1902-capitulo-35

— Ah minha cabeça!
Sua cabeça doía como se fosse explodir, se ele deitasse e ficasse quieto, tudo bem, mas se tentasse levantar um pouco, teria uma dor de cabeça terrível, como se alguém tivesse enfiado uma agulha na sua têmpora.
— Seu louco. Por que você bebeu todo o vinho?
‘Por que eu fiz isso?’ Culpando-se, Chungyeon saiu da cama e do quarto, o ditado de que beber faz de você um cachorro foi claramente criado para este momento.
Chungyeon mal se levantou e verificou a hora, ainda não são sete horas da manhã, mesmo assim, ficou feliz por ter acordado cedo porque dormiu até tarde na noite passada. Pensando em sair assim, mas infelizmente não conseguiu ver seu celular. É estranho, ele terá que perguntar diretamente a Doheon.
— Ah, quando eu adormeci? Poderia ter me acordado…
É constrangedor dormir dois dias seguidos na casa do seu ex-marido. Chungyeon saiu do quarto, andando calmamente para evitar ao máximo sentir dor de cabeça.
Doheon provavelmente está em seu quarto se vestindo neste momento, por ser uma pessoa com um estilo de vida muito preciso, deve ter acabado de vestir uma camisa.
Chungyeon parou na frente da porta de Doheon e bateu brevemente.
— Entre.
A resposta veio imediatamente de dentro, Chungyeon girou a maçaneta, suportando a leve sensação de formigamento nas têmporas, então seus olhos se encontraram enquanto ele amarrava a gravata na frente do espelho.
Embora já estivesse de camisa, a imagem não diferia muito do que esperava na porta.
Chungyeon, não entrou no quarto imediatamente, mas hesitou e olhou para o terno que ele vestia.
‘Eu tenho certeza que já vi em algum lugar… .’
Pensativo. No momento em que Chungyeon inclinou levemente a cabeça, um incidente de ontem que ele havia esquecido de repente veio à mente.
Doheon tinha acabado de pegar Chungyeon, que estava dormindo enquanto assistia a um filme no sofá da sala, e deitou-o no quarto do segundo andar. Quando estendeu sua mão para cobri-lo com um cobertor, Chungyeon, que estava esticado em estado de exaustão, de repente abriu os olhos.
Chungyeon sentou-se de repente, como se estivesse se perguntando quando havia adormecido.
— Eu estive aqui?
— Eu não dormi. Por que estava aqui?
Depois de perguntar claramente, Chungyeon empurrou Doheon e saiu da cama.
— Chungyeon?
De repente, ele abriu a porta e saiu com passos largos, fazendo com que Doheon o seguisse surpreso, sem responder, o lugar para onde Chungyeon se dirigiu foi o quarto de Doheon.
— Esse é o meu quarto.
— Eu sei.
Chungyeon, que entrou no quarto de outra pessoa sem permissão, passou pela cama com passos familiares e foi até o closet de Doheon, que era conectado ao quarto.
Se não fosse pelo seu andar ligeiramente instável, seu rosto parecia tão bonito que seria difícil acreditar que ele estava bêbado, Doheon assistiu em silêncio, com a intenção de verificar o que Chungyeon estava fazendo.
Chungyeon abriu o maior armário no centro do closet.
— Sabia que seria assim.
Chungyeon, vendo o interior vazio, murmurou com uma pronúncia distorcida.
— O quê?
Doheon, que estava assistindo a cena enquanto se inclinava diagonalmente na entrada do closet, perguntou. Então Chungyeon estalou a língua, apontando para um armário que não tinha nada dentro.
— Não há um único terno. Era para estar bem pendurado aqui.
Só então Doheon entendeu o que Chungyeon estava dizendo. Embora eles nunca tenham feito uma promessa em voz alta um ao outro, estava implícito que o armário era um lugar que Chungyeon sempre ocupava desde que eram recém-casados.
— Isso é o que você originalmente fazia por mim.
Ao ouvir as palavras de Doheon, os olhos de Chungyeon se voltaram para o armário vazio, uma vez por semana, Chungyeon selecionava pessoalmente as blusas e calças para Doheon usar no trabalho, as arrumava no armário central do closet, Doheon também passou a trabalhar vestindo as roupas que estava pendurada sem reclamar durante toda sua vida de casado.
A razão pela qual Chungyeon interferiu em suas roupas foi muito simples. Nos primeiros dias de seu casamento, Chungyeon estava insatisfeito com o retorno tardio de Doheon para casa e por não poder vê-lo com frequência devido à sua agenda lotada, também é natural usar quartos separados.
Além disso, Doheon nunca ia primeiro ao quarto de Chungyeon, a menos que tivesse assuntos específicos, então era ele que de alguma forma inventaria uma desculpa para visitá-lo. Naquela época, ele gostava muito de Doheon e sentia falta dele o dia todo, pensando nisso agora, era sério, mas na época, uma das tarefas diárias mais importantes de Chungyeon era usar seu cérebro para criar uma conexão natural com Doheon.
O método que encontrou para visitar Doheon em nome de preparar suas roupas para o trabalho. Claro, é difícil controlar os feromônios se estiver muito perto de Doheon, então ele geralmente entrava quando Doheon não estava no quarto e limpava antes de sair. Doheon, que escolheu as roupas após uma consideração cuidadosa, conseguiu usar o terno que Chungyeon pendurou em seu armário sem reclamar.
Chungyeon disse que as roupas ficavam bem nele e explicou detalhadamente que tipo de roupa ela iria encomendar na próxima semana. Doheon não respondia bem a tópicos de conversa tão triviais, mas pelo menos não os ignorava.
Naquela época, até mesmo a vida cotidiana tão trivial era tão emocionante e boa, foi uma época em que sua mente ficava flutuando o dia todo só porque vinha trabalhar com as roupas que ele escolhia. É tudo inútil agora, mas era assim naquela época.
— Isso mesmo. É meu trabalho, na verdade.
Chungyeon, relembrando memórias antigas, respondeu tardiamente em um tom lento.
— Estou feliz que você saiba.
— Devo pendurar suas roupas agora?
— É bom.
Doheon não impediu Chungyeon de vasculhar seu armário no meio da noite para escolher um look para o trabalho, na verdade, ele mesmo abriu outro armário, como se o estivesse acolhendo.
Chungyeon ficou animado quando ele, que sempre parecia ouvi-lo e não ouvi-lo, colocou o tabuleiro por algum motivo.
Pela primeira vez em muito tempo, Chungyeon examinou seu armário uma por uma e escolheu as roupas que usaria durante a semana. Ocasionalmente, quando ele tropeçou devido à embriaguez e perdeu o equilíbrio, Doheon se aproximou e endireitou seu corpo para evitar que ele caísse.
Como não comprou nada novo, não havia roupa nova no closet, as roupas foram compradas antes do divórcio. Chungyeon tirou algumas camisas que pareciam boas e as segurou na frente de Doheon.
Doheon esperou em silêncio como se estivesse ouvindo.
— Quais elas você acha melhor?
— Não tenho certeza.
— Sabia que você diria isso.
Embora houvesse um pouco de assertividade, a reação de Doheon ainda foi franca. Chungyeon grunhiu e franziu os lábios, devido à influência do vinho, sua cabeça estava muito tonta e sua visão não estava muito clara, mas Chungyeon não se importou.
— Seria bom se você andasse por aí com o cabelo solto como agora…
Chungyeon olhou para a cabeça de Doheon e disse com pesar.
— A franja pra baixo fica melhor em você.
— Com essas roupas.
— Então tenho que deixar meu cabelo assim nos dias em que uso essa roupa?
Doheon acrescentou, penteando seu cabelo esvoaçante.
‘Por que ele me ouviu tão bem?’ Cheongyeon, que estava de bom humor, sorriu e assentiu, então foi ao lado dele e conversou.
— Ótimo. Então, por que você não vai trabalhar por volta das 8 horas?
— Por quê?
— Doheon sempre vai trabalhar às 7h30, então tinha que acordar muito cedo para comermos juntos, então nunca pude ver você por muito tempo.
Chungyeon dorme muito pela manhã, então não foi fácil segui-lo e acordar cedo todas as vezes.
— Como muito rápido de manhã assim que acordo, então me sinto inchado até a tarde…
— Você fingiu? Sempre?
Chungyeon inclinou a cabeça e tentou trazer à tona memórias que foram abafadas pelo álcool.
— Bem, quase todos os dias.
— … … .
Doheon não respondeu por um tempo, ele não gosta das roupas quando estava prestes a ficar mal-humorado, se perguntava qual seria a utilidade dos pensamentos dele se cada um fizesse do seu jeito agora.
Chungyeon tirou outra peça de roupa e segurou-a na frente de Doheon, mesmo que Doheon, brincava com bonecas e tenha lhe mostrado algo novo, não houve reação. Ele se levantou e não se mexeu.
— O que você está pensando?
— Acho que deveria ir trabalhar às oito horas de agora em diante.
— Muito bom. Quem se casar com você ficará muito feliz.
— O quê?
— Há, devo escolher alguns sapatos também…?
Chungyeon, que não conseguia ver a testa enrugada de Doheon, cruzou os braços e murmurou para si mesmo. Porém, sentiu seu rosto esquentar, provavelmente por causa do álcool, sua visão ficou cada vez mais embaçada. Foi difícil até ficar parado, queria deixar essas roupas por conta própria e voltar para o seu quarto para dormir.
Pouco antes de pendurar as roupas que havia escolhido no armário, Chungyeon sentou-se no chão com a mão na testa.
— Cabeça dói?
— Acho que fiquei bêbado… ah, por um momento.
Chungyeon olhou para Doheon, que tentava ajudá-lo a se levantar, como se tivesse percebido algo.
— Mas, este não é mais meu trabalho.
— … …
— Por que você mentiu e disse que era meu trabalho?
Sem perceber, sua voz estava cheia de frustração, não sabia porque estava fazendo isso, nem tinha nada a ver com o que Doheon veste ou a que horas ele sai para trabalhar.
Esse hábito é assustador.
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Tradução: Lilith
Revisão: Natty
Insta: @lilithtraducoes












































