Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 85
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 85
— Tente de novo. Não pode ser.
Wang Lun, que tinha acabado de acordar, começou a procurar por sua amante de antes, como se os irmãos que o salvaram não estivessem em lugar nenhum. Ele fora transferido para outro hospital algumas horas atrás. Era também o hospital onde Kang Yoo-jung trabalhava. Wang Lun estava confuso sobre o porquê de sua amante não ter vindo ou por que ela não retornava suas ligações, e Ja-kyung e Wang Han apenas se olharam e disseram que não sabiam.
Wang Lun mal havia recuperado a consciência, então, se contassem a verdade, haveria ainda mais alvoroço. Ja-kyung foi ao hotel onde ela estava hospedada, por precaução, mas o quarto já estava vazio. Ja-kyung deu uma olhada na casa de Kim Dong-myung depois de sair do hotel, onde ocorrera o tiroteio no dia anterior. Os vidros estilhaçados e a varanda também haviam sido devidamente reparados e limpos, como se nada tivesse acontecido.
Não havia como saber quem havia limpado tudo. Era fácil demais para eles matarem pessoas e não deixarem vestígios, sem que ninguém percebesse. Enquanto Ja-kyung pensava sobre tudo isso, alguém bateu à porta do quarto do hospital.
Kang Yoo-jung foi quem abriu a porta e apareceu. Ela vestia um jaleco e cumprimentou Ja-kyung. Ja-kyung levantou-se de seu assento na cama e inclinou a cabeça.
— Olá.
— Ouvi dizer que você foi admitido em nosso hospital. Se tivesse vindo para cá desde o início, eu teria dado os pontos com mais capricho.
Ela sorriu gentilmente e verificou a condição de Wang Lun. Wang Han tinha uma expressão vazia no rosto enquanto olhava para o perfil de Kang Yoo-jung. Kang Yoo-jung saiu após uma breve conversa com Ja-kyung, e Wang Han perguntou sobre ela, querendo saber quem era. Ele não conseguiu acreditar quando descobriu que ela era a irmã mais velha de Kang Il-hyeon.
— Oh, meu Deus. Irmão e irmã nasceram com personagens bem diferentes.
Wang Han admirou o fato de nunca ter visto uma mulher com uma aparência tão angelical, e Wang Lun concordou. No entanto, Ja-kyung manteve a boca fechada. Da última vez que Ja-kyung foi pego olhando para Kang Yoo-jung, ele quase teve os globos oculares arrancados por Kang Il-hyeon.
Não que fosse tão assustador, é claro. Ainda assim…
Enquanto Wang Han elogiava a beleza de Kang Yoo-jung, alguém bateu à porta novamente.
Os olhares dos três homens foram atraídos para lá. A pessoa que abriu a porta foi Kang Il-hyeon. Mas não foi a presença dele que chamou a atenção dos três, foi o crisântemo branco que ele segurava na mão. Ja-kyung estreitou os olhos, imaginando se estava vendo errado. O que é aquilo? Wang Han tinha a mesma expressão.
Ele primeiro verificou Ja-kyung enquanto segurava o crisântemo. Examinou Ja-kyung da cabeça aos pés como se fosse devorá-lo com os olhos, então sentiu-se aliviado ao ver que ele estava em melhor forma do que imaginara, e logo descobriu Wang Lun deitado e inclinou a cabeça.
— Oh, você está vivo?
Wang Lun franziu a testa e gemeu como se seu ferimento de faca estivesse sendo cutucado. Il-hyeon jogou fora o crisântemo que trouxera. Ele apenas ouvira que Ja-kyung estava ferido e ignorou a notícia de que Wang Lun estava em estado crítico após ser esfaqueado.
Por isso ele comprou flores pensando que ele estava morto; no entanto, como ele ainda estava vivo, as flores eram inúteis.
Ja-kyung, que só então percebera o que estava acontecendo, perguntou incrédulo.
— Não me diga que você nem sabia se ele estava vivo ou morto?
Il-hyeon mudou de atitude e sorriu gentilmente.
— Recebi a informação errada, não fique zangado. Sinto muito, Wang Han.
Il-hyeon chamou o Wang Lun deitado de Wang Han. Foi só então que os três perceberam que Kang Il-hyeon não conseguia nem distinguir adequadamente os nomes dos dois, e ficaram chocados. Wang Lun ficou chocado, pois pensava que eles haviam se tornado muito próximos depois de beberem juntos anteriormente.
Era constrangedor ter elogiado Il-hyeon como um homem legal. Naquele momento, o celular de Kang Il-hyeon tocou e ele saiu, dizendo que atenderia a ligação e voltaria. Quando restaram apenas os três, Wang Lun parecia cansado.
— Mas que porra. Ele é mesmo humano? Uma pessoa quase morreu, como ele pode ser assim? Significa que, contanto que o Wei esteja bem, é o suficiente para ele.
Ja-kyung respondeu.
— Você percebeu agora? Ele não é nem um pouco legal, e você o elogiou daquele jeito sem saber nada sobre ele.
Wang Han também balançou a cabeça.
— Estou decepcionado, CEO Kang. Por um momento, pensei nele como seu amante.
Ja-kyung ficou tão irritado que perdeu a paciência. Quem era amante de quem? Sem saber que os três estavam xingando, Kang Il-hyeon não voltou, mesmo depois de ter saído por um bom tempo. Ja-kyung levantou-se e saiu. Il-hyeon ainda estava ao telefone à distância.
Ja-kyung sentou-se em uma cadeira em frente ao quarto do hospital e esperou que ele viesse. Depois de cerca de 10 minutos, Il-hyeon caminhou até ele. Seu olhar escaneou Ja-kyung. Havia manchas de sangue nas roupas, seu rosto e cabelo estavam desgrenhados, e a parte de trás de seu braço estava enfaixada.
— Terminou a ligação?
— Sim. É meu advogado. Vim para cá sem terminar meu trabalho depois de ouvir que você estava ferido.
— Você precisa dar uma bronca em quem deu essa notícia, senão você não teria trazido crisântemos brancos.
Il-hyeon riu quando Ja-kyung foi sarcástico. Mas Il-hyeon gostava de crisântemos brancos tanto quanto de rosas vermelhas. Ele queria colocá-los em diferentes lugares da casa de vez em quando, mas a governanta odiava e Il-hyeon não podia fazer isso. Quando Ja-kyung encontrou os olhos de Kang Il-hyeon, ele desviou o olhar e falou.
— Desculpe… Deve ter havido um vazamento do nosso lado. Isso não acontecerá da próxima vez.
Il-hyeon não respondeu e apenas olhou para o braço enfaixado de Ja-kyung.
— E quanto a você. Você está bem?
— Como pode ver. Estou bem.
— Tudo bem então. Não se machuque no futuro. Você quase matou este velho do coração.
Aah, o rancor era longo para caramba. Ja-kyung fez uma careta de aborrecimento, mas sentiu uma sensação de alívio no coração. Era estranho. Ele não conseguia parar de pensar na voz brincalhona de Il-hyeon enquanto Wang Lun estava ferido e passando por cirurgia. Ele hesitou várias vezes sobre usar o relatório como desculpa para ligar. Ja-kyung pensou que o medo desapareceria após ouvir a voz de Il-hyeon.
Olhando para trás agora, ele não sabia o porquê. Talvez ele estivesse com uma lavagem cerebral tão profunda que estava realmente começando a gostar desse cara.
Quando ele ficou em silêncio, Il-hyeon encostou a cabeça no ombro de Ja-kyung. Ja-kyung permitiu. O tempo passou em silêncio, e Ja-kyung cautelosamente abriu a boca.
— Encontrei o Presidente Kang durante o dia. Em frente ao hospital.
— Você deveria ter atirado nele.
Il-hyeon disse em um tom casual, mas seus olhos se aguçaram.
— Eu não deveria acreditar em você. Um dia você soltará minha mão.
Ele riu como se tivesse ouvido uma piada.
— Então o que você disse?
— Eu disse que não confio em você.
Il-hyeon apenas riu e não disse nada. Ja-kyung debateu se mostrava ou não a foto. Por que ele fez Park Tae-soo se encontrar com Yoon Mi-ra? Il-hyeon seria honesto mesmo se ele mostrasse a foto? Ja-kyung ainda estava dividido entre acreditar em Kang Il-hyeon ou não.
— Você sabe o que aconteceu com as pessoas que se encontraram com o CEO Kang no passado?
— Você não está curioso? O que aconteceu com aquelas pessoas?
— Se elas estão vivas ou mortas.
— Não pense demais, apenas me pergunte se tiver alguma dúvida.
Il-hyeon disse isso levemente, mas aquilo atingiu a mente de Ja-kyung. Ja-kyung pegou o celular após muito pensar e mostrou a foto. Os olhos de Kang Il-hyeon se estreitaram quando viu a imagem de Park Tae-soo com uma mulher.
— Ela é a namorada do Tae-soo?
Ja-kyung ficou atordoado.
— Ela é a amante do Lun hyung.
— O quê. Ela teve um caso com Park Tae-soo?
Esse homem, sério.
— Você não se lembra?
Il-hyeon, que estivera olhando de perto, lembrou-se tardiamente e disse — ahh.
— Muito tempo depois de você fugir, Tae-soo encontrou a mulher.
— E então?
— Ela nos passou a informação. Graças a isso, fiz seu irmão de refém e trouxe você de volta para a Coreia.
— Dinheiro… você deu a ela?
— Sim.
— Isso é tudo?
— Do que mais você precisa?
Ja-kyung olhou para Kang Il-hyeon, que estava encostado em seu ombro, sem dizer uma palavra. Il-hyeon levantou a cabeça e encontrou os olhos de Ja-kyung.
— Seus olhos falam. Metade do seu coração quer acreditar em mim, mas a outra metade não.
— …
— Eu entendo. Porque tentei te matar uma vez.
Ja-kyung desviou o olhar ao sentir que fora pego.
— Eu estava falando sério sobre tentar te matar naquela época.
Ele sabia disso, mas doía ainda mais ouvir do próprio. Ja-kyung não respondeu e rangeu os dentes.
Il-hyeon continuou a falar em voz baixa, ainda encostado no ombro de Ja-kyung.
— Eu estou falando sério sobre gostar de você agora.
— …
— É tarde, mas peço desculpas.
— …
— Fiz uma escolha errada. Se eu soubesse que me apaixonaria por você, nunca teria feito algo tão estúpido.
O coração de Ja-kyung estava disparado novamente. Não querendo ser descoberto, Ja-kyung teimosamente calou a boca e encarou o chão. Il-hyeon, que estava encostado nele, endireitou as costas.
— Agora. Você me diz.
O olhar que estivera fixo no chão finalmente voltou-se para Il-hyeon.
— Dizer o quê?
— Que você poderia ter escondido tudo e duvidado de mim.
Os olhos profundos de Kang Il-hyeon encararam-no diretamente. Ja-kyung abriu a boca. Ele não confiava totalmente nele. Mas…
— Você disse para não confiar em você, mas para confiar no seu dinheiro. Já que você está despejando dinheiro em mim, decidi confiar em você até certo ponto.
Mesmo assim, eu queria acreditar em você. Ja-kyung não conseguiu tirar seus verdadeiros sentimentos pela boca, então deu uma desculpa usando o dinheiro. Os cantos dos lábios de Il-hyeon subiram lentamente. Ele agarrou a bochecha de Ja-kyung e a beliscou gentilmente. Quando Ja-kyung tentou tirar a mão dele, Il-hyeon a torceu enquanto beliscava.
— Você é um garotinho sorrateiro. Continua mentindo até o fim.
— Dói!
— Diga a verdade, que eu melhorei.
Depois de finalmente tirar as mãos dele, Il-hyeon puxou a nuca de Ja-kyung e o beijou nos lábios. Ja-kyung assustou-se e o empurrou.
— Tem certeza de que quer fazer isso com este rosto sujo?
— Está tudo bem, você continua magnífico aos meus olhos.
Uma enfermeira em um balcão próximo olhou para ele, então Ja-kyung deu um pulo e o empurrou pelas costas.
— Você já me viu, agora vá embora.
Il-hyeon levantou-se e sorriu com pesar.
— Tenho que ir trabalhar de qualquer maneira. Estou aqui para garantir que você esteja bem.
— Tudo bem, vá.
— Haverá pessoas para ajudá-lo quando você descer, apenas vá para casa, tome um banho e descanse um pouco, você parece bem cansado.
Ele não conseguia fechar os olhos desde toda a confusão de ontem, então é natural que estivesse com aquela aparência. Ja-kyung assentiu. Il-hyeon acariciou sua bochecha afetuosamente antes de caminhar em direção ao elevador. Ja-kyung ficou em frente ao quarto do hospital, olhando para Il-hyeon, mesmo enquanto a porta do elevador se fechava.
Il-hyeon acenou uma vez, e Ja-kyung levantou a mão para acenar de volta, então hesitou, ficou vermelho e correu para dentro do quarto do hospital. Il-hyeon riu do comportamento fofo. O sorriso desapareceu de seu rosto assim que a porta se fechou completamente.
Park Tae-soo estava esperando em frente ao elevador no primeiro andar.
— Meu pai.
— Ele está em casa agora.
Os dois seguiram para o carro estacionado, então Il-hyeon abriu o porta-malas e pegou uma pistola de lá, colocando-a junto ao corpo. Seus olhos não poderiam estar mais frios e assassinos.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna