Salt Society (Novel) - — Capítulo 129
↫─Capítulo 129
— Por que você estava vazando? Achei que tinha deixado seu leite descer por causa dos feromônios do Park Cheol-jin, e eu juro que quase perdi a porra da cabeça.
— Ah, isso foi só porque ver você me fez sentir seguro… Ei, o que você está fazendo? Para com isso. Eu só vou dormir esta noite, já te disse que estou exausto.
— Tá, entendi. Só vou dar um beijinho nos seus mamilos.
— Cai fora, seu desgraçado pervertido.
— É realmente perversão se é a minha própria esposa?
As vozes deles ecoavam contra os azulejos do banheiro, espalhando-se pelo cômodo como água respingada. O som de suas risadas entrelaçadas preenchia o espaço enquanto Gi-hyeon torcia a cintura, tentando desviar da mordida brincalhona de Yeon-oh em seu ombro.
— Eu te amo, So Gi-hyeon.
— Dizer isso enquanto aperta meu peito não torna as coisas muito convincentes…
Sentado na banheira cheia até a borda, com os braços firmemente envolvidos ao redor da cintura de Gi-hyeon, Yeon-oh riu novamente da resposta seca. Uma onda avassaladora de emoção borbulhou dentro de seu peito, até que ele finalmente soltou a única frase que não conseguia mais segurar.
— Vive comigo pelo resto da vida.
— Tá bom.
Ele respondeu tão prontamente. Foi uma mudança profunda em So Gi-hyeon que Jo Yeon-oh sentiu no fundo de seus ossos — uma bela transformação do homem apático que outrora se recusava a sorrir, não importava o que ele fizesse.
As suas lágrimas costumavam ter um gosto tão salgado. Lambendo uma gota de água que permanecia no ombro de Gi-hyeon, Yeon-oh mergulhou em uma reflexão silenciosa. Como as lágrimas dele eram salgadas e sua pele era tão incrivelmente pálida, houve uma época em que Yeon-oh realmente acreditava que o homem era feito de puro sal.
— So Gi-hyeon.
— O que foi.
— Você está feliz vivendo comigo?
Talvez achando bizarro o fato de seu marido exigir um compromisso para a vida toda antes de perguntar se ele estava realmente feliz, Gi-hyeon virou-se para olhar para ele com olhos arregalados e inocentes. Então, com um tom altamente suspeito, ele perguntou:
— Por que você está perguntando isso?
— Só por perguntar.
— Você não está calculando uma brecha para o divórcio porque cheguei em casa depois de fazer alguma besteira lá fora hoje, está?
— O quê?
A mandíbula de Yeon-oh caiu em pura descrença.
Divórcio?
Quem?
Eles?
Essa palavra sequer existia no vocabulário entre os dois. Apavorado com a possibilidade de azarar o casamento de alguma forma, ele não conseguiu nem se forçar a retrucar e perguntar quem lhe dera permissão para proferir a palavra “divórcio”. Encarando fixamente o Alfa estupefato, Gi-hyeon segurou gentilmente o queixo dele e pressionou um beijo suave em sua bochecha.
— Jo Yeon-oh.
— O que foi.
— Vive comigo pelo resto da vida.
Yeon-oh piscou rapidamente antes de explodir em uma risada brilhante e sonora. Meu Deus, So Gi-hyeon é fofo para caralho. Controlando o sorriso enorme que estava estampado em seu rosto, ele respondeu:
— Não rouba minhas falas, seu ladrão.
— Casais dividem os bens. O que é seu é meu.
Gi-hyeon declarou o fato casualmente, limpando a água do rosto com a palma da mão. Completamente alheio ao seu próprio sorriso indefeso, Yeon-oh riu novamente. Chegar em casa empesteado com os feromônios de Park Cheol-jin e pensar tolamente que uma simples troca de roupa esconderia as evidências — So Gi-hyeon era ao mesmo tempo irritante e impossivelmente adorável. Mesmo quando agia como um faisão enterrando a cabeça na neve, não parecia tolo para Yeon-oh; apenas fazia seu coração transbordar de afeição avassaladora.
Mas o que mais posso fazer a não ser confiar em você?
Ele sabia exatamente o quão salgado era o gosto das lágrimas de Gi-hyeon. Ele sabia quanta dor e sal o homem havia guardado dentro de si, mesmo que não fosse realmente feito disso. Cada detalhe doloroso estava gravado tão profundamente nos ossos de Yeon-oh que chegava a doer.
É claro que não há motivo nenhum para aquele brutamontes da natação ficar perto de você.
— …Gi-hyeon-ah. Você não disse que estava interessado em vôlei feminino recentemente? Estou pensando em fundar um time, você poderia me ajudar com isso?
— Um time de vôlei?
Muitos grandes conglomerados possuíam times esportivos para fins promocionais. O plano dele era simples: fundar um time e, em seguida, instalar imediatamente Gi-hyeon como o treinador esportivo chefe.
Completamente sem saber que Yeon-oh estava tramando exatamente a mesma manobra exagerada que usara ao estabelecer o Centro de Reabilitação Haeseong, Gi-hyeon apenas lhe lançou um olhar surpreso antes de encostar a cabeça confortavelmente no ombro de Yeon-oh. Aquele pequeno gesto de confiança foi tão inacreditavelmente bom que deixou Yeon-oh louco.
Bom. De hoje em diante, eu vivo apenas pelo final feliz desta família.
Pensando em seu filho bebê, que certamente ainda estava dormindo, Jo Yeon-oh firmou sua resolução.
Nesse momento, os olhos fechados de Gi-hyeon se abriram de leve.
— O bebê acordou.
Yeon-oh não tinha ouvido nada, mas quando aguçou os ouvidos, captou o som incrivelmente fraco e abafado de um bebê chorando. Como Gi-hyeon conseguia notar isso todas as vezes continuava sendo um verdadeiro mistério para ele.
— Eu vou dar uma olhada nele, então você só descansa — ofereceu Yeon-oh.
Pressionando um beijo no topo da cabeça de Gi-hyeon, o Alfa imediatamente se levantou. Vou ter que agendar a consulta de vasectomia nesta sexta-feira. Sem a menor dúvida de que aquela era a melhor decisão para a família deles, ele parou para olhar para trás uma última vez antes de sair do banheiro.
Ali, encostando a cabeça confortavelmente na borda da banheira com os olhos fechados, estava o torrão de açúcar de Jo Yeon-oh.
Ele precisava se apressar e dar uma olhada no bebê antes que aquela coisinha impossivelmente doce se dissolvesse completamente na água.
↫─☫ [FIM]
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna