Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 86
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 86
Quando Il-hyeon entrou na casa, os olhos que o observavam não eram amigáveis. Kim Seon-young, que estava na sala de estar, abriu seu olhar afiado e encarou Il-hyeon.
— Como você está?
— Você não ligou, o que está acontecendo?
Em uma situação em que ninguém o recebia bem, Il-hyeon sorriu calmamente.
— Vim ver meu pai. Ele está lá em cima, certo?
— Ele está ocupado agora. Volte mais tarde.
Il-hyeon nem sequer fingiu ouvir e subiu as escadas. Kim Seon-young não gostou do comportamento dele, mas não conseguiu encontrar um motivo para detê-lo. Il-hyeon subiu e foi direto para o escritório do Presidente Kang. Após bater, abriu a porta e entrou sem esperar por uma resposta.
Enquanto conversava com o Diretor Kim, o olhar do Presidente Kang voltou-se para Il-hyeon. Foi um momento muito breve, mas ele pôde ver o desagrado em seus olhos. Il-hyeon desabotoou os botões de seu terno e sentou-se à frente do Presidente Kang.
— Você nem ligou.
— Você está dizendo a mesma coisa que a mamãe. Um filho precisa de um motivo para visitar o pai?
— Não estou com disposição para falar com você hoje. Vá embora.
Il-hyeon não respondeu e olhou para o Presidente Kang fixamente. Os olhos dos dois estavam firmemente entrelaçados, e o Presidente Kang não conseguiu suportar, sinalizando para o Diretor Kim tirá-lo de lá. O Diretor Kim se aproximou e inclinou a cabeça.
— CEO Kang, acho que seria melhor se o senhor fosse para casa hoje.
O Diretor Kim agarrou o braço de Il-hyeon enquanto ele permanecia imóvel no sofá. No momento em que ele perguntou: — CEO Kang? —, Il-hyeon sacou uma arma e a apontou para o pé do Diretor Kim. Ele gritou e caiu para frente após uma explosão ensurdecedora e uma bala se alojar em seu pé.
O Presidente Kang deu um pulo de sua cadeira com o rosto surpreso e, após um instante, ouvindo os disparos, três homens correram apressadamente e chutaram a porta. Il-hyeon casualmente jogou a arma sobre a mesa e limpou a parte do braço que o Diretor Kim acabara de tocar.
Um dos guarda-costas correu para ajudar o Diretor Kim a sair, enquanto os outros dois ficaram atrás de Il-hyeon, esperando as instruções do Presidente Kang. Il-hyeon apoiou os braços no sofá e sorriu com um rosto relaxado.
— Não toquem em mim. Se tocarem em mim, vou cortá-los em pedaços bem aqui.
Foi dito aos guarda-costas, mas seu olhar de serpente estava direcionado ao Presidente Kang. O Presidente Kang, furioso, pegou a arma que Il-hyeon havia jogado. E a apontou para Il-hyeon.
Il-hyeon sorriu sem nem piscar.
— Atire.
O Presidente Kang, que estava possesso de raiva, tremeu sob o olhar dele.
— Você! Seu bastardo. Você está completamente louco!
— Você tem medo de mim?
A mandíbula inferior do Presidente Kang endureceu como se suas intenções tivessem sido reveladas. Seus lábios tremeram e seus olhos cinzentos brilharam com uma aura assassina. Il-hyeon repetiu a mesma pergunta com um sorriso no rosto.
— Diga-me. O pai acha este filho assustador como os monstros?
O dedo do Presidente Kang enganchou no gatilho e estremeceu. Il-hyeon sorriu e se levantou do assento.
— Eu definitivamente te dei uma chance.
Ele puxou a frente de seu paletó para ajustar a roupa e então caminhou vagarosamente ao redor do sofá em direção à porta. Quando Il-hyeon alcançou a porta para sair, ouviu um clique e o gatilho sendo puxado atrás dele. Il-hyeon virou-se lentamente. O Presidente Kang, que acabara de puxar o gatilho, permanecia perplexo com a arma apontada para Il-hyeon. As bochechas do Presidente Kang tremiam e Il-hyeon, vendo aquilo, deu um sorrisinho de escárnio.
— Meu pai perdeu os sentidos.
A única bala carregada foi disparada contra o Diretor Kim. No entanto, o Presidente Kang puxou o gatilho contra Il-hyeon várias vezes. Apenas o cilindro vazio girava, mas nenhuma bala era disparada. A fúria do Presidente Kang explodiu quando ele percebeu que havia sido ridicularizado. Ele jogou a arma em Il-hyeon sem hesitar, com o rosto vermelho de raiva.
Bang. A arma bateu na porta e caiu no chão, e Il-hyeon olhou para ela com uma expressão sem emoção.
— Membros da família nunca deveriam machucar uns aos outros.
— …
— No entanto, se você os ferir primeiro, deve aceitar qualquer punição.
Ele recitou as regras da família como se estivesse lendo uma sentença. Então sorriu de forma sinistra para o Presidente Kang.
— Meu pai atirou em mim hoje, então é a minha vez na próxima.
O Presidente Kang pegou um cinzeiro desta vez e o jogou. Il-hyeon esquivou-se levemente, então moveu apenas o pescoço para se despedir, abriu a porta e saiu. Um rugido estrondoso e um som de algo quebrando puderam ser ouvidos. O sorriso desapareceu lentamente de seu rosto enquanto ele caminhava pelo corredor, e raiva e ódio se misturavam em seus olhos.
***
Ja-kyung olhou pela janela com um rosto sério e continuou a fumar. Wang Lun ainda estava completamente alheio ao fato de que sua namorada o havia traído. Ele perguntou a conhecidos que podiam ser contatados, mas a resposta que obteve foi que eles não sabiam.
Eles estiveram apaixonados por anos, como ela pôde traí-lo assim? Depois de chegar em casa, ele e Wang Han se reuniram e ponderaram, mas nada surgiu. No final, um jogo de pedra-papel-tesoura foi usado para decidir quem contaria a Wang Lun e, felizmente, Wang Han venceu.
Depois de terminar seu cigarro, ele abriu a janela para tomar um ar fresco e foi para a cama. Ja-kyung estivera acordado a noite toda e, assim que se deitou, o sono se instalou. A cena da noite anterior foi vividamente recriada em seu sonho. O jovem mascarado subitamente se transformou nele mesmo e desabou, vomitando sangue. Então ele acordou assustado com o som de passos e da porta se abrindo. Ele viu Kang Il-hyeon ao levantar a cabeça atordoado.
Ele trouxe uma cadeira e sentou-se ao lado da cama. Ele parecia muito cansado e exausto.
— Ouvi dizer que você estava dormindo sem comer, então vim para cá.
Quando Ja-kyung verificou a hora, já passava das 20h. Ele dormiu por muito tempo. Ele esfregou o rosto para acordar e franziu a testa porque seu braço doía. Il-hyeon pegou a mão dele na sua e a examinou. A parte de trás do braço estava rasgada e costurada, mas não era um ferimento grande.
— Não foi desconfortável para lavar?
Ele perguntou com uma voz doce.
— Meu irmão me deu uma lavagem rápida.
Uma das sobrancelhas de Il-hyeon se ergueu assim que ele terminou de falar. Kang Il-hyeon agarrou o ombro de Ja-kyung enquanto ele tentava vestir uma camiseta. Algo deve tê-lo irritado, pois seus olhos estavam se tornando cada vez mais agressivos.
— Vocês, irmãos, sempre se lavam?
— Acontece com frequência quando me machuco. Além disso, quando eu era pequeno, meu irmão mais velho sempre me lavava.
Após sentar-se com um rosto descontente, ele se levantou e foi até a mesa para buscar blocos de notas e uma caneta esferográfica. Ja-kyung não tinha ideia do que ele estava fazendo. Ele soltou palavras inesperadas após entregar o papel e a caneta a Ja-kyung.
— Escreva-os em ordem de importância para você.
— O quê?
— Wang Han, Wang Lun, eu; escreva em ordem de importância.
Ja-kyung franziu a testa. Isso foi uma surpresa completa para ele, pois acabara de acordar, e ele não sabia que outra palhaçada era aquela. Ja-kyung o encarou com uma expressão intrigada, enquanto Il-hyeon estendia a caneta e o pressionava com o olhar para escrever rápido. Il-hyeon forçou Ja-kyung a pegar a caneta e escrever, apesar de seus protestos.
Ah, sério. O que há de errado com ele de novo. Ja-kyung escreveu Wang Han no topo. Depois escreveu Wang Lun e rabiscou Kang Il-hyeon no final. Quando Ja-kyung entregou o papel, Il-hyeon rangeu os dentes.
Ele pegou sua caneta e riscou os nomes de Wang Han e Wang Lun, sorrindo abertamente.
— Se eu matar os dois, serei o número um. Certo?
Ja-kyung odiou aquilo, tomou a caneta dele e amassou o papel. Ele ficou um pouco animado quando Il-hyeon agiu como uma pessoa sã e normal pela manhã… Que se dane. Il-hyeon voltou a ser louco. Ja-kyung estava cansado demais para responder, então o ignorou e deitou na cama, cobrindo-se com o cobertor.
— Saia. Quero dormir mais.
— Diga-me. O que você precisa?
Ja-kyung puxou o cobertor sobre a cabeça, e a mão de Il-hyeon lentamente se enfiou por baixo.
— Devo te dar dinheiro? Hein? Querido, você gosta de dinheiro, certo?
— …
— Eu tenho toneladas de dinheiro.
— …
— Você vai pensar em mim primeiro se eu te der todo o dinheiro que tenho?
Ja-kyung levantou-se, empurrou o ombro de Il-hyeon e saiu da cama. Ele abriu o cofre escondido abaixo, pegou três maços de dinheiro e puxou a camisa de Il-hyeon. Quando o botão foi arrancado e uma fresta se abriu, ele enfiou o maço de dinheiro ali dentro.
Ja-kyung não se importou se o rosto dele franziu ou não.
— Eu te darei o dinheiro. Sério, saia.
Os olhos de Il-hyeon tornaram-se adagas enquanto ele tirava o maço de dinheiro de dentro da camisa.
— Por que você é tão bom nisso? Já enfiou dinheiro em um homem antes?
Il-hyeon subiu em cima de Ja-kyung após jogar fora o maço de dinheiro. Il-hyeon rapidamente soltou o braço ferido de Ja-kyung e pediu desculpas quando ele gritou. Ele se desculpou e enterrou a cabeça como uma criança mimada nos braços de Ja-kyung, que continuava a empurrá-lo. Ja-kyung, que estava prestes a agarrar o cabelo de Il-hyeon, o soltou.
— Não faça isso, apenas me abrace. Algo me deixou muito chateado hoje.
Era ridículo ver um homem de 1,90 m de altura pendurado em seus braços. Ja-kyung esperava que ele soltasse logo, mas ele permaneceu ali e recusou-se a se mexer. Não houve resposta quando Ja-kyung perguntou o que o estava chateando. Ja-kyung cuidadosamente moveu seu braço dolorido sobre o ombro dele.
Dez minutos se passaram, depois vinte minutos, e ele ainda estava quieto.
— Lee Ja-kyung.
Após um longo silêncio, ele falou.
— Diga. Estou ouvindo.
Ja-kyung ia dar uma surra nele se ele mencionasse dinheiro novamente.
— Tenho uma casa de veraneio no Havaí.
Depois de se gabar de dinheiro, ele estava se gabando de uma vila desta vez.
— Gostaria de ficar lá por um tempo?
Os olhos de Ja-kyung se arregalaram com as palavras inesperadas. Eles iriam de férias? Kang Il-hyeon levantou o rosto ao mesmo tempo em que Ja-kyung baixou o olhar. Seus lábios sorriam, mas seus olhos estavam escuros e imóveis, como a calmaria antes de um tufão.
— Um mês é o suficiente. Pense nisso como férias.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna