Kiss Me If You Can (Novel) - Capítulo 38 Fim
Capítulo 38
A equipe de segurança visitou o hospital onde Henry havia sido internado, todos ficaram aliviados ao vê-lo melhor do que esperavam.
—Você não precisa estar internado, né?
Imediatamente após a pergunta de Seth, Henry rangeu os dentes.
—Vagabundo, qual é o seu problema? Você não é o que tá com um buraco no estômago, imbecil.
—Ouvi dizer que você pode sair do hospital em pouco tempo, vão te dar alta logo… Ai…
Diante das palavras do desastrado Isaac, Henry levantou os pés sem hesitar e lhe deu um chute.
Seth, que observava Henry, viu-o gemer logo após ter dado o chute, e depois virou a cabeça.
—Então vamos ficar aqui até o Henry receber alta? Ou voltamos antes?
Todos os olhos se voltaram para Mark.
Mark, que havia mencionado anteriormente que faria um anúncio importante, abriu a boca após tossir um pouco.
—Essa é a questão. Vamos ficar aqui por mais tempo. Continuaremos como guarda-costas do C.
—Oh, o contrato não tinha terminado?
Em resposta a pergunta de Seth, Mark balançou a cabeça.
—C pediu que ficássemos até o fim da gravação do filme. Se recusarmos, ele vai nos processar por quebra de contrato… Mas quando o período acabar, vão nos pagar o triplo do valor acordado.
—Que babaca! Acha que dinheiro é tudo?
—Espera, você tá dizendo que vão pagar mais de trezentos mil dólares pra cada um?
Henry, que estava prestes a se levantar, parou diante das palavras de Isaac.
—300 mil dólares?
Quando o surpreso Seth perguntou, Mark falou novamente.
—São 450 mil dólares, para ser exato. Ainda falta bastante tempo pra terminar a filmagem, mas com o dinheiro que vamos receber, dá para viver alguns anos sem precisar trabalhar… — Mark, que havia dito o valor exato, acrescentou ao ver Henry deitado com o rosto iluminado.
—… Desde que você não vá jogar tudo e gastar de uma vez só.
Mark e todos os outros olharam ansiosamente para Henry, mas parecia que ele não tinha ouvido nada. Seth foi obrigado a dizer a Isaac:
—Não aposta esse dinheiro dessa vez.
—Claro que não.
Isaac assentiu seriamente, mas Mark e Seth sabiam que ele logo estaria na miséria por causa das apostas, já que foi justamente por isso que começou no trabalho.
Depois disso, Seth, que suspirou, mudou de assunto e perguntou:
—O que aconteceu com o Josh? Não o vejo desde ontem.
—Ah, então… — respondeu Mark. —Ele foi pra casa da mãe. Disse que queria visitar o Pete, já que fazia tempo que não o via. A equipe de segurança original voltou de qualquer forma, então podemos nos dar ao luxo de…
Assim que disse isso, Henry perguntou com urgência:
—Então, quando vão pagar o dinheiro?
Mark respondeu rapidamente:
—Quando terminarmos o trabalho.
—Ah, seu idiota! — Seth falou de olhos fechados, imaginando o rosto de Chase.
“Bom trabalho, Mark.”
Mark assentiu com a cabeça. Estava pensando em investir aquele dinheiro comprando ações.
…
Chase estava inquieto durante toda a manhã. O motivo que lhe causava tamanha ansiedade, a ponto de não conseguir beber água ou comer nada, era porque Josh finalmente havia decidido levar seu filho naquele dia para que pudessem se conhecer. O local do encontro era um famoso parque de diversões. Foi a escolha de Chase para Pete, já que ele nunca havia estado em um parque de diversões antes. Como o parque era muito movimentado nessa época do ano, Laura pagou uma grande quantia a pedido de Chase, reservando-o apenas para eles.
O parque de diversões, que estava fechado ao público durante todo o dia, estava cheio de pessoas de terno preto que os faziam parecer suspeitos. Todos eles eram guarda-costas de Chase. Estavam ocupados inspecionando as instalações com antecedência, identificando os funcionários e decidindo em qual posto cada um ficaria.
Enquanto isso, o tempo estava voando tão rápido que já era quase hora de Josh chegar.
Whoo. Chase sentou-se em um banco ao ar livre e respirou lentamente várias
vezes. Não importava o quanto respirasse fundo, não conseguia se acalmar facilmente.
Chase sempre teve uma agenda apertada, e para conseguir um dia de folga, teve que gravar até o amanhecer no dia anterior. No entanto, não conseguiu dormir e ficou andando em círculos no trailer. Chegou muito antes do combinado e agora esperava ansiosamente por Josh.
Todo esse tempo ele esteve tão ansioso que era quase insuportável. “Me apresentar ao filho dele pode significar que Josh está falando sério comigo, mas havia algo que continuava me incomodando.”
〈 Não se preocupe, ele vai gostar de você. Porque…〉
“Porque… o que ele ia me dizer?” Chase estava frenético de curiosidade, mas também tinha medo de ouvir a resposta.
“É possível que seu filho goste do meu rosto também? Ou algo assim?”
Tentou se acalmar de todas as formas, mas não funcionava muito bem. Chase estava nervoso e inquieto o tempo todo. Nesse meio-tempo, seu celular finalmente tocou.
—Alô? — Chase apertou o botão de chamada antes mesmo de verificar o número, mas era óbvio quem estava ligando. Após um breve instante, uma voz saiu do outro lado da linha.
[Oi, Chase?]
Chase, sem querer, soltou um suspiro inquieto. Josh continuou falando.
[Chase, você está me ouvindo?]
—… Diga.
Enquanto se esforçava para responder, Josh disse:
[Estamos aqui agora, você está pronto?]
Ele não entendeu de imediato as palavras de Josh, mas Chase conseguiu responder que — Sim.
Então Josh disse carinhosamente:
[Está tudo bem, Chase. Vai dar tudo certo.]
Como se tivesse percebido a ansiedade de Chase, hesitou por um momento e então desligou.
Chase fechou os olhos soltando um suspiro trêmulo. Nunca antes em sua vida havia acreditado em Deus, e agora estava rezando com desespero. Depois de várias sessões de respirações trêmulas com as mãos juntas, Josh finalmente apareceu.
—…
Chase endireitou lentamente as costas. Josh, que havia sido guiado por um guarda-costas, chegou até onde Chase estava com um sorriso no rosto, como de costume.
Usava uma camiseta lisa e jeans rasgados, em vez de seu habitual terno de segurança. Também havia penteado o cabelo de forma desleixada, mas sua franja estava desgrenhada como sempre. Tinha a aparência de um astro do esporte que fora popular há alguns anos. Embora qualquer um usasse esse tipo de roupa para se sentir confortável, tudo era diferente quando Josh as vestia.
Chase, que olhou para Josh acenando levemente com a mão em saudação, logo direcionou seu olhar para um garotinho segurando a outra mão dele. Seu coração afundou naquele momento.
Se alguém tivesse curiosidade sobre a infância de Josh, bastava olhar para seu filho. Os dois se pareciam muito.
Chase não conseguiu desviar os olhos do menino.
—Você esperou muito? Faz quanto tempo que está aqui? — Josh falou enquanto se aproximava do banco onde Chase estava sentado e depois sorriu. Sua voz era doce como sempre, mas os olhos de Chase não se afastavam do garotinho.
Então Josh olhou para baixo, ajoelhou-se no chão e fez contato visual com o menino.
—Pete, você ficou falando o caminho todo, não foi? Agora, diga olá.
O menino hesitou e olhou para Chase. Era idêntico a Josh. Pete segurava um pequeno boneco em forma de cachorrinho.
Chase engasgou de repente.
—Oi, Pete? — Só disse isso e fechou a boca apressadamente, sua voz tinha ficado muito rouca.
O menino arregalou os olhos com surpresa e rapidamente abraçou o pescoço de Josh. O rosto de Chase ficou pálido em um instante diante daquela reação.
Quando Josh viu, começou a rir.
—Não entenda mal. É porque ele gosta de você.
O quê? Chase olhou novamente para o menino, incrédulo. Pete escondeu o rostinho no peito de Josh, mas rapidamente virou a cabeça e seus olhos se encontraram.
Josh disse com um grande sorriso para Chase, enquanto estendia a mão para que ele pudesse ver Pete.
—É porque ele está envergonhado. Olha só… o rostinho dele tá todo iluminado. — Quando disse isso alegremente, Pete virou a cabeça de novo.
Quando Chase sorriu com dificuldade, de repente o menino gritou:
—O vilão!
—Pete! — Josh apressou-se em explicar para Chase, que parecia estar chocado com as palavras do menino. —Ultimamente, ele anda dizendo todo tipo de coisa, é assim com todo mundo. Ah, bem, tudo isso é porque a Emma anda ensinando palavras estranhas pra ele…
Ele dizia uma coisa atrás da outra, mas Chase não conseguia entender. Só depois de ouvir o relato dos guarda-costas, de que ele havia dito a mesma coisa durante todo o caminho, ele recuperou a razão.
Josh não perdeu tempo e começou a repreender o menino:
—Pete, eu te disse pra não falar coisas ruins, né? Se disser isso de novo, vou colocar feijão em todas as suas refeições!
O rosto de Pete ficou branco com o comentário. Chase, que ouvia do banco, perguntou:
—Feijão?
—Sim, Pete odeia feijão. — Josh, que respondeu casualmente, de repente olhou envergonhado para Chase. Por isso não havia notado antes. Josh desviou o olhar e forçou o menino a sair de seus braços. Levantou Pete com um braço e estendeu a outra mão para Chase.
—Vamos lá, em qual brinquedo vamos primeiro? Você viu os panfletos?
Chase olhou alternadamente para o rosto de Josh e para a mão que ele estendia. Com um olhar hesitante, Josh se inclinou e segurou sua mão primeiro. Chase passou rapidamente a mão esquerda no rosto. Quando Josh viu que suas orelhas estavam ficando vermelhas, virou o rosto como se não tivesse percebido.
—Eu costumava vir muito aqui quando era jovem, mas essa será a primeira vez que não vou pegar fila.
—… Você morava na Califórnia?
—Essa é minha cidade natal. Me formei no colégio D e…
Os dois conversavam tranquilamente enquanto caminhavam. Vários guarda-costas os seguiam à distância.
…
A resistência física de Pete era incrível. Depois de uma série de passeios, ele não parecia nem um pouco cansado.
Por outro lado, Chase e Josh já tinham alcançado seus limites, apesar de só terem andado nos brinquedos infantis. Vendo Pete subindo sozinho o mesmo brinquedo pela terceira vez, Josh massageou os ombros sem perceber. Quando olhou para Chase, ele também parecia como se o entusiasmo que tinha ao chegar tivesse desaparecido.
Bem na hora, Pete, que havia subido em um trenzinho, apareceu diante deles. Então Chase o cumprimentou com um sorriso. Pete também o olhou com um grande sorriso. O sorriso de Chase desapareceu assim que Pete saiu do seu campo de visão.
Josh, que estava observando a cena, riu.
Chase olhou para Josh sem dizer uma palavra, então Josh disse, — Obrigado, é a primeira vez que o Pete vem a um parque de diversões.
— Eu sei… — Ainda com a voz fraca, Chase respondeu.
A razão pela qual Chase escolheu aquele lugar foi porque Josh havia mencionado casualmente no passado. Josh se deu conta disso enquanto pensava e sorriu com carinho. Por mais que olhasse, tinha certeza de que Chase não estava acostumado a brincar com crianças, mas ele tratava Pete com paciência. Não se irritava nem um pouco quando Pete fazia uma pausa ou o ignorava.
No entanto, também soube dizer não para ele às vezes, já que havia um limite para andar nos brinquedos.
Chase falou, depois de acenar com um sorriso radiante para Pete, que havia reaparecido.
— Também é a minha primeira vez.
— O quê?
Surpreso, Josh o encarou. Chase respondeu, fixando os olhos na figura distante de Pete.
— É a minha primeira vez em um parque de diversões. — Mas havia muitas coisas ali que lhe pareciam familiares. Ao se lembrar da infância, Chase falou com indiferença. — Eu só andava em passeios. A maioria deles era no nosso jardim.
Josh nem se deu ao trabalho de perguntar quão grande era o jardim que ele tinha. Justo nesse momento, o trenzinho começou a parar e eles foram buscar Pete.
— Em qual outro brinquedo você quer ir?… Almoçamos primeiro? — Josh perguntou enquanto olhava as horas. Josh segurou uma das mãos de Pete e, em seguida, olhou para Chase. Era um sinal para que ele segurasse a outra mão de Pete, mas Chase não entendeu.
Pete se agarrou timidamente à perna de Josh, então Josh o levantou em silêncio com um braço enquanto segurava a mão de Chase com a outra que estava livre.
Todas as atrações do parque funcionavam normalmente. Em frente à sorveteria favorita de Pete, Chase pediu o sorvete favorito dele de morango e deu a Josh um de baunilha.
Depois, enquanto Chase se virava para ir embora, Pete o seguiu e perguntou com um tom curioso:
— Você não vai pagar?
Chase hesitou diante da pergunta de Pete. A criança claramente não não entendia a situação.
Chase se abaixou para falar com Pete, como Josh havia feito antes. — Eu comprei todo o parque hoje. Então não precisamos pagar.
— Você comprou? Tudo isso? — Pete inclinou a cabeça. Era óbvio que para ele era difícil entender.
Chase calmamente acrescentou uma explicação. — Tudo o que está aqui hoje é seu.
Pete olhou para Josh com um olhar confuso.
Josh sorriu e disse: — Sim.
A criança inclinou a cabeça e voltou a perguntar:
— Então… posso pedir outro sorvete?
Assim que terminou de falar, Pete já tinha um pouco de sorvete de morango manchando as mãos.
…
Eles deram á Pete com um cachorro-quente e Josh e Chase levaram cada um, um hambúrguer à boca. Em vez de tirar o molho, Josh admirou como Chase comia o hambúrguer sem se sujar ao redor da boca.
Pete, por outro lado, estava sujo não só no queixo, mas também na camisa que Josh havia comprado para ele no dia anterior. Josh limpou todo o ketchup do rosto de Pete com um guardanapo e lhe deu um pouco de suco.
Chase, que observava como ele o limpava habilidosamente, abriu a boca. — …Você o criou sozinho? Já faz muito tempo?
Josh hesitou, mas instintivamente soube que era o momento de dizer a verdade. Depois de confirmar que Pete estava ocupado comendo, respondeu: — Eu o criei sozinho. Então… eu sou o único pai que Pete teve, o outro pai dele… Não sabe da sua existência.
— Ele não sabe?
Josh se lembrou das palavras que havia preparado desde o dia anterior. No entanto, era difícil dizer tudo o que tinha em mente. Enquanto hesitava, Pete virou a cabeça.
— Papai.
— Oh, quer suco? — Antes de dar o suco ao filho, Josh hesitou. A caixinha estava vazia, ele a sacudiu um pouco e então se levantou do assento. — Vou pegar mais, pode esperar um minutinho? — Josh perguntou a Pete com um sorriso.
— Papai vai pegar mais suco — Pete virou a cabeça falando com Chase.
O rosto do menino estava cheio de desconforto, mas Josh fingiu não notar. — Então, fica aqui.
— Joshua, espera… — Quando Chase o chamou, Josh já estava longe demais.
Houve um silêncio desconfortável entre Chase e Pete. O menino começou a comer o cachorro-quente novamente, mas sua mastigação diminuiu, parecia que estava se engasgando.
Enquanto o observava, Chase ofereceu sua bebida. — É um milkshake, quer um gole?
O menino olhou alternadamente para Chase e para a bebida, hesitante. Chase a aproximou para deixá-lo saber que podia beber.
Pete disse baixinho: — Obrigado — e sugou o canudinho.
Chase se sentiu comovido pelo fato de o menino ter aceitado a bebida. Só então percebeu por que Josh os havia deixado sozinhos.
“Acho que ele quer que a gente se aproxime.”
Chase se decidiu e olhou para a pequena cabeça do menino. A criança de cabelo prateado, que se parecia demais com Josh, mostrava facilmente todas as suas emoções, mas mesmo assim, Chase não sabia como se aproximar dele.
Pensando no que dizer, Chase conseguiu puxar assunto. — Do que você gosta? Por exemplo… Hum, você gosta de desenhos animados?
Enquanto tentava lembrar dos gostos das crianças de alguma forma, Pete mencionou um personagem famoso de desenho animado. — O trem! Chugga chuga chugga.
“É um trem ou um personagem?” Chase estava diante de um desafio, mas ao ver o rosto do menino se iluminar ao falar, sentiu esperança.
Fez mais uma pergunta para Pete. — Você não gosta de “Astaker”?
“Será que a faixa etária é muito alta para uma criança?”
Pete piscou quando Chase mencionou o título da versão animada do filme que ele estava filmando.
Ele não sabia, então respondeu: — Eu gosto.
— Sério? Quem é seu personagem favorito? Você conhece o Dr. Flame? — fez uma pergunta atrás da outra sem perceber, estava empolgado.
Pete pareceu pensar por um momento, mas hesitou antes de responder. — Não gosto do Dr. Flame. Desculpa.
Chase ficou desanimado, mas ao ver o menino negar com a cabeça, não teve escolha senão controlar suas emoções de alguma forma. — Então, de qual personagem você gosta?
Quando perguntou com um sorriso, Pete inclinou a cabeça e sorriu brilhantemente. — Eu sou o Glacierman!
— …
“As crianças gostam do personagem principal.”
Chase estava convencido. Era uma verdade tão natural.
— Haaaa — Esfregando os olhos com um suspiro, pensou: “Por que o Keith era tão obcecado com o Dr. Flame?”
— Hein? — De repente, Pete arregalou os olhos e começou a correr rapidamente para algum lugar. Depois de um momento de encanto, Chase recobrou o sentido e foi atrás dele. O que encontrou foi um grande cartaz sobre um parque temático feito com personagens de trens, daqueles que ele disse que gostava.
— Papai, papai.
Pete olhava nervosamente ao redor. Era um rosto cheio de esperança de que Josh aparecesse e o levantasse para que pudesse tocar o cartaz. Claro que Pete também tinha Chase ali. No entanto, ele não conseguiu levantar o menino facilmente e, em vez disso, falou:
— Vamos? Podemos pedir para o papai te trazer aqui.
— Posso? — O menino perguntou com um olhar empolgado.
— Sim — e enquanto Chase assentia, Pete de repente estendeu a mão. Por um momento, Chase não entendeu o significado. Quando Pete apertou a mão estendida, ele percebeu tardiamente o que estava tentando fazer, “Ahhh.”
Ele gentilmente tomou sua mão, senti restos de sorvete quando Pete apertou sua mão com firmeza, sua mão estava pegajosa. “Meu coração quase parou por um momento ao sentir sua mão tão pequena e suave.” Assim como Josh, Chase queria segurar o menino nos braços, mas tinha medo de deixá-lo cair, então seguiu lentamente em direção ao parque temático, adaptando-se aos passinhos curtos de Pete.
Foi então que ouviu algo assustador. De repente, o som de um cachorro latindo congelou Chase.
Pete virou a cabeça surpreso e arregalou os olhos. — Oh? É o Jason! — gritou com alegria. — Olha, Jason! Você parece o Jason! — Pete sacudiu o boneco que segurava e falou com entusiasmo.
Mas Chase não ouviu uma única palavra. Chase perdeu a consciência por um instante, e depois de muito tempo, Pete soltou sua mão e se afastou. O chefe da equipe dos guarda-costas percebeu que a condição de Chase estava estranha e correu até ele.
— Sr. Miller, está tudo bem? Consegue me ouvir?
— …
— Sr. Miller, acorde! — O líder da equipe sacudiu levemente seus ombros e gritou com força.
Chase piscou, surpreso. Ainda assim, demorou um pouco para voltar ao normal. Os guarda-costas o olhavam com rostos sérios. Enquanto recobrava a consciência, as instalações do parque de diversões se tornaram visíveis, e então ele se lembrou do motivo de estar ali.
>Pete.<
Ao pensar no tempo que ficou assim, olhou rapidamente para baixo, suas mãos estavam vazias.
Seu rosto ficou pálido.
— Onde está o Pete?
O chefe da equipe, que ouviu suas palavras, olhou ao redor. Os guarda-costas, que tinham mantido os olhos em Chase, agora olhavam nervosamente para todos os lados, mas Pete já havia desaparecido da vista de todos.
A mente de Chase ficou atordoada por um motivo diferente do anterior.
— Encontrem-no, imediatamente…!
Seu grito fez com que os guarda-costas se dispersassem às pressas.
— Entre e descanse um pouco, Sr. Miller. O senhor pode cair nesse estado… — disse o líder da equipe, preocupado, mas Chase o ignorou e se apressou para procurar Pete.
“Não pode ser.” Pensou Chase em pânico. “Foram só alguns minutos, ou alguns segundos? Foi tão pouco tempo. Como você pôde desaparecer tão rápido? Faz sentido tantos guarda-costas não terem visto para onde Pete foi? Como? Por quê?” “Eu não protegi o Pete, só me preocupei comigo mesmo.”
Ele se esforçou para conter a vontade de gritar e xingar naquele momento. “Primeiro, temos que encontrar Pete. Deve haver um limite para a distância que uma criança pode andar. Tenho que pensar, tenho que pensar…!”
Jason.
Uma coisa passou pela cabeça de Chase. O boneco de Pete. Ele disse que viu um cachorro como ele.
Mais uma vez ouviu um cachorro latindo. Chase, que ficou rígido por um momento, perguntou enquanto prendia a respiração:
— …Neste bairro, tem algum canil?
…
Josh, que estava comendo sorvete em um banco, olhou para o relógio em seu pulso. “É um bom plano. Eles devem ter construído algum vínculo já que os deixei sozinhos por quase meia hora.”
“Eles não poderão evitar começar a criar laços.” Ele se levantou e uma ideia surgiu enquanto caminhava até onde estavam Chase e Pete. “Mesmo que nada tenha mudado, direi tudo agora. Não há mais razão para adiar. Tudo o que preciso é coragem.”
Josh soltou um suspiro curto e de repente percebeu que havia muita gente indo e vindo às pressas. Olhou entre eles e, quando encontrou um dos guarda-costas de Chase, se aproximou e perguntou:
— Por que estão correndo? Aconteceu alguma coisa?
O segurança, que reconheceu seu rosto, ficou envergonhado e permaneceu em silêncio.
“Algo está errado.” Uma premonição sombria passou pela mente de Josh.
…
— Haa, ah, ahh.
Chase movia os ombros para cima e para baixo enquanto apoiava as mãos nos joelhos. Passos apressados de muitas pessoas procurando Pete vinham de todas as direções, mas ninguém conseguia ver para onde o menino tinha ido.
“Suponho que é difícil encontrá-lo já que é tão pequeno.”
Chase conseguiu clarear um pouco os pensamentos. Não parava de pensar no canil, mas a cerca alta estava trancada, tornando a entrada impossível.
“Até para Pete.”
Com o constante latido de um cachorro à distância, Chase se sentia apavorado.
Tudo o que ouvia eram os relatos dos guarda-costas. Chase tentou correr ao redor da área chamando por Pete, mas não obteve resposta.
“Joshua.”
Na cabeça de Chase, os rostos de Josh e Pete iam e vinham. Havia uma sensação de auto negação, mas não era hora de sentir vergonha pela situação. Ele se levantou novamente e começou a olhar ao redor.
“Como isso pôde acontecer?”
Chase não conseguia acreditar. Enquanto procurava freneticamente o filho de Josh, percebeu que tinha se separado dos guarda-costas e se aproximado do canil.
Os guarda-costas tinham ido para um local longe da cerca, e Chase, que havia subido uma pequena colina antes de chegar à cerca, parou surpreso com o interminável trecho de grades de ferro abaixo e o amplo campo de cultivo aberto atrás da cerca.
“Com o tamanho do Pete, só de olhar em volta por um momento não dá pra saber se ele está aí dentro. Deveria ter mandado um dos guardas do parque abrir a porta e procurar dentro, mas fiquei assustado com os latidos e esqueci.” Chase torceu o rosto.
“Eu não passo de um covarde”
Um cachorro latiu novamente em algum lugar. Assim que ouviu o som, Chase se encolheu e ficou rígido. Seus pés não se moviam, então respirou fundo e começou a contar números.
“Está tudo bem, há grades de ferro. Estou seguro, nada vai acontecer.” Tentou se acalmar repetindo as mesmas palavras em sua mente várias vezes, mas seu pulso não diminuía.
A lembrança daquele dia voltou rapidamente: Quando Grayson sorriu brilhantemente, o som das folhas tão pacífico, seu grito abafado pedindo ajuda, o doce aroma das feromônios que não paravam de incomodá-lo, e finalmente o cheiro da pelagem e da gin impregnada no Rottweiler.
Nesse momento, viu o menino que estava procurando.
….
— O que você quer dizer com o Pete ter sumido? — Josh chegou rapidamente com
os guardas.
O líder da equipe de segurança estava pálido, depois falou com dificuldade:
— Desculpe, o Sr. Miller passou mal e, em um instante, o menino desapareceu de repente e… estamos procurando por ele agora, então logo aparecerá.
— Como assim o Chase está mal? Não, ele está assustado por ainda não ter encontrado o Pete? Não, espera um minuto. — Josh estava em pânico e não conseguia pensar direito. Apresou-se a procurá-los, mas tudo o que via eram os guarda-costas correndo de um lado para o outro.
— … Onde está o Chase?
O líder da equipe hesitou diante da pergunta de Josh. Olhou ao redor, mas nem ele nem Josh conseguiram encontrá-lo. Então o líder gritou:
— Equipes um e dois, encontrem o Sr. Miller! Equipes três e quatro, procurem o menino!
Josh se conteve e cerrou os dentes quando quis gritar. “Tenho que me acalmar, não é hora de perder a cabeça.” Depois de balançar a cabeça várias vezes, fechou os olhos com força. Nem sequer sabia para onde os dois tinham ido, não podia perder mais tempo.
Começou a procurar por todos os lados, chamando por Pete e Chase.
…
Chase olhou fixamente para o menino enquanto seu rosto ficava branco.
“Como ele entrou aí?”
De repente, uma ideia surgiu em sua cabeça atordoada.
‘Sim, ele é muito pequeno, então poderia passar facilmente pelas aberturas entre as grades. Foi uma tolice pensar que ele não tinha entrado só porque o portão estava trancado.”
Era uma dedução tão razoável, mas agora não era o momento de analisá-la. Era hora de pensar em como tirar Pete dali.
Além das grades de arame farpado, havia grama crescida e árvores exuberantes. Parecia ser um canil, mas não um lugar onde as pessoas pudessem passear tranquilamente e brincar com seus cães. Então Chase percebeu que aquele lugar estava completamente abandonado, e a evidência era o mato crescendo por todos os lados, parecia que ninguém passava por ali há muito tempo.
Pete estava à beira de um grande lago, cercado por uma grande vegetação. Segurava-se em algumas ervas longas enquanto apoiava seu pequeno corpo na vegetação, mas era só uma questão de tempo até cair no lago. Chase não podia se dar ao luxo de ficar parado ao ver o menino trêmulo e chorando, seu rosto estava ficando azul. Sem pensar em pedir ajuda, Chase se aproximou da grade de ferro. Então ouviu o latido de um cachorro outra vez. A mão de Chase, que segurava a cerca, tremia visivelmente.
“Quero fugir deste lugar imediatamente…. Mas então o Pete…”
Chase sacudiu a cabeça apressadamente quando achou ter visto o menino se afundar na água. Felizmente, Pete ainda estava segurando a vegetação.
Chase mordeu os lábios e gritou:
— Aguenta só mais um pouco, Pete!
Pete, que ainda chorava, se assustou e levantou a cabeça. Arregalou os olhos ao ver Chase.
— Ah?
O menino cambaleou de repente, como se tivesse relaxado ao ver Chase. O medo que Chase sentia naquele momento foi substituído pelo desespero de ver Pete prestes a cair no lago.
— Aguenta firme! Pete! — Chase sacudiu a cerca freneticamente. Mas a grade não se moveu nem um pouco.
Ugh, Pete estourou em lágrimas, chorando. Isso logo esgotaria suas forças. Parecia que a premonição de uma tragédia continuava se aproximando.
Ah, Chase se recompôs rapidamente.
Foi então que encontrou um buraco pelo qual poderia passar se se arrastasse. Chase se abaixou sem hesitar.
— … Ahh.
O arame farpado rasgava seus ombros. Embora a dor aguda se espalhasse à medida que avançava, Chase a ignorou e continuou se arrastando pelo chão. A poeira começou a subir e Chase tentou cobrir o nariz e o rosto, depois parou de respirar. Chase cerrou os dentes enquanto franzia a testa. O menino ainda chorava. Só depois de atravessar o trajeto cheio de poeira e terra, conseguiu chegar ao outro lado da cerca. Seu rosto estava coberto de lama, e a areia que havia entrado em sua boca fazia sua língua parecer áspera. Queria cuspir, mas não era fácil. Respirando fortemente com a boca seca, levantou-se rapidamente. Não havia tempo para hesitar. Chase correu para onde Pete estava.
— Pete! — Enquanto gritava novamente, Pete começou a chorar ainda mais alto.
“Logo terei o menino em meus braços. Serei capaz de pegá-lo antes que seus braços fraquejem e ele solte os galhos.” A cabeça de Chase estava cheia desse tipo de pensamento.
Nesse momento, ouviu um cachorro rosnar por perto. Chase, que parou de correr por reflexo, virou a cabeça. Não muito longe, um grande cachorro o encarava mostrando os dentes. O corpo de Chase ficou rígido num segundo.
Jason.
Só então lembrou das palavras que o menino havia dito antes. Um cachorro da mesma raça que o boneco de Pete estava diante dele. O cão era o mesmo que ele ouvira da primeira vez. Diferente do boneco, porém, era completamente real.
Um arrepio percorreu sua espinha. Pete estava entre o cachorro e Chase. Se Chase tentasse salvar Pete, o cão se aproximaria imediatamente. Talvez atacasse Pete se isso acontecesse. Era natural que Pete, menor e mais frágil que Chase, se tornasse o alvo. Dava pra ver que o cachorro desconfiava de Chase, mas mesmo assim, não parava de observar Pete.
“Só levará um minuto. Se reunir um pouco de coragem, poderei salvar o Pete. Desde que minhas pernas se movam.”
De alguma forma ele pensou ter conseguido mover sua perna trêmula, mas era só imaginação. Chase não conseguiu se aproximar de Pete.
“Assim como daquela vez…”
De repente, lembrou do passado. Um homem coberto de sangue e com as roupas rasgadas.
Suas costas largas, o rosto sorridente, o corpo encharcado de sangue.
Joshua…
Sua respiração ficou pesada e um suor frio escorreu por suas costas. “O que aconteceria se eu perdesse aquele menino?” As imagens de seu rosto sorridente olhando para Pete com os olhos cheios de amor inundaram sua mente. Ele mal conseguia imaginar como um homem que sempre foi forte entrando em colapso, desmoronando.
Foi então que se lembrou do que havia conversado com Josh.
«Se eu morrer, você vai chorar?»
«Sim, vou chorar muito.»
Naquele momento, Chase correu até Pete. De repente, um disparo alto soou enquanto o cachorro enfurecido corria em direção a eles, e Chase abraçou o assustado Pete.
Bang!
O cachorro, assustado, parou e depois e recuou às pressas. Mas aquilo não foi o fim. Novos tiros foram disparados, e uma bala roçou a pata do cão que ainda continuava rondando por perto deles.
O cão assustado não tentou mais atacar e se afastou às pressas. Foi então que Chase sentiu todo o seu corpo relaxar.
— Chase, Pete! — Houve um grito angustiado. Chase percebeu tardiamente que era a voz de Josh.
— Ah — Suas pernas fraquejaram naquele momento. Quase caiu no lago, mas a vegetação que crescia há tempos o salvou. Chase, que se apressou a se agarrar à vegetação alta, suspirou aliviado. Enquanto isso, Josh, que estava correndo até onde eles estavam, estendeu a mão com urgência.
— Segura, Chase!
Chase levantou a cabeça. Como sempre, Josh tinha vindo salvá-lo.
Com um leve sorriso, Chase empurrou o menino primeiro. As lágrimas escorreram; Pete reconheceu Josh e chorou em seus braços. Com movimentos apressados, Josh colocou o menino a salvo atrás de si e rapidamente se aproximou de Chase. Chase, com um leve sorriso, estendeu a mão, e Josh imediatamente a agarrou e o puxou com toda a força.
—…!
Chase, que havia conseguido subir, caiu no chão. Josh arfou, visivelmente aliviado.
—Papai, papai.
—Tranquilo, Pete. Agora você está salvo.
—Jason, eu o perdi.
Agora que pensava nisso, suas mãos estavam vazias.
Enquanto o envergonhado Josh o olhava nos olhos, Chase disse com um tom cansado: —O boneco caiu no lago, então não pude pegá-lo.
Josh começou a acalmar Pete, que tinha voltado a chorar, então falou com uma expressão séria: —Que diabos você estava fazendo?
Chase se virou para olhá-lo. Josh tocou suavemente sua bochecha e falou em voz baixa: —Vai ficar com uma cicatriz.
Enquanto Josh olhava para seu rosto arranhado e sujo, Chase lhe deu um sorriso amargo. Isso o deixou ainda mais chateado.
Então Josh disparou sem rodeios: —Você está uma bagunça agora.
—Está tudo bem. — Chase abriu a boca pela primeira vez. Mas foi só isso.
Com um simples gesto e sem dizer mais nada, Josh suspirou.
—Por que fez isso?
Chase o olhou novamente. Josh encarava seu rosto com uma expressão distorcida. —Você tem medo de cachorros. Então por que não fugiu e procurou ajuda para o Pete?… você também se machucou.
Chase o olhou. Um olhar indescritível se dirigiu a Josh. —É seu filho.
Naquele momento os olhos de Josh se arregalaram. Ele o olhou surpreso, sem dizer nada, então Chase lhe sorriu cansado.
—… Isso é tudo? — A voz de Josh tremia um pouco.
Chase sorriu novamente em vez de responder. Mas foi por isso que Josh teve certeza de que precisava ser sincero.
Naquele momento Josh não pôde mais segurar e confessou.
—Ele também é seu filho.
—…? — Chase franziu o cenho levemente. Sua expressão dizia “que diabos isso significa?”
Josh falou novamente com a voz trêmula: — Pete é seu filho… seu e meu… é nosso filho.
—…
Mesmo assim, Chase não disse nada. Apenas olhou para Josh. Estava claro que ele não entendia o que estava ouvindo. Josh simplesmente esperou em silêncio até que ele aceitasse a realidade.
Só depois de muito tempo Chase se moveu. Seu rosto estava manchado de barro, grama e todo tipo de sujeira, com uma expressão desconhecida.
Então conseguiu perguntar: —Quantos anos ele tem? — De todas as perguntas que inundavam sua mente, só essa conseguiu sair de sua boca.
Josh mordeu os lábios e disse com uma voz trêmula: —Eu era seu guarda a um tempo atrás, então chegou seu RUT. Eu sei que você não se lembra.
—…
—Você dormiu comigo naquela vez.
Josh esperava a resposta de Chase com o mesmo sentimento de um prisioneiro aguardando sua sentença. Permaneceu em silêncio por muito tempo. Até pensou que Chase havia parado de respirar.
Após um longo silêncio, no qual Josh sentiu como se metade de sua vida tivesse passado, Chase abriu a boca.
—Eu fiz isso…
Josh levantou a cabeça ao ouvir a voz trêmula de Chase.
Chase o encarava, sua expressão era uma mistura de medo e surpresa. —Eu te estuprei, não foi?
—Não, claro que não! — Josh imediatamente negou. Olhando para o rosto de Chase cheio de desconfiança, disse de novo: —Eu dormi com você porque queria. Estou falando a verdade.
Josh confessou tudo. —Eu queria, então dormi com você porque gostava muito de você, muito… você não me forçou a nada. Você não tem culpa.
Com uma expressão de surpresa e os olhos bem abertos, Chase permaneceu em silêncio.
Olhando para ele, Josh sentiu uma pontada no peito e seus olhos se encheram de lágrimas. —Desculpa.
—…
—Desculpa por ter mentido e escondido tudo de você.
Chase apenas olhava para Josh enquanto ele se desculpava com a voz trêmula. Josh pensou que aceitaria qualquer coisa que Chase dissesse. Tudo foi um mal-entendido, afinal. Sua relação poderia acabar ali mesmo. Ele voltaria à sua vida antiga.
Quando seu coração começou a ficar pesado, Chase murmurou de repente: —… Graças a Deus.
Josh piscou, surpreso. Naquele momento, os olhos de Chase se encheram de lágrimas.
Chase falou do fundo do coração após soltar um grande suspiro trêmulo: —Eu sabia que tinha dormido com alguém.
—…
—Esse tempo todo tive certeza de que estive com alguém durante meu RUT, mas não lembrava de nada. Então estive procurando por essa pessoa todos esses anos…
—Você estava me procurando? A mim?
—Sim.
Josh tinha uma expressão de surpresa e confusão. Chase cobriu o rosto com as mãos e suspirou profundamente.
—Ninguém apareceu, e eu não consegui encontrar nenhum rastro seu, então comecei a me perguntar se de verdade eu tinha feito com um cachorro naquela vez…
—Não! — Josh o interrompeu apressadamente. —Você nunca fez nada com um cachorro, Chase. — Josh notou que Chase hesitava com suas palavras. Então continuou falando, incapaz de continuar escondendo as coisas. —Grayson mentiu para você.
Chase inclinou a cabeça lentamente. O choque se refletia em seu rosto. Josh beijou sua testa com carinho. —Você sempre negava, então ele tentava te assustar…
—Esse desgraçado filho da puta, eu vou matá-lo! — Foi quando Chase se endireitou de repente e começou a gritar.
Pete, que estava dormindo atrás dele, se assustou e começou a chorar de novo. Josh rapidamente abraçou o menino e começou a acalmá-lo. —Cuidado com a boca na frente do Pete.
Naquele momento, Chase fechou a boca diante do aviso sério de Josh. Mas sua raiva era grande demais para conter, então se levantou num pulo e começou a andar em círculos com passos rápidos.
—Ouvi dizer que ele se preocupa com você. — Embora não acreditasse, Josh disse.
Imediatamente, Chase parou de andar e lançou um olhar desconcertado. —Grayson não sabe o que são esses sentimentos. Ele só gosta de me intimidar.
Josh, que o observava enquanto seus ombros se erguiam e abaixavam com raiva, abriu a boca novamente. —Você nunca esteve com ninguém antes.
Chase, que estava puxando os cabelos, hesitou de novo. Olhou para Josh surpreso, e Josh continuou: —Sempre extraíram seus feromônios com injeções, e a razão de ele ter escondido isso até agora é porque gosta de te assustar.
—…
—Você não fez nada do que o Grayson disse, Chase. Você não pode matá-lo. —
Josh falou com um tom calmo, mas firme. —Eu já dei uma boa surra nele, mas se quiser, posso sequestra-lo para você fazer isso pessoalmente.
—Tá bom.
—Tá bom.
Os dois selaram um acordo. Naturalmente, Chase, cuja raiva ainda o dominava, suspirou olhando para o céu, fechou e abriu os punhos repetidas vezes e chutou o chão com força tentando aliviar sua fúria.
Só depois de se acalmar um pouco, ficou parado. Enquanto Josh se levantava, abraçando Pete, que começava a dormir de novo, os olhos de Chase se voltaram para eles.
A forma como Chase olhava para Pete era claramente diferente de antes. No olhar confuso de sua expressão complexa, havia uma mistura de vergonha, curiosidade, medo e ternura. Josh ficou em silêncio e esperou Chase processar suas emoções.
—… Então, você dormiu comigo e não consegue se lembrar.
—É você… — Chase se apressou em fechar a boca antes de continuar. Josh
percebeu imediatamente que ele ia usar linguagem ofensiva de novo e o observou.
De repente, Pete abriu os olhos, como se sentisse a atmosfera estranha. Chase fixou os olhos por um momento nas pálpebras semiabertas da criança, piscando e tentando ver ao redor.
O silêncio era esmagador e mais doce do que nunca. Chase, que conseguiu abrir a boca, falou em voz baixa: —Desculpa por não ter conseguido salvar o Jason.
Pete, que o olhava sonolento, sorriu. Então disse a Chase, que o olhava atentamente: —Tudo bem.
Depois de falar, fechou os olhos novamente. Chase olhou fixamente para seu filho adormecido. —Ele não era seu amigo?
—Sim, era.
Josh sorriu amargamente. —Parece que agora ele gosta mais do seu rosto.
—…
—Você não está feliz?
Depois de um longo silêncio, Chase de repente fez uma pergunta com um tom chateado: —Eu te agrado?
—O quê?
Quando Josh devolveu a pergunta, Chase rangeu os dentes. —Você disse que só gostava do meu rosto.
Josh hesitou. Então Chase soltou a raiva que vinha segurando. —Então é verdade. Não é?
“Sempre me esforcei para não dizer que além do rosto, eu gostava de tudo em você.” Mas agora não era hora de outra brincadeira.
—Idiota.
—O quê? — Chase se irritou imediatamente.
Josh disse com um sorriso amargo: —Você também é assim.
—…
—Eu gosto de tudo em você. — Josh, que enfatizou mais uma vez, brincou: —Mas pensa bem, se eu não tivesse me apaixonado pelo seu rosto no começo, teria ido embora da primeira vez que você me agrediu.
Chase perguntou com curiosidade: —Quer dizer que deixou passar por causa do meu rosto?
—Pode ser… — Diante da resposta descarada de Josh, Chase soltou um suspiro cansado, depois não conseguiu dizer mais nada.
“Vou parar de provocá-lo por enquanto,” então Josh falou com um tom sério: — Talvez tenham sido as feromônios no início.
—…
—Ou talvez tenha sido pelo seu rosto.
Chase hesitou e perguntou: —E agora?
—Agora…
Josh sorriu com um olhar tímido. Chase parecia nervoso pela primeira vez. Josh respirou fundo e finalmente confessou em um tom suave: —… Eu te amo.
Os olhos de Chase se arregalaram. Então Josh percebeu que nunca havia dito aquelas palavras antes.
—Eu te amo. — Falou com um tom suave. “Por que eu nunca percebi que precisava dizer essas palavras doces para ele?”
Quando pensou nisso, de repente Chase o abraçou. Logo depois, seus lábios se uniram, e suas línguas se entrelaçaram violentamente. Respirações pesadas se derramaram na boca de Josh, sentindo as feromônios inundarem rapidamente seu nariz. Num instante, quando a mente de Josh estava suficientemente entorpecida, Chase terminou o beijo. Quando viu os olhos sonhadores de Josh o encarando fixamente, piscou.
Ele conhecia aquele rosto.
Chase suspirou brevemente: Haa, ha, ha.
“É o homem que vi nos meus sonhos.”
—Realmente, é você. — Chase sussurrou com uma voz trêmula. Tentou beijá-lo novamente, mas Chase tinha esquecido o fato de que havia uma criança entre eles.
—Uou…
Pete, que acordou no meio deles, explodiu em lágrimas mais uma vez. Quando Chase ficou envergonhado e se afastou rapidamente, Josh começou a rir.
—Logo você vai se acostumar com o fato de que tem um filho.
Josh beijou Chase, que olhava para Pete com uma expressão incomodada.
Josh mordeu levemente seu lábio inferior, depois tocou a orelha e disse: —Você também deixou isso naquela vez.
O olhar de Chase se fixou em sua orelha. Josh falou em voz baixa: —É inesperado, mas sou grato. Tenho o Pete graças a você… Obrigado por me dar toda essa felicidade.
—…
—Eu queria que você soubesse agora.
Josh finalmente disse algo que nunca tinha mencionado em nenhum de seus muitos relacionamentos.
—Case comigo, Chase.
Os olhos de Chase se arregalaram o máximo que podiam. Ele levou uma mão à boca e deu um passo para trás. Como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo, Josh esperou que Chase saísse do choque.
Depois de um curto tempo, Chase assentiu com a cabeça.
—… Sim.
Josh fingiu não notar que seus olhos estavam levemente úmidos. Em vez disso, fechou os olhos, o beijou e disse:
—Vou te fazer feliz, Chase Miller.
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Fim da História Principal
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna