The Hound Behind The Mask (Novel) - ↫─Capítulo 06
↫─Capítulo 06
— Ah-! Hã…
O prazer brotou, sacudindo todo o seu corpo.
— Ha, pare com isso, hiiik…
Tentei afastar a mão que beliscava e puxava o meu mamilo, mas não foi fácil. Minhas mãos não tinham força.
Eu nunca tinha considerado que aquela parte pudesse ser estimulada, então a partir do momento em que foi beliscada, eu não conseguia entender por que o sangue correu para lá e ela se tornou tão sensível.
Chupa, sorve, o som de algo pegajoso e profundo se abrindo amplamente ecoou entre as minhas pernas, e eu não conseguia acreditar.
Eu também não conseguia entender por que aquele lugar estava ficando molhado. Sabendo de alguma forma que eu estava negando aquilo infinitamente por dentro, Jang Taegun sussurrou em uma voz abafada, como um soluço sufocado.
— Pare de fingir. Você está encharcado aqui também. Você vê isso, mas sua boca não admite.
Onde estava o Jaeha de fala mansa que ele costumava chamar de “Hyung”? Jang Taegun deu um tapa forte na nádega de Jaeha, repreendendo-o como uma criança travessa.
Um ponto em que ele nunca havia sido atingido quando criança ficou vermelho brilhante, ardendo e deixando-o atordoado.
Mas independentemente disso, o pau de Jaeha contraiu-se e bateu contra o seu abdômen. A glande, encharcada de algum fluido transparente desconhecido, fazia um som de esguicho.
— Espere, espere, Diretor Jang…
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa para parar, algo entrou dentro dele e se moveu. A sensação espessa o fez pensar que o pênis de Taegun já havia sido inserido, mas quando ele olhou para baixo, ele estava apenas ereto com uma força aterrorizante.
Então o que estava lá dentro…? Enquanto Jaeha piscava os olhos atordoados, encharcado de calor, Taegun colocou a língua para fora, lambeu o próprio lábio inferior e gentilmente o informou.
— São dedos. Não consegue aguentar nem dois e já está choramingando. Seu buraco é apertado pra caralho.
Dedos…? Mas eram grossos demais para serem dedos…. Jaeha balançou a cabeça atordoada, esfregando a parte de trás da cabeça contra a cama enquanto pensava.
Todo tipo de aroma rodopiava pelo quarto. O perfume dos feromônios de Lee Jaeha era de freixo. Era o aroma de galhos umedecidos pelo orvalho, nunca misturado com doçura ou notas florais.
Mas, de repente, o aroma mudou. O quarto agora estava denso com jasmim, ou melhor, o aroma de jasmim-da-primavera.
Mesmo com sua mente obscurecida pela febre, Jaeha pensou que aquilo era estranho. Alfas e Ômegas não mudam o aroma de seus feromônios depois que ele se manifesta. Era uma característica geneticamente fixada, assim como a cor da íris de uma pessoa não muda de repente com o tempo.
No entanto, de repente, o aroma de jasmim estava emanando dele. Ele estava confuso.
— Oh? Está pensando em que?
A outra pessoa, aparentemente descontente com o estado de Jaeha, enfiou um dedo de nós grossos bem fundo e moveu-se com precisão.
Bem no fundo da parede interna, na parte ligeiramente elevada e saliente, sem cravar as unhas, mas esfregando gentilmente com a ponta do dedo.
Jaeha arquejou, engolindo em seco, seu corpo inteiro tremendo violentamente com a sensação de ser esfregado em um movimento circular. Ele sentiu algo esguichar da ponta de seu pênis.
Jaeha pensou que não poderia ser, mas a sensação era muito diferente da ejaculação, e ele se pegou olhando para baixo.
Um fluido transparente estava esguichando, salpicando da ponta de seu pênis pulsante.
— Você sabe como esguichar também?
Taegun deu um tapinha na sua bunda novamente, como se elogiasse uma criança inteligente. Jaeha contorceu-se de vergonha.
Seu corpo parecia estranho. Parecia um rut, mas era muito mais do que isso — uma sensação desconhecida e incômoda no fundo de si.
No entanto, descartar aquilo como se não fosse o rut não oferecia explicação para aquele êxtase. Jaeha finalmente agarrou o pulso de Taegun e implorou.
— Meu corpo… parece estranho… Parece que o rut está chegando… Eu poderia tomar um inibidor…?
— O nosso Diretor está passando pelo rut?
A voz de Taegun soou deliberadamente terna. Pensando que tomar um inibidor agora poderia ajudar, Jaeha acenou com a cabeça.
Seus olhos já estavam úmidos de umidade. Ele nem sabia por que seus próprios olhos estavam úmidos, acenando com a cabeça como uma criança.
O olhar de Taegun, olhando para Jaeha daquela forma, era estranho.
— Eu também.
— O que…
— Eu estou no meu rut também. Já que você simplesmente me pegou e me deixou na mão da última vez, desta vez eu não tomei o supressor para poder enterrar tudo direito lá dentro.
O que…? O que isso sequer…? Jaeha olhou para Taegun com olhos confusos.
Ele não parecia um Alfa passando pelo rut. Jaeha se orgulhava de ser um Alfa bastante racional também, mas durante o rut, até a lógica mais perfeita tende a desmoronar.
Era um momento em que ele se tornava nada além de uma besta impulsionada pelo desejo, e Jaeha se odiava nesses momentos. Ele conseguia aguentar com supressores porque não tinha apego persistente à intimidade física com os outros, mas apesar disso, ainda havia momentos em que controlar esse desejo se provava difícil.
Mas o Alfa diante dele usava uma expressão que sugeria não saber de tal tormento. Sem conseguir acreditar em seu rut, Jaeha inconscientemente baixou o olhar, fixando-se naturalmente no volume grosso e inchado de seu pau.
— En-então, isso é por causa do rut…
O formato de seu pênis estava inchado na ponta, exatamente como quando ele estava prestes a ejacular. Enquanto Jaeha olhava atentamente com os olhos arregalados, o pênis de Taegun contraiu-se no ar. Uma gota transparente formou-se na abertura uretral e depois escorreu com o movimento.
Jaeha também era um Alfa, então seu pênis não era exatamente comum em espessura ou comprimento. Mas não parecia com o de Taegun.
Ele precisava de um nome um pouco mais explícito do que apenas “pênis”.
— É a primeira vez que você vê uma pica com uma pérola?
Sim, “pica” é o nome que se encaixa melhor… Espera, o quê? Jaeha não conseguiu responder e examinou o pau de Taegun novamente.
Uma pérola? Como Taegun dissera, Jaeha nunca tinha visto uma implantada ali antes. Pensando bem, a área logo abaixo da glande parecia um pouco arredondada e saliente.
O tamanho do pênis por si só já era intimidador o suficiente, e ter uma pérola implantada o fazia parecer nem humano, nem animal.
Enquanto Jaeha continuava olhando, a ponta do pênis de Taegun começou a brilhar com umidade mais uma vez. A glande vermelho-escura, agora lisa e molhada, fazia a pérola implantada se destacar ainda mais. A abertura uretral pulsava visivelmente, seu tamanho em si era diferente do de Jaeha.
Ao ver o líquido pré-ejaculatorio jorrar e escorrer viscoso pela glande, Jaeha inconscientemente engoliu em seco. Em algum lugar profundo de seu corpo, uma coceira intensa começou a se agitar.
Ele nem sequer havia tocado, apenas assistia, então não conseguia entender por que o líquido pré-ejaculatorio havia surgido. Taegun havia dedilhado a traseira de Jaeha, mas essa fora a carícia que Jaeha recebera; ele próprio nunca havia tocado Taegun.
Ele havia segurado o antebraço de Taegun para detê-lo, mas parecia estranho que o mero toque no antebraço pudesse fazer o líquido pré-ejaculatorio escorrer de seu pênis.
Mas perguntar-lhe: “Por que isso aconteceu?” parecia igualmente estranho, então ele manteve a boca fechada.
O homem passou a mão pelo próprio membro e perguntou.
— Terminou de olhar?
Era um tom estranhamente casual. Tão indiferente que você não pensaria que vinha de alguém que acabou de exibir seu membro ereto sob o olhar de Jaeha. No entanto, no momento em que ele falou, cada nervo do corpo de Jaeha reacendeu-se.
Jaeha teve que abafar um suspiro que escapou involuntariamente. Taegun estendeu a mão que segurava seu próprio pênis e agarrou o de Jaeha.
A coisa que estava dolorosamente dura desde antes agora era segurada pela palma calosa de Taegun. A palma estava ligeiramente úmida. Ele se perguntou por que estava úmida, então assentiu ao se dar conta da sensação pesada, quase de queda, em seu períneo.
— A pica do nosso diretor é magnífica assim.
— …Hã.
— O que posso dizer, não pode mais usá-la.
Ele não parecia dizer isso com pesar; de alguma forma, parecia animado. Sua mão moveu-se lentamente para cima e para baixo.
Ele esperava que a palma calosa parecesse áspera, mas não foi o caso. A sensação da pele nua contra seu pau fez Jaeha derreter, com faíscas voando de seus olhos.
O fato de ser a de Taegun o deixava ainda mais excitado. Jaeha inconscientemente rebolou os quadris. Taegun zombou da cena.
— Isso é um hábito que você tem onde quer que a enfie?
— Ah, hum… Não é isso…
— Comporte-se direito. Se você for enfiar em outro buraco, é melhor eu cortá-la agora mesmo.
— Urgh, espere… Hiiik-!
— Você é tão lindo e fofo, que muitas vezes tenho vontade de sacudir você assim. Então cuide bem de si mesmo.
— Entendido, Diretor?
Ele assentiu involuntariamente diante daquela pergunta. Não conseguia nem dizer que não havia mais ninguém, apenas ele.
Porque o polegar dele pressionou firmemente contra sua uretra, circulando e esfregando ao redor dela.
— Ah, ah…! Solte, hhuh…
Os sons molhados continuavam vindo. No momento em que percebeu vagamente que todo aquele líquido vinha de seu próprio pau, sentiu que ia enlouquecer.
Taegun deslizou a mão para baixo, depois esfregou seu períneo novamente com os dedos molhados. Jaeha quis encolher as pernas, mas cada vez que tentava, era atingido na parte interna da coxa.
Ele não conseguia entender direito por que ficava tão excitado com aquela maneira de ser manuseado, como se lidasse com uma criança travessa, mas estava além de seu controle.
— É normal um Alfa agir como um buraco que enlouqueceu por não receber o suficiente?
Não pareciam palavras destinadas a insultar Jaeha, mas sim algo proferido com satisfação. Como se tudo fosse por causa dele.
Era verdade. Se não fosse de Jang Taegun, Jaeha também não gostaria de estar com outro Alfa.
Mas o pensamento de que revelar seus verdadeiros sentimentos poderia apenas irritar Jang Taegun fez Jaeha esconder sua sinceridade em meio aos seus gemidos que explodiam.
Olhando para Jaeha, com o corpo tremendo e se contorcendo, Taegun ajoelhou-se a meio caminho entre suas pernas e se masturbou.
O olhar de Taegun varreu o corpo de Jaeha. Seus mamilos beliscados e salientes; as sombras profundas sob os músculos peitorais curvos em sua pele pálida; seu umbigo com covinha; e sua virilha, lisa como se estivesse permanentemente depilada devido ao seu amor pela natação.
— Por que você se depilou? Para a nossa lua de mel, ou para servir de colírio para os olhos de outros caras?
Para a lua de mel? Aquele comentário despertou fantasias demais em Jaeha. Mesmo que aquela fosse, na verdade, a primeira vez que suas peles se tocavam desde que se casaram.
Tentando escapar da sensação avassaladora por um momento que fosse, Jaeha enterrou o rosto na palma da mão e murmurou.
— Na… natação.
— Natação?
Sendo bastante conservador, Jaeha inicialmente usava um maiô longo. Mas conforme aprendia mais, a ambição tomou conta e ele começou a usar um maiô menor para reduzir o arrasto.
Por isso, a remoção dos pelos tornou-se uma necessidade. Normalmente, eles alugavam toda a piscina do hotel, mas como ele também gostava da piscina competitiva, não tinha escolha quando treinava com outros.
— Então isso não é um presente para mim, é para o treino?
Agora ele usava a linguagem formal de novo. Jaeha removeu a palma que cobria seu rosto com aquelas palavras.
Jang Taegun afastou gentilmente seu pênis ereto de entre as pernas dele e, sem evitar os olhos de Jaeha, colocou a língua para fora e lambeu seu baixo abdômen.
Era um ponto recém-depilado. Ele era um Alfa com poucos pelos no corpo, mas sempre os mantinha bem aparados para a natação, então a língua áspera tocou sua pele sensibilizada.
Mas o que era ainda mais erótico do que a sensação era o próprio olhar que Jang Taegun dirigia a ele. Jaeha gemeu involuntariamente.
— Urgh, hum…!
Ele não esperava que tal som escapasse dele, muito menos que tal estimulação fizesse seu sêmen esguichar. Jaeha fechou os olhos e franziu a testa, como se não acreditasse.
— Não, não…
Ele chorou impotente, esticando a mão para cobrir a ponta de seu próprio pênis. Mas o sêmen branco ainda escorria por entre seus dedos.
Ele queria dizer para ele não olhar, mas o olhar dele já estava colado naquele ponto. Como ele podia olhar para si mesmo daquele jeito?
Jaeha, aparentemente sem notar que seu corpo inteiro estava vermelho de vergonha, cobriu seu pênis que ainda ejaculava e perguntou.
— Por que… por que o senhor está me olhando assim…?
— Uma esposa observando o marido na cama — isso é tão ruim?
Diante daquelas palavras, Jaeha resmungou, e então, mais uma vez, disparou um jato espesso de líquido branco direto para fora. A sensação remanescente de sua liberação lambeu de forma escorregadia o corpo nu de Jaeha, como se colocado sobre uma língua gigante.
Taegun, totalmente posicionado entre as pernas dele, entrelaçou os braços na parte de trás dos joelhos de Jaeha e o puxou direto para si. De repente, Jaeha não teve escolha a não ser apoiar as nádegas nas coxas de Taegun sem resistência.
Algo duro cutucou seu períneo antes de bater e estalar em sua coxa. Parecia o golpe de um porrete grosso, mas, ao refletir, percebeu que era o pênis de Jang Taegun.
— Já que você é tão inteligente, deve saber.
— O que… do que o senhor está falando…?
— Se um Alfa pode engravidar outro Alfa.
— Isso é absurdo, urgh-!
Antes que pudesse terminar a frase, Jaeha abriu as pernas e foi empalado por algo que o penetrou. Ele não pôde deixar de sacudir a pélvis como uma criatura marinha arpoada.
Parecia que seu corpo inteiro estava se dividindo em dois. O estranho era que a parte inferior desceu por ali, um líquido pegajoso se espalhou, e um som como o de uma fenda se abrindo ecoou.
Por que esse som… Jaeha tentou se concentrar em sua visão trêmula, mas não foi fácil.
As mãos que seguravam sua pélvis o forçaram brutalmente a engolir algo espesso e semelhante a um pilar dentro de si.
— Ah, não vai entrar…
— Nós fizemos isso da última vez. Não aja como um novato. Eu sei que você aguenta bem, então para que o teatro?
Ouvir aquelas palavras só o fez se sentir mais envergonhado e excitado. Seu pau enrijeceu novamente, batendo contra seu baixo abdômen.
Cativado pela sensação de ele o abrir ao meio e entrar, Jaeha pensou que seu interior parecia fazer cócegas.
— Haaah… Está… fazendo cócegas…
— Você com certeza tem um jeito estranho de dizer que está morrendo de prazer.
O aroma de sal marinho e flores de loendro flutuou no ar. Algo espesso e áspero raspou contra o lado de dentro, já completamente excitado.
Ele cavou fundo lá dentro, pressionando a ponta da glande contra o ponto saliente como um enxerto, e então impulsionou os quadris.
A cada vez, a pérola implantada no pênis de Taegun prendia naquele ponto e estalava contra ele. Jaeha não aguentou e agarrou o lençol. Agitando-se como um homem que se afoga, ele segurou as costas firmes e as arranhou com suas unhas bem aparadas.
— Ahh-!
— …Porra.
O Alfa, segurando-o firmemente, murmurou palavrões em seu ouvido. Não fale palavrão… Ele pensou que poderia ter tido esse pensamento.
Jaeha sentiu como se estivesse prestes a enlouquecer. Em algum lugar, o aroma de flores misturava-se com o cheiro do mar. Era estonteante.
Sem conseguir aguentar mais, ele jogou a cabeça para trás e soltou o fio de consciência a que se apegava.
Um som de estalo, como água estourando, veio da articulação. Taegun estalou a língua.
— Agora está vazando por trás também.
Ele queria dizer para ele não falar aquilo, mas sua boca não se abria. Jaeha perdeu os sentidos como se desmaiasse. Como um apagão, o pesadelo o consumiu.
Lee Jaeha sentiu uma sensação de déjà vu. Ele estava tão acostumado a acordar ao romper do amanhecer com uma sensação inacreditável sobre os eventos da noite anterior que aquilo se tornara familiar.
De qualquer forma, acordando antes do amanhecer, quando o céu nem estava claro ainda, sua mente estava límpida. Seu corpo parecia completamente revigorado, como se alguém o tivesse lavado. Ele olhou pela janela para a chuva que caía na luz ainda fraca.
“Será que era a estação das chuvas…?”
Ele pensou que poderia ser, mas não tinha certeza. Não conseguia se lembrar, mas uma coisa era certa: ele estava atualmente deitado na cama de Taegun.
— Hah…
Ele tinha medo de se virar. Porque até a respiração parecia firme atrás dele.
Esta era a segunda vez que ele dormia com Jang Taegun. Podia parecer uma desculpa, mas suas memórias da primeira vez eram vagas e fragmentadas.
Ele se lembrava de dormir com Taegun, com quem havia dado o primeiro passo, quem havia sequer pensado em fazer algo tão absurdo, e qual deles havia consentido.
Claro, aquela noite foi a razão pela qual ele se casou com sucesso com Taegun. Mesmo assim, perder a razão assim novamente era difícil de aceitar.
Jaeha tinha pouco amor-próprio. Como havia amado tão pouco, tinha pouco desejo de amar a si mesmo. Independentemente disso, ele tinha uma certa confiança em si mesmo. Uma perspectiva um pouco mais objetiva do que o amor-próprio.
Portanto, Jaeha acreditava que um de seus pontos fortes era ser racional e evitar decisões impulsivas.
Analisando bem, se esta era a segunda vez, talvez fosse hora de reconsiderar essa avaliação.
— ……
Jaeha reuniu coragem e se virou lentamente. Taegun estava dormindo na cama. Era natural. Aquela cama era dele, afinal.
Na noite anterior, Jaeha sentiu como se estivesse sendo infinitamente destruído e remontado.
“Ugh, pare!”
“Acabou só porque você gozou? Seus modos são terríveis. Você fazia isso com os Ômegas também?”
Ele não podia dizer não, que o sexo era raro e que ele na verdade estava mais perto de ser insensível, incapaz de terminar.
Porque o pau grosso e ranhurado dele raspava seu interior implacavelmente, puxando para fora apenas para empurrar de volta, raspando em cada saliência lá dentro.
Abrir a boca só deixava sair gemidos, e para Jaeha, que se lembrava pouco de encontros passados, aquilo foi um choque.
Ele nunca imaginou que tais sons pudessem vir de sua própria boca. Então as desculpas de Jaeha se agitaram apenas em sua mente, varridas e perdidas pela sensação avassaladora.
Mas Taegun não parecia particularmente interessado na resposta de Jaeha. Se não fosse o caso, por que ele empurraria o pau para dentro e para fora toda vez que os lábios de Jaeha se abriam, deixando apenas gemidos?
Lembrando-se da noite anterior, Jaeha sentiu tontura e enterrou o rosto nas palmas das mãos. …Por que o rut veio de forma tão repentina?
Se Taegun tivesse iniciado o rut primeiro, ele não poderia ter tomado o supressor porque é contraindicado com antibióticos, e ele havia recebido antibióticos.
Mesmo se tivesse tentado, Jaeha o teria impedido. Durante o período de rut dele, era de fato correto para seu parceiro, eu, aliviar seus desejos como ontem.
Mas por que, de todas as pessoas, eu?
Poderia ser que eu fui influenciado pelo rut de Taegun. Não é o conceito de um Ômega acionado no cio pelo rut de um Alfa, mas sim que quando outro Alfa dentro do mesmo território começa o rut, o sistema de feromônios do corpo pode se tornar competitivo, fazendo com que eles entrem no rut juntos.
O que era ainda mais estranho era a mudança no aroma do feromônio. Não era o habitual aroma amadeirado fraco, mas a fragrância de flores de primavera.
O aroma da flor, aprofundado como se estivesse encharcado de chuva, misturava-se com os feromônios de Taegun, acumulando-se pesadamente ao lado da cama.
Cercado por aquele aroma, ele tinha vindo e o tomado para dentro. E ele era um Alfa, nada menos.
— ……
Jaeha reprimiu um curto suspiro. Seu corpo inferior ainda formigava, e a dor muscular entre as pernas, bem abertas para receber Taegun, era intensa.
No entanto, estranhamente, não doeu como da primeira vez. Por quê? Embora a entrada de um Ômega fosse como um pênis, ele, um Alfa, não era. Ele não nasceu com órgãos projetados para tal relacionamento, mas conseguia sentir o quão gananciosamente aquilo o engolia.
Ao contrário do que Taegun dissera, crianças não nasciam entre dois Alfas. Isso porque o corpo de um Alfa não podia aceitar outro Alfa.
Mas a noite anterior foi diferente. Algo, algo estava diferente do habitual… Jaeha desistiu de tentar pensar mais. Sua cabeça estava latejando.
Pensando que era inútil, ele estava prestes a se levantar e sair. Uma voz baixa e contida de repente o alcançou.
— Por quê. Você vai se aproveitar e fugir de novo como da última vez?
— Hã…
Jaeha inconscientemente puxou o fôlego. Ele não tinha percebido que o outro estava acordado.
O Alfa, falando com indiferença, envolveu o braço ao redor da cintura de Jaeha e o puxou para mais perto. Antes que Jaeha pudesse sequer tentar qualquer resistência, os músculos rígidos e doloridos de suas costas cederam.
Ele foi puxado abruptamente, com a bochecha pressionada contra o peito firme do homem, uma posição desconfortável. Jaeha, sentindo-se um pouco atordoado, fechou os olhos com força, depois os abriu e disse.
— …Vou para o meu quarto.
— Vamos lá. Quem se importa com o que os outros dizem.
Ele disse quem se importa com o que os outros dizem, mas não soltou Jaeha. Os braços envolvidos em sua cintura eram igualmente firmes.
Graças a isso, Jaeha acabou sendo quem se agarrava à pessoa que dissera que ele podia voltar para o seu quarto.
— Eu te disse para ir. Por que você está se agarrando assim?
Taegun disse com indiferença. Jaeha gemeu e tentou se empurrar para cima novamente, mas não foi fácil.
Não havia onde se apoiar, e Taegun não soltava sua cintura, segurada por braços poderosos. Os braços envolvidos em sua cintura como uma cobra se apertaram mais, como se formassem uma espiral.
— Poderia, por favor, mover seus braços…
— Que braços?
Taegun olhou para Jaeha com uma expressão sem vergonha, depois fechou os olhos. Como se pretendesse dormir de novo.
Ele tentou ao máximo escapar sem tocar no ferimento dele, mas não foi fácil. Depois de lutar mais algumas vezes, Jaeha simplesmente relaxou a força. Não pressionar o ferimento era o melhor que podia fazer.
Mas ele não conseguia parar de se sentir de alguma forma injustiçado. Jaeha abriu a boca com a voz rouca.
— …Mas por que o senhor continua falando comigo informalmente?
— Porque dizem que você tem que agir de forma atrevida para ser amado.
…Do que ele está falando? Ele não sabia onde Taegun tinha ouvido aquilo, e seu tom indiferente desde antes fazia parecer falso.
Jaeha interpretou aquilo como Taegun provocando-o. Ou talvez, ele tivesse revelado inadvertidamente seus sentimentos por Taegun.
Aquilo o fez se sentir um pouco tonto. Jaeha nem sabia as preferências de café da manhã de Jang Taegun, mas eles já tinham dormido juntos duas vezes e, além disso, estavam casados.
Ele se perguntou se aquilo estava bem. Era assim uma vida de casados normal? Jaeha carecia de exemplos ao seu redor que lhe mostrassem o que deveria ser um casamento modelo.
Sua mãe casou-se sem amor e deu à luz Jaeha, mas havia rejeitado infinitamente o afeto de seu pai. Seu pai retaliou contra ela com uma mistura de inferioridade e amor e ódio. Ele começou uma nova família fora.
Um adulto consciente não teria feito aquilo, mas, infelizmente, os pais de Jaeha eram adultos imaturos.
Como o exemplo mais próximo havia terminado tão mal, ele não conseguia acreditar no que ouvia sobre como as outras pessoas viviam.
Então era difícil para mim sequer adivinhar onde os eventos que se desenrolavam ao meu redor começavam a desafiar o senso comum. Jaeha possuía a habilidade de distinguir relatórios falsos de relatórios precisos entre as centenas de relatórios submetidos a ele, mas carecia de discernimento para julgar o que constituía uma relação conjugal adequada.
E ainda assim.
— Se você não vai sair, pode dormir assim.
Taegun deu um tapinha de leve nas costas de Jaeha. Suas mãos grandes e ásperas dando tapinhas em suas costas pareciam incrivelmente desajeitadas, mas seus olhos se fecharam antes que percebesse.
“Não parece totalmente ruim…”
E ainda assim, apesar de tudo, encontrava-se inconscientemente julgando esse relacionamento de forma positiva.
Não parece ruim, parece bom — Jaeha, que nunca antes havia se acalmado com palavras tão incertas, sentia-se estranho consigo mesmo, mas não conseguia evitar.
— ……
— ……
Duas respirações estáveis misturavam-se no quarto, e o amanhecer ainda estava um pouco distante. O céu ainda não havia se iluminado totalmente, e uma luz azulada infiltrava-se pelas frestas das cortinas blackout que não tinham sido totalmente fechadas.
Sentindo-se como se estivesse submerso na água, Jaeha adormeceu.
Será que algo seria diferente quando ele acordasse amanhã? Ou eles apenas iriam levando, ajustando-se um ao outro para manter o casamento?
Nenhuma das opções era ruim. Jaeha sentiu-se um pouco mais à vontade e nem se deu ao trabalho de tentar abrir as pálpebras pesadas.
* * *
O rut passou assim.
O aroma do feromônio parecia diferente, mas provavelmente era apenas sua imaginação. O calor estranhamente intenso que o havia consumido sumiu completamente pela manhã, como se lavado.
— Estou com fome.
Aquela única frase despertou sua mente atordoada. Jaeha não pôde deixar de se assustar. O Alfa que havia adormecido abraçando-o por trás havia enterrado a cabeça no pescoço de Jaeha e murmurado.
— Fome…?
— Sr. Lee Jaeha, o senhor provavelmente não está com fome, já que comeu tudo o que era meu.
— …Vou preparar algo rápido.
Jaeha levantou-se apressadamente antes que Taegun pudesse terminar a frase. O que havia na geladeira?
Myeongsoon havia ido fazer compras não fazia muito tempo, e ele havia preparado algo ontem para comerem juntos, então mesmo se improvisasse algo, deveria ficar razoavelmente bom.
Esse foi o seu pensamento ao se levantar da cama.
— ……!
Jaeha quase caiu para trás sob a cama, engolindo um grito antes que pudesse soltá-lo em voz alta. Se Taegun não tivesse agarrado sua cintura por trás, ele teria caído.
— Isso é tolice ou coragem? Não se lembra do quanto fez ontem?
Taegun estalou a língua como se repreendesse uma criança, dizendo que ele havia feito aquilo de novo, exatamente como fizera ao amanhecer.
Jaeha nem ouviu suas palavras. Estava ocupado demais tentando recuperar o fôlego. Taegun o havia puxado para perto por trás, e agora ele estava empoleirado no colo de Taegun.
Ele ainda estava completamente nu. A virilha de Taegun pressionava contra suas nádegas nuas, a sensação era inconfundível. Meio ereto, pressionava firmemente contra sua pele.
Jaeha sentiu-se corar intensamente sem perceber. Conseguia sentir Taegun sorrindo de lado ao observar o avermelhado de seu pescoço e lóbulos das orelhas.
A leve expansão do peito de Taegun ao rir pressionou seu peito firme contra as costas de Jaeha.
Era estonteante. O pensamento de si mesmo, nu em plena luz do dia, montado no corpo inferior forte de Taegun.
— Me solte.
— Por quê? Preocupado que algum bandido possa colidir com você de novo sem ter ideia, mesmo que doa para caralho?
— Eu… eu nunca pensei isso.
Assustado com as palavras de Taegun, Jaeha negou apressadamente. Ele pressionou os lábios no pescoço de Jaeha e riu baixo. Só então Jaeha percebeu que era uma piada.
…Então ele faz piadas. Sem notar que suas orelhas queimavam em vermelho vivo, Jaeha se pegou rindo baixinho junto.
Taegun, aparentemente sem mais intenções, levantou Jaeha pela cintura e o deitou gentilmente na cama. Envergonhado com o quarto iluminado, Jaeha puxou o cobertor para se cobrir primeiro.
Olhando para ele, Taegun disse com um toque de indulgência.
— Você acha que se cobrir assim vai esconder?
— …Melhor do que não cobrir nada…
— Esforce-se mais. Estou prestes a achar você louvável.
Então, posicionando uma mão ao lado da cintura de Jaeha, abaixou o corpo e mordeu com força em sua clavícula. Quando Jaeha arquejou de surpresa, “Ah”, ele lambeu apenas aquele ponto com a língua antes de se levantar.
— Fique deitado quieto e deixe-me cuidar de você. Se você se agitar, tomarei isso como uma sugestão para fazer na mesa de jantar.
Aquela declaração foi um pouco assustadora.
Mesmo tendo nascido um Alfa e consistentemente me exercitado e mantido meu corpo, cada vez que passávamos a noite juntos, sentia-se completamente esgotado, como se tivesse sido totalmente aniquilado.
Minhas coxas, bem abertas, estavam doloridas demais até para fechar. Uma dor surda em lugares vergonhosos demais para mencionar ardia, e o leve hematoma em minha nádega onde Taegun havia me segurado firmemente doía.
Ainda assim, não podia simplesmente ficar deitado ali, então tentei resistir.
— Quero te ajudar.
Taegun estava recolhendo e vestindo as calças de moletom que haviam caído no chão ao lado da cama.
Ele nem tinha colocado cueca, apenas puxou as calças pelas pernas, então seus pelos pubianos escuros e seu pênis grosso e substancial ficavam sutilmente visíveis através do tecido fino.
Jaeha tentou desesperadamente desviar o olhar daquela área. Quer seu esforço tenha valido a pena ou não, Taegun não pareceu notar o olhar de Jaeha. Ele simplesmente se inclinou para a frente, afastou a franja de Jaeha e disse.
— Preciso ficar de olho para ver se Park Myeongsoon preparou os suprimentos domésticos direito, então fique onde está.
— …….
— Ou, enquanto estou vasculhando a geladeira, você pode verificar o que há dentro das minhas calças, Sr. Lee Jaeha.
…Ele não perdia nada. Viu tudo. Jaeha cobriu o rosto com a palma da mão em vez de responder. Taegun riu baixo mais uma vez.
Sem remover a palma da mão, Jaeha ouviu a porta se fechar. Deixado sozinho no quarto, percebeu que aquela era a primeira vez que dormia em seu quarto.
“…Passei a noite fora.”
Pensar que tudo ao seu redor tinha sido de seus pertences fazia seu peito doer.
O peso pesado no fundo de seu estômago parecia estranho. Queria dar a esse sentimento um nome muito melhor do que “orgulhoso”, mas nenhuma palavra adequada vinha à mente.
O quarto de Taegun ficava no segundo andar, então os sons de ele preparando um café da manhã tardio não alcançavam o quarto.
“Vou me deitar por apenas um momento e depois dar uma espiada pelo quarto.”
Jaeha pensou isso, incapaz de lutar contra as pálpebras pesadas e caídas. Apenas fecharia os olhos por um tempo muito curto, depois se levantaria antes que Taegun terminasse de preparar o café da manhã para olhar o quarto dele.
O quarto era esparso, mas como ele o usava, o aroma sutil de sal marinho e a fragrância de gardênias pairavam aqui e ali.
De alguma forma, aquilo o fazia se sentir incrivelmente calmo. Jaeha adormeceu.
Ele acordou novamente quando Taegun pessoalmente o despertou. Só então Jaeha pôde se cobrir com algo. Taegun finalmente permitira que ele vestisse roupas.
Os dois foram direto para a sala de jantar. A comida na mesa parecia terrível, mas surpreendentemente, era comestível.
Observando o cozinheiro audacioso que afirmava “Está bom desde que você coloque na boca”, Jaeha resolveu que ele próprio prepararia as refeições deles de agora em diante.
Porque embora fosse comestível, não era exatamente saboroso. Ele também queria dar-lhe algo que ele mesmo tivesse feito.
Jaeha sorria ocasionalmente, e Taegun, embora inexpressivo mesmo com Jaeha à sua frente, carregava uma atmosfera mais suave do que o habitual.
Ao ver Taegun com a cabeça baixa, Jaeha pensou brevemente pela primeira vez que ele parecia mais novo do que ele próprio.
Como se pego tendo aquele pensamento rude, Jaeha teve que subir no balcão da ilha e abrir as pernas.
Ele ouviu as palavras “Dói, então não vou colocar”, mas as carícias não pararam. Jaeha teve que aguentar os sons molhados vindos de trás enquanto seu corpo superior estava estendido sobre o mármore frio do balcão.
A experiência de ser tomado por trás ao lado do prato de comida que haviam comido despedaçou algo dentro de Jaeha. Ele queria implorar, mas gemidos explodiam em vez disso, tornando até aquilo impossível.
Naquele dia, Jaeha conheceu pela primeira vez a sensação de suas bochechas coradas pressionadas contra a placa de mármore fria.
Foi só mais tarde que Jaeha percebeu que não havia olhado ao redor do quarto de Taegun por causa daquela memória intensa.
Lee Jaeha arrependeu-se profundamente daquilo.
Porque tal oportunidade nunca mais surgiu depois disso.
Inúmeras noites foram gastas olhando fixamente para a porta bem fechada de Taegun, esperando que ele voltasse para casa, apenas para passar a noite em claro. Mas ele nunca mais subiu em sua cama.
Por muito tempo, aquela foi a única coisa de que Jaeha se arrependeu.
* * *
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna