Ex Sponsor (Novel) - ↫─Capítulo 204
Ex-Patrocinador — Extras
Extra 2 🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
— Haa…. Haa…. Hnn.
Depois de uma relação intensa logo ao abrir os olhos de manhã, Cheongyeon se largou na cama.
Do-Heon envolveu a cintura de Cheongyeon com o braço e beijou sua testa.
— Dormiu bem?
— …Não.
— Por quê?
Do-Heon inclinou o queixo, irritantemente, como quem realmente não sabe de nada.
— Se você drenar minha energia assim todo dia, de dia e de noite, eu vou acabar morrendo.
— Que pena. Vou ter que mandar preparar um fortificante para você.
Nem por educação ele disse que ia maneirar. Cheongyeon pensou em explodir ao menos uma vez dizendo que era demais, mas, ao encarar aquele rosto magnífico, as palavras duras voltavam sozinhas garganta abaixo.
Ele tinha acabado de acordar, mas o rosto de Do-Heon não tinha defeito algum. Nada de inchaço, que era o que Cheongyeon mais temia no dia a dia, nenhuma marca de travesseiro; estava impecável.
Conferindo o relógio na parede, eram 7h35. O tempo estava tão apertado que, assim que Do-Heon se lavasse e se vestisse, teria de sair direto para o trabalho. Não parecia haver folga nem para o café da manhã.
— Eu ia fazer o café da manhã. Por sua causa estragou tudooo…
— Já falei que não precisa.
— Mas, quando eu entrar em gravação, a gente pode ficar um tempo sem se ver direito.
E ele até tinha conferido com cuidado a receita que ia preparar no dia anterior. Em vez de refeição, a situação era de só tomar banho e sair às pressas.
Cheongyeon se ergueu, contrariado. Com as gravações do filme prestes a começar, ele vinha decorando o roteiro com afinco. Não bastava decorar: ele também tinha aulas de atuação, reuniões prévias e, no meio disso, precisava preparar os figurinos.
Além disso, dessa vez havia uma cena em que ele pulava de um terraço e também cenas de ação lutando com o vilão. A partir do mês seguinte ele teria aulas de ação à parte.
Por isso, quando as gravações começassem para valer, era certo que ele ficaria ocupadíssimo, sem tempo para respirar. Então, nesse período em que ainda tinha alguma folga, Cheongyeon queria se dedicar mais à família.
Normalmente ele dormia muito e nem fazia questão do café da manhã, mas por um tempo planejava comer com calma junto com Do-Heon, despedir-se de Jiyun quando ele fosse para a creche e passar tempo com a família nas pequenas coisas do cotidiano.
Mas, por algum motivo, todos esses desejos ficaram em segundo plano, e ele vinha levando dias enlouquecidos em que bastava cruzar olhares com Do-Heon para se enroscarem e transarem. Parecia até pior que na lua de mel.
Na verdade, na lua de mel ele acreditava que Do-Heon não gostava dele, então nunca imaginou que pudesse ficar tão próximo dele. E eles eram realmente distantes.
Por isso, para Cheongyeon, os dias de agora pareciam ainda mais um sonho. Será que existiriam dias mais plenos e perfeitos que aqueles?
Enquanto Do-Heon entrava para se lavar antes do trabalho, Cheongyeon arrumou o corpo a duras penas e foi até o quarto de Jiyun. Com três anos agora, Jiyun devia ter acabado de acordar, porque estava sentado na cama, aturdido.
— Papai!
— Meu bebê dormiu bem?
— Sim. Papai, me pega.
Jiyun fez manha e estendeu os braços para Cheongyeon. Como os empregados ainda não tinham chegado, cuidar de Jiyun cedo de manhã era tarefa exclusiva de Do-Heon e Cheongyeon.
Mas não havia reclamação. Pelo contrário, ultimamente ele vinha aproveitando esse tempo só com a família. Simplesmente os três.
— Diz tchau para o papai.
Ao avistar Do-Heon, que já pronto tinha saído para a sala, Cheongyeon sussurrou para Jiyun.
— Papai, tchauzinho.
Como Cheongyeon mandou, Jiyun agitou com afinco os bracinhos curtos. Despedir-se com entusiasmo todo dia era a rotina matinal de Jiyun.
Do-Heon sorriu de leve e beijou a bochecha de Jiyun. E depois os lábios de Cheongyeon também.
— Eu já volto.
Do-Heon estava com um traje tão impecável que era difícil acreditar que tivesse feito aquela indecência de manhã. A expressão também já tinha voltado ao rosto sem emoção de sempre.
Antigamente aquilo só lhe causava mágoa e antipatia, mas ultimamente fazia seu coração acelerar de um jeito incompreensível. Às vezes, se continuasse olhando, ele ficava constrangido sozinho e acabava desviando os olhos sem perceber.
Casado com Do-Heon e já com um filho, era engraçado se ver às vezes agindo como quem está num namoro recém-começado.
— Fica bem com o Jiyun.
— Ganha muito dinheiro.
Cheongyeon disse, brincalhão. Então Do-Heon, que ia justamente sair, estancou e se virou. Como quem lembrou de algo.
— Eu pedi à senhora que preparasse um fortificante até esta semana, então, quando chegar, toma sem falhar.
— Eca…! Não me diga que aquilo era sério?
— Até a noite.
— Ah, não quero. Como assim eu tomar fortificante? Do-Heon-ssi, Moon Do-Heon!
Ele chamou Do-Heon tardiamente, mas ele ajeitou a gravata e saiu de casa sem o menor apego.
— Papai, tchauzinho… Tchauzinhuuum, buáá…
Jiyun, que até então acenava com afinco para Do-Heon, caiu no choro.
Talvez por Do-Heon ter tirado licença-paternidade e cuidado dele pessoalmente desde recém-nascido, Jiyun era especialmente apegado a Do-Heon. Era um caso em que o vínculo se formou mais forte com Do-Heon do que com Cheongyeon.
— Não chora.
— Papai… volta pro Jiyuni… Vem cáaa.
Jiyun choramingou, olhando sem parar para a entrada.
— O papai grande volta rapidinho daqui a pouco. O Jiyun tem que comer, comer.
— Fungada. …Papinha?
— Isso, papinha. Está com fome?
— Uhum.
Ainda assim, com Cheongyeon por perto, ele logo recuperava o sorriso.
Enquanto preparava o café da manhã para comer com Jiyun, Cheongyeon jurou que naquela noite, sim, prepararia pessoalmente uma refeição decente para Do-Heon.
E assim começava uma manhã pacífica.
🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
— Senhor Cheongyeon. A água.
— Ah, sim. Obrigado.
Cheongyeon recebeu com as duas mãos a garrafa que o membro da equipe lhe estendia e olhou ao redor, inquieto. Eram quase todos rostos desconhecidos.
Naquele dia era a primeira leitura de roteiro do filme para o qual ele foi escalado. Ele tinha ensaiado bastante, mas, diante de outros atores e da equipe, não havia como não ficar tenso.
Cheongyeon brincava com o roteiro esperando que os outros se sentassem logo.
— Cheongyeon-ssi, quanto tempo. Tudo bem com você?
— Ah, diretor. Chegou? Eu estou bem, sim.
— Hoje não fique tão tenso, fique à vontade. É só uma leitura, também para nos conhecermos.
— Mas eu preciso me sair bem…
Cheongyeon murmurou, preocupado, enquanto trocava amenidades com o diretor. No meio disso, percebeu de repente que o diretor e a roteirista estavam sentados um de cada lado dele.
Os outros estavam reunidos entre atores, mas só o lugar dele estava encravado no meio dos principais membros da equipe.
Será que puseram assim por ele ser o protagonista? Mesmo assim, é desconfortável demais…
— É verdade, Cheongyeon-ssi. Eu tenho uma coisa para falar sobre a cena de ação.
O diretor, que conversava com outro membro da equipe, voltou a lhe dirigir a palavra como quem lembrou de algo. Cheongyeon assentiu.
— Sim.
— Sobre pular do terraço. Você disse que faria pessoalmente, né?
— Isso.
— Acrescentamos umas cenas ali, então vamos emendar: você luta com o Seonguk e pula logo em seguida. Acho que vai da luta de facas para a luta corpo a corpo. E depois o salto.
Não era que não houvesse ação naquela obra, mas, por ser uma cena acrescentada num momento importante, a dificuldade parecia considerável.
— Qual é a duração?
— A previsão é de uns 30 segundos, mas, como você sabe, dependendo da edição pode esticar para um minuto.
— Então eu vou ter que ter aulas com a equipe de artes marciais?
— Claro. A marcação e a ação são todas montadas pela equipe de artes marciais.
Nisso, o empresário de Cheongyeon, que só ouvia ali perto, se meteu com cautela.
— Se for muito difícil, não dá para usar um dublê? Aprender leva tempo. E decorar o roteiro já é difícil…
— Não. Eu vou fazer. De qualquer forma, mesmo usando dublê, eu teria que fazer as aulas básicas.
Cheongyeon falou com voz convicta.
Era algo que ele decidira desde que fez o teste para o filme e foi escalado como protagonista. Ele já sabia que era um papel que exigia ação e estava preparado. Por isso, se possível, queria atuar usando o próprio corpo, quase sem dublê.
— Isso não é maravilhoso ? A sua paixão é excelente, Cheongyeon-ssi.
O diretor sorriu satisfeito. Então bateu palmas e reuniu as pessoas ao redor.
— Bom, então vamos começar a leitura de roteiro do elenco de “O Contra-ataque do Mal”?
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna