Winter Field (Novel) - . ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02.1
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02 – Noite de Núpcias Tardia
Pt. 01
Esquecendo-se até de se surpreender, Rensley olhou ao redor com um olhar inquieto. A lareira, que ocasionalmente estalava com o som de madeira queimando, o recebeu. Rensley encontrou o olhar de Gizel.
— Não havia um dispositivo.
— Mesmo sem ele, é possível fazer teletransporte de curta distância. Normalmente usamos o dispositivo para não desperdiçar mana, mas agora é uma situação especial… Não seria bom mostrar uma aparência tão desarrumada para os outros. — Gizel disse isso enquanto tirava a capa. Ao ver Rensley parado, olhando atordoado, ele apontou para a banheira.
— Ambos precisamos nos lavar antes de dormir. Não podemos subir na cama assim.
Rensley assentiu apressadamente. Ao ouvir que deveriam se banhar juntos, pareceu ter entendido corretamente o significado do que havia sido dito antes.
No quarto do grão-duque, havia uma grande banheira, e abaixo dela, uma camada de areia e pedras para absorver a água. Como se as aias tivessem preparado tudo no horário certo, a banheira já estava cheia de água limpa e quente. Enquanto Rensley se despia em silêncio, Gizel também tirou a roupa e a deixou de lado. Durante todo o tempo em que se despia, Rensley lançava olhares furtivos para Gizel. Já o vira sem capa e sobretudo durante os treinos, mas nunca completamente nu. Ele mesmo já havia trocado de roupa na frente dele algumas vezes, ficando apenas de roupas íntimas…
Rensley engoliu em seco. Gizel, que havia tirado tudo o que vestia — capa, sobretudo, túnica preta, calças e sapatos —, como era de se esperar, possuía um corpo que lembrava as famosas muralhas de Roudequen, conhecidas por serem intransponíveis. Era um peito e costas tão duros que parecia que nem mesmo uma espada de madeira poderia arranhá-los, como se não precisasse de armadura ou escudo. Braços e pernas também eram assim.
Abaixo do pescoço firme, estavam as clavículas longas e fortes, esculpidas como um arco. Sob a luz das velas, sombras profundas se formavam seguindo o contorno dos músculos.
Geralmente, quanto mais uma pessoa se enfeita, maior e mais imponente ela parece, e quando se despe desses adornos, parece menor. Por isso, muitos reis usam coroas brilhantes na cabeça, grandes armaduras nos ombros e capas longas e luxuosas para se embelezar.
No entanto, Gizel Zibedad parecia mais imponente justamente agora, quando havia tirado tudo. Rensley parou de se despir e ficou olhando fixamente para suas costas largas. Como se sentisse seu olhar, Gizel se virou e o chamou.
— Senhor Malocen?
— Ah, sim. Eu já estou terminando de me despir.
Enquanto desfazia o nó da camisa, a cabeça de Rensley ficou mais confusa.
— Eu ouvia alguns comentários, mas nunca fiz isso de verdade com outro homem…
Se fosse para fazer, pelas circunstâncias, provavelmente ele seria o receptivo. Começou a se preocupar se conseguiria aguentar aquele homem grande em segurança.
Espera. Não havia outras coisas que se podia fazer sem usar aquilo? Afinal, mesmo que dois homens se unissem por dentro, não poderiam gerar filhos…
— Vou entrar.
— O quê?! Onde…
— Na banheira.
— Ah, na banheira…
Rensley passou a mão na nuca e corou. Distraído com seus pensamentos, ele ainda estava de calças.
Gizel derramou água quente sobre si para lavar a poeira e os restos de feno do corpo e entrou na banheira. Quando o homem pesado entrou, a água transbordou, molhando abundantemente a plataforma de areia.
Rensley observou aquela cena com hesitação e, lentamente, também tirou a roupa de baixo. O corpo do grão-duque Gizel era impressionante, mas, como outro homem, expor a nudez na frente dele era constrangedor.
Quando morava em Cornia, ele e seus amigos não hesitavam em tirar a roupa na frente dos outros e nadar. Seu corpo era razoavelmente atlético e esbelto, não ficando intimidado perto da maioria dos rapazes, mas na presença dele se sentia insignificante. Tudo no mundo é tão relativo.
Ocultando seus sentimentos, Rensley tirou toda a roupa e, assim como ele, derramou sobre si a água quente de outro balde e entrou na banheira, colocando primeiro os pés, sentando-se em frente a Gizel, que já estava lá. A banheira do grão-duque era grande o suficiente para dois homens adultos entrarem ao mesmo tempo sem dificuldade.
A água quente e perfumada, após ter se revirado no estábulo frio por um bom tempo, era tão agradável que fazia esquecer os pensamentos confusos por um instante. Mesmo assim, sentia-se estranhamente contido, sentando-se com os joelhos juntos. Gizel apontou para a cabeça de Rensley.
— Ainda há feno.
— Onde…
Rensley passou a mão pela cabeça com afinco, mas não encontrou nada. No final, Gizel ergueu o tronco e se aproximou de Rensley. Assustado, ele juntou as pernas com mais força.
Logo, uma mão tocou sua cabeça. Como os fios estavam molhados, os restos de feno não se soltavam facilmente. Ele moveu os dedos várias vezes para arrancar os pedaços de feno presos e os jogou para fora da banheira.
— Parece que está desconfortável. Fique à vontade.
— Es… Está tudo bem. Eu me sinto confortável assim…
Gizel não voltou ao seu lugar e ficou observando Rensley de perto.
Será que queria beijá-lo de novo? Enquanto Rensley piscava, observando-o com cautela, ele estendeu a mão novamente e tocou as pontas do cabelo de Rensley. As gotas de água que estavam presas caíram com um som de ping.
— Fiquei surpreso ao ver que cortou o cabelo de repente.
— Vou deixar crescer de novo. O senhor prefere cabelos mais longos?
— Gosto de ambos. Os dois combinam com você…
— Então por que ficou surpreso? Porque combina muito?
— Hum… Pode ser.
Ele terminou a frase de forma evasiva. Rensley o observou em silêncio e mudou de assunto. Afinal, ele tinha entrado no quarto com aquele propósito. Não tinha intenção de sair depois de apenas trocar algumas palavras.
— Alteza. Deixe-me lavá-lo.
— Não precisa. O senhor Malocen não é um criado, não há necessidade de me servir no banho.
— Não é servir… Não é nada disso.
Rensley sorriu e pegou o sabonete que estava ao lado. Molhou-o na água e fez espuma, que exalava um perfume sutil.
Com as mãos escorregadias, tocou o ombro dele. Amassou seus ombros largos como se fosse fazer uma massagem, depois deslizou as mãos para esfregar seu peito firme. Acariciou suavemente abaixo das clavículas, entre os músculos tensos e perto dos mamilos, observando sua expressão.
Gizel franziu levemente as sobrancelhas, pegou o sabonete que Rensley havia largado e fez espuma nas mãos para esfregar a pele de Rensley. Ele apenas riu.
— Alteza fica apenas me imitando desde há pouco.
— Imitar e memorizar é o primeiro passo do aprendizado. Não é assim também com a esgrima?
Até aí tudo bem, mas daqui para frente nem eu sei direito.
Rensley murmurou para si mesmo. Enquanto ensaboavam um ao outro, a distância entre eles diminuía cada vez mais.
As mãos escorregadias deslizaram entre as omoplatas. Sentindo um arrepio agradável, mesmo na água quente, Rensley soltou um grande suspiro.
Os dedos dele percorriam as costas, acariciando a cintura. Embora não fosse sempre, cada vez que sua mão roçava silenciosamente em algum lugar da pele, ondas de prazer o surpreendiam, e Rensley prendia a respiração.
Embora tivesse alguma experiência, nunca havia recebido muitas carícias, apenas as fizera em encontros secretos e apressados. Nunca tivera tempo para avaliar quais partes de seu corpo eram mais sensíveis ou se ele era do tipo que sentia prazer facilmente.
Gizel também parecia ligeiramente aquecido, exalando um hálito quente, mas, ao que tudo indicava, não estava tão emocionado quanto Rensley. Hesitante, ele mergulhou a mão que apalpava o corpo dele na água.
— Alteza, posso tocar um pouco no seu… tesouro?
— O que disse?
A voz surpresa subiu, incomum para ele. Rensley rapidamente tirou a mão da água.
— Ah, não pode?
—…Não. Faça como quiser.
A essa altura, Gizel também já devia ter entendido o significado daquele momento. Rensley, com cuidado, segurou o membro de Gizel submerso na água e quase o soltou de susto. Embora seu rosto permanecesse impassível, seu corpo reagia honestamente, e seu membro ereto estava muito maior do que quando ele o vira há pouco.
“Uau, isso é realmente impossível.’”
Rensley, pasmo, esfregou lentamente aquilo que mal podia segurar com uma mão. Então, o falo pulsou e se agitou dentro de sua palma. Embora também fosse a primeira vez que tocava o órgão de outro homem, com aquele tamanho, a sensação era mais a de tocar uma criatura aquática misteriosa do que um pênis.
— Guardou uma arma tão impressionante até agora…
— O que quer dizer?
— Nada não.
Engolindo a piada sem graça, ele acelerou os movimentos. Não haveria carícia mais eficaz do que a estimulação direta. A voz de Gizel, chamando-o pelo nome, estava mais quente, mais perceptível.
— Senhor Malocen…
— Hnn…
Rensley também soltou um gemido que não conseguiu conter. Sem aviso, a mão de Gizel agarrou o membro de Rensley.
— Ah, espera… Deixa eu… só eu…
Ele se orgulhava de ter um tamanho razoável, mas a mão de Gizel era extremamente grande. Diferente de Rensley, que acariciava cuidadosamente o que mal cabia em uma mão, o membro de Rensley foi completamente dominado pela mão de Gizel, sendo esfregado sem piedade. A força foi imediatamente para as coxas. O som da água salpicando molhava seus ouvidos. Em um instante, a visão ficou turva, e Rensley, esquecendo-se até de mover a própria mão, enterrou o rosto no ombro dele.
— Nngh, ah, não, espera, espera um pouco, Alteza.
— Não gosta?
Gizel perguntou com uma expressão de dúvida e respondeu a si mesmo:
— Eu gosto.
— Se continuar assim, eu vou… hnn, eu vou primeiro…
Mesmo assim, era a noite em que deveria servir ao grão-duque; não poderia simplesmente chegar lá sozinho. Por mais que se criasse a desculpa de ser a grão-duquesa, a verdadeira posição de Rensley era a de hóspede do grão-duque, um cavaleiro aprendiz, nem mais nem menos. Quando Rensley balançou a cabeça ofegante, Gizel, com uma expressão incompreensível, afastou a mão. Recuperando o fôlego, Rensley decidiu mudar de lugar.
— Que tal irmos para a cama?
De qualquer forma, a posição sentados na banheira limitava os movimentos. Para estimular adequadamente aquela coisa enorme, a cama parecia mais confortável.
Gizel assentiu, como se não se importasse. O tempo que passaram se tocando na água deve ter sido mais longo do que imaginava, pois mesmo saindo da banheira, seu corpo estava quente. Secando a água às pressas com um pano, sem sequer vestir um roupão, Rensley subiu cuidadosamente na cama larga. Gizel o seguiu. Deixando as cortinas do dossel meio abertas, a cama ficou com uma luz nem muito clara, nem muito escura. Com o ambiente mais solene, ficou um pouco constrangedor, mas Rensley forçou um sorriso e perguntou:
— Não tem algum óleo perfumado?
— Tem. Uso às vezes antes de dormir.
Rensley abriu o frasco de óleo perfumado que recebeu dele. Um aroma semelhante ao que sentira na água do banho se espalhou suavemente. Pensando bem, como ele o usava com frequência, o cheiro lembrava o de seu corpo.
Derramando generosamente na palma da mão, Rensley estendeu a mão novamente para o membro dele. Enquanto o esfregava lentamente, perguntou:
— O senhor disse que já havia aprendido os rituais do quarto antes… O que aprendeu?
— Hum… Era principalmente sobre como fazer filhos. Sei mais ou menos como se faz o ato sexual.
— Parece que não aprendeu a beijar.
— É que beijar não faz filhos.
Que educação sexual real é essa. Enquanto Rensley suspirava, Gizel o beijou novamente. Ele ficou um pouco surpreso com o beijo inesperado, mas não soltou a mão. Cada vez que sua palma untada com óleo esfregava o membro, fazia um som molhado. O mesmo som úmido saía dos lábios que se tocavam profundamente, com línguas se entrelaçando.
— Nngh…
A sensação de ser explorado profundamente, e às vezes superficialmente, dentro da boca, fazia Rensley esquecer de tocar o membro dele por instantes, mas logo retomava os movimentos.
Quando os movimentos da mão de Rensley se tornaram mais fortes e rápidos, Gizel soltou seus lábios e se endireitou. Ele suspirou levemente e disse:
— Não vai dar.
— O quê?
— Agora o senhor fique parado.
Gizel afastou a mão de Rensley. Espera, por quê? Antes que pudesse perguntar, ele o puxou para seu colo, como se o estivesse prendendo, e o deitou. Rensley, que não conseguia se mexer, não conseguia empurrá-lo com força, nem abraçá-lo de volta, e apenas colocou as mãos sobre o peito dele, sem jeito.
— Ah…
Rensley, que ia perguntar por que estava fazendo aquilo, não conseguiu falar direito e apenas soltou sons sem sentido. Sua mão untada com óleo já estava segurando o membro de Rensley, como antes na banheira.
— Ah, não pode. Alteza, pare.
— O senhor Malocen pode, e eu não posso?
— Se continuar assim, eu vou gozar primeiro… nnh!
Rensley mordeu os lábios. Ignorando seus apelos desesperados, Gizel começou a mover a mão. A palma escorregadia e oleosa, aplicando pressão, acariciava o membro para cima e para baixo.
Era uma sensação que ele não sentia há muito tempo. Embora pensasse que estava vivendo confortavelmente desde que chegara a Oldenlant, parecia que vivia em constante tensão, pois nem sequer se masturbara uma vez. Quando a mão de outra pessoa tocou sua parte íntima, seu corpo imediatamente esquentou.
A mão que segurava o membro se movia rapidamente para cima e para baixo, fazendo sons de atrito. Os movimentos ásperos e inábeis, como se não tivesse a intenção de deixá-lo gozar, eram, paradoxalmente, mais estimulantes. Seus lábios se abriram involuntariamente e tremeram. Uma sensação doce, tão intensa que seu baixo-ventre pulsava, o inundava. Ele bateu as pontas dos pés uma na outra e rangeu os dentes.
— Ngh, ah, pa… para, pare…
Sempre que abria a boca, um gemido exaltado ameaçava escapar, e ele não conseguia pedir para parar em voz alta. Embora sussurrasse para parar, Rensley, em vez de afastar as mãos que estavam sobre o peito dele, as colocava cada vez mais atrás de seus ombros. Abraçava suas costas e acariciava os músculos firmes.
Os braços de Gizel também se tensionavam cada vez mais. Um líquido claro escorria da ponta da uretra e se misturava ao óleo. O som, que no início parecia pequenos salpicos, agora já se tornava mais alto, como espirros.
— Ah, Alteza, por favor…! Agora, realmente, realmente…
A palma da mão, deslizando pela haste úmida, apertava até a ponta da glande. Cada vez que isso acontecia, os quadris de Rensley se contraíam brevemente. Sentindo que ia gozar a qualquer momento, Rensley, esquecendo-se de que não deveria resistir, apertou com força o pulso de Gizel.
— Ngh, ah…!
No entanto, a força de Rensley não era suficiente para detê-lo naquele momento. Mesmo segurando seu pulso, os movimentos da mão de Gizel não diminuíam, e Rensley, finalmente, jogou a cabeça para trás e seu corpo tremeu violentamente.
O líquido quente jorrou e escorreu pela haste, uma sensação que ele sentiu nitidamente. Tarde demais, tentou conter contraindo o abdômen e os glúteos, mas uma vez que começou, não parava. Mesmo assim, a mão de Gizel não soltava o membro de Rensley.
Incapaz de encará-lo, Rensley cobriu o rosto com as duas mãos e, enquanto tremia, finalmente abriu a boca.
— Ah, desculpe…
— Por que está se desculpando?
— Eu… o senhor deveria ter sentido prazer primeiro, mas eu… Mas o senhor também tem culpa! Eu disse para parar… E ainda sujou a mão…
Mesmo intimidado, não parava de reclamar. Rensley baixou um pouco as mãos para ver o rosto dele. Curioso para saber qual expressão faria, viu que Gizel estava visivelmente mais excitado do que no início.
Ainda não era tarde. Embora estivesse sem forças após gozar pela primeira vez em muito tempo, Rensley se ergueu cambaleando e disse a ele:
— Alteza… agora é a minha vez.
— Eu estou bem.
— Por que isso?
Estranhou a recusa repentina, depois de ele ter terminado de se satisfazer. Mas, vendo seu rosto endurecer como de costume, Rensley pôde imaginar o motivo.
A sensação de êxtase que o havia deixado tonto começava a diminuir aos poucos. Um sorriso amargo surgiu.
— Então você realmente não quer ir tão longe comigo…
— Senhor Malocen?
— Foi o senhor mesmo quem disse que era estranho dormir juntos sem sentimentos de amor.
Ainda se lembrava de seu tom frio quando perguntara se eles haviam dormido juntos sem casamento ou amor. Ele continuava insistindo que o casamento era real e que cumpriria seus deveres depois de casado, por isso concordou com a noite… Mas, mesmo assim, não seria fácil superar a repulsa instintiva.
— Bem, pensando bem, é verdade. Mesmo que me considere grã-duquesa, mostrar-se vulnerável diante de mim… deve ser desconfortável, não? Quando o senhor se casar de verdade com a grã duquesa, acho que seria melhor fazer isso durante essa época…
— O que está dizendo?
— Não se preocupe, Alteza. Já está bom o suficiente. Quase me sinto culpado por ter sido um canalha que se divertiu sozinho…
— Senhor Malocen, pare.
Enquanto resmungava suas queixas, ele o olhou e viu que estava com uma expressão um pouco constrangida. Passando a mão pelos cabelos longos ainda molhados da banheira, ele desviou o olhar.
— Entendi. Não diga mais essas coisas.
— O quê?
— Quero dizer para fazer o que você estava prestes a fazer.
Ao dizer isso, Gizel ainda mantinha o olhar ligeiramente desviado de Rensley. Observando atentamente seu rosto tenso, ele acabou soltando a nova suspeita que lhe ocorrera.
— Alteza, será que…
— O quê?
— O senhor está com vergonha de gozar na minha mão?
Em vez de responder, Gizel franziu levemente a testa. Ao vê-lo finalmente encontrar seu olhar, Rensley, que parecia prestes a rir, pressionou os lábios com força.
Percebendo o estado de espírito de Rensley, Gizel o atacou novamente. Deitando-o por baixo de si, ele franzia ainda mais a testa. Sua voz também baixou, como se ameaçasse.
— Não é vergonha.
— Tudo bem, Alteza. No começo é assim mesmo. Eu também estou com vergonha agora. Afinal, sujei a mão do senhor com minhas porcarias. É realmente vergonhoso. Ah, que vergonha.
Embora dissesse que estava com vergonha, Rensley não conseguia conter o riso que escapava. Um gemido baixo escapou da garganta do homem que estava próximo. Seus olhos, que sempre foram intelectuais e frios, pareciam estar levemente avermelhados. Era uma expressão que ele via pela primeira vez, e Rensley não conseguia parar de sorrir.
No entanto, as palavras que ele havia dito por engano, por mal-entendido, tinham algo a reconsiderar.
Deixando-o de lado, para Gizel Zibedad, esta era… sua primeira experiência. Originalmente, deveria ter sido uma noite sagrada em que ele teria em seus braços a grã-duquesa que recebera oficialmente, executando o ato sexual que aprendera.
E isso, sendo a primeira vez de um homem que, até se casar, se dedicara apenas aos estudos e pesquisas, sem nunca desviar o olhar, e ainda por cima, o soberano de um país…
“Usar sua mão para uma primeira experiência tão importante para uma grã-duquesa falsa… é um desperdício.”
Sentindo-se como se estivesse cometendo uma espécie de profanação, Rensley caiu em pensamentos complexos. Percebendo isso, Gizel perguntou:
— Em que está pensando?
— Alteza… se o senhor não se importar…
Nem Rensley sabia ao certo se ele mesmo se importava ou não, mas, como no início, seu corpo, como um cavalo de batalha, corria à frente de sua mente.
— O senhor gostaria de usar… a minha parte de trás?
Com dificuldade, ele soltou a pergunta e, com vergonha, fechou a boca. Sentia como se suas bochechas e toda a cabeça estivessem queimando, como batatas cozidas.
Baixando os olhos, esperou a resposta, mas o tempo passou e não houve resposta. Rensley ergueu o olhar novamente. Encontrou a expressão de Gizel, que parecia não ter entendido bem o que ele queria dizer.
Além da vergonha, ter que dar explicações detalhadas… Rensley, gritando internamente, continuou com a voz trêmula:
— Quer dizer… o senhor disse que aprendeu, não foi? O… ato sexual.
— Claro que aprendi. Mas o senhor Malocen não é homem?
— Entre homens também é possível. Embora não possamos ter filhos.
— Como…
Gizel inclinou a cabeça e franziu a testa. Talvez não devesse ter dito isso… Com um leve arrependimento, Rensley baixou a mão hesitante.
— Usamos a parte de trás. Eu também nunca fiz isso… mas já ouvi falar. Dizem que é possível se usar bastante óleo.
Apesar da explicação detalhada, seus olhos âmbar só mostravam desconfiança. Era natural que não tivesse certeza. Rensley também nunca imaginara que faria esse tipo de ato sexual, quanto mais ele. Gizel não escondeu sua dúvida.
— Só de ouvir falar, não é muito convincente. É diferente do órgão sexual. Não será um boato infundado?
— O senhor não quer?
—…Estamos casados, então acredito que o ato sexual quando o outro deseja é um dever do cônjuge…
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↫─✧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna