Icing On The Cake (Novel) - Capítulo 09.7
2. Delícia de Cereja (Parte 7)
Ao abrir penosamente as pálpebras, viu que Cheriot o observava. Seus olhos, já acostumados à escuridão, captaram o rosto de Cheriot com mais clareza que antes. Cheriot, com o rosto corado tentando encontrar seu olhar, ao ver que Yurij o olhava, sorriu radiante como se estivesse esperando por aquilo. Cheriot, sorrindo até seus olhos se estreitarem, sussurrou com ternura.
—Eu vou te dar tudo o que o Wolfie desejava, até você se fartar.
Um momento…
Yurij, que tentava implorar desesperadamente um momento para recuperar o fôlego, em vez de palavras, derramou gemidos.
—Ah, uhm, uh, huh…! Ahg…!
O pau, que tinha chegado até o fundo, ao começar a mover os quadris, perfurou um lugar que não deveria perfurar. Com os olhos muito abertos até o limite, Yurij tremeu diante da sensação intensa que parecia fazer seu cérebro vibrar. Quando tentou dizer «um momento, isso, eu não aguento», Cheriot o deteve com seu movimento.
—Haa, Yurij, o seu buraco… está quente pra caralho. Se eu continuar me enfiando, eu sinto que vou derreter. Haa, uhgm, agora, você me aperta muito, ah…!
O homem, que tinha contido e voltado a conter seu desejo de penetrá-lo de uma vez, finalmente começou a mover os quadris feito louco diante da sensação que experimentou. Como que para demonstrar que só tinha desejado aquele momento, revirou violentamente o interior do buraco. O som de esfregar o interior úmido do buraco com seu pau se infiltrou vergonhosamente para fora.
Cheriot, continuando o bombeamento, logo começou a sacudir os quadris enquanto permanecia dentro. As nádegas abertas se esfregaram contra a virilha de Cheriot, avermelhando a pele.
—Uuuh, huh, haah, uh, haah, ah!
A cada investida, o som fluía naturalmente. A velocidade dos quadris de Cheriot, que se sacudiam para cima, era tão rápida que os gemidos não conseguiam acompanhar o ritmo. Ele não conseguia respirar adequadamente, o que era agonizante, e ao mesmo tempo sentia que Cheriot estava muito excitado, a ponto de sua cabeça parecer explodir.
—Yurij, haa, você é tão, ah, lindo.
Cheriot, com uma expressão lasciva e os olhos semicerrados, baixou uma das mãos que sustentava sua pelve. Ao sentir com a ponta dos dedos como as pregas, inchadas e esponjosas, não soltavam o pau que penetrava seu interior depois de tanto tempo, exalou como se soltasse um fôlego profundamente contido. —Bom, bom…, bom. —Murmurando sem parar a palavra «bom», Cheriot rasgou e alargou o interior de Yurij com seu pau.
—Hah, haa, ah… Cherry, ah… mais, mais…
Diante da palavra «bom» que ressoava continuamente, Yurij também perdeu a sanidade. Estimulando Cheriot, que o investia com uma força já difícil de suportar, pedindo mais, mais, ele também arqueou a cintura. Mesmo que se despedaçasse ao continuar se chocando assim, não importava; ele queria sentir Cheriot com o corpo todo.
—Yurij…!
Cheriot o abraçou e entrelaçou seus corpos. Com seus peitos unidos sem deixar nenhum espaço, ele moveu os quadris com gosto, muito feliz, seguindo o desejo do namorado. Embora os ossos de seus quadris se chocassem e doessem, o prazer de se fundirem num só era muito maior que aquela dor. Era exatamente a sensação que Yurij tinha desejado.
—Mmh, haah, ah, aí, Cherry, uhm, assim…
Onde Cheriot penetrava, qualquer lugar era bom. O interior que ao se tocar sozinho não tinha dado nenhum prazer, agora gritava pedindo que o penetrassem sem ordem nem ritmo e, quando Cheriot acertava e esfregava o ponto que Yurij sentia, este se estremecia convulsivamente e apertava o pau.
O prazer que crescia ao roçar seus mamilos eretos contra a pele de Cheriot, a sensação escorregadia de suas peles suadas em contato, o impacto de suas virilhas se chocando contra suas pernas entrelaçadas, tudo preenchia Yurij. Ele podia sentir a temperatura corporal de Cheriot com mais clareza que em nenhum outro ato, e isso o deixava louco de prazer.
—Eu gosto de você, Yurij, eu gosto tanto de você…
Enquanto Cheriot murmurava beijando sua bochecha, Yurij também assentiu com a cabeça. Abraçou seus ombros como que pendurado neles, suportando um ato exaustivo mas igualmente extático, e aproximou os lábios do ouvido de Cheriot.
—Continua, Cherry. Tudo o que você quiser.
O olhar de Cheriot, que girou a cabeça, esquadrinhou Yurij com intensidade. Ao ver suas pupilas, que pareciam não perceber nada além de Yurij, uma forte satisfação brotou nele. Como quando ele tinha tocado o cartão com o nome de Cheriot.
Não tinha sido exagero dizer que ele não o deixaria dormir. Cheriot se manteve unido a ele a noite toda, como se quisesse abrir caminho em seu interior com a forma do próprio pau. Como se estivesse liberando a frustração acumulada até então, Cheriot repetia o movimento mal acabava. Ele não usou camisinha. Yurij também desejava assim.
Como a lubrificação e o sêmen se misturavam abundantemente, mais tarde, toda vez que Cheriot penetrava, fluía líquido. Yurij recebeu tanto sêmen que seu ventre se sentiu cheio. Assim eles ficaram unidos até o amanhecer. Quando Yurij achou que suas forças realmente tocavam o fundo, Cheriot o fez se virar.
Cheriot, pressionando com a mão as costas de Yurij, que agora estava de bruços, começou a mover os quadris beijando as cicatrizes que percorriam as costas do namorado. Embora Yurij achasse que era impossível, que ele já não aguentaria mais, se excitou de maneira surpreendente diante daqueles beijos que acariciavam amorosamente suas costas.
Cativado pela sensação de ser preenchido completamente por dentro, enquanto o beijavam nas costas, Yurij ejaculou mais várias vezes. Mais tarde, embora já não saísse nada, tremeu e convulsionou até alcançar o clímax. Um clímax daquele tipo esgotou demais sua energia; diferente de seu desejo de resistir, Yurij finalmente adormeceu como se tivesse desmaiado. Seus olhos se reviraram sozinhos.
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Yurij abriu os olhos perto do anoitecer. Sentia como se sua consciência tivesse sido cortada e tivesse voltado, igual a quando recebeu o rut de Cheriot. Bem diante de seu rosto, ao acordar, viu o nariz preto de Berry. Quando Yurij piscou lentamente, Berry, como se estivesse esperando por aquilo, começou a lamber seu rosto. Ontem Cheriot tinha chupado seu corpo todo, e hoje Berry encharcava seu rosto de saliva.
—Berry…
Quando a língua ligeiramente áspera se aproximava como se fosse lamber até seus olhos, Yurij afastou Berry. O cachorro, que tinha lambido Yurij com dedicação, ergueu as patas dianteiras e as apoiou na cama. Como a cama não estava em condições para Berry subir, Yurij procurou Cheriot.
—Cherry.
Sua voz estava completamente rouca. Ele o chamou num sussurro com um tom grave notavelmente mais baixo que o de costume, e da cozinha se ouviu a voz de Cheriot, que de alguma forma o escutou.
—Wolfie!
—…O Berry quer subir na cama.
—Ai, Berry. Aí o Wolfie sujou ontem, então você não pode.
A voz de Cheriot se aproximava cada vez mais. Yurij quis se levantar para recebê-lo mas, ao sentir o corpo todo dolorido e latejante, soltou um gemido de dor e voltou a se deitar de bruços. As dores musculares espalhadas por aqui e ali no fim eram só incômodos que ele podia ignorar, mas lhe faltavam forças e lhe custava se levantar.
—Só eu posso usar a cama que o Wolfie sujou, Berry. Vai lá, vai comer.
Cheriot, abrindo a porta e entrando, apontou para fora enquanto olhava para Berry. Ao ouvir a palavra «comer», Berry ergueu as orelhas e assim que viu o gesto saiu correndo. Cheriot, depois de se livrar facilmente de Berry, se deixou cair sobre os lençóis ainda úmidos pelos fluidos. A cama cedeu profundamente sob o peso de Cheriot e sua cintura ressoou de dor.
Ao conter um gemido e simplesmente franzir o cenho, Cheriot o abraçou por trás e beijou sua escápula. Diante da sensação prazerosa, Yurij relaxou gradualmente a expressão e, girando o corpo, encontrou o olhar de Cheriot, que jazia à sua esquerda. Cheriot, grudado ao seu lado, sorriu com seus olhos verdes curvados.
—Você dormiu bem?
—…Não.
Ele não se sentia como se tivesse dormido. Como tinha adormecido depois do amanhecer, também não devia ter dormido muito. Como Cheriot devia estar parecido, assim que perguntou a Yurij, bocejou levemente.
—Eu também não dormi muito. Se não fosse a hora do passeio do Berry, eu teria dormido mais.
—Você foi passear?
—Só uma hora mais ou menos. O Berry faz as necessidades dele lá fora, então tem que levá-lo pelo menos três vezes por dia.
Normalmente três ou quatro vezes não seriam problema, mas era surpreendente que ele tivesse saído para passear depois de passar a noite em claro. Yurij, sentindo uma leve irritação por sua própria resistência enfraquecida, reconheceu que em termos físicos Cheriot sempre tinha tido vantagem.
—E eu também tinha que te dar o seu remédio.
—Eu tomo algum remédio?
—Eu comprei um neutralizador.
Cheriot se levantou imediatamente e estendeu a Yurij um copo de água e uns comprimidos que tinha preparado. Com um olhar que continha a dúvida de por que um homem que disse que não pretendia fazer sexo até o ano que vem tinha neutralizadores preparados, Yurij os pegou e engoliu os comprimidos. Como estava com muita sede, esvaziou o copo de água de uma vez sem parar.
—Bebe devagar, Wolfie.
Yurij assentiu com a cabeça e baixou o copo. Cheriot, observando atentamente as gotas de água que tinham escorrido pelo canto de seus lábios ao beber com pressa, pegou o copo, deixou-o descuidadamente no criado-mudo e se grudou nele. Ao ver Cheriot pondo a língua para fora para lhe lamber o maxilar, Yurij soltou uma risadinha.
Ao acariciar a cabeça de Cheriot como fazia com Berry, este, sem se saber se percebia ou não, exalou um suspiro de satisfação. Continuando a beijar ao longo da borda definida de seu maxilar, Cheriot se afastou com aparente pesar.
—Eu quero continuar, mas como o Yurij poderia desmaiar de novo, eu aguento.
—Você não disse claramente que não pretendia fazer até o ano que vem?
—Ontem o Wolfie me estimulou demais. Foi de propósito? Se foi um plano pra eu não conseguir ficar bravo, eu só posso dizer que foi um método genial.
—Foi porque alguém disse que não pretendia fazer até o ano que vem.
Cheriot soltou uma risadinha e desabou sobre o travesseiro. O travesseiro, que antes estava no chão, estava perfeitamente colocado, o que fazia pensar em que momento ele o tinha recolhido.
—Olha, Wolfie, eu não sabia que eu tinha um desejo sexual tão forte a esse ponto.
—Eu lembro que você teve bastantes parceiros.
Cheriot, que estava deitado, girou o corpo de lado. Negando com força a cabeça, se abriu com uma voz que parecia refletir seriamente.
—Como eu tinha ruts regularmente, na verdade em tempos normais eu não fazia muito. Mas com o Wolfie, mesmo não sendo o meu rut, eu quero fazer continuamente.
Com Yurij acontecia algo parecido. Antes de conhecer Cheriot, ele tinha suprimido o rut com remédios durante três anos e não tinha maiores queixas a respeito. Devido às lembranças desagradáveis de seu primeiro rut, Yurij era, de certo modo, uma pessoa abstinente. Quando ocasionalmente lhe surgia a vontade, ele aliviava com a mão e pronto. Beijar, receber carícias, tudo isso lhe era incômodo.
—Eu não acho que seja algo com que se preocupar.
—Por quê?
—Porque comigo acontece algo parecido. Então faz quando você quiser, como você quiser.
Eles se olharam nos olhos em silêncio. Embora não conversassem sobre nada em particular e só se olhassem, aos poucos se sentiram melhor.
—Eu estava observando se o Wolfie mentiria, mas parece que não.
Como se estivesse satisfeito com a resposta de Yurij, Cheriot estendeu o braço direito e o abraçou. Yurij, que estava pensando se eles deveriam trocar os lençóis, ao ser abraçado por Cheriot pensou que afinal de contas não importava.
—Não há necessidade de mentir sobre uma coisa dessas.
—Mas o Wolfie tenta se acomodar muito a mim. Se você não quiser fazer alguma coisa, você também poderia dizer.
—Talvez… Pensando bem, eu não acho. Se eu pensar bem, não parece ser o caso. Ao refletir, eu percebi que o que você deseja é algo que eu também desejo.
Yurij lembrou do que tinha pensado durante a ligação de ontem. Com um pequeno bocejo, fechou os olhos e disse:
—Isso de que você queria ver as minhas compras pra saber onde e o que eu faço a cada momento.
—…Eu disse isso?
—Disse.
—Que estranho. Eu não acho que tenha feito um comentário tão de stalker…
Uma vez que bocejou, o sono o invadiu a ponto de lhe custar abrir os olhos de novo. Yurij assentiu com a cabeça e acariciou o cabelo de Cheriot, querendo dizer que era hora de dormir.
—Mas, Wolfie, então você também quer saber o que eu faço e aonde eu vou?
Yurij assentiu levemente com o queixo. Se fosse seu eu do passado, ele nem sequer teria ousado desejar isso, mas quanto mais ficava com Cheriot, desejar coisas já não lhe era tão difícil quanto antes. Ao ver o queixo que assentia debilmente, Cheriot o abraçou com força e perguntou: —Eu concordo. Então eu uso o seu cartão?
—Na verdade…
Ele quis terminar a frase, mas chegou ao seu limite. Suas pálpebras ficaram tão pesadas que ele não conseguiu continuar falando.
—Na verdade? O quê? Wolfie, você já dormiu?
Sua expressão ansiosa por saber dava pena, mas pensando bem, os dois tinham muito tempo pela frente. Amanhã e depois de amanhã, enquanto Cheriot o desejasse, Yurij estaria ao seu lado. Ele não precisava lhe dizer agora mesmo; eles tinham incontáveis oportunidades pela frente para falar do que cada um desejava.
—Boa noite, Wolfie.
O homem para quem cada novo dia que chegava era um fardo já não estava ali. Agora o amanhã de Yurij não era uma extensão do dia que ele não conseguia terminar. Seu amanhã tinha se tornado um momento para descobrir coisas novas que até ontem ele desconhecia.
É claro, ele nem sempre precisava descobrir novas alegrias. Yurij já tinha um pai robusto e um velho amigo que o tinha acompanhado por muito tempo, um homem que amava e que tinha transformado sua vida por completo e um cachorro adorável. Às vezes, o familiar proporciona a maior alegria.
Assim, a última coisa de que Yurij lembrou antes de adormecer foi o sorriso radiante de Cheriot, que seria a primeira coisa que ele veria ao acordar.
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Fim🍒
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna