1878-capitulo-13

Doheon, que estava seguindo atrás, falou, a senhora ajustou os óculos e estalou a língua.
— Quem é você para decidir algo assim?
Foi o que ela disse.
Chungyeon sentiu como se seu coração estivesse se abrindo um pouco pelas palavras revigorantes que ela disse em seu nome.
— Fiquei há alguns dias, Doheon me contou tarde demais, então não sei de nada a respeito…. sinto muito, vovó. Como você está se sentindo?
Chungyeon olhou para Doheon, sorriu uma vez e se aproximou dela, seu aperto era tão fraco que os dedos que seguravam a agulha de bordar tremiam levemente.
Olhando de perto, Chungyeon sentiu sua boca ficar seca ao ver que a tez dela havia se tornado visivelmente abatida em comparação com antes.
— O médico disse que melhorei muito.
— Que alívio. Mesmo que seja incômodo, tome cuidado e beba o seu remédio nas horas certas.
— Mesmo que você não diga isso, estou tomando cuidado, quando estou deitada, não consigo nem ver meu nariz, então por que você está me incomodando agora?
Chungyeon fez uma expressão envergonhada e franziu os lábios. Mas não consegui encontrar uma resposta apropriada.
— Daqui a pouco, assim que a comida estiver pronta, vamos almoçar com Doheon.
— Sim, mas vovó. O que é isso? É um dragão?
Chungyeon perguntou, apontando para o bordado que ela estava fazendo há algum tempo.
— É uma flor.
— Flor…?
— … … .
— … … .
Havia uma enorme diferença entre dragões e flores que nem sequer poderia ser relacionada, houve um silêncio frio na sala, Chungyeon, que ficou paralisado por um momento, assentiu maliciosamente.
— Uhum. Não admira. Tão lindo.
— Não há necessidade de elogio, Sei que errei.
— Não. Olhando novamente mais de perto, parece uma flor de verdade, o caule é muito vívido, não é? É uma folha?
— Isso é uma pétala.
— Sim, pétalas. Falei errado.
— Isso foi ironia.
A senhora sorriu e beliscou a lateral de sua bochecha, Chungyeon inclinou as costas, reclamando severamente que estava com dor, a julgar pela força com que segurava sua bochecha, parecia que ela não estava nada fraca.
— De qualquer forma, como você deixou seu cabelo desse jeito?
— Estava tão cansado do meu cabelo antigo, então mudei.
Chungyeon estava mexendo no cabelo sem motivo.
— Combina muito com você. Você parece mais jovem.
— Sr. Doheon disse que era estranho… .
— Ele não tem bons olhos.
— Acho que foi por isso que Doheon se casou comigo.
Chungyeon riu maliciosamente. Doheon estava encostado na parede, mexendo no bordado que sua avó havia feito anteriormente, e não disse nada.
— Você gostaria de um pouco de chá? O cheiro está maravilhoso.
Quando a senhora acenou, veio uma empregada da cozinha trazendo uma bandeja com xícaras de chá. Chungyeon tomou um gole de chá com um leve aroma floral, ao mesmo tempo, ela que estava olhando para Cungyeon abriu a boca.
— De qualquer forma, já pensou em ter filhos?
— Ah…
— Vocês estão casados há mais de três anos, já está hora de começar formar uma família. Perguntei ao Dr. Jeong e ele disse que não há problema em engravidar, mesmo se você for um ômega recessivo.
A mão de Chungyeon segurando a xícara ganhou força, ele não conseguiu responder nada, contrariando a vontade dela, ele já foi diagnosticado como infértil e divorciado, então nunca vai acontecer de ter um filho com Doheon.
— …ainda não se passaram três anos. Doheon está ocupado na filial dos EUA há dez meses.
— Se você tiver vontade, esses anos são tempo suficiente, vou perder a cabeça enquanto espero, não pense nisso como uma reclamação de uma velha, mas ouça com atenção.
— Vou tentar.
Desta vez, Doheon, que estava em silêncio até agora, respondeu, Chungyeon, que estava conversando até agora, silenciosamente saciou sua sede com chá.
Ela sorriu satisfeita com a resposta firme de seu neto, pelo contrário, a expressão de Chungyeon escureceu, perguntou se ele estava pensando em se casar novamente com outro ômega, mesmo sabendo que não tinha nada a ver consigo mesmo, não podia deixar de se sentir irritado.
Chungyeon olhou calmamente para o anel que estava em seu dedo, foi então que, de repente, a campainha tocou na porta da frente.
— Quem mais decidiu vir?
Chungyeon virou a cabeça em direção ao som. Quando uns dos empregados saiu e abriu a porta, apareceram rostos conhecidos.
Eram Moon Heejin e seu marido Park Jongwook, além disso, os parentes de Doheon, que ele não via há muito tempo, vieram atrás deles, o rosto de Chungyeon, que estava assistindo isso, endureceu de repente, eles também mostraram expressões estranhas, como se não soubessem que Chungyeon estava chegando.
Foi a primeira vez que os encontrou desde a última refeição, naquela época, depois que Chungyeon desmaiou enquanto comia e foi levado embora, Moon Heejin, que entrou no quarto do hospital, ouviu o diagnóstico de infertilidade dele, então todos provavelmente sabiam da notícia, pelo menos vagamente, mas a avó de Doheon não estava presente naquele dia e lógico que por motivos de saúde ninguém contou pra ela.
Chungyeon olhou para Doheon com raiva, ele o olhou de volta com indiferença, como se estivesse olhando para os negócios de outra pessoa e perguntando porquê. Não havia nenhuma palavra de que essas pessoas viriam, Chungyeon praguejou com os olhos e cerrou os dentes.
— Oh meu Deus, Sr. Chungyeon quanto tempo sem te ver.
Moon Heejin se aproximou junto com Park Jongwook e o cumprimentou alegremente, havia um sorriso sutil em sua voz.
Chungyeon tinha sido muito ignorado entre aquelas pessoas e não estava preparado mentalmente, então ele não conseguiu encontrar uma resposta apropriada.
— Não é? Não sabia que Chungyeon veria também.
Seus olhos focaram na mudança de cor do cabelo de Chungyeon e na aliança de casamento que ele usava, parecia que ele estava vagamente ciente da notícia do divórcio.
Ele estava ansioso porque não sabia dizer o que eles sabiam e o que não sabiam, agora, ao encarar pessoas que ele pensou que nunca mais veria no resto da sua vida e pessoas que não queriam ver ele, todos os seus pensamentos pararam por um momento, as pessoas continuaram conversando com Chungyeon, mas nada chegou aos seus ouvidos.
Chungyeon habitualmente olhava para Doheon como uma tábua de salvação, porém, como sempre, ele estava fazendo contato visual e conversando com outra pessoa, não com ele.
— …ah.
Chungyeon respirou fundo e expirou devido à sensação avassaladora de isolamento e ansiedade, mas não se sentiu melhor, imediatamente, seu estômago começou a revirar e sua visão tremeu levemente, como se estivesse tonto.
Esta foi a primeira vez que esses sintomas apareceram desde que se divorciou e saiu daquela casa, no final, Chungyeon pulou da cadeira sem nem ouvir o que estava sendo dito atrás dele.
— Sinto muito, mas… me lembrei que tenho algo urgente para fazer, então acho que devo ir. Estou fora de mim esses dias… e esqueci completamente.
A senhora ficou intrigada e olhou para a tez de Chungyeon. Depois de dar uma desculpa, Chungyeon passou pelas pessoas e saiu de casa, ao tropeçar no jardim, sentiu como se estivesse livre de algo que apertava seu coração.
— Chungyeon.
Doheon atrás dele, o chamou, Chungyeon se virou e olhou para ele, quando viu seu rosto inexpressivo, diferente do seu, que tremia, a raiva subiu pela sua cabeça.
— Você está fazendo isso de propósito?
— O que está falando?
— Você chamou essas pessoas de propósito para me ferrar?
Doheon deu uma expressão de completa ignorância, se sentindo frustrado, Chungyeon cerrou os dentes e franziu a testa, mas não importa quanto tempo ele esperasse, seu estômago não conseguia se acalmar.
— Não queria ver mais você e aquelas pessoas, por isso me divorciei, e por que tenho que vê-los de novo? Você está brincando comigo? Sou uma piada para você?
Chungyeon gritou, apontando para Doheon sem perceber.
— Por que você está fazendo isso comigo? O que eu fiz de tão errado para você? Por que você está zombando de mim chamando essas pessoas?
— Se acalme, Chungyeon.
— Como posso me acalmar quando ignora algo assim? Você acha fácil?! Mas eu…! Eu sou..! Haaa….
Chungyeon estava ofegante como se fosse ficar sem fôlego a qualquer momento, sabia que estava muito ansioso, mas não conseguia controlar suas emoções transbordantes.
Embora tenha tomado supressores antes de vir para cá, os feromônios estavam vazando, Chungyeon se considerava uma torneira que estava sempre aberta. Não sabia o que fazer com seus próprios feromônios e emoções que os outros podem controlar facilmente, então acabava resultando nisso.
Um traço recessivo era como uma maldição, mesmo que ele queira desesperadamente suprimi-lo, sempre acaba exibindo sua inferioridade, mesmo nesta situação, Doheon permanece calmo sem a ajuda de medicamentos.
— Ah… ah… .
Retraindo seus feromônios que estão naturalmente interligados com o alfa e ômega, assim como bater palmas, tornando-se mais intensos, mas sempre foi apenas o lado azul-yeon que se preocupou, Doheon não reage aos feromônios de Chungyeon.
Chungyeon não conseguia nem pensar em enxugar as lágrimas que encharcaram seu rosto, então ele tirou a aliança de casamento de sua mão e a entregou à força para Doheon.
— Tá tudo bem. Por que deveria falar com você?
Então ele se virou e rapidamente se afastou de Doheon.
— Chungyeon.
— … … .
Doheon o seguiu novamente, mas Chungyeon o ignorou.
— Nunca pensei que você fosse uma piada.
— Saia do caminho!
— Olhe para mim. Onde você vai nesta condição?
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Tradução: Lilith
Revisão: Natty
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