1879-capitulo-14 › Mr Yaoi
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1879-capitulo-14

— Não importa para onde estou indo. Irei embora para um lugar onde você não está, então, só me deixe paz!

Chungyeon gritou como se estivesse fugindo. Doheon originalmente teria recuado há muito tempo, mas por alguma razão, continuou persuadindo Chungyeon persistentemente hoje.

— Se você não gosta deles, vou dizer pra eles não virem na próxima semana, vou garantir que isso não se repete.

Chungyeon, que caminhava com tanta urgência que estava sem fôlego, parou de repente, então enfrentou Doheon.

— Por que você está pensando nisso agora? Ou achou que quando visse a cara daquelas pessoas iria recebê-las com festa de boas vindas? Esperava tamanha consideração? Por que estou tão chateado por não poder enfrentá-las?

— Não sabia que você odiaria tanto, nem estava ciente que eles viriam hoje.

— Ah… .

Chungyeon abaixou a cabeça com a desculpa que nem parecia com uma, as lágrimas acumuladas na ponta do seu queixo caíram no chão de concreto.

Chungyeon não conseguia controlar o tremor de seu corpo, olhando para os pés mordeu o lábio inferior para acalmar a respiração e de repente seus olhos capturaram a camisa elegante que ele estava vestindo.

A camisa que não queria usar hoje, mas Doheon o forçou a usá-la, assim que viu isso seu estômago revirou novamente, sem tempo para se acalmar, Chungyeon o tirou, lutando como uma pessoa em chamas.

— Nem pense em me forçar a usar essas roupas novamente, agora, por que estou discutindo um assunto que não tem nada a ver comigo? Não vou me importar com o que visto ou faço, irei fazer o que quiser, dizer o que desejar e vestir o que me deixa confortável!

Chungyeon jogou a camisa no chão como se estivesse tendo uma convulsão e gritou chorando, respirando pesadamente e vestindo uma malha fina, ele olhou para Doheon como se fosse matá-lo, e então percebeu um pouco depois que havia falado informalmente com ele.

Mas Doheon não parecia se importar muito, mas em vez de apontar a linguagem informal, ele se abaixou e pegou a blusa que Chungyeon havia jogado, ligando para o secretário Kim para trazer o carro até onde estavam.

— Seu rosto está pálido, vou voltar e avisar à vovó que precisamos ir, então, quando o secretário kim chegar, se deite no carro.

Doheon colocou a mão no ombro de Chungyeon e disse enquanto fazia contato visual, Chungyeon, que estava gritando como um louco agora há pouco, perdeu seu poder de luta devido à sua atitude excessivamente calma.

Ao contrário do seu desejo de se livrar dele e andar sozinho novamente, ele não tinha mais energia em seu corpo, em primeiro lugar, Doheon segurava seu ombro com bastante força, como se não fosse o deixar ir.

— Me responda, Chungyeon.

— …não.

Ele não tem mais o direito de o forçar a fazer mais nada, não há qualquer justificativa para dizer isto ou aquilo, mas por que ele está o incomodando de novo?

Várias palavras de ressentimento flutuavam em sua mente, porém, parecia que suas cordas vocais haviam endurecido como uma pedra e parecia difícil espremer a voz.

— Ah…!

O corpo de Chungyeon de repente perdeu energia e cambaleou como se tivesse gritado e causado uma cena, se Doheon não tivesse segurado, ele poderia ter caído, porém Chungyeon o empurrou.

Se ficar perto dele mais um segundo, em vez de ser acalmado por seus feromônios, sua respiração ficará instável, essa foi realmente a pior partida.

— Diretor.

Naquele momento, um carro conhecido parou na frente das duas pessoas e o secretário Kim saiu do banco do motorista.

— Entra.

Doheon o ordenou. Chungyeon recuou como se não tivesse ouvido essa palavra.

Doheon suspirou brevemente, mas em vez de persuadir Chungyeon, ele se aproximou e o abraçou, Chungyeon mexeu seus membros enquanto seu corpo parecia estar flutuando no ar e braços fortes envolvendo seu corpo.

— Não me toque. Apenas me deixe em paz, por favor. Me solte…! Se você não desistir agora, ugh… vou denunciar para à polícia.

Chungyeon soluçou e empurrou Doheon desesperadamente, quando ele estava ao seu lado, se sentia miserável.

No entanto, não foi suficiente escapar completamente de Doheon sozinho. Mesmo quando Chungyeon implorou e ameaçou, ele o segurou com mais força e a deitou no banco de trás do carro como se não pudesse ouvir nada.

— Para onde, Senhor?

— Ao hospital.

— Tudo bem.

— Não! Não gosto disso! Não quero ir. Vou descer aqui. Não quero ir para o hospital!

— … …

— Quero ir pra casa. Me deixe ir para casa… ok, por favor.

Chungyeon soluçou e implorou. Doheon parou por um momento e depois abriu a boca.

— Que casa?

— Jihan, Kim Jihan… casa.

— … … .

— Em qualquer outro lugar, merda. Não quero ir para o hospital.

Chungyeon, sentado cobrindo os olhos com o braço, mal conseguiu pronunciar uma voz clara.

— …oK.

Doheon olhou para Chungyeon, que estava chorando pedindo que a levasse para a casa de Jihan em vez do hospital, logo sentiu que sua garganta estava apertada, então puxou a gravata que usava com cuidado, tirou um lenço do bolso e limpou o rosto de Chungyeon enquanto ele estava sentado com os joelhos dobrados.

— … … .

Chungyeon, que estava recuperando o fôlego com os olhos fechados, abriu lentamente os olhos quando sentiu um toque suave em sua bochecha, um lenço branco entrou na sua visão turva, era o mesmo que colocou na mala no dia em que saiu da mansão.

Assim que viu isso, suas emoções calmas se agitaram novamente. Seu estômago estava embrulhado, como se estivesse enjoado, Chungyeon fechou os olhos com força e afastou a mão, se ele não fizesse isso, sentia que estava agarrado a Doheon sem nem saber.

 

 

*

Assim que o carro parou em frente ao beco, Chungyeon abriu a porta e correu para a casa de Jihan, mesmo depois de entrar, demorou muito para acalmar sua agitação, Jihan havia deixado um bilhete dizendo que tinha uma consulta com um dermatologista e Chungyeon estava sozinho em seu quarto, coberto por um cobertor e gemendo por horas como se estivesse com febre.

Achando que ia passar mal, então pegou um cobertor mais grosso, e cobriu e esperou o frio passar, deveria estar cansado de tanto esgotamento emocional que começou a ficar sonolento, quando acordou de um sono profundo, felizmente, seu corpo parecia muito mais leve.

Quando saiu da casa da avó, parecia que o mundo estava desmoronando, mas agora não tinha sintomas de hiperventilação e seu corpo não tremia mais como um terremoto.

— Nossa… o que eu fiz? É tão embaraçoso.

Foi uma sorte que sua condição tenha se recuperado rapidamente, mas Chungyeon sentiu vergonha do que aconteceu hoje.

Ele não deveria ter fugido daquele jeito, mesmo que mal conseguisse esconder o riso e dar um soco nas pessoas que estavam o observando, além disso, o fato de Chungyeon ter vindo até aqui no carro com Doheon abraçando-o enquanto lutava deixou Chungyeon ainda mais envergonhado, ele deveria apenas ter se livrado disso e vindo sozinho, então por que ele chorou em primeiro lugar? Não era algo para ficar tão nervoso e chorar como uma criança.

Quando pensou em como deveria ter parecido insignificante hoje, teve vontade de se livrar do cobertor, correr pela vizinhança gritando.

— Sou um canalha, sou um canalha. Porra.

Como esperado, foi sem motivo. Chungyeon murmurou com os sentimentos de um soldado que perdeu a guerra.

Mas ele realmente não se arrepende. Como pôde ver sua avó, mesmo que ele tenha saído sem nem se despedir no final, não foi um grande problema, já que ele iria novamente na próxima semana de qualquer maneira, o problema era seu orgulho despedaçado.

À medida que sua mente turva gradualmente se tornava mais clara, Chungyeon percebeu que havia adormecido com suas roupas normais, sem sequer trocar de roupa, se o tímido Jihan descobrisse, ele iria falar muito.

Chungyeon, que estava vasculhando rapidamente sua mala para vestir roupas confortáveis, fez uma pausa quando se lembrou de algo, agora que pensava nisso, as calças que estava usando agora não são o que ele queria usar originalmente, mas o que Doheon o forçou a usá-las.

— Oh, simplesmente tirei ali mesmo e dei para ele.

De alguma forma, se sentiu injusto por ter voltado usando-o como estava, ele estaria louco se realmente tirassem e jogassem fora… Foi irritante, mas foi uma escolha inevitável.

Chungyeon de repente tirou as calças e as jogou no chão, rudemente, como uma pessoa com transtorno de bipolaridade, quando imaginou que aquilo era Moon Doheon, e não calças, seu estresse foi aliviado e se sentiu muito bem.

Jihan, que estaria em casa, parecia ter saído para brincar e chegado tarde da noite, então não houve notícias até meia-noite. No final, naquele dia, Chungyeon deitou-se sozinho na cama.

Talvez por ter dormido muito durante o dia, não conseguiu adormecer imediatamente, enquanto olhava sem parar para o teto preto, se sentiu um pouco deprimido.

Num dia como este, ele ficou particularmente triste por não ter ninguém em quem confiar, ele queria ligar para seu pai ômega, mas não teve coragem porque era tão óbvio que ele iria o importunar se descobrisse sobre o divórcio. Já seu tio era o tipo de pessoa que diria para voltar para Doheon e implorar a ele, não importa as circunstâncias.

Seus pais eram ômega e alfa comuns. A saúde do seu pai ômega não era muito boa para começar, e ele ficou ainda mais fraco depois de dar à luz Chungyeon.

Por esse motivo, ele era uma pessoa que acreditava firmemente que os ômegas precisavam contar com o poder financeiro de alfa para sobreviver, já que raramente trabalhavam por conta própria. Além disso, nem os seus pais conseguiam entender porque Chungyeon estava lutando na indústria do entretenimento, apesar de ser um ômega recessivo.

Chungyeon brincou um pouco com o celular, pensando se deveria ligar para o pai ou para seu hyung. No final, ele adormeceu sem conseguir ligar para ninguém.

Tradução: Lilith

Revisão: Natty

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