Late Bloomers (Novel) - ⋆。˚ ◉ Capítulo 75
Capítulo 75: Redespertar
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Na casa de Cahaya, duas pessoas estavam deitadas.
Kim Hansol ocupava o quarto principal, enquanto o agressor estava caído no chão da sala. Seowoon tinha salvado o agressor cujo pescoço fora perfurado, e Cahaya, seguindo as instruções de Seowoon, ficou de olho nele.
Seowoon quase perdeu a concentração no fluxo da cura quando lançou um olhar irritado a Cahaya por ele perguntar por que estava salvando o agressor. Como resultado, não pôde responder à pergunta de Cahaya, focando inteiramente na sua tarefa. Nesse meio-tempo, Cahaya observou de perto o cosmos de Seowoon, sem perder um detalhe sequer.
— Eu não te falei para se sentar.
Seowoon disse, notando Cahaya sentado nas costas do agressor.
Só havia 20 Mansaengjongs do mais alto escalão conhecidos, e Seowoon conhecia o rosto de todos. Mas o agressor mascarado, quando desmascarado, tinha um rosto completamente desconhecido. Era um rapaz, provavelmente no máximo no fim da adolescência.
— Você conhece ele? — Seowoon perguntou.
Cahaya cutucou o corpo do agressor com o pé, virando-o. Depois de examinar o rosto de perto, ele finalmente falou.
— Eu nunca vi ninguém com essa cara antes.
— Ele é um do mais alto escalão.
— É mesmo?
Cahaya deu uma risada amarga. Então virou o corpo do agressor de volta.
— Você me disse para não esconder nada de você, mas você está escondendo um monte de coisa de mim? Capturando gente do mais alto escalão como quem cata inseto?
— Matahari não serve para catar inseto.
— Como você usou o Portal?
— Eu usei o do Colégio Seongsang para pegar o Cha Seowoon, que fugiu. E você lembra do que eu disse que ia fazer se você fugisse de novo, né?
Cahaya olhou para os lábios carnudos de Seowoon.
— Eu não estou com clima para piada agora.
Os olhos de Seowoon tinham escurecido para um tom de roxo ainda mais profundo.
— Ouvi dizer que você foi o primeiro a usar o Portal na Encruzilhada.
— Eu nunca escondi isso.
— Como você sabia que a gente precisava de minério wu para usar?
Embora tanto o agressor quanto Kim Hansol ainda estivessem inconscientes, era uma conversa que eles precisavam ter a sós.
Seowoon balançou a cabeça antes que Cahaya abrisse a boca para responder.
— Por quê?
— Vamos falar disso depois, quando a gente estiver sozinho.
— Estou ficando todo animado agora?
— Eu falei que não estou com clima para piada.
Eles não podiam sair, já que não sabiam o que o agressor poderia fazer com Kim Hansol se acordasse. Além disso, Cahaya precisava ficar ali caso o agressor tentasse alguma gracinha de novo.
Embora o cosmos de Kim Hansol e o do agressor fluíssem tranquilamente, as experiências de quase morte significavam que eles não recobrariam a consciência imediatamente.
Exausto, Seowoon foi até a geladeira de Cahaya e pegou um pacote de malangso. Ele rasgou três embalagens de uma vez, enfiando todas na boca. Pareceu meio esquisito comer sozinho, então tirou mais dois e ofereceu a Cahaya.
Para sua surpresa, Cahaya abriu a boca como uma criança, dizendo “Ahh”. Seowoon quase cedeu e colocou as balas na boca de Cahaya, mas se conteve.
— Sério? Você não tem mão, não?
— Eu estou ocupado vigiando esse cara.
Apesar de estar apenas apoiando o pé nas costas do agressor, Cahaya tinha razão. Seowoon desembrulhou as duas balas e as levou até a boca de Cahaya.
Assim que a língua de Cahaya encostou no seu polegar, Seowoon instintivamente tentou recuar a mão, mas Cahaya chupou o malangso direto da sua mão.
— Você é louco?! Por que você está chupando a minha mão?!
— É doce.
— Claro, é bala.
Seowoon limpou o polegar, agora pegajoso com a saliva de Cahaya, na calça.
— Cha Seowoon, você está com um cheiro doce desde antes.
Seowoon cheirou o próprio antebraço, mas só sentiu um leve cheiro de amaciante.
— Do que você está falando? É só o malangso.
— Não, não é.
Cahaya disse enquanto aproximava o nariz do pescoço de Seowoon. Com o agressor ainda embaixo dele, ele apertou mais forte, fazendo o cara soltar um grunhido de dor.
Seowoon empurrou Cahaya, preocupado que o agressor pudesse morrer depois de ele ter acabado de salvá-lo. A sensação da respiração de Cahaya na sua pele mandou arrepios pela sua espinha, então ele a espantou discretamente com a mão.
— Ãh, com licença…
Kim Hansol estava parada na porta do quarto, coçando a bochecha sem jeito.
— Você acordou? Como está se sentindo?
Seowoon correu para checar o estado de Kim Hansol.
— Para ser sincera, surpreendentemente revigorada. E… já faz um tempo que eu acordei, mas, ãh, eu não sabia a hora de interromper, ahaha.
Embora Seowoon não soubesse o que ela estava pensando, ele pareceu sem graça enquanto ela ria.
— Me dá 100 mil wons.
Cahaya disse, estendendo a mão enquanto ela o olhava sem entender.
— Pela hospedagem. Se a gente incluir aquele cara também, são 200 mil.
Então ela notou o agressor sob o pé de Cahaya, e sua expressão endureceu na hora.
— Aquele cara… foi ele que…
— Parece que sim. Ele estava prestes a me atacar também, mas o Cahaya o deteve. Né?
Seowoon olhou para Cahaya como que pedindo confirmação.
Não era o tipo de pensamento que ele costumava ter numa situação dessas, mas ele se sentiu meio orgulhoso de Cahaya por ter aumentado o preço de 50 mil para 100 mil wons.
— Mas ele me atacou primeiro.
Cahaya disse, esvaziando um pouco a admiração de Seowoon.
Kim Hansol caminhou até lá e agarrou o agressor pelo cabelo, erguendo bruscamente a cabeça dele. Embora fosse um pouco agressivo, Seowoon entendeu, já que aquele cara tinha tentado matá-la.
— …O quê? Lee Sunghwan?
Ela puxou o cabelo dele ainda mais para cima, a boca escancarada de incredulidade.
— Você conhece ele?
— Ele é membro da DK.
Seowoon também não conseguiu evitar ficar perplexo.
Os únicos Mansaengjongs do mais alto escalão conhecidos na DK eram o antigo líder da guilda, que tinha morrido lutando contra um mutante fênix de nível 6, e um usuário de habilidade mental especializado em hipnose, Namgung Jun.
— Então a DK vinha escondendo um Mansaengjong do mais alto escalão esse tempo todo?
— Não, de jeito nenhum. O Sunghwan é definitivamente de escalão médio.
Quando ela largou a cabeça dele, o som do nariz dele batendo no chão fez Seowoon estremecer.
Pelo menos ser de escalão médio significava que o cara ali não era quem a tinha atacado.
— Você o trouxe até aqui, Líder de Equipe-nim? — Seowoon perguntou.
— De jeito nenhum. Esse cara não tem nada a ver com a minha equipe… Mas acho que não vou ter escolha a não ser esperar ele acordar.
Mas havia uma coisa que deixava Seowoon confuso. Aquele agressor usava máscara para esconder a identidade e ainda carregava a adaga que a esfaqueou.
— Isso é só uma opinião minha, mas será que ele pode ser um… assassino enviado pelo vice-líder da DK por causa do que aconteceu quando o líder da guilda foi morto?
Kim Hansol balançou a cabeça com firmeza.
— O vice-líder, não, quer dizer, o atual líder da guilda não tem nada a ganhar me matando.
Parecia que, com a morte do líder da guilda, o vice-líder tinha automaticamente se tornado o representante da DK.
— E ele é mesmo de escalão médio? Haa, como é que uma coisa dessas.
Ela virou Sunghwan à força e deu tapas nas bochechas dele.
— Lee Sunghwan! Acorda!
Quando ela lhe deu outro tapa, Lee Sunghwan gemeu de dor, abrindo os olhos. A bochecha de Seowoon já latejava só de assistir, mas Cahaya apenas ergueu os cantos da boca, como se achasse divertido. Ele se inclinou e sussurrou no ouvido de Seowoon.
— Eu queria comer uns pãezinhos no vapor.
Seowoon roçou de leve a orelha dele com as costas da mão. Ele sabia que o que Cahaya queria dizer com pãezinhos no vapor eram as bochechas fofas dele, então deu um tapa na mão daquele cara. Claro, só a própria palma acabou ardendo.
— O qu… o quê? Hã…??? Hansol noona?
Piscando confuso, Lee Sunghwan segurou a bochecha e olhou para Kim Hansol. Ele olhou em volta como se estivesse acabando de acordar, e então soltou um ganido estranho.
— Ugh! O qu, o que é isso? Onde eu estou?
Kim Hansol estava agachada, esfregando a testa.
— Eu é que deveria estar te perguntando isso! Que diabos você está fazendo aqui no Sudeste?
— Sudeste?! Ta-Tacheon?
Lee Sunghwan olhou para Cahaya e Seowoon com os olhos cheios de medo. Se ele estava atuando, era definitivamente uma performance digna de prêmio. Kim Hansol soltou um suspiro profundo, claramente exasperada.
— Sunghwan-ah, escuta com atenção o que eu vou perguntar e responda com sinceridade.
Ela pegou a adaga caída no chão. Era a coisa que a tinha esfaqueado.
— S-sim, noona.
— Isto é seu?
— …Sim, essa é a minha adaga.
Kim Hansol agarrou o punho e apontou a ponta da adaga para o queixo de Lee Sunghwan.
— Você já entregou isso a alguém?
— P-por que você está perguntando isso, noona? Você sabe que Mansaengjongs não tocam nas armas uns dos outros.
Kim Hansol suspirou, fechando os olhos brevemente antes de abri-los de novo.
— Qual é a última coisa de que você se lembra antes de acordar aqui?
Os olhos de Lee Sunghwan se moveram para baixo, e então ele inclinou a cabeça, olhando para Kim Hansol confuso.
— Bom, eu… Eu estava jantando com o Jun hyung na Loja de Departamentos Seongra… Mas por que eu estou aqui?
— Jun? Namgung Jun?
Lee Sunghwan assentiu.
— … Filho da puta.
Kim Hansol xingou baixinho e puxou Lee Sunghwan pela gola.
— Ugh! Noona, eu realmente não sei o que está acontecendo. Eu nem lembro como cheguei aqui…
— Eu não estou falando de você. Eu estou falando daquele babaca do Namgung Jun.
Kim Hansol jogou o cabelo para trás.
— Some daqui agora.
— Hã? Para onde?
Ela empurrou Lee Sunghwan, que continuava perplexo.
— Noroeste.
— Noona, e a minha arma…?
— Você tentou me matar com essa adaga, então agora ela é prova.
O rosto de Lee Sunghwan ficou branco como papel. Ele olhou para Cahaya e Seowoon, engolindo em seco.
— Por quê? Você nem consegue lidar com as coisas sem esses dois?
— Não é isso. Parece que tem um grande mal-entendido.
— Some.
Kim Hansol cutucou as costas de Lee Sunghwan com a ponta da adaga, fazendo-o estremecer como se tivesse sido apunhalado.
Assistindo àquela cena se desenrolar, Seowoon e Cahaya só puderam se perguntar se havia algum conflito interno fervendo dentro da DK.
Eles foram arrastados para aquela confusão porque Kim Hansol tinha ido ao esconderijo da Tacheon, mas nenhum dos dois estava particularmente interessado. Os pensamentos de Seowoon estavam inteiramente focados em Cahaya naquele momento.
Depois de expulsar Lee Sunghwan, Kim Hansol bateu a porta da frente.
Cahaya ergueu o dedo indicador, fazendo sinal para ela sair, mas ela ignorou o gesto e fez uma reverência educada.
— Vice-líder-nim, eu sei que é tarde, mas eu preciso agradecer por ter salvado a minha vida. Eu sou profundamente grata, tanto que nem sei como retribuir essa dívida.
Kim Hansol se lembrou de ter visto um cosmos roxo a salvando enquanto ela morria. Ela não tinha certeza de como Seowoon, um espadachim, tinha se tornado curandeiro, mas mesmo assim era grata.
— Mas o Cahaya-ssi também…
Ela deixou a frase morrer, se perguntando se Cahaya sabia das habilidades de Seowoon. Como não tinha certeza de quando Cahaya tinha chegado, ela observou com cuidado os pensamentos de Seowoon. Alguns Mansaengjongs não revelavam todas as suas habilidades nem entre os companheiros de guilda.
— Tudo bem, o Cahaya também sabe.
Seowoon disse, lendo os pensamentos dela. Ele ficou impressionado com a cautela de Kim Hansol.
— Então… Todo mundo na Tacheon também sabe?
— Na maior parte.
Cahaya sabia que Seowoon tinha duas habilidades poderosas, e não seria tarde demais explicar os detalhes aos membros da guilda mais adiante.
— Eu preciso retribuir, mas antes eu devo um pedido de desculpas. No momento, a DK está dividida entre a facção do Namgung Jun e a facção do líder da guilda, causando alguns conflitos internos. Eu não esperava que eles fossem tão longe a ponto de usar membros da guilda para tentar me matar…
Anteriormente, Kim Hansol tinha revelado na reunião da Aliança que estava envolvida na morte do antigo líder da guilda.
O líder da guilda DK queria monopolizar o túnel onde os mutantes apareciam, mantendo-o em segredo da Aliança. Kim Hansol se opôs a esse plano, acreditando que era errado. Em retaliação, o líder da guilda tentou prendê-la e explorar suas habilidades de cura. Diante de ameaças à sua vida, ela não teve escolha a não ser matá-lo. A Equipe 1 da DK testemunhou o incidente e atestou que não fora nada além de legítima defesa.
Como resultado, a Aliança não impôs nenhuma punição a ela, reconhecendo sua lealdade à Aliança acima da guilda.
Se aquilo tivesse acontecido na Coreia, ela talvez tivesse recebido uma punição simbólica por questão de aparências. Mas aquilo era Naraka, uma terra sem lei onde dezenas de pessoas de escalão inferior podiam morrer num único dia sem que ninguém batesse um olho.
Depois disso, o vice-líder assumiu naturalmente o papel de líder da guilda, alegando uma rebelião liderada pelo hipnotizador Namgung Jun. Sua ambição sedenta por poder vinha da crença de que, como um do mais alto escalão, ele merecia ser líder da DK.
Quando o antigo líder da guilda era vivo, Namgung Jun recebia apoio total, incluindo minério wu, para poder viver confortavelmente mesmo em Naraka. Mas, com a mudança de liderança e a reestruturação da DK, os benefícios minguaram. Namgung Jun instigou a rebelião não deixando a guilda, mas querendo se tornar o líder ele mesmo.
— Uau, eu acabei de ouvir uma história pela qual eu não tenho o menor interesse?
Cahaya se meteu com um entusiasmo fingido.
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♤ Nada contido se refere a realidade♧
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☪ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Othello