The Hunter’s Gonna Lay Low (Novel) - ↫─☫ Episódio 1
↫─☫ Episódio 1: Prólogo
* * *
— Obrigado! Volte sempre!
Com a voz animada da funcionária, a porta automática do supermercado se abriu. Um jovem usando um moletom cinza e carregando uma sacola de compras estampada com morangos, cheia de vários ingredientes, seguiu em direção ao ponto de ônibus.
— Uma fenda surgiu no cruzamento, e o trânsito está sendo controlado. Por favor, colaborem.
O jovem inclinou a cabeça diante da cena incomum que se desenrolava em seu trajeto habitual. Alguém vestindo um colete de segurança amarelo fluorescente por cima do terno e um capacete de segurança amarelo bloqueava a passagem, agitando um bastão vermelho piscante. Acima da cabeça dessa pessoa, era possível ver a entrada de uma fenda azul cintilante.
Abaixo dela, caçadores lutavam desesperadamente contra monstros que haviam se espremido através da fenda.
— Kyahaaa!
— Argh! Ainda não?!
— Só mais um pouco…!
Um lagarto do tamanho de um carro balançava a cauda espinhosa com fúria, emitindo um grito bizarro. Um caçador com um escudo bloqueou o ataque, mas o lagarto, excitado, sacudiu a cauda descontroladamente, como se varresse a área ao redor. O caçador mal conseguiu se defender dos ataques incessantes e praguejou.
— Droga, morra! Bola de fogo!
Uma chama vermelha brilhante envolveu o lagarto. Aproveitando o momento de hesitação, outro caçador disparou uma flecha contra o lagarto. A flecha atravessou o olho do monstro, fazendo-o se contorcer em agonia e gritar.
— Kieeek!
— Uau, isso foi incrível…
— Não se aproximem da barreira!
— Vou gravar isso para o YouTube Shorts.
— É, eu já estou gravando.
As pessoas ficavam a uma certa distância da barreira, filmando vídeos e observando. O jovem, sem se juntar ao alvoroço, caminhava rapidamente. A sacola de compras estampada com morangos balançava conforme ele se movia.
Ao entrar em um beco deserto, ele se deparou com uma figura gigantesca bloqueando o caminho estreito. Um sapo roxo estava remexendo em uma pilha de lixo e virou a cabeça bruscamente na direção do jovem, sentindo sua presença. Uma longa língua verde saiu de sua boca, agarrando uma garrafa plástica vazia e engolindo-a. Era claramente um monstro que havia escapado da fenda.
— Malditos responsáveis pelo controle de fendas. Não conseguem fazer o trabalho direito…
O jovem resmungou, remexendo em sua sacola de compras e tirando algo comprido, parecido com uma espada. Da ponta curva macia até o talo reto e a raiz sólida na base.
Em sua mão… estava um maço de cebolinha fresco.
O sapo coaxou e se virou em direção ao jovem. Cada passo de suas patas pesadas sacudia todo o beco como um terremoto. O jovem colocou a sacola de compras cuidadosamente no chão, girou o cebolinha com habilidade e o segurou firmemente. Então,
Ele saltou sobre a tampa de uma lata de lixo e voou como uma borboleta—
E atingiu a cabeça do sapo com a cebolinha!
Bam!!
O som nítido e agudo do impacto ecoou alto pelo beco. O sapo, incapaz sequer de soltar um grito de morte, revirou os olhos e tremeu por completo. Infelizmente, o centro de sua cabeça ficou profundamente afundado no formato do cebolinha.
O jovem recuperou o fôlego e sacudiu as mãos. Quando o moletom escorregou por causa do impulso, seu rosto atraente foi revelado.
— Cebolinha está caro… Que desperdício.
Ele se agachou na frente do sapo, enfiando os restos do cebolinha na boca dele com as próprias mãos enquanto tirava o celular do bolso. Depois de um tempo, quando alguém atendeu a ligação, ele falou.
— A- Alô… Tem um monstro morto aqui no beco. Parece que um caçador o matou e simplesmente foi embora…
A voz do jovem tremia no final, como se estivesse assustado e quase às lágrimas. No entanto, ao contrário da voz que parecia prestes a desmaiar ao menor toque, suas ações atuais eram indiferentes.
— É o beco que vai até o Mercado Deukero… O monstro? Parece um sapo, mas está grande e nojento demais para ver direito. Por favor, cuidem disso. Sim, não precisa entrar em contato comigo… Ah, vocês chegam em 5 minutos? Obrigado, sem problema. Sim, obrigado…
O jovem fungou e encerrou a ligação. Mesmo depois de desligar, ele permaneceu agachado, empurrando os pedaços de cebolinha para dentro da boca escancarada do sapo. Apesar de alegar que o monstro era nojento demais para se olhar, seus olhos estavam fixos no sapo.
Cinco minutos até os caçadores chegarem.
“Seria problemático encontrá-los.”
O jovem se levantou e apagou suas pegadas da tampa da lata de lixo. O sapo parecia ter morrido instantaneamente, com apenas o afundamento em formato de cebolinha na cabeça como ferimento. Sem nenhum outro vestígio deixado, seria difícil rastrear a pessoa que havia lidado com o monstro.
Tendo eliminado as evidências, era hora de fugir. O jovem pegou sua sacola de compras, deu alguns pulinhos leves no lugar e revisou mentalmente a ligação que acabara de fazer.
“…Eu deveria ter soado mais chocado ao relatar?”
Bem, já era tarde demais para se arrepender agora. O jovem pulou facilmente por cima de um muro mais alto do que ele mesmo.
***
— É esse o beco?
— Sim, é!
Poucos minutos depois que o jovem desapareceu tranquilamente, duas pessoas chegaram ao local — um homem e uma mulher vestindo coletes fluorescentes por cima das camisas. A urgência em seus rostos se dissolveu ao ver o cadáver do sapo.
A mulher, Yang Hye-jin, uma caçadora de grau A do Departamento de Gestão de Fendas, arquejou ao olhar para o sapo com a língua para fora.
— Uau, isso é uma loucura.
— Por quê, senhora? Deixe-me ver… Uau.
O recém-chegado, que a seguia de perto, se assustou e sussurrou para sua superiora.
— Uau… É possível derrubar um sapo-do-pântano assim, tão limpinho, senhora?
— Não faz sentido. Essa coisa foi eliminada com um único golpe. Se você errar minimamente o tempo, ele espirra ácido forte por toda parte. É um pesadelo, derretendo prédios e pessoas igualmente…
— É realmente impressionante.
O novato, mais uma vez maravilhado, ajeitou o capacete de segurança amarelo que havia ficado torto na pressa. Yang Hye-jin, com um olhar atento, inspecionou os arredores e deu instruções.
— Verifique se sobrou algum vestígio. Alguém tão habilidoso não é uma pessoa comum.
— Sim, senhora!
O novato remexeu na lata de lixo e no lixo ao redor.
— Quem quer que tenha feito isso… fez de forma tão limpa que a limpeza posterior não é difícil.
— É verdade. Está tão limpo que poderíamos doar isso para a equipe de pesquisa de monstros. Fico imaginando por que uma pessoa tão habilidosa não descartou o corpo e simplesmente foi embora.
Falando com sarcasmo, Yang Hye-jin colocou luvas brancas e abriu a boca grossa do sapo. Monstros do tipo sapo engoliam qualquer coisa que tocasse sua língua e cuspiam veneno ou ácido forte. Um sapo prestativo, como nos contos de fadas, era um unicórnio na realidade.
De qualquer forma, era necessário verificar minuciosamente, já que o sapo poderia ter engolido uma pessoa em seu caminho vindo da fenda. Yang Hye-jin tirou uma lanterna e inspecionou o interior da boca do sapo. Felizmente, não encontrou restos humanos, apenas algumas garrafas plásticas parcialmente derretidas. Aliviada, ela suspirou.
— Parece que não engoliu ninguém…
Enquanto isso, o novato, usando um dispositivo equipado com radar para escanear o beco, chamou Yang Hye-jin com uma expressão angustiada.
— Senhora, quem derrubou esse sapo deve ser um profissional de verdade. Não há nenhum vestígio.
Yang Hye-jin, sacudindo as mãos, inclinou a cabeça.
— Devem ter usado a habilidade deles, certo? Nenhum vestígio dela? Olhe com cuidado.
— Estou olhando! Mas não há sinal de nenhuma habilidade nem de nenhum vestígio. Nada mesmo.
— O quê, será que derrubaram com as próprias mãos?
Embora ela tenha acertado sem querer, chegando perto da verdade, sem perceber isso, balançou a cabeça.
— Ufa, deve ser mais um daqueles fortões escondidos. Por que existem tantos caçadores poderosos escondidos por aí? Os quadrinhos e os romances estragaram todo mundo.
Depois de desligar a lanterna e se levantar, Yang Hye-jin se espreguiçou para aliviar o corpo cansado.
— De qualquer forma, um monstro de grau 4 apareceu, mas não comeu ninguém nem destruiu nenhum prédio, então devemos ser gratos. Vamos levar o sapo e voltar. Você escreve o relatório hoje.
— Sim, senhora. Quem devo listar como responsável por lidar com o monstro?
— Liste como desconhecido.
— Entendido. A propósito, senhora…
— Sim. O que foi?
O novato, parecendo sem jeito, perguntou.
— A senhora sente cheiro de cebolinha?
— …Agora que você mencionou?
Farejando ao redor por um tempo, Yang Hye-jin deu de ombros.
— Talvez o sapo tenha pegado umas cebolinhas do chão. Enfim, vamos jantar juntos depois do trabalho, certo?
— Sim. No lugar de sempre?
— É, o restaurante de sopa de ressaca.
***
Naquele momento, em um antigo restaurante de sopa de ressaca com décadas de existência…
— Sou contra esse casamento!
— Pai! Como você pode dizer isso!
— Na verdade… vocês dois são irmãos!
— Ai, meu Deus…
A velha TV marrom exibia uma reprise de “Clínica do Casal: Amor ou Guerra” em um canal a cabo. Alguém, sentado no lugar privilegiado onde a tela era claramente visível, descascava alho com os olhos fixos nela.
— Não repreenda as crianças! Você também não é nenhum santo!
— Sogra, não se intrometa! Isso é sobre o casamento do meu filho!
— Eu nunca pretendi revelar esse segredo, mas dadas as circunstâncias, não tenho escolha. A verdade é… nós também somos irmãos!
— A sogra e o genro são irmãos?
As mãos ocupadas soltaram o alho que seguravam. Sem prestar atenção na cena seguinte, a pessoa voltou a si para encontrar um advogado careca declarando: “Nos vemos em quatro semanas”, anunciando um período de mediação. As mãos, que haviam ficado rígidas como pedra, só voltaram a se mover com um farfalhar depois que alguns comerciais passaram. Depois que uma quantidade considerável de cascas de alho se acumulou, o corpo que estava sentado se levantou ereto.
— Vou tirar o lixo~
A voz, cantarolando uma melodia enquanto procurava a lata de lixo, era um pouco grave, mas agradável ao ouvido. A figura atravessou o salão com passos largos; embora fosse significativamente mais alto que a média, sua cabeça não chegava a tocar o teto, então não havia dificuldade em se mover.
O jovem, tendo jogado as cascas de alho na lata de lixo, olhou para o relógio. Ainda havia um pouco de tempo antes do início do turno da noite. Seu olhar se desviou para um canto da loja, e ele franziu a testa momentaneamente.
— Ah, eu deveria ter acertado com outra coisa…
Com um suspiro, o jovem arrumou o local onde estivera sentado e se dirigiu à porta. Ele retirou o aviso de horário de intervalo e o jogou casualmente no lugar que estivera observando antes.
[Horário de preparo de ingredientes das 14h às 17h.]
Sob o aviso jogado de forma displicente, jazia uma sacola de compras amassada, estampada com morangos, completamente vazia.
* * *
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws:Othello&Belladonna