The Hound Behind The Mask (Novel) - ↫─Capítulo 02
↫─Capítulo 02
Mesmo já tendo escolhido o modelo que queria antes de ir, Jang Taegun arrastou Lee Jaeha pela mão para testar vários colchões expostos na loja, fazendo-o sentar em cada um deles.
No final das contas, o escolhido foi justamente aquele produto que estava no topo da lista enviada pelo departamento de design de interiores da Construtora Janghan.
No entanto, Lee Jaeha gostava até mesmo daquelas ações inúteis. A ponto de não conseguir entender por que aquilo lhe parecia tão bom.
O colchão que escolheram juntos daquela forma estava programado para ser entregue apenas no dia seguinte.
Como já estava um pouco tarde, parecia que todos os responsáveis já tinham ido embora, por isso ele desconfiou do funcionário que garantiu que a entrega seria imediata. Ao perguntar discretamente, confirmou-se que, de fato, os funcionários do centro de distribuição já estavam no horário de saída. Ficou claro que alguns deles atrasaram o fim do expediente por causa do pedido de Jaeha.
Lee Jaeha disse que estava tudo bem entregar no dia seguinte, pedindo para que não se preocupassem. Ele quis saber a opinião de Jang Taegun, mas este, desde que pagou pelo colchão, limitava-se a bocejar ruidosamente, tendo se desligado totalmente de qualquer outro assunto.
Embora Jaeha fosse quem tivesse ido à loja perto do horário de fechamento, o funcionário não parava de se desculpar. Jaeha se despediu dizendo que não havia necessidade de desculpas e deixou o local.
O horário parecia um pouco tardio para comer algo, mas como ambos eram Alfa s de grande porte, com uma taxa de metabolismo basal elevada, ficar sem uma única refeição fazia com que perdessem massa muscular rapidamente, de modo que precisavam colocar algo na boca. Assim, jantaram tardiamente em um restaurante onde puderam ir a pé, após estacionarem o carro na vila em Hannam-dong.
Mesmo que Hannam-dong fosse repleta de restaurantes muito bons, a área residencial de vilas luxuosas ficava afastada da zona comercial, então era preciso caminhar. Quando o ar frio da noite do início do inverno passava cortante entre os dois homens, Jang Taegun se agarrava a Lee Jaeha, usando como desculpa o fato de que ele poderia pegar um resfriado.
— O que você está fazendo? Aproxime-se mais. Quem disse para fazer algo aqui? Só estou dizendo para andarmos grudados porque você está com frio.
— Não está tão frio assim.
— Você só diz coisas que me magoam, não dá para aguentar.
Dito isso, Jang Taegun avançou e o beijou, como se fosse selar os lábios de Lee Jaeha com os seus próprios.
A superfície dos lábios estava fria, mas a ponta da língua que se infiltrou ao abri-los era pura quentura. Jaeha nem sequer tentou desfazer o sorriso que se desenhou no canto de sua boca involuntariamente. O outro puxou-o pela cintura, trazendo Jaeha para o seu abraço.
Como já haviam caminhado bastante até a área dos restaurantes, alguns bêbados, já alterados pelo primeiro round de bebidas, assobiaram ao passar por Jaeha e Taegun, que estavam parados no meio do caminho se beijando. Com um som estalado, os lábios se separaram.
Taegun olhou para os lábios de Jaeha com os olhos ligeiramente ébrios, abaixou a cabeça novamente ali mesmo, chupou os lábios úmidos e se afastou. Ficou evidente que ele não tinha a menor intenção de esconder sua atitude repleta de lamentação por terminar o beijo.
— Vou deixar passar porque preciso te alimentar.
Ele estalou a língua e resmungou, tornando impossível compreender o real significado de suas palavras. Jang Taegun, que passou o tempo todo fitando intensamente o rosto de Jaeha, finalmente entrelaçou seus dedos aos dele e caminhou à frente.
Jaeha o seguiu em silêncio. O lugar para onde Taegun o levou era um restaurante tailandês com uma atmosfera um pouco estreita. Talvez por não terem investido dinheiro na fachada, o estabelecimento parecia um tanto decrépito e humilde.
O fato de as mesas serem de plástico também contribuía para o clima daquele local. Taegun sentou-se demonstrando familiaridade, e Jaeha, após dar uma olhada discreta pelo restaurante, acomodou-se em frente a ele.
Devido à alta estatura de ambos, quando colocaram os casacos que haviam tirado sobre as cadeiras de plástico, o volume das roupas ficou tão alto quanto o de uma pessoa comum sentada.
Os dois pediram ao funcionário que usava um lenço na cabeça duas tigelas de pad thai de frutos do mar, porco salteado à moda tailandesa, curry vermelho com uma porção de arroz frito e frango salteado com castanhas de caju.
O som pesado do wok sendo manejado vinha do fundo da cozinha. Olhando de relance para o interior, colunas de fogo subiam do wok. Em seguida, surgiu o aroma do macarrão frito misturado ao cheiro de brasa. Só então Jaeha sentiu fome.
Eles também pediram duas garrafas de cerveja tailandesa. Lee Jaeha continuava observando o restaurante, e Jang Taegun, com o queixo apoiado nos braços sobre a mesa, olhava para Jaeha daquela forma. Quando Jaeha perguntou quando ele havia conhecido um lugar como aquele, Taegun respondeu com um leve bocejar.
— Com quem mais seria senão com Park Myeongsun e Mo Jeonggil.
Jaeha assentiu e sorriu. Sentiu-se grato ao pensar que os três haviam feito refeições juntos. Foi reconfortante saber que, durante o tempo em que estiveram afastados, Jang Taegun não tinha ficado completamente sozinho. O próprio Lee Jaeha havia passado todo aquele tempo na solidão, mas, ironicamente, já tinha esquecido tudo o que havia sofrido.
Assim que a comida começou a ser servida, os dois Alfa s, que estavam com bastante fome, devoraram o que estava sobre a mesa sem dizer uma palavra. Os pratos se esvaziaram num piscar de olhos. Nesse ínterim, pediram cerveja mais umas seis vezes. A conta, mais uma vez, foi paga por Taegun.
Jaeha ficou parado distraidamente ao lado do caixa e deu-se conta de que era a primeira vez que recebia uma refeição paga por um parceiro de encontro. Afinal, mesmo quando comia fora com Taegun antes, não havia a percepção de que aquilo era um encontro. Pensando por esse lado, sentiu vontade de pagar o próximo jantar para Taegun.
Embora tivessem bebido apenas seis garrafas de cerveja cada um, quantidade insuficiente para embriagá-los, o álcool subiu levemente, trazendo uma sensação de calor. Por isso, não havia necessidade de caminharem grudados no caminho de volta, mas Taegun, ainda assim, não desfez o braço que envolvia a cintura de Jaeha.
Havia muitas embaixadas naquele bairro. Pensando que era a primeira vez que caminhava por ali após descer de um carro, Jaeha fixou os olhos na placa de uma embaixada, quando sentiu lábios úmidos tocarem seu pescoço. Assustado, virou a cabeça e foi beijado imediatamente daquela forma.
Assim que os lábios se separaram, Jang Taegun perguntou com desinteresse:
— O quê? O que está olhando?
O autor do assédio conseguia ser até descarado. Quando Jaeha, após o término do beijo, lançou-lhe um olhar de soslaio, foi absurdo vê-lo perguntar de volta o que ele estava encarando.
Jaeha tentou caminhar sem responder, mas o outro segurou sua cintura com força e não o soltou. Jaeha não teve escolha senão olhar novamente para Taegun.
— Quer ir para casa fazer coisas obscenas?
Perguntar algo daquele tipo com um rosto tão apático era a cara dele. Jaeha soltou um riso curto e assentiu com a cabeça. Parecia que a leve vermelhidão atrás de suas orelhas poderia ser atribuída ao frio.
Como ele assentiu facilmente respondendo que sim, Taegun acariciou de leve a lateral do corpo de Jaeha com a palma da mão. Mesmo com a sensação atenuada pelo casaco que vestia, o calor subiu fielmente.
No final, após darem poucos passos, tiveram que se beijar novamente. Desta vez, Jaeha abriu a boca primeiro. Taegun, olhando para dentro da boca de Jaeha, estendeu a língua antes mesmo de os lábios se tocarem e entrou. A língua levemente áspera invadiu, revirando a mucosa labial.
— Hum…
No fim, Jaeha acabou soltando um som involuntário em plena rua. Taegun colou seu corpo ainda mais ao dele.
Contudo, foi só isso. Como era impossível liberar feromônios na rua, os dois tiveram que seguir diligentemente em direção a casa, trocando selinhos a cada três passos.
Taegun estava extraordinariamente silencioso, mas não demonstrava a menor intenção de afastar o ombro colado ou de soltar o braço que envolvia a cintura de Jaeha. Os dois caminhavam como duas árvores que cresceram entrelaçadas desde a raiz.
Havia pressa, mas não ansiedade. A relação com ele sempre tivera nuances de puro êxtase, mas agora, parecia pacífica como se estivesse submerso em água morna, embora houvesse uma sensação pesada e sutilmente intrigante na região do peito.
Talvez por isso, mesmo após chegarem em casa, não avançaram imediatamente para o sexo. Jang Taegun, de quem Jaeha esperava que fosse esfregar os lábios nos seus desde a entrada, surpreendentemente deu tempo para Lee Jaeha tomar banho. Como aquilo foi muito inesperado, Jaeha o olhou perplexo. Taegun ergueu uma sobrancelha levemente ao encarar a expressão de Jaeha.
— O quê? Quer tomar banho junto?
Jaeha balançou a cabeça rapidamente. Temendo que acabassem resolvendo as coisas no banheiro, ele não hesitou duas vezes e se dirigiu ao banheiro anexo ao seu quarto.
O engraçado era que ele chegou a pensar se o outro não entraria no meio do banho. Jaeha olhou várias vezes para a porta do banheiro enquanto se lavava, mas, contra as expectativas, terminou o banho perfeitamente sem nenhum incidente. Será que ele estava esperando que o outro aparecesse? Sentindo-se um pouco sem graça por algum motivo, jogou a toalha que estava sobre sua cabeça no cesto de roupa suja.
Ao sair para a sala, Taegun, que aparentemente havia tomado banho em outro banheiro nesse meio-tempo, estendeu-lhe um copo Baccarat preenchido até a metade, exibindo os cabelos molhados. O copo de Jaeha continha gelo, servido no estilo on the rocks, fazendo com que gotículas de água se formassem na superfície. Após entregar o copo a ele, Taegun serviu apenas o líquido âmbar em seu próprio copo, sem gelo.
Os dois Alfa s, lado a lado com os cabelos úmidos, molharam a garganta usando um ao outro como petisco. Não estavam sentados em lugar nenhum; ambos permaneciam de pé perto da mesa em estilo ilha da cozinha.
Nenhuma palavra se seguiu. Devido aos olhares que se cruzavam de vez em quando, o efeito do álcool subiu. Assim que o copo se esvaziou, Taegun ergueu a garrafa de cristal contendo o líquido âmbar e encheu o copo dele novamente.
O gelo já estava bastante derretido. Jaeha molhou a garganta mais uma vez antes mesmo que o conhaque esfriasse.
A luz da iluminação de baixa intensidade roçava a ponte do nariz de Taegun. O olhar que o observava em silêncio era obsessivo. Jaeha sentiu a garganta queimar. Não era sede, era uma sensação um pouco diferente, mas havia algo ali que não podia ser explicado por outra palavra além de sede.
No fim, Jaeha desviou o olhar e de repente se lembrou de algo que queria ver. Ele perguntou calmamente a Taegun:
— Taegun-ssi, posso dar uma olhada no seu quarto? Ontem eu estava sem condições…
— Olhar? Faça como quiser.
Embora tenha falado com desinteresse, ele tirou o copo da mão de Jaeha, segurou-o junto com o seu em uma das mãos e, com a mão livre, entrelaçou os dedos aos dele, arrastando-o para o quarto.
Talvez por suas mãos serem grandes, mesmo com dois copos apoiados em uma única mão, o movimento era estável. Jaeha o seguiu, olhando para as costas de Jang Taegun, que vestia uma regata preta de algodão e calças de ficar em casa.
A cava da regata era profunda, permitindo vislumbrar sua grande dorsal de vez em quando. A longa cicatriz que começava nas costas e se estendia até a região intercostal também espreitava timidamente. Jaeha, sem perceber, estendeu a mão livre e tocou a cicatriz de Taegun.
Taegun olhou para Jaeha de relance e estalou a língua como se achasse aquilo um absurdo.
— Você não disse que queria ver o quarto?
— Sim.
— No meio do caminho para ver o quarto, você decide seduzir alguém para fazer o quê? O que você realmente quer fazer?
Mesmo que parecesse que ele estava disparando palavras com indiferença, Jaeha compreendia lentamente que o real significado não era aquele. Jaeha também estava se habituando a Taegun à sua própria maneira. Soltando um riso contido, Jaeha pegou o copo da mão de Taegun e, mantendo o olhar fixo no dele, encostou os lábios no copo Baccarat.
O olhar de Taegun fixou-se no pomo de Adão de Jaeha, que subia e descia enquanto ele engolia o conhaque. Quando o copo se esvaziou completamente, Taegun o observava como se estivesse lambendo Jaeha com os olhos.
Desviando o olhar novamente, Jaeha dirigiu-se primeiro ao quarto de Taegun. Isso porque ele realmente queria ver o quarto. Taegun estalou a língua mais uma vez.
— Mate-me de ansiedade logo de uma vez.
Jaeha se perguntou o que aquilo significava, mas sentiu um senso de crise de que, se fosse pego ali, poderia ter que passar mais duas noites em claro. Sentindo pela primeira vez na vida a sensação de estar sendo perseguido por algo, Jaeha coçou a nuca.
Felizmente, Jaeha conseguiu chegar ao quarto de Taegun em segurança. Como haviam pedido aos empregados para limpar o quarto e recolher o colchão enquanto estavam fora, o local onde ficava a cama estava completamente vazio.
Eles acabaram comprando uma estrutura nova também. Como alguma junta parecia ter cedido, após passarem a noite inteira unindo os corpos, por volta da manhã, qualquer movimento fazia a cama ranger.
Jaeha olhou para aquele espaço vazio por um momento e, sentindo-se sem jeito, virou a cabeça. Taegun, que o seguira, não entrou no quarto, permanecendo encostado no batente da porta enquanto observava Jaeha dentro do aposento. Ele mantinha uma das mãos enfiada no bolso da calça de ficar em casa e bebia o conteúdo do copo que segurava com a outra mão.
Jaeha, que colocou o copo que segurava sobre o console, examinou lentamente o quarto dele. Jaeha perguntou o que o intrigava:
— A senhora de Yangpyeong me disse que você comprou esta casa quando se casou.
— ……
— Quero dizer, antes do nosso casamento.
Diante da pergunta de Jaeha, Taegun esvaziou o copo em silêncio, aproximou-se e abraçou-o pela cintura. O toque que o puxava para o seu peito era um pouco mais apressado do que antes.
— Por quê? Não pode? Você aceitou se casar comigo, se eu não conseguisse arranjar sequer uma casa, deveria arrancar o meu pau fora.
O tom indiferente continuava o mesmo, mas a voz soou ligeiramente ansiosa. Jaeha afastou lentamente as mãos de Taegun, que o abraçava por trás, e virou-se para encará-lo.
Taegun parecia ter passado o tempo todo observando Jaeha com olhos oscilantes. Jaeha olhou bem no fundo daquelas pupilas que pareciam um mar noturno e sentiu estranheza.
Lee Jaeha aceitou se casar com Jang Taegun? Jaeha pensou que essa era uma frase que ele deveria dizer e estreitou os olhos. Taegun, que o olhava fixamente de cima, abaixou a cabeça apressadamente e beijou o canto dos olhos de Jaeha.
Como continuava imerso em pensamentos internamente, Jaeha virou a cabeça inconscientemente. Taegun, com um gesto irritado, virou o queixo dele em sua direção e o beijou novamente. Havia o aroma de conhaque. A língua grossa invadiu, mas Jaeha, mais uma vez, empurrou-o lentamente para longe.
— Lee Jaeha.
Taegun soltou uma voz que lembrava o rosnado de uma fera. Jaeha saiu daquele abraço sem dizer nada e se aproximou de um armário que ocupava uma das paredes do quarto. O armário feito de mogno transmitia uma sensação clássica e, ao mesmo tempo, parecia um móvel sob medida em vez de uma peça vintage.
Assim como o armário para o frigobar colocado na outra parede do quarto dele. Jaeha caminhou silenciosamente e olhou para o que estava dentro da vitrine de vidro.
Era uma caneta-tinteiro. A mesmíssima caneta-tinteiro que Lee Jaeha havia dado a Taegun anos atrás, que sua falecida mãe havia lhe dado de presente.
Jaeha virou a cabeça lentamente. Sua boca estava ligeiramente aberta devido à incredulidade.
— Você ainda guardava… isto até hoje?
Taegun, que estava parado observando Jaeha como se estivesse isolado mesmo sendo seu próprio quarto, aproximou-se e envolveu a cintura dele com os braços novamente. Era um olhar impaciente. Ele abaixou a cabeça e apoiou a testa de repente no ombro de Jaeha. O suspiro exalado por Taegun acumulou-se na clavícula de Jaeha.
Jaeha envolveu as costas de Taegun com as mãos trêmulas. Os lábios de Taegun esfregaram-se intensamente no pescoço de Jaeha. As costas dele tocaram o armário de mogno.
Taegun esfregou de leve o membro rigidamente ereto contra o osso ilíaco de Jaeha, que havia ficado preso entre suas costas e ele, sem conseguir se mover.
Os feromônios dele estavam fluindo. Era a fragrância adocicada de rosa-rugosa. Jaeha tinha tantas perguntas que, ironicamente, não conseguiu formular nenhuma.
Surgiu o medo de que aquilo fosse um sonho. Taegun continuou beijando a bochecha de Jaeha. Era um toque suave, como se estivesse tocando algo precioso. Uma lágrima brotou subitamente no canto dos olhos de Jaeha.
Taegun encostou suavemente sua testa na dele e disse:
— Coisas obscenas.
— ……
— Vamos fazer agora.
Jaeha assentiu com a cabeça. Gostava tanto dele. Sentia que ia enlouquecer de amor. Seu coração disparou violentamente.
O aroma de freixo e jasmim, o perfume de rosa-rugosa e o cheiro de sal marinho preencheram o quarto que não continha sequer uma cama.
O casal teve que se dirigir, afinal, para o único quarto restante.
—
— Hum, ah…!
O mamilo foi puxado. A língua áspera chupou intensamente o mamilo rigidamente ereto de dentro da boca.
O mamilo firmemente preso entre as mucosas labiais aumentava cada vez mais de tamanho. A língua, que perseguiu obstinadamente aquilo que se erguia como uma ereção, esmagou e lambeu o local mais uma vez.
— Ah, espere…
Jaeha, sem perceber, enfiou a mão entre os cabelos de Taegun. Sentia falta do cabelo comprido ao passar os dedos pelos fios curtos.
Sempre que o outro chupava seu peito ou esfregava os lábios entre suas pernas, a franja caía e causava cócegas, mas hoje, o cabelo curto que se desfazia rapidamente trazia uma certa melancolia por algum motivo.
Embaixo, ouvia-se um som estalado. Jang Taegun estava se masturbando enquanto mordia o mamilo de Jaeha. O membro ereto de Taegun tocava a coxa de Jaeha de vez em quando. Como a ponta estava úmida, o fluido respingava na coxa de Jaeha também.
O sêmen jorrou entre as pernas. Fora expelido por Taegun. Como a ereção não havia cedido mesmo após uma rodada, Taegun, que havia retirado seu membro da entrada anal, dissera:
— Vou me masturbar enquanto chupo o seu peito, colabore.
A parte em que Jaeha deveria colaborar consistia em ceder os mamilos de ambos os peitos a ele. Mesmo enquanto o peito era chupado, sempre que ele tentava abaixar a mão para tocar seu próprio membro que pulsava, acabava sendo contido. Então, como se aplicasse uma punição, o outro dava uma leve mordida no mamilo com os dentes incisivos. A cintura de Jaeha deu um grande sobressalto.
— Ah…! Pare, ah, ah…
Sons de sucção molhada ecoaram consecutivamente. Quando Jaeha contorceu o corpo, Taegun ergueu a cabeça com os olhos ébrios e franziu o cenho.
— Não vai dar. Vou meter apenas dez vezes.
Dito isso, ele colocou as mãos atrás dos joelhos de Jaeha e os empurrou com força em direção à barriga. Graças a isso, Jaeha ficou com o quadril totalmente erguido e com o buraco exposto.
Mesmo sabendo que não adiantaria dizer que odiava aquela posição pois o outro não ouviria, ele apenas cobriu o rosto envergonhado com as palmas das mãos. Taegun rosnou para Jaeha:
— Por que você fecha os olhos quando está fodendo comigo? Não é como se estivesse imaginando outro desgraçado.
Jaeha simplesmente ficou sem palavras. Para início de conversa, sendo ele mesmo um Alfa , a única pessoa no mundo capaz de fazê-lo adotar tal postura era Jang Taegun.
Contudo, sabendo que se dissesse isso não saberia qual seria a reação de seu marido devasso, ele apenas abriu e fechou a boca sem emitir som. Os dois olhos de Taegun estavam nublados pelo tesão. No quarto de Jaeha, os feromônios dos dois Alfa s flutuavam de forma negligente.
— Por que sair de casa? O cheiro dos seus feromônios sumiu todo deste quarto. Que desperdício do caralho, porra.
— Ah, ah…!
Havia veias saltadas na testa de Taegun. Isso porque ele havia iniciado a penetração. Mantendo as mãos firmes atrás dos joelhos de Jaeha, o movimento era impiedoso, de cima para baixo, como se socasse um pilão com força num almofariz de arroz.
Um som encharcado ecoou do ponto de junção, como se fizessem massa de arroz de fato, acompanhado pelo respingo de fluidos. O interior se expandiu e sugou intensamente o membro de Taegun.
A parede interna contraiu-se espasmodicamente por conta própria, massageando a glande proeminente à vontade.
— …Ah, você está realmente determinado a espremer até a última gota de porra, decidido a…
— Ah, espere, não, ah…! Hum, ah…!
Como o interior sugava seu membro ferozmente, Taegun, irritado, moveu o quadril de forma vigorosa. Ele retirava quase tudo, deixando apenas a glande apoiada na entrada para então desferir uma grande estocada, ou fazia Jaeha engolir até a raiz para em seguida sacudir o quadril como se estivesse urinando.
Independentemente do movimento que ele fizesse, as contas implantadas na coroa da glande esfregavam-se implacavelmente contra a parte saliente do interior da parede interna de Jaeha. A sensação de ficar enganchado e raspar exatamente naquele ponto fez os dois olhos de Jaeha revirarem para trás. Embora ele fechasse os olhos rapidamente por não querer mostrar aquele estado, Taegun, que abaixou o tronco perseguindo-o obstinadamente, enfiou a língua inteira na boca de Jaeha.
Seja em cima ou embaixo, os movimentos de estocada tornaram-se frenéticos. Taegun engoliu os palavrões. Estava doce demais. O fluido lubrificante que exalava um forte perfume de jasmim respingava no baixo ventre e nas coxas de Taegun, deixando-os brilhantes.
Ele sentia vontade de enfiar a língua naquele buraco e lamber tudo, mas detestava a ideia de retirar o pau. Surgiu o desejo de enterrar toda a metade inferior do corpo naquele estado. A parede interna apertava o membro de Taegun impiedosamente.
Um membro que dificilmente conseguiria ter uma ereção com outras pessoas mantinha-se rigidamente ereto dentro da parede interna de Jaeha, mesmo babando sêmen continuamente.
Era visível o quanto Jaeha estava exausto. Sorte que ele era um Alfa , pois se fosse um Omega, Jang Taegun teria levado seu único marido à morte por exaustão sexual.
Pensando por esse lado, ele gostava absurdamente do corpo dele que aceitava tudo de si. A vontade era de enfiar até a cabeça lá dentro.
Taegun, sem se dar conta de que seus próprios olhos estavam completamente ébrios, beijava várias partes do rosto de Jaeha enquanto movia o quadril. A julgar pelo barulho alto de rangido, parecia que a cama de Lee Jaeha também estava começando a ceder.
Hoje ele realmente pretendia apenas dar uma provada e terminar. Fosse por culpa de um cachorro que passou fome ou porque seu dono era gostoso demais, a intensidade da foda estava aumentando progressivamente.
O interior sugou o membro de Taegun novamente como se estivesse tendo uma convulsão. Mesmo tentando conter a ejaculação, a abertura da uretra expandiu-se abruptamente, despejando uma quantidade massiva de sêmen dentro da parede interna de Jaeha. Ao encostar a abertura da uretra na parte macia e saliente e disparar o sêmen, o sensível Lee Jaeha contorceu a cintura e gemeu de dor e prazer.
Parecendo não aguentar mais, Jaeha envolveu a cintura de Taegun com as duas pernas e contraiu os músculos adutores com tanta força que tornava difícil respirar. Como praticava exercícios por hobby, a força dos músculos adutores não era brincadeira. Os músculos fortemente contraídos alinharam-se perfeitamente na lateral da coxa de Jaeha. Como aquilo trouxe uma sensação maravilhosa, Taegun ejaculou imediatamente daquela forma.
Taegun franziu o cenho. Veias saltaram em seu pescoço. Como o fluido que saía em jorros tornava o interior ainda mais macio, a ereção não cedeu mesmo enquanto ele gozava.
— Ah…! Sim, ah, ah…!
Jaeha empurrou o peito de Taegun como se não aguentasse mais. Achando a atitude audaciosa, Taegun segurou os pulsos dele, prendeu-os acima da cabeça na postura de rendição e chupou seu mamilo.
Lee Jaeha, meio demente pelo ápice, provavelmente nem sabia de que cor estavam suas próprias bochechas. Apenas Jang Taegun sabia que cor as bochechas dele ganhavam nesses momentos. Não um Omega qualquer como Kim Sumin ou sei lá quem, mas apenas Jang Taegun, para Lee Jaeha. Assim que pensou nisso, a uretra expandiu-se mais uma vez e a glande inflou abruptamente no interior, expelindo sêmen como se urinasse.
— Ah, porra, gozei de novo.
Apesar de ter acabado de ejacular, o membro inserido na parede interna do parceiro marcado de forma dominante perdeu o controle e começou a despejar sêmen novamente.
A quantidade era tanta, como se tivesse literalmente urinado lá dentro, que o fluido começou a transbordar entre o ponto de junção. Jaeha agora nem sequer conseguia gemer, apenas seu corpo tremia violentamente. Jang Taegun soltou um suspiro e retirou seu membro de uma vez.
Parecendo sentir até mesmo esse movimento, a uretra de Jaeha, que já havia ejaculado e estava com a ereção meio desfeita, expandiu-se abruptamente e expeliu um jato de líquido esbranquiçado. Quando Taegun estendeu a mão e massageou o local como se estivesse ordenhando uma vaca, o corpo dele estremeceu todo.
— Ah, espere, não, ah…! Pare, ah, ah…
Ao massagear a uretra saliente persistentemente com o polegar, os músculos abdominais inferiores de Jaeha começaram a sofrer espasmos. Ele chegou a prender a mão de Taegun que massageava seu membro entre as coxas.
— Não faça, ah, ah… Pare…!
Após gemer como se fosse chorar copiosamente, o que Jaeha derramou foi um líquido transparente. Como se a visão estivesse falhando, os dois olhos completamente ébrios pareciam focar ligeiramente em lugares diferentes.
Taegun encostou os lábios perto da têmpora dele. Pensou que, de qualquer forma, precisaria dar um banho nele após fazer uma massagem.
Silenciosamente, ele passou os braços por trás dos joelhos de Jaeha, apoiou suas costas e o ergueu nos braços. Embora a ereção de seu próprio pau ainda não tivesse cedido, ele poderia resolver isso esfregando-o nas costas, nas coxas ou na bunda enquanto o lavava.
Sentiu que fizera bem em colocar algumas toalhas na cama antecipadamente. Se tivesse passado o resto da noite daquela forma, teria acontecido uma situação em que ambos dormiriam no chão de madrugada.
— …Taegun-ssi.
Parecendo ter recuperado ligeiramente a lucidez após vagar pelo clímax, Jang Taegun, que estava calmamente aninhado em seus braços, moveu-se de leve.
— Apenas durma. Eu vou te lavar.
Taegun sussurrou calmamente.
Em seguida, os dois Alfas desapareceram no banheiro.
—
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna