— Espera, o que é isso? Vocês todos sabiam sobre isso?
Quem parou a festa de boas-vindas aparentemente interminável foi a estrela do dia, a tia de Yijin. Ela estava olhando de um lado para o outro entre Seowoon e a família, o rosto mostrando um traço de desagrado.
Assustado com o olhar frio dela, Seowoon rapidamente endireitou a postura. Os mais velhos notavam tudo, desde como alguém se portava até os menores hábitos verbais. A conclusão natural que tiravam de tudo isso era a —criação familiar— da pessoa. A tia falou.
— Não houve menção de outro convidado vindo.
— Claro que não. É uma surpresa!
Hã? Uma surpresa? Sem seu conhecimento, Seowoon tinha se tornado um presente surpresa. Os membros animados da família todos concordaram em coro.
— É mesmo uma surpresa se você conta antes?
— Certo, certo!
— Ta-da! O presente que preparamos, é o Seowoon!
— Feliz aniversário, mana!
— Feliz aniversário, Tia!
Como diz o velho ditado, você não pode roubar sementes de uma família. Parecia que um amor por surpresas corria na família. Que genes poderosos. Não queria acreditar, mas parecia que sua própria Tia, que não compartilhava nem uma gota de sangue com eles, também estava por dentro.
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna