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1862-capitulo-6-a-noiva-coelho

-Virdo. 

Uma mão grande e áspera acariciou a cabeça de Virdo adormecido, era uma mão infinitamente cautelosa, não queria acordá-lo de um sono profundo.

Ele acariciou seu cabelo grosso e gentilmente beijou a bochecha de Virdo, que estava respirando uniformemente. Como um ladrão, ele secretamente beijou seus lábios, ergueu os lábios com satisfação e se levantou da cama.

-Retorno em breve.

Era uma coisa que Galle sempre dizia a Virdo antes de ir caçar pela manhã. De fato, Virdo estava sempre dormindo, então parecia que ele não tinha ouvido direito, mas ele sempre o cumprimentava.

Logo depois, a porta grossa bateu e trancou. Como se aquele som fosse o ponto de partida, Virdo, que fingia dormir, abriu os olhos e chutou o cobertor. Então, sendo uma lesma, levantou-se da cama o mais rápido que podia e se preparou para escapar.

-Rápido, rápido…

Virdo levantou uma voz impaciente e se preparou para sair. Não tinha muito tempo. A única hora que Galle estava fora de casa era de manhã cedo, quando saía para buscar comida.

A princípio, estava planejando escapar quando melhorasse, mas ontem não estava se sentindo bem, acabou fazendo sexo e seu corpo ficou ruim de novo. Tendo feito isso uma vez, há uma boa chance de acontecer novamente, qualquer que fosse sua condição, era certo escapar antes que sua vida despencasse ainda mais.

Virdo estava preocupado que pudesse haver alguma fechadura difícil na porta da frente, mas não havia nada disso. Como Galle havia observado atentamente ao sair, ao girar a fechadura na horizontal, a porta se abriu com facilidade.

Slam. Quando empurrou a porta de ferro que fez um barulho pesado, o mar azul que  não via nos últimos dias se espalhou diante dos seus olhos, por melhor que fosse a casa, era um mar lindo que nunca havia esquecido.

Poderia sair com apenas um passo, mas estava ansioso e com medo de ser pego novamente. Virdo murmurou como se estivesse recitando um encantamento, segurando seu coração batendo.

-Você pode sair… pode sair… !

Virdo, que estava sob controle mental, hesitou um pouco antes de se jogar no mar. Quando deixou seu corpo na superfície, o corpo que tinha a forma de um humano mudou instantaneamente para a forma de uma lesma.

Virdo, que encolheu até o tamanho de um dedo humano, rastejou na frente. Estava muito nervoso porque se chamava Aldeia dos Tubarões, mas não havia nenhuma casa à vista além da casa de Galle O’Cher.

Ocasionalmente, uma grande sombra era lançada por um tubarão de aparência feroz enquanto nadava sobre ele, mas rastejou e se escondeu em anêmonas do mar, conchas e coisas no fundo. Virdo murmurou para si mesmo depois de rastejar por um longo tempo.

-Hmph… É fácil sair. Deveria ter saído antes.

Era uma cidade de tubarões que sempre temeu, nem pensou em fugir, temendo que os tubarões que vagavam por ali pudessem comê-lo, mas surpreendentemente, eles nem prestam atenção em Virdo.

Pensando bem, quando Galle também comia junto, ele comia peixe gordo, não lesmas ou caracóis, como havia coisas mais deliciosas no mar, parecia que não se preocupavam em comer seres pequenos como Virdo.

Pensar assim o deixou mais confiante, se esses tubarões não o comerem, pode ir mais rápido. Assim como Virdo estava rastejando no chão com confiança e triunfo, uma voz familiar veio de cima.

-Virdo.

Essa voz…

Uma voz baixa familiar, enquanto Virdo tremia e cautelosamente levantou o olhar para cima, um grande tubarão estava observando-o de cima.

-O que você está fazendo aqui?

-…

Tinha uma grande cicatriz no olho… Era Galle.

Virdo parou de fugir e congelou. Ele não podia responder facilmente, e seus lábios tremiam. Virdo foi tão longe depois de escapar, mas como… ?

Quando Virdo olhou para trás, parecia ter se arrastado por um longo caminho, mas a casa ainda estava a uma curta distância, era porque ele esqueceu que é uma lesma e lento.

Ele rastejou como um louco, mas mesmo que corresse, era uma lesma. O rosto de Virdo ficou branco em um instante. Não havia desculpa.

Quando Virdo não disse nada e enterrou o rosto na terra, Galle sorriu e disse.

-Por que não me disse que queria passear?!

-…

Passeio? Não, era uma fuga… Ele poderia ter negado, mas não havia necessidade de provocá-lo.

Galle envolveu Virdo com suas barbatanas e o colocou de costas. Então, como se realmente acreditasse em Virdo, continuou com uma voz amiga.

-Se você sair de casa assim, posso entender que tentou me deixar.

-… Is-so mesmo, é um passeio…

Não foi um mal-entendido, era real. Enquanto Virdo se agarrava às suas costas, como se sua intenção inicial fosse caminhar, Galle começou a nadar para longe de casa. Virdo teve que se agarrar às costas de Galle a uma velocidade incomparavelmente mais rápida do que rastejava.

Por quanto tempo nadou? Galle foi saudado por um tubarão próximo e disse a Virdo com uma voz de sincera preocupação.

-É uma sorte que os tubarões não tenham boa visão, você poderia ser comido enquanto caminha sozinho assim. Venha comigo da próxima vez.

-Visão?

-Uhum, a maioria deles não tem uma visão muito boa. Eu estou do lado dos bons.

-Ah… 

Virdo parecia entender agora porque os tubarões não prestavam atenção nele. Não é uma questão de saber se é bom ou não, é só que não era visto.

Por que Galle tem uma boa visão…? Quando Virdo estava irritado fazendo beicinho com os lábios, uma enorme porta de ferro chamou sua atenção. Era incomparavelmente maior do que a porta da frente que Virdo havia aberto e era cercada por todos os lados por altos muros de pedra cobertos de musgo.

Não viu nada parecido quando saiu de casa mais cedo. Virdo piscou de vergonha e perguntou a ele.

-O que é esta porta? Por que há outra porta?

-Ah, era o quintal até agora. Este é o portão.

-O que?

Quintal… ? Virdo piscou perplexo, imaginando se ele estava brincando, mas não disse que era uma piada.

Então, o que são aqueles tubarões que viu, além daquele grande e assustador perambulando todos os dias pelas janelas de vidro transparente da casa? Virdo perguntou em dúvida.

-Hm, antes… Cher, havia outros tubarões além de você.

-Esses são os caras que cuidam do quintal.

-Hã? Por que precisa de tubarão para cuidar do quintal?

Não, mais do que isso… Por que os tubarões estão fazendo tarefas como essa? Se perguntou por que os grandes tubarões, que são os predadores do mar, estavam fazendo trabalho de segurança. Por mais nobre que seja o trabalho, é um pouco estranho… Quando Virdo perguntou com curiosidade, Galle respondeu com indiferença, como se não houvesse grande motivo.

-Como você pode ver, estou muito interessado em paisagismo. E também trabalham como seguranças.

Não se importava porque estava montado nas costas de Galle e vinha em alta velocidade, mas a frente da casa de Galle era decorada com algas marinhas, anêmonas do mar e conchas coloridas.

As algas pareciam comida para Virdo, mas para ele eram ornamentos. Desde que Virdo chegou aqui, parecia que agora sabia por que razão estava fresca a alga que Galle trouxe, ela era decoração.

Virdo entendeu a situação tardiamente, mas havia uma coisa que ele não entendia.

-E com relação a segurança… Os peixes podem nadar aqui e descer sem saber.

-É o que estou te dizendo. Eles poderiam entrar aqui e arruinar meu quintal.

-…

Então se nadar distraído e tiver o azar de entrar na casa, será morto. Virdo engoliu em seco com o conteúdo misterioso.

Quanto mais Virdo falava com Galle, mais ele sentia suas forças se esvaíram de seu corpo. Achou que tinha fugido, mas estava circulando na frente da casa dele. Além disso, tinha um quintal tão grande. Agora parecia que Virdo sabia por que o havia negligenciado, pois achou que foi porque sabia que não poderia fugir de qualquer maneira.

Galle tocou o portão com a nadadeira, e o mesmo se abriu com um forte estrondo. Quando a tempestade de areia aumentou e depois diminuiu, Virdo quase desmaiou com a visão que se desenrolava à sua frente.

-Cidade dos Tubarões…

Era literalmente uma cidade de tubarões, esta foi a primeira vez que viu tantos tubarões ao mesmo tempo.

Virdo ficou tão assustado que sentiu como se estivesse prestes a soluçar. Tinha que segurar firme, Galle sorriu feliz como se tivesse visto uma boa figura.

-Bem calmo, não é?

-Ah sim…

Virdo balançou a cabeça. Viu um casal de tubarões que pareciam se dar bem, uma casa perto uma da outra e uma imagem amigável do tubarão pegando o tubarão bebê, mas não parecia bonito porque a criatura era um tubarão. Era simplesmente assustador.

Depois de dar uma resposta grosseira, Virdo desviou o olhar para outro lugar. Enquanto olhava pela casa por um tempo, Virdo notou algo incomum, a casa do outro tubarão não era tão grande.

Virdo lembrou-se da casa de Galle que vira antes. Não sabia porque nunca tinha visto outra casa, mas a casa de Galle parecia ser excepcionalmente grande. Ainda mais quando pensou no tamanho do quintal que acabara de passar. Toda vez que via as decorações coloridas decorando a casa, pensava: ‘É um tubarão, ele deve ter muito dinheiro’.

Por que aquele tubarão desempregado e de aparência incompetente mora em uma casa tão espaçosa? Virdo estava genuinamente curioso, depois de muito tempo escolhendo palavras que não o ofendesse, abriu a boca.

-Hm, pensando bem, eu não sabia porque não fui a outras casas…, mas a casa de Cher ssi é bem espaçosa né?

-Nossa casa.

Em resposta à pergunta de Virdo, Galle resolveu dizer algo diferente. Por que disse isso de repente? Virdo piscou com o que ele estava dizendo.

-Hm?

-Não é a casa de Cher ssi, a casa é nossa.

-…

Virdo ficou sem palavras e manteve a boca fechada. Isso é um problema… Na melhor das hipóteses, usaria ‘sua casa’ e o chamaria de maneira adequada, para Cher não  entender de outra maneira.

Acertar as palavras também era uma habilidade. Virdo soltou um pequeno suspiro e corrigiu suas palavras conforme solicitado.

-Então… hmm, nossa casa é bem grande.

-Aah, um pouco.

-…

Será que foi bem?… Na melhor das hipóteses, aguentou seu constrangimento e o corrigiu para sua casa, mas a resposta foi morna. Se for esse o problema, já corrigiu para ‘nossa casa’…

Bem, a menos que tenha uma personalidade de se gabar, mesmo os ricos podem ser sensíveis em relação à propriedade, mesmo que ele a trate como uma esposa.

Quando Virdo tentou interromper a conversa profunda, Galle continuou tardiamente.

-A família Couvière tem muito dinheiro.

-… A família Couvière?

-Meu nome é Galle O’Cher Cuvière.

-Ah…

Pensando bem, nunca tinha ouvido o sobrenome dele, era muito longo, e apenas nunca se interessou em saber.

De qualquer forma, poderia apenas dizer que era uma família com muito dinheiro, e por algum motivo se sentiu orgulhoso quando mencionou sua família. Quando Virdo assentiu levemente, ele acrescentou uma explicação adicional.

-Como sou filho único, herdei toda a herança.

-…

O corpo de Virdo enrijeceu com a palavra ‘herança’. Acabou de perguntar sobre a casa… perguntou porque estava curioso para saber como ele tinha uma casa tão grande quando parecia não estar fazendo nada, ou se estava fazendo outra coisa que não sabia.

Mas, de repente, é uma herança. Foi como se uma pedra tivesse sido colocada em seu coração. Talvez tenha tocado uma ferida em seu coração sem motivo.

Virdo sabia o que era perder um familiar. Virdo nasceu como uma criança tardia. Os irmãos e irmãs mais velhos acima dele saíram de casa logo após o nascimento de Virdo. Como resultado, Virdo passou a receber todo o afeto de seus pais idosos e, naturalmente, cresceu como uma criança fofa e cheia de carinho.

Eram dias felizes. Porém, como nasceu como uma criatura frágil, o mar sempre foi perigoso. Queria rastejar livremente e comer, mas na realidade passava mais tempo se escondendo dos predadores.

Morrer no mar no final da vida era difícil o suficiente para ser considerado uma bênção, então talvez a separação repentina fosse prevista. Os pais de Virdo foram comidos por predadores. Era natural que o corpo original fosse lento e não houvesse um esconderijo para se esconder.

Apenas relembrar as memórias daquele dia deixou seus olhos cheios de lágrimas. Virdo balançou a cabeça, mal ignorou o passado e pediu desculpas a ele. 

-E-eu… eu não quis dizer isso…

-Tudo bem. É uma história antiga.

Ao contrário de Virdo, que estremeceu com desculpas, Galle respondeu casualmente como se nada estivesse errado. Mas mesmo que ele respondesse com calma, não sabia o que estava pensando, só porque não demonstrou não significava que não doía. Quando Virdo esqueceu as atrocidades anteriores que ele havia feito, Galle continuou.

-Você está lá agora.

-…

-Então não estou sozinho.

Com as palavras de Galle, Virdo perdeu as palavras e mordeu o lábio inferior, o considerava sua noiva e já o via como uma família, era uma mente completamente diferente da sua, que tinha acabado de sair de casa tentando fugir.

Na verdade, errado era Galle, mas Virdo se sentia um pecador, teve pena dele, como se ele estivesse deixando o filho sozinho à beira do abismo.

Virdo não poderia dar a ele uma garantia impiedosa de que continuaria ao seu lado e não poderia perguntar por que deveria ficar ao seu lado.

No final, Virdo não disse nada. Quer conhecesse ou não os sentimentos de Virdo, Galle falou com ele em frente às corredeiras.

-Segure bem para não cair.

-…

Virdo olhou para as corredeiras à sua frente.

Quando está na forma de um caracol, seu peso é tão leve quanto o algodão, então, mesmo que caia, não notará, fingindo ter perdido, não sabia se poderia planejar secretamente uma segunda corrida.

Mesmo assim, de alguma forma, a força da mão de Virdo, que segurava suas costas, não escapou. Havia uma enorme diferença entre a velocidade do tubarão e a do caracol, em parte porque não tinha certeza se conseguiria escapar, mas porque a história da família que havia acabado de compartilhar não parava de ecoar na sua cabeça.

Por que tinha que olhar para a situação de uma pessoa rude e ficar sem resposta? Por que não conseguia soltar sua mão quando sabia que não precisava fazer isso de jeito nenhum… Virdo suspirou secretamente.

 

* * *

 

Após a longa caminhada, Virdo sentou-se em uma cadeira da sala, fraco como um balão murcho.

Depois de perder a oportunidade de escapar com um momento de simpatia, o arrependimento veio tardiamente. Haverá outra oportunidade como essa no futuro? Mesmo o quintal sozinho era tão largo que não conseguia escapar com sua velocidade lenta. Por mais sorte que tivesse de chegar lá, não havia resposta quando pensava no grande portão.

Enquanto Virdo suspirava querendo morrer, Galle cantarolava e preparava o café da manhã. Ele colocou o peixe fresco e as algas que havia conseguido de manhã cedo em uma tigela e os colocou sobre a mesa.

-Coma rápido.

-….

Virdo olhou para a refeição. A alga à sua frente era verde e fresca. Quanto mais aqui vivia, mais Galle reconhecia a simpatia de Virdo como gostar, e assim o tratava todos os dias.

Virdo tirou os olhos da alga e olhou para Galle, esperava que Virdo pegasse a colher primeiro, como sempre fazia, para fazer a hora da refeição.

Porém, quando Virdo não levantou a colher por muito tempo, Galle não aguentou e abriu a boca primeiro.

-Por que, você não tem apetite?

-Ah… sim, um pouco… 

-Mesmo que você não tenha apetite, ficará melhor se comer. Você não pode simplesmente comê-lo?

-… Uhum.

Enquanto Virdo empurrava a tigela para ele, rejeitando sua alga favorita, a expressão de Galle tornou-se sutil. Ele parecia chateado por ter recusado as algas que trouxera consigo no início da manhã e também parecia preocupado.

Embora se sentisse desconfortável com a ideia de ignorar a sinceridade, não pode evitar porque realmente não conseguia comer, Virdo sutilmente evitou seu olhar e acrescentou um motivo.

-Eu gosto… mas não estou me sentindo muito bem…

A verdade estava meio confusa. Quando a expressão de Virdo escureceu, Galle inclinou a cabeça e perguntou.

-Por que você está de mau humor?

-Eu fico em casa todos os dias… Então, queria dar uma olhada lá fora…

Queria pedir para deixa-lo sair, deixá-lo andar lá fora, mas notou que ele não estava afim de ouvi-lo, quando Virdo fez beicinho em resposta, Galle apontou para a janelinha com a mão.

-Há uma janela.

-É diferente de apenas olhar para fora e sair pessoalmente.

-Você olhou para fora hoje.

-Sou muito baixo….

Nas palavras de Virdo, Galle disse: “É mesmo?” Ele franziu a testa. Era um rosto que estava pensando muito sobre alguma coisa. Depois de pensar em silêncio por um tempo, ele acenou com a cabeça com uma expressão clara, como se tivesse encontrado uma resposta.

-Então por que não saímos para passear juntos algum dia?

-… Um passeio?

-Uhum, você é lento e nunca iria tão longe, então vou colocá-lo nas minhas costas e levá-lo a qualquer lugar.

Deixá-lo ir lá fora sozinho não era uma boa ideia, mas estar junto era uma oferta tentadora.

A expressão de Virdo suavizou um pouco, como se seu coração estivesse aparecendo, e Galle percebeu na hora e perguntou, fingindo que não.

-Não gostou?

-Não! Urgh, parece uma boa ideia.

-Então coma rápido.

Galle trouxe a tigela que Virdo havia empurrado para trás na frente de Virdo.

Não tinha muito apetite porque parecia que ainda estava longe de escapar, mas sentiu que poderia comer, talvez porque a situação estivesse um pouco melhor do que antes.

Virdo pegou um garfo e uma faca da mesa e começou a comer algas. Vendo as bochechas de Virdo se encherem, Galle ergueu levemente os cantos da boca.

 

* * *

 

Virdo tentou bolar um novo plano de fuga após a refeição, mas suas costas doeram novamente e ele estava acamado.

Na casa desse cara, não tem um dia que suas costas estejam bem… Enquanto Virdo lamentava internamente sua situação, a cama balançou quando Galle se sentou na beirada da cama.

-Virdo.

Embora estivessem na mesma cama de sempre, seu coração batia forte. Talvez era por causa da sensação sinistra de que poderia fazer algo novamente.

Enquanto Virdo estava deitado de costas para ele com o cobertor enrolado em seu corpo, um grande peso foi colocado sobre seu corpo, pois Galle abraçou Virdo com força.

-Huh, o que, hã… !

Por que de repente abraçando? Virdo ficou muito incomodado com o súbito ato de carinho, enquanto Virdo torcia o corpo para frente e para trás, mandando-o sair, Galle desfez a capa de edredom que Virdo havia enrolado em volta dele e jogou-a no chão.

Um pesado chumaço de algodão caiu no chão. Virdo, cujo cobertor foi retirado em um instante, olhou para Galle com uma cara perplexa, então Galle, em vez de responder ao olhar para o que estava fazendo, estendeu a mão e tentou tirar a roupa que Virdo estava vestindo.

O que é isso… ! Virdo agarrou apressadamente o pulso de Galle e perguntou-lhe com os olhos bem abertos. 

-Po-porque…!

-Tire a roupa e deite-se.

Não… Logo após comer? Ele está pedindo para fazer sexo de novo?

Virdo sabia que Galle não esperaria mais que ele se curasse, mas nunca pensou que viria tão rápido.

Hmph, é tão difícil… Virdo rolou a cabeça rapidamente e lentamente puxou o corpo para trás.

-Ah, do que você está falando de repente…! Ainda não digeri, e meu bumbum dói tanto…

Enquanto Virdo tirou suas roupas com olhar confuso, Galle caiu na gargalhada e beliscou levemente o nariz de Virdo.

-Que pensamentos obscenos você está tendo? Quero fazer uma massagem em você.

Massagem? Virdo perguntou, esfregando o nariz com a mão, pois o nariz apertado doía.

-Uma massagem… ?

-Sim, comprei quando voltava para casa, é um óleo para fazer  massagem em você.

As palavras que saíram da boca de Galle foram inesperadas. Parecia um pouco injusto, mesmo encolhendo os ombros maliciosamente. Agora viu que em sua mão está uma lata transparente contendo um líquido amarelo pálido.

Virdo ficou com vergonha de pensar que eles fariam sexo, claro. Mesmo que seu rosto estivesse quente como se estivesse pegando fogo, ele ganhou seu ânimo dizendo que suas ações nem sempre eram confiáveis, então era uma suspeita razoável.

-Suas costas doem. Dizem que se você relaxar os músculos com uma massagem com óleo, ficará um pouco melhor.

Enquanto Virdo era vitorioso mentalmente, Galle acrescentava o motivo em voz amiga.

Virdo ficou muito desconfiado que ele estava lhe fazendo uma massagem com óleo do nada e pediu para tirar a roupa, mas achou que seria bom receber uma massagem porque suas costas estavam doendo muito. Na verdade, desde que não seja relação sexual, tudo parece bem, mas… 

Virdo assentiu involuntariamente, então franziu a testa levemente com o pensamento repentino.

-Hã, mas pode fazer uma massagem com óleo no mar? Não é poluição? Não, mais do que isso, como conseguiu algo assim?

-Eu comprei isso. Tudo bem se fizer em casa.

-…

É sério? No meio do mar, o óleo era uma mercadoria rara, é difícil de achar, e ninguém compra… Virdo também ouviu falar que havia uma massagem, mas nunca a havia recebido.

No entanto, o rosto de Galle, que disse ter comprado um óleo tão difícil de encontrar, parecia infinitamente mais leve, não parecia um trabalho particularmente difícil ou um preço alto.

Bem, ele é um tubarão, a casa é grande e o quintal é enorme, então deve ter conseguido com dinheiro, Virdo concordou facilmente e assentiu.

-Mas o óleo… O que devo colocar embaixo? Acho que todos os lençóis da cama ficarão arruinados.

-Ah, o que?

A reação de Galle à resposta foi muito vaga, ele nunca tinha pensado no que colocar na cama, e estava apenas revirando os olhos para ver se havia algo para colocar na cama.

Virdo soltou um pequeno suspiro, pegou uma toalha e a estendeu, doi uma ação que partiu do julgamento de que era melhor jogar a toalha fora do que o lençol porque não havia o que fazer.

Quando Virdo tirou a camiseta para uma massagem nas costas, estava naturalmente nu, estava um pouco envergonhado… Virdo corou secretamente e deitou-se na toalha cuidadosamente estendida na cama.

-Mas… Cher, você já fez uma massagem?

-Não. Claro que não. 

-…

Estava muito confiante para dizer que não tinha tentado.

Sabia que massagem é fácil… Justamente quando Virdo pensou que deveria dizer-lhe para tirar as mãos dele, Galle abriu a tampa do óleo, quer fosse óleo comum ou não, um leve perfume flutuava pelo quarto.

Galle quase derramou óleo das mãos, estava tão cheio que transbordou e o óleo pingou na cintura de Virdo.

-Ah, frio…

O óleo viscoso que descia lentamente por sua cintura era frio o suficiente para fazer seu corpo tremer. Virdo estremeceu e fechou os olhos, e Galle aqueceu o óleo esfregando-o com as duas mãos.

Logo depois, uma grande mão pousou no músculo trapézio de Virdo. Suas mãos, que geralmente eram ásperas, estavam cobertas de óleo e tornaram-se estranhamente macias.

Massagem é assim… Assim que Virdo pensou nisso, Galle deu força à sua mão. Imediatamente, um grito saiu da boca de Virdo.

-Argh!

-Uh, doeu?

-Sim, isso dói…

-Vou pegar leve agora.

Galle retirou a mão surpreso com o grito de Virdo, mas como se logo fosse compensar o erro, relaxou a mão e apertou novamente o músculo trapézio. Desta vez, para não cometer erros, suas mãos tornaram-se lentas e sutis.

Doía toda vez que os músculos tensos eram tocados, mas sempre que Galle os pressionava suavemente, sentia alívio. Virdo preguiçosamente fechou os olhos e gemeu. Depois de soltar um leve gemido, Galle relaxou as mãos e perguntou.

-Ainda dói?

-Ah, não, tudo bem…

Virdo respondeu que estava bem e suavizou o corpo, endurecido pela tensão. A resposta positiva de Virdo trouxe um sorriso aos lábios de Galle. Ganhando confiança, Galle passou a agir um pouco mais ativamente.

Depois de afrouxar moderadamente os músculos do trapézio, ele desceu lentamente sobre os ossos das asas. A mão que descia até as costelas massageava a bela curva da cintura.

Virdo não tinha muita carne e músculos, então ele tinha uma cintura fina para um homem, Galle parecia cobrir toda a cintura se abrisse as duas mãos.

-Huff…

Enquanto Galle se distraía com a cintura fina de Virdo, um gemido de satisfação saiu da boca de Virdo. Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Virdo como se estivesse muito satisfeito com a massagem.

Era um sorriso tão lindo que não conseguia tirar os olhos dele. Era tão raro ver um rosto sorridente e, ao mesmo tempo em que achava bom fazer uma massagem com óleo nele, Galle se sentia constrangido. Dessa vez, resolveu servir sem muita vontade de tocar, mas foi porque a parte de baixo do seu corpo estava quente.

No fundo, queria usar a massagem como desculpa para tocar o corpo macio de Virdo, mas se o fizesse, não sabia se o atacaria novamente. Galle reprimiu o desejo e retirou a mão massageadora.

-Pelo menos isso é o suficiente para uma massagem nas costas. Existe algum lugar que dói mais?

Galle naturalmente pensou que Virdo encerraria a massagem dizendo: “Estou bem agora”.

Quando ia limpar suas mãos oleosas, Virdo, que havia fechado confortavelmente os olhos, respondeu com uma voz lânguida como se estivesse prestes a adormecer.

-Bem, para ser honesto, minhas coxas estão um pouco… doloridas.

-…

Galle engoliu a saliva sem responder.

Era apenas a voz manhosa de Virdo, mas talvez por causa da situação, chegou a Galle como se Virdo estivesse sussurrando um empurrão secreto à ele.

Galle moveu a mão dura no ar até a coxa e a lambuzou de óleo. Apesar de ser uma perna que sempre via porque tira a calça todos os dias, parece mais elástica porque brilha com óleo.

Galle sentiu os órgãos genitais guardados dentro da cueca estremecerem. Eles estavam clamando, querendo estar dentro de Virdo urgentemente.

Não pode ser assim… Virdo ficaria muito magoado se o fizesse desta vez também. Galle conteve o desejo de rasgar as coxas de Virdo e massageou a parte de trás da coxa. Os músculos estavam bem compactados. Provavelmente foi porque abriu suas pernas excessivamente durante a relação sexual.

A parte interna das coxas estava particularmente apertada. Ele era uma noiva muito ocupada. Enquanto apertava sua mão dentro da perna e relaxava os músculos tensos, Virdo franziu a testa e se encolheu.

-Ugh, ah… 

Virdo soltou um leve gemido de dor, mas não mandou que parasse a massagem. Suas mãos eram frias, mas parecia bom.

Na verdade, quando pensou pela primeira vez em Galle fazendo uma massagem, estava prestes a deixar Virdo nas mãos de um especialista. Depois de pensar um pouco sobre isso, Galle cancelou seus pensamentos porque não podia mostrar o corpo nu de Virdo para outras pessoas.

Galle elogiou a si mesmo, dizendo que teve muita sorte de não tê-lo confiado a outra pessoa. Quando pensou que outras criaturas tinham visto Virdo assim, o calor transbordou.

Talvez só de imaginar isso o deixou com raiva e forçou suas mãos. Quando voltou a si, viu Virdo gemendo e choramingando.

-Ah, espera! Dói, aí… Eu quero parar agora… 

-….

O rosto de Virdo estava vermelho. Talvez graças ao trabalho árduo da massagem, seus olhos estavam semicerrados… Era um rosto um tanto lascivo, mas vermelho.

Sua noiva tem uma cara de safada assim… ? Galle tirou sem palavras a mão da coxa de Virdo.

Quando a massagem estava prestes a terminar, um grande peso foi colocado nas pernas de Virdo.

-O que…

Virdo de repente tentou se virar para perguntar o que era, mas o peito firme de Galle tocou as costas de Virdo e então seus lábios se encontraram.

-Urgh… !

Virdo arregalou os olhos e lutou com a ação repentina de Galle. No entanto, não foi fácil afastá-lo, pois seu corpo estava pressionado contra o dele.

O que é isso de repente… Enquanto Virdo revirava os olhos e entendia a situação, a frente de sua calça que subia em seu quadril o tocou.

Em um instante, o rosto de Virdo ficou vermelho. Ficou claro que ele não conseguiu superar seu desejo sexual enquanto lhe dava uma massagem. Afinal, a sinistra premonição não estava errada. Confiar a ele uma massagem com óleo era como confiar peixe a um gato.

Enquanto Virdo entendia a situação, Galle tirou a calça e a cueca e tirou o pênis desconfortavelmente ereto. Não importa o quanto ele suportasse, as veias em seus órgãos genitais estavam terrivelmente salientes.

Galle queria meter logo no buraco do Virdo, mas sabia que não ia entrar fácil. Depois de atrasar a inserção por um tempo, ele abriu a nádega de Virdo e tocou a dobra no orifício traseiro. Era um lugar onde não tinha como molhar, mas era úmido como se o óleo que tinha sido derramado tivesse entrado.

-Hugh…

Enquanto empurrava seus dedos encharcados de óleo para dentro, um gemido saiu da boca de Virdo, que foi bloqueado por seus lábios.

Galle estalou a língua para dentro. Embora tenha entrado mais suave do que quando usou o gel rosa que comprou de Japon, Virdo sentiu um pouco de resistência.

Quantas vezes tinha que fazer isso para conseguir penetrá-lo… Achou que demoraria um pouco, mas o processo não o incomodou nem um pouco. Pelo contrário, foi divertido afrouxar o buraco que iria engolir seu pênis.

Galle afrouxou delicadamente o orifício traseiro de Virdo com os dedos, separou ligeiramente os lábios sobrepostos e sugou delicadamente o lábio superior. Virdo franziu o rosto como se perguntasse o que ele estava fazendo, mas soltou um suspiro doce sem recuar. 

-Ah, Virdo…

-Argh, o que é isso de repente! Não faça isso, ainda estou com dor… !

-Hm, está tudo bem… Eu farei tudo por você.

Virdo gemeu e se contorceu, mas Galle não recuou. Não seria fácil parar agora, pois Galle já era paciente há muito tempo.

Galle chupou os lábios de Virdo e os lambeu com admiração como se estivesse comendo um doce delicioso. Galle, que por muito tempo provou seus lábios, voltou um pouco o olhar para a orelha de Virdo.

As orelhas de Virdo estavam manchadas de vermelho, talvez porque ele estivesse com raiva ou excitado. Pela primeira vez, Galle se maravilhou, sentindo que as orelhas podiam ser tão bonitas. Então, sem hesitar, ele mordeu o lóbulo redondo da orelha de Virdo.

-Virdo… Por que você tem orelhas tão bonitas? huh?

-Ah, para… ! Ai, dói!

Assim que mordeu sua orelha, um grito irrompeu de Virdo. Galle achava bonito, então mordeu, mas Virdo realmente se perguntou se suas orelhas estavam caindo. Esse também é o caso, porque os dentes do tubarão humanizado eram tão afiados quanto uma arma.

Também era um talento agir como um romântico solitário todas as vezes. Quando Virdo gemeu de dor, Galle retirou tardiamente os lábios de sua orelha. Era um rosto com uma expressão clara que ele havia removido com relutância.

-Foi uma mordida de leve.

Galle resmungou, como se pensasse que Virdo estava fingindo estar doente, mas beijou sua bochecha com um sorriso nos lábios para ver o que era tão bom.

-Desculpe, estava brincando…

-Huff, huff…

Virdo murmurou baixinho que estava com muita dor, mas Galle apenas deu de ombros. Não era muito crível.

Enquanto beijava e falava, três dedos foram inseridos no buraco traseiro de Virdo. Galle murmurou um pequeno murmúrio para si mesmo, sentindo a parede interna apertar seus dedos.

-Urgh…

O óleo ajudou a reduzir o atrito, mas o corpo de Virdo também estava se acostumando a aceitar seu pênis após algumas relações sexuais. Ao contrário do orifício de abertura, o interior era muito apertado. Parecia estar implorando para colocar seu pênis rapidamente.

Seria a cereja do bolo se Virdo pedisse com seus lábios bonitos para colocar, mas sua noiva era tímida demais para pedir para fazer isso. Depois dessa lua de mel, quando Virdo se acostumar a trabalhar um pouco mais à noite, não chegará a hora de ele mesmo dizer essas palavras? Galle ergueu a boca, continuando a imaginar que Virdo odiaria se soubesse.

Seria bom continuar imaginando as coisas um pouco mais agradavelmente, mas era hora de retribuir lentamente a parede interna que apertava seus dedos. Galle ergueu a parte superior do corpo, que estava pressionada contra as costas de Virdo. Tirou a mão que estava cutucando o buraco e derramou óleo de massagem em seu pênis. Parecia um pouco estranho, mas não tão ruim.

Enquanto se preparava, Virdo engasgou e olhou para Galle. Não gostava que ele o torturasse e tocasse, mas ficava nervoso mesmo quando ele silenciosamente não fazia nada… Quando Virdo olhou para trás com o coração batendo forte, os olhos de Galle o encontraram.

Galle sorriu agradavelmente e enfiou o pênis oleado direto no buraco.

-Ugh, aah…

-Uff, hmph…

A entrada, a parede interna e os órgãos genitais estavam todos cobertos de óleo, então conseguiu inseri-lo até a base de uma vez.

Galle enfiou o pênis até os testículos tocarem as nádegas, depois respirou fundo. Como estava ereto desde o momento da massagem, sentiu como se fosse ejacular só de sentir o aperto.

A relação sexual não terminou com a ejaculação, mas ficou orgulhoso de si mesmo como um homem inútil. Galle reprimiu a vontade de ejacular por um tempo, e depois de um tempo começou a mexer a cintura suavemente.

Assim como quando afrouxava a parede interna com os dedos, se tentasse empurrar o pênis para dentro, a parte interna se abria e, quando colocava até a base, a parede interna prendia o pênis com força. Era um corpo digno de louvor.

Quando Virdo cutucou levemente o interior, a cintura fina de Virdo tremeu e um doce gemido saiu de sua boca. Galle murmurou baixinho, admirando seu corpo.

-Virdo, tão gostoso dentro de você… vou enlouquecer assim.

-Ah, huff… tá parecendo… não… para… ah!

-Haha, você sabe o quanto é gostoso ter o pênis dentro de você? Se você fizesse isso, saberia…

Enquanto Galle murmurava bobagens, a resistência de Virdo se intensificava.

Virdo bateu na perna que Galle estava segurando com a coxa, batendo repetidamente na cama, depois estendeu a mão para trás e tentou empurrar o corpo de Galle para longe.

Mesmo assim, os pés só expressaram insatisfação, e as mãos nada mais faziam do que pousar no abdômen tonificado de Galle.

Em vez disso, Galle apertou o pulso de Virdo com a mão na barriga e puxou a outra mão para trás. Virdo franziu a testa, como se fosse desconfortável ter as mãos presas nas costas.

-Heh, ugh, ah, braço, solte… !

-Urgh… para, vai se machucar!

Se Virdo se torcesse violentamente enquanto estava preso, o braço poderia se soltar. Era tão frágil que não podia deixar de se preocupar.

Galle estava tão preocupado com Virdo, mas não largava seu pulso. Em vez disso, ele o agarrou com os braços esticados para trás e enfiou seu pênis nele.

-Isso, Huff, huff, ah… !

-Argh, ugh…

Cada vez que o pênis penetrava profundamente em Virdo, as mãos presas dele abriam e fechavam. Por mais força que ele estivesse dando, suas juntas estavam brancas.

Por que a mão com essa força perigosa parece tão bonita? Galle queria lamber e morder cada ponta do dedo e a parte saliente do osso. Era uma vontade afetuosa de saborear o corpo todo. Agora, queria colocar a mão de Virdo na sua boca e chupar, mas não podia porque sua postura não era propícia.

Galle conteve o desejo e concentrou-se em provar a lisa parede interna. Como se ele fosse apenas perfurar o ponto extremo de Virdo, thump, thump, enquanto ele inseria profundamente seu pênis, os ombros de Virdo tremiam lamentavelmente.

-Huh, hmph…

Virdo fechou os olhos e gemeu. Parecia doloroso, mas Galle sabia o que Virdo estava sentindo. Mesmo assim, seu corpo era um corpo que não conseguia esconder sua excitação. O pênis estava pressionado, e sua vagina estava toda molhada.

Terrivelmente desagradável Galle abaixou a parte superior do corpo e mordeu o ombro de Virdo com os dentes.

-Aah!

-Gostoso… !

Um único grito irrompeu de Virdo, e a parede interna se apertou como nunca antes.

Parecia que estava mordendo se pênis. A testa de Galle se enrugou e o sêmen brotou da ponta do pênis. A ejaculação foi mais rápida do que o normal, provavelmente porque aguentou uma ereção completa e depois o inseriu.

-Haha…

Virdo respirou fundo e o xingou com uma mente vaga. O buraco traseiro estava encharcado. Era uma sensação difícil de se acostumar, não importa quantas vezes a experimentasse.

Ejacular no buraco de trás não dá a gravidez que ele quer, então porque ele ejacula dentro dele toda vez… Virdo estava farto de sua insensatez mas o pênis de Galle, ainda estava dentro então voltou a ficar duro.

-Hã… é sério?

-Hum, o quê?

-Você não vai fazer isso de novo, né ?

Quando Virdo rangeu e virou a cabeça para olhar para Galle, ele sorriu timidamente. Diante do sorriso inquieto, Virdo disse: “De jeito nenhum…” Quando sorriu, Galle se recostou.

-Argh…

Quando sua cintura recuou, sua glande grossa caiu, e o sêmen que o preenchia por dentro pingou da fenda de suas nádegas sobre a toalha. Quando Virdo tremeu com a sensação medonha, Galle respondeu em voz baixa.

-Algumas vez me viu satisfeito com apenas uma vez?

Os olhos de Virdo estavam manchados de desespero. A única vez que acabou foi quando desmaiou, mas não sentiu que fosse desmaiar porque comeu algas marinhas muito bem desde que chegou aqui.

Deveria se fingir de morto… ? Enquanto Virdo pensava em como afastá-lo, Galle soltou a mão de Virdo que estava agarrado à cama, e o virou.

Quando voltaram a ficar frente a frente, Galle ergueu o canto da boca com satisfação. Foi bom foder por trás, mas era melhor ver bem a mudança na expressão de Virdo nessa postura cara a cara. E agora, o rosto de Virdo estava vermelho de lágrimas.

-E-eu não vi… Mas você fez muito hoje…

-O que você está falando? Eu só fiz um pouco.

Às palavras chorosas de Virdo, Galle respondeu com uma voz que não era diferente da habitual. Era uma pena que só tivesse feito isso uma vez, e aconteceu tão rápido.

À resposta de Galle, Virdo fez uma expressão assustada. Pelos padrões de Virdo, já era sexo a ponto de transbordar, ou era uma expressão de descrença. Galle enrolou as pernas na cintura e abriu a boca.

-E Virdo, eu nunca fiz isso para minha satisfação.

-… Isso é mentira?

-É sério, se depender…

Galle falou baixinho e passou a mão pelo buraco traseiro de Virdo. O buraco onde ele estava recebendo seu pênis até agora estava inchado e vermelho, e o sêmen branco com alta viscosidade se agarrou a ele ao longo da forma do buraco.

Quando esfregou o dedo nas densas rugas do buraco, que era erótico só de olhar, o buraco se contraiu como se esperasse uma inserção. Galle lambeu os lábios e continuou.

-Hm, eu quero colocar meus dois pênis aqui ao mesmo tempo.

-…

O rosto de Virdo ficou branco com a confissão chocante.

As palavras de Galle não significavam que ele faria isso imediatamente, mas Virdo não aguentou falar e lutou com a boca aberta. O calcanhar de Virdo bateu nas costas de Galle, mas ele sorriu levemente como se não sentisse dor.

Galle pôs os braços ao lado do rosto de Virdo e o beijou. Ele caiu com apenas um leve beijo nos lábios e acalmou Virdo com uma voz suave.

-Eu não quero dizer ‘agora’.

-Ne-nem da próxima vez… não! Você está louco?

Virdo perdeu as palavras por um momento em estado de choque, então falou tardiamente. Era difícil para Virdo receber um dos órgãos genitais de Galle dentro dele. Quão difícil deve ser receber os dois pênis na vagina ou no ânus… Só de pensar ficava tonto quando pensa nisso.

Mas ele quer colocar dois em um buraco ao mesmo tempo? Era óbvio que ele seria a primeira lesma a morrer enquanto fazia sexo com um tubarão. Existem muitas razões para morrer vivendo no mar perigoso, mas este é provavelmente o mais vergonhoso.

Enquanto Virdo estava apavorado e tremendo, Galle deu uma pequena risada. Esperava que ele surtasse se dissesse que queria colocar os dois ao mesmo tempo, mas está louco… Está tentando muito não se machucar, mas quando ouviu essas palavras, o juízo ficou distorcido.

Galle agarrou seu pênis, que já estava fora há um tempo, e o trouxe de volta para o ânus escorregadio, empurrou até apertar os testículos.

-Aargh…hmph…

-Eu, ugh… vou deixar você ir…

Quando empurrou todo o pênis de uma vez, Virdo inclinou a cabeça para trás e gemeu.

Virdo parou o pé que batia na cintura de Galle e o abraçou fortemente com as pernas. Era estranho depender dele, mas tinha medo de que seu corpo realmente se partisse ao meio.

Quando Virdo estava sem fôlego, lutando para aceitar o órgão genital lá dentro, Galle tocou com os dedos a articulação onde o órgão genital entrava. Com isso, Virdo agarrou Galle pelo pescoço e o esbofeteou.

-Huh, ugh, não…toque, não toque…

-…

O corpo de Galle enrijeceu ligeiramente ao tocar a articulação no abraço de Virdo. Não é bonito apenas ouvir, tem que tocar…

Galle imediatamente se sentiu melhor, como se os juizos tivessem sido distorcidos. Ele lambeu o pescoço branco de Virdo e chupou a pele de um lado. Uma marca foi deixada no pescoço. Ficou tão bonito que quis deixar uma marca, como tatuagem.

Eventualmente, no momento em que o pescoço de Virdo estava marcado, Galle lembrou-se tardiamente do que estava tentando fazer. Iria deixá-lo ir.

Galle, que concluiu que Virdo havia feito um belo trabalho, deveria tratar seu interior com mais cuidado, abriu os quadris tensos com as duas mãos e tentou enfiar o polegar no buraco.

Apenas tocar o deixava louco, mas apertar a carne não era incomum. Virdo resistiu violentamente, quicando para frente e para trás como um peixe.

-Ah, para, urgh, o que…

-Não, você quer fugir.

-Não, eu não quero…! Dói, ah! Galle…

-Shii… Tenho que fazer isso para não doer depois.

Galle agarrou a bunda do rebelde Virdo com mais força e pressionou o buraco com o polegar. O buraco estava tão cheio apenas segurando o pênis nele que nunca parecia que iria abrir, mas a estimulação persistente finalmente revelou uma lacuna.

Quando Galle não perdeu a brecha e apertou os dedos até o nó, a bunda de Virdo tremeu.

-Huh, urgh, aah!

Embora Virdo tivesse se acostumado um pouco a receber um pênis depois de fazer sexo várias vezes seguidas, esse era o limite. Parecia que iria rasgar e ficar esfarrapado se forçasse os dedos nele.

Virdo lutou para não deixar entrar, mas isso só o fez balançar a bunda. Toda vez que seu corpo era sacudido, o pênis e os dedos que entravam na parede interna cutucavam aqui e ali, e tinha uma estranha necessidade de urinar.

A última vez que transou com Galle, sentiu vontade de urinar, mas por que continua sentindo isso… ?

Virdo realmente parecia que ia fazer xixi durante o sexo. Enquanto segurava a vontade de urinar com os dedos dos pés bem fechados, Galle o chamou em voz baixa.

-Virdo.

-Ugh, uh…

-A frente está molhada.

Galle disse provocante e serenamente agarrou o pênis de Virdo. Seu polegar, que varreu a base de seu pênis e subiu até a ponta, esfregou suavemente a glande de Virdo. Ainda estava com dor porque estava cheio de urina, mas parecia que o estava incentivando a fazer isso.

Virdo lutou para evitar o toque, mas a irritação continuou a crescer. Galle ergueu as garras e começou a esfregar o orifício uretral.

Uma sensação estranha como se o buraco na uretra estivesse sendo perfurado. Virdo se assustou com a sensação dolorosa, mas formigante, e agarrou o pulso de Galle.

-Ugh, hah! Nã-não faça isso…

-Por que, você quer que eu te penetre por trás?

-Ah, hm, não é isso… Argh, acho que…

Sentiu como se fosse ejacular ou cometer um erro.

Se for o primeiro, é apenas um pouco embaraçoso, e sempre aconteceu, então vai simplesmente ignorá-lo, mas se for o último, a situação será diferente. Já viu isso e aquilo morando com ele, mas ao invés de urinar na frente dele, seria melhor cavar um buraco e se enterrar.

Quando Virdo desesperadamente pedia a Galle para parar, ele piscou e levantou a boca. Era um tipo de risada sinistra.

-Pensando bem, ouvi dizer que existe uma massagem assim.

-Uma massagem… ?

Não sabia se estava fazendo uma massagem, mas era muito estranho falar disso no meio do sexo. Quando Virdo olhou interrogativamente para Galle, ele assentiu e respondeu.

-Dizem que esfria assim que você derrama.

-Ei, o que…

Derramar o que? O que quer dizer? Quando Virdo perguntou novamente sem saber o significado, Galle enfiou o polegar até a metade no buraco traseiro com força em vez de responder.

-Ah, argh… !

O polegar de Galle empurrou para a frente o pênis que estava dentro, e o pênis apunhalou a frente, num lugar meio estranho.

Então, durante o sexo, senti vontade de urinar várias vezes. Enquanto Virdo se preparava para suportar o frio, Galle parecia puxar seu pênis para trás e golpeá-lo novamente.

-Ah, huff, não… !

Havia limites para a paciência. Virdo soltou um som semelhante a um grito com o estímulo que parecia que ele não aguentava mais.

Ao mesmo tempo que um som doloroso, o líquido irrompeu da ponta do pênis de Virdo, que estava reprimindo o desejo de ejacular.

Felizmente, o que saiu da ponta do pênis foi sêmen, não urina. O cheiro das flores de castanheiro ardeu em seu nariz. No entanto, por ser tão barato, parecia urina à primeira vista.

O líquido que jorrou como uma corrente de água sujou os estômagos de Virdo e Galle. Enquanto Virdo estremecia como um álamo ao crepúsculo, Galle piscou de vergonha.

-O que?

O rosto de Virdo ficou vermelho com a curta pergunta de Galle. Ele o viu ejacular uma ou duas vezes, mas estava observando como se estivesse vendo pela primeira vez.

Não há nada para olhar estranho. Foi culpa dele por ter ejaculado. Foi um pedido antes, mas disse que o deixaria ir depois.

-Ah, ah… hmph…

Virdo resmungou com uma voz irritada para esconder seu constrangimento. Então, enquanto tentava fugir de seu olhar, Galle puxou o polegar para fora do buraco e agarrou sua cintura com um estalo.

-Ah, sério…

Queria saber se Galle daria uma massagem na próstata como desculpa, mas mesmo que não desse, parecia que não precisava fazer porque já havia gozado. Não, para ser preciso, não sobrou nenhum motivo a não ser Galle fazer uma massagem.

Galle, querendo de novo, apoiou Virdo com as duas mãos enquanto segurava a cintura de Virdo no ar. Então, quando levantou seus órgãos genitais de baixo para cima, Virdo abriu os olhos com um som estridente.

-Aargh!

Cada vez que levantava, podia ouvir o som bater na parede interna das nádegas cobertas de suor, sêmen, óleo e tudo mais.

Virdo lutou com todo o corpo na inserção intensa, mas não conseguiu fazer nada porque sua cintura estava no meio do caminho. Não teve escolha a não ser aceitar o pênis que impiedosamente invadiu o buraco.

O corpo recém ejaculado estava tão sensível que chegava a doer. Sua razão brilhou completamente e sua cabeça foi engolfada pelo prazer, como se tivesse se tornado uma criatura viva para sentir desejo sexual.

O corpo de Virdo balançava como uma boneca nas mãos de Galle. Virdo estava cansado do pênis latejante e da visão que oscilava aleatoriamente. Quando diabos o sexo com esse cara acabaria? Perder a cabeça parecia ser a primeira coisa.

Enquanto Virdo ofegava e esperava pelo fim, Galle também mordia o lábio inferior como se o clímax se aproximasse. O movimento acelerava cada vez mais, e a coxa de Galle batia forte na bunda de Virdo.

-Gostoso…

No final, Virdo sentiu algo quente explodir por dentro.

Mesmo depois de ejacular por muito tempo, Galle não tirou o pênis. A parede interna do Virdo já estava cheia de sêmen, então mesmo que coisas que não podiam ser contidas estivessem fluindo pela entrada, ele não removeu.

Galle, que há muito aproveitava a explosão de sensações, caiu de cara no estômago de Virdo. Todo o seu corpo estava coberto por todos os tipos de líquidos pegajosos, mas não se importava.

-Ugh, saia…

-Não.

Virdo tentou empurrá-lo, mas seu corpo, pesado como uma pedra, não se mexeu. Virdo finalmente desistiu do empurrão e fechou os olhos em agonia, não estava a ponto de desmaiar, mas era demais para segurar.

Galle olhou para o rosto de Virdo e alisou com a mão os cabelos suados que lhe grudaram na testa. Ao contrário da parte inferior do corpo bagunçado, era uma parte superior do corpo muito amigável.

-Durma um pouco.

-Como posso dormir assim…

Com as palavras de Galle, Virdo franziu os lábios. O ar no quarto estava muito quente, o corpo muito pegajoso e o pênis ainda dentro era muito grande.

Virdo reclamou em voz baixa que não conseguia dormir porque estava desconfortável, mas era engraçado que ele disse que não conseguia dormir, e apagou no segundo seguinte.

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