2617-capitulo-1
Há monstros vivendo no palácio. Você pode não acreditar, mas eles realmente existem. E geralmente, os monstros mais fortes e brutais ocupam as posições mais nobres. Às vezes, sem ser um monstro ocupa essa posição. Se não houvesse monstros no palácio, tudo estaria bem. Mas e se houvesse pelo menos um outro monstro, o que aconteceria com a pessoa que ocupasse essa posição?
— Tio, você já viu um monstro?
— …….
Taerok o encarou sem expressão, com seus olhos gentis e claros fixos a ele. Era patético que ele perguntasse sem nem mesmo entender o que significa. Seus olhos, negros e brilhantes como pedras de obsidiana, refletiam seu reflexo. Taerok olhou para si mesmo através dos olhos de Nanyoung e respondeu.
— Sim. Eu vi.
˜˜
Nanyoung nasceu com uma constituição frágil. Prematura, todos presumiram que ele morreria ainda recém-nascido. Como herdeiro do Rei, isso não deveria ser dito, mas até seus pais deviam ter pensado a mesma coisa.
Esse fato tornava tudo ainda mais lamentável. Nanyoung era uma criança particularmente adorável. Taerok nunca tinha o visto muito menos escutado sobre ele. Taerok estava caçando veados quando soube do nascimento de seu segundo sobrinho, e a palavra “prematuro” o fez pensar.
‘Não vai sobreviver por muito tempo.’
Taerok, o filho mais novo do antigo Rei, é treze anos mais velho que Nanyeong. Se tivesse nascido um pouco antes, o que teria sido diferente? O Rei, seu irmão mais velho, era dezessete anos mais velho do que ele e já tinha um filho. Como todos devem ter ficado aliviados ao saber que o frágil Nanyeong não era o mais velho.
Taerok conheceu Nanyoung em seu primeiro aniversário. Ele estudou seu rosto atentamente. Suas bochechas rechonchudas, seus olhos inocentemente fechados e seus lábios sorridentes, uma combinação verdadeiramente adorável. Taerok simplesmente não ficou impressionado.
— Taerok. Meu filho não é adorável?
Taerok riu da voz que o chamava e perguntava carinhosamente.
A criança tinha bochechas rechonchudas, mas seus membros eram magros e pálidos. Será que ele vai conseguir viver além dos cinco anos?
— Meu filho é tão fofo. Eu o amo muito.
Seu irmão, o Rei, era naturalmente muito carinhoso. Se fosse um marido e homem comum, isso não seria um defeito, mas sua natureza como monarca era problemática. Ele mudou o nome do país e da dinastia, e agora isso foi passado para a terceira geração. Aqueles que traíram a dinastia anterior ainda estão do lado deles, mas nunca sabem quando sua verdadeira natureza será revelada novamente. Taerok, que deixou o palácio no ano passado, sabia muito bem o quanto eles estavam roubando o tesouro.
Taerok suspirou ao ver o irmão agindo ainda mais cariosamente. Então, olhou para Nanyoung. Em questão de segundo ele havia mudado de posição.
— …
Nanyoung abriu os olhos. E assim que abriu, seus lábios, que sorriam sem parar, pararam. Eles se contraíram como se mel flutuasse no ar, fazendo um som de sucção. Talvez com fome. Crianças são assim, mas até mesmo seu sobrinho estava notavelmente tranquilo. Taerok olhou para Nanyoung com olhos extremamente curiosos.
— …seus olhos são tão negros quanto pedras obsidiana.
Foi um elogio que ele mal conseguira encontrar. O Rei riu com vontade, imaginando o que seria aquilo. Taerok, que sempre foi tão frio quanto inverno com os outros sobrinhos, pareceu achar aquilo totalmente absurdo.
— Sim, essa criança também é bonita aos seus olhos, certo?
Era apenas uma frase. O significado era exagerado. Taerok bufou internamente.
Mas Taerok, que queria agradar ao Rei e representar o papel de um súdito leal, estendeu a mão. Dizem que Taerok se parecia particularmente com seu bisavô. Seu bisavô gostava de caçar, era bom com arcos e flechas, era um excelente cavaleiro e dizia-se que tinha uma constituição grande. Talvez por isso, as mãos de Taerok fossem grandes para sua idade, mesmo aos quatorze anos. Quando ele estendeu o dedo indicador, os olhos de Nanyoung, como pedras de obsidiana, se voltaram para dentro. Taerok, percebendo esse movimento, pregou uma pegadinha, o que era incomum para ele. Desenhou lentamente um círculo com o dedo indicador. Nanyoung, que o observava, estava lutando com a mão quando de repente acabou agarrando o seu dedo.
— Ah….
Era uma mão pequena. Foram necessárias duas mãos para envolver completamente o dedo indicador dele. Taerok ficou um pouco surpreso. Seu aperto era mais forte do que ele esperava. Era pequena, como um bolo de arroz branco recém-cozido no vapor que se esfarelava com um toque.
— Parece que Nanyoung também gostou do tio.
O Rei sussurrou. Taerok tentou bufar, mas se conteve. Nanyoung afastou sua mão e mordeu com os lábios úmidos.
Forte. Foi essa a sensação. A sensação de ser abraçado com força. Taerok franziu a testa e, em seguida, puxou a mão bruscamente assim que o Rei virou a cabeça. Mas Nanyoung não chorou.
˜˜˜
— Como foi? O bebê é mesmo tão fofo quanto dizem?
Assim que saiu do palácio, Taerok respondeu ao seu amigo Saon com um tom malicioso.
— Doente.
Quatro em cada dez crianças não passam dos cinco anos. Mesmo dentro do palácio, esse infortúnio não pode ser evitado. Depois do primeiro aniversário de Nanyoung, Taerok não o visitou mais, assim como fez com os outros sobrinhos.
***
Taerok cresceu e completou dezoito anos. Então Nanyoung tinha cinco anos.
Não houve notícias de morte no palácio. Então, contrariando as expectativas de todos, Nanyoung sobreviveu – até os cinco anos.
Enquanto isso, a saúde do Rei também se deteriorava. Nanyoung havia puxado o pai para começo de conversa. O peso de sua posição também contribui para sua doença debilitante. Ele era inerentemente inadequado para se destacar. Talvez tivesse se saído melhor como um militar em uma cidade pequena.
Talvez seja por isso que ele disse que funcionários de alto escalão, estudiosos confucionistas e outros vinham assediando o Rei recentemente. Ele disse que uma petição falsa estava sendo apresentada para proibir parentes reais de ocuparem cargos oficiais. Era evidente que ele estava cauteloso com seu irmão mais novo. Taerok zombou da situação. Enquanto Taerok demonstrasse lealdade, seu irmão mais velho jamais aceitaria tal petição. Em parte porque ele era gentil e bondoso, e em parte porque era inteligente.
Os soldados recrutados pelo próprio Taerok eram muito mais habilidosos do que os soldados de oficiais de alta patente, e seu número não era menor. Pelo menos, como Taerok estava do lado do Rei, ele sabia que cobiçar o poder da família real seria inútil.
Talvez seja por isso que um dia o Rei convocou Taerok.
— Taerok.
Taerok curvou a cabeça levemente ao ouvir seu nome sendo chamado em vez de seu título de Grã-Príncipe Baek-an.
— Você pode cuidar de Nanyoung?
Em particular, o Rei agia como se fossem irmãos comuns de uma família rica. Taerok achava isso uma verdadeira loucura. O Rei tinha que permanecer Rei o tempo todo. Chamar pelo seu nome em particular, pedir favores, era manchar sua própria autoridade.
— Cuidar dele? Acredito que existe muita gente que pode cuidar dele além de mim.
Mas Taerok reagiu como sempre friamente perante o Rei. O Rei, por natureza gentil e bondosa, não agia de forma rude, e ria das travessuras um tanto excêntricas do irmão mais novo. Embora nascido da mesma linhagem, Taerok nasceu com um instinto natural, ao contrário do Rei, que era mentalmente e fisicamente estável. Até a maneira como segurava a xícara de chá era diferente.
— Mesmo assim, meu irmão mais novo não é aquele em quem eu mais confio? Desculpe, não tenho prestado atenção em Nanyoung e não consegui encontrar um bom professor.
Ninguém imaginaria que ele ia viver até hoje.
— Não posso dar aulas acadêmicas.
Taerok traçou um limite firme. O Rei não queria que ele ensinasse isso em primeiro lugar.
— Gostaria que você ensinasse meu filho a empunhar uma espada e o arco. Como tem sido desde os tempos antigos, um nobre deve ser proficiente não apenas nos estudos, mas também nas artes e artes marciais. E especialmente se ele está destinado a se tornar um grande general…
Taerok bufou internamente. Esperar que uma criança tão frágil fosse tão talentosa… — Cresça com saúde, — disse ele.
— Esse conselho provavelmente só seria apropriado até os seis ou sete anos. — Afinal, ter nascido príncipe significava que ele não poderia crescer completamente incompetente.
Mas ao mesmo tempo… .
— Se você for bom em tudo, você pode ser infeliz, certo?
Taerok deu as costas e perguntou.
— Então é por isso que você é infeliz.
E o Rei viu através de seu corpo e devolveu suas palavras.
Taerok cerrou os dentes. Seu irmão era fraco, mas tinha raciocínio rápido. Conseguia acertar oito de cada dez tiros, mas simplesmente não tinha resistência para disparar dez.
— Majestade, vejo que ainda me vê dessa forma. Acha que ainda sou um menino?
— Não. Você é habilidoso. Só estou preocupado que se sinta solitário, porque você é incrível.
— Então, o Ministério dos Ritos está fazendo o possível para encontrar uma esposa para o Príncipe Baek-an?
(N/T: Ministério do Ritos: Sua função era a supervisão de cerimônias e rituais religiosos da corte, mas também abrangia o exame imperial)
— Estou fazendo isso por você.
Mesmo sendo sua vida, Taerok não estava interessado. Já era um pouco tarde para o casamento. Não importava quem ele salvasse. Ele perguntava se um dia seria salvo.
Sua primeira noiva faleceu após uma queda trágica de um cavalo. Sua segunda noiva veio até o seu aposento no meio da noite, chorando, implorando para que ele rompesse o noivado, dizendo que tinha alguém com quem realmente amava. Então ele rompeu. Resolveu o problema. Graças à influência de sua família, ela conseguiu se casar com o homem que amava. Taerok sabe que as pessoas estão fofocando pelas suas costas. Ele é um príncipe solitário. Ele é como uma árvore congelada no frio intenso.
— Mesmo que ainda não seja a hora do Grão-Príncipe ter uma esposa, é hora de Nanyoung empunhar uma espada de madeira. Você vai ensiná-lo?
Taerok abaixou a cabeça e revirou os olhos. Sua expressão era de puro tédio e irritação. Ele odiava ser chamado de peão de criança.
O Rei acrescentou diante da expressão descontente de Taerok.
Disse que não precisava ser um bom professor. Só precisava guiar corretamente. Ele só queria que a criança…
Taerok, que estava prestes a rejeitar, acabou ficando irritado com seu tom fraco, carinhoso e sem expectativas.
— O amor que não é esperado é pior que o ódio.
(N/T: aqui ele quis dizer: É uma reflexão sobre como **nem todo amor é bom** — se ele não é recíproco, pode se tornar um fardo ou ódio.)
Então acabou aceitando.
— Não prometo ser um bom professor que Vossa Majestade espera.
Uma cor brilhante apareceu no rosto do Rei.
***
Taerok girou a espada de madeira na mão enquanto observava a pequena figura caminhando ao longe. Na verdade, ele já estava se arrependendo.
Quando ele viu era apenas um bebê e agora não poderia reconhecê-lo. É aquela criança não se parecia com seu sobrinho, mas sim uma criança completamente estranha.
‘Quantos anos ele tem? Não me lembro.’ Taerok perguntou para Saon, que era seu amigo de infância e cresceu com ele como discípulo do mesmo mestre.
— Quantos anos ele tem agora?
— Você está falando do seu sobrinho? Ele fez cinco anos este ano.
— Cinco.
Isso mesmo. Cinco anos.
— Ele não vai sobreviver até os cinco anos.
Taerok murmurou. De longe, Nanyoung parecia incrivelmente pequeno. Claro, que criança não seria a mesma quando viu pela primeira vez. Mas talvez a imagem de que ele mais se lembrava fosse o seu primeiro aniversário, então parecia ainda mais pequeno.
Taerok lembrou dos seus cinco anos. Claro, ele não se lembra de muita coisa. Seria melhor ir ver a Rainha-Mãe Viúva e perguntar como ele era naquela época.
— Nessa idade, eu não era…
Taerok, com uma espada de madeira debaixo do braço, usou as duas mãos para adivinhar e pressionar o ar.
— ..tão pequeno, era?
Saon abriu os olhos vagamente e observou o físico de Nanyoung, que estava cada vez mais perto. Saon tinha uma memória extraordinária. Era a razão pela qual Taerok, que detestava os incompetentes, o mantinha ao seu lado por tanto tempo. Saon se lembrava vivamente de Taerok e de seu próprio físico. Mesmo que ambos fossem da mesma idade, o jovem Grão-Príncipe foi claramente menor que os outros.
— Um pouco….
Mas como alguém poderia chamar alguém de pequeno ou insignificante? Saon coçou o queixo.
— Tio!
Enquanto isso, Nanyoung se aproximou, se curvando alegremente. Embora sua fala não seja tão rápida quanto a de uma criança na sua idade, sua pronúncia ainda é bastante precisa. Apesar de sua pequena estatura, sua fala não parecia ser atrasada.
— Conheça seu sobrinho.
Como o Rei não é particularmente autoritário com a sua linhagem, Taerok se adaptava de acordo. Como ele não tinha a mínima vontade de se curvar diante de um sujeito tão sanguinário e seguir todas as regras de etiqueta, estava apenas se aproveitando dos joguinhos familiares ridículos do seu irmão desta vez.
— Meus comprimentos. Meu nome é Lim Saon. Pode me chamar de Saon… hum?
Taerok estalou a língua internamente ao ver Saon ajoelhado na altura dos seus olhos. Franzindo a testa, ele olhou para o amigo, depois se encolheu e abaixou a cabeça, sentindo o puxão na barra de sua roupa.
— …o que está fazendo?
Taerok perguntou enquanto observava Nanyoung agarrar suas roupas e puxá-las para se esconder atrás delas.
— …….
Ele não respondeu. O eunuco de Nanyoung, se aproximou, curvando e explicou gentilmente a situação para Taerok.
— Peço desculpas. Ultimamente o Jovem Mestre começou a ficar tímido na frente dos estranhos…
Nanyoung, ainda jovem demais para ser considerado um lorde, se escondeu atrás do seu tio e olhou para Saon. Taerok girou a espada de madeira em sua mão, apontou para ele e perguntou.
— A gente não se vê há muito tempo, não é?
— Mesmo assim…
O eunuco ficou um pouco surpreso com a fala repentina.
— … você é da família… não é mesmo, tio?
‘Tio.’
Embora já tivesse visto os outros sobrinhos, Taerok se sentiu desajeitado, como uma roupa engomada que não servia. Olhou para Nanyoung com um olhar trêmulo. Ele era pequeno demais. Assim como Saon falou, Nanyoung era tão pequeno como um filhote de tigre. Taerok, olhando para sua pequena cabeça, que conseguia agarrar facilmente com uma das mãos, estalou a língua com bastante força.
— Por que ele está chupando o dedo?
Nanyoung, separado dos pais ainda jovem e morando em seus próprios aposentos, sofria de solidão. Os eunucos e damas da corte tratavam ele não como uma criança, mas como um membro da família real. Era impossível dormir com um membro da família real. O solitário Nanyoung, tímido, curvava o dedo indicador e mordia.
— Por que está chupando o dedo?
Taerok perguntou novamente friamente. Só então Nanyoung percebeu que estava falando consigo mesmo, levantou a cabeça e retirou lentamente o dedo.
A saliva transparente escorreu. O rosto de Taerok se contraiu. O eunuco limpou apressadamente os lábios e os dedos com um pano de algodão. Seus dedos vermelhos e inchados eram tão pequenos que parecia impossível envolver dois dos seus. Não, talvez um.
O caminho pela frente é longo. Taerok conteve a vontade de repreender o irmão mais velho. Talvez tenha sido diferente quando eram dois grandes generais, mas agora que ele era Rei, não podia mais fazer isso.
Taerok dobrou os joelhos e encarou Nanyoung. Mesmo com o corpo curvado, o nível dos olhos deles ainda era bem diferente.
— Um príncipe não deveria fazer coisas como chupar o dedo.
Embora o tom de Taerok fosse claramente respeitoso, havia um tom meio rude.
Nanyoung seguiu lentamente, com os olhos arregalados. Por um momento, Taerok perguntou se aquilo era tolice. Talvez fossem as pupilas negras anormalmente grandes. Aqueles olhos grandes e claros eram completamente inescrutáveis. Não refletiam nada além de si mesmos. É por isso que as crianças são tão problemáticas. Taerok puxou sua mão e a apertou com força. Nanyoung fez uma careta: — Ah, doí.
— Não seja tímido. Além de Vossa Majestade, Vossa Alteza, a Rainha e a Rainha-Mãe Viúva, não existe ninguém de quem você, meu querido sobrinho, deveria ser tímido ou ser difícil de se aproximar.
— …e quanto ao tio?
— Quanta a mim…
Taerok parou por um momento e passou a língua na parte interna da bochecha.
Estava ciente que foi o Rei que pediu para ensinar o seu sobrinho.
Taerok decidiu ensinar Nanyoung do seu próprio jeito, não do jeito de seu gentil e carinhoso irmão mais velho, Lee Gon.
— Você precisa me derrotar primeiro.
— Derrotar você, tio?
As palavras estavam borradas, como se ele quisesse falar sem rodeios. Taerok esperou pacientemente que a criança terminasse de falar.
— Realmente preciso vencer o tio?
— Só porque eles são da família não significa que nunca vão trair você. Não há garantia de que eles não vão mostrar suas garras. A partir de hoje, vou ensinar a você essas coisas, meu querido sombrio.
— Tio….
‘O quê? Foi assustador?’ Taerok piscou, como se estivesse irritado e entediado. Ele diria que era assustador. Taerok faria apenas o que pudesse e, se Nanyoung continuasse o incomodando, contaria ao Rei, renunciaria ao cargo e seguiria para a fronteira. Caçar selvagens e atirar em feras seria benéfico para sua saúde.
Entretanto, Nanyoung pegou a mão de Taerok e respondeu num tom lento, mas persistente.
— Você é tão gentil.
‘Gentil?’
Taerok ficou tão perplexo que perdeu o momento de rir. Em vez disso, Saon riu baixinho atrás dele. O eunuco também parecia perturbado. À medida que o momento de absurdo passava, Taerok ficava cada vez mais irritado.
‘Até um jardim de flores tem seus limites.’
Afinal, uma dinastia real que mal chegava à terceira geração. Esses chamados meritórios* usavam os títulos de reconhecimento como armas, dominavam os três mais altos cargos entre suas famílias e cobiçavam avidamente apenas seus próprios ganhos — e ainda assim falavam em afeição.
(N/T: 공신 (功臣, gongshin) “ministro/herói de mérito”. Se refere a pessoas que prestaram grandes serviços ao Rei (como ajudar na fundação da dinastia ou em guerras importantes).
Taerok se levantou lentamente. A sombra longa de seu corpo cobriu por inteiro o de Nanyeong.
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LILITH TRADUZ (@lilithtraduz)












































