Ex Sponsor (Novel) - ↫─Capítulo 203
Ex-Patrocinador — Extras
Extra 1 🎬 ∙ ∙ ∙ 🎥 ∙ ∙ ∙ 🎭
— Jihan oppa, faz lives de interação com mais frequência? Haa. Eu faria, se eu tivesse tempo, mas ultimamente eu estou realmente enlouquec… Ué?
Jihan, que falava sozinho diante do celular com a transmissão ao vivo ligada, se sobressaltou com a campainha que tocou de repente.
— Ah, espera aí. Alguém tocou a campainha de casa do nada. Não devia ter ninguém para vir a esta hora. Que estranho.
Jihan desviou os olhos do chat que estava lendo e virou a cabeça na direção da entrada. Logo se levantou.
— Quem é?
Ele se aproximou do sapateiro e perguntou quem estava lá fora, mas não veio resposta alguma. Depois de hesitar um instante, Jihan voltou ao quarto e avisou às pressas diante do celular.
— Pessoal. Eu volto depois. Deve ser o empresário. Até a próxima.
Deixando um cumprimento curto com uma piscadinha, Jihan encerrou a transmissão. Em seguida conferiu a tela do interfone. Mas não havia ninguém do lado de fora da porta.
— Ai, que arrepio. O que é isso, do nada…
Ele pensou em simplesmente ignorar, mas Jihan não conseguiu vencer a curiosidade. Prendeu bem a corrente e abriu a porta de entrada só um pouquinho.
— Quem é?
Dessa vez também não veio resposta. O corredor estava silencioso.
Deve ter sido alguém pregando peça. Concluindo isso, ele ia fechar a porta quando, de algum lugar, ressoou uma vozinha bem clara.
— Titio.
— Ai, que susto!
Assustado com a voz que veio de um ponto bem mais baixo do que ele esperava, Jihan baixou os olhos e viu uma criança parada ali, olhando para ele.
— Titio!
A criança repetiu, erguendo os olhos para Jihan.
— Você é filho de quem…?
— Uhn? Eu sou o Jiyuni.
Só depois que a criança inclinou a cabeça e disse o próprio nome é que Jihan reconheceu quem estava diante da porta.
— Não me diga, Moon Jiyun?
— Uhum!
Como o corredor estava escuro, só os olhos grandes da criança se destacavam e os traços não apareciam direito, por isso ele não a reconheceu de primeira.
Olhando de novo, aquele rostinho delicado igualzinho ao de Cheongyeon com os olhos enormes em destaque era exatamente o filho do Yoo Cheongyeon. E a falta de expressão peculiar ao olhar para as pessoas era coisa do Moon Do-Heon.
Jihan destravou tudo às pressas e escancarou a porta. Então ergueu Jiyun de uma vez, como quem arranca um nabo. Olhando para os dois lados, no corredor não havia ninguém além de Jiyun.
— Por que você veio sozinho para cá? Cadê o seu pai.
— Uhn?
— Não, que pai louco larga uma criança aqui sozinha e some… quer dizer, não. Que pai tolo é esse, meu Deus. Né?
— Loucu?
— Não é nada. Esquece. O titio falou errado, Jiyun-a. Esquece essa palavra feia.
Jihan disfarçou, desconcertado. Sem saber se tinha entendido ou não, Jiyun, que completara três anos naquele ano, apenas inclinou a cabeça.
— Hã?
— Aonde foi o seu pai?
— Papai… papai assim, coisa grande. Tem bolsa. Grande e pesada. Foi muito difícil.
Por mais que ele se concentrasse em Jiyun, que explicava misturando gestos de mãos e pés com afinco, não havia como entender do que se tratava.
— …Que diabos é isso. Vou enlouquecer.
Como não dava para continuar ali, Jihan pretendia levar Jiyun para dentro de casa. Ao mesmo tempo, no instante em que tirou o celular para ligar para Cheongyeon, alguém abriu a porta e entrou.
— Ei, Kim Jihan…
— Aaah, que susto!
— Quanto tempo.
— Papai! Papaaai!
Diante da aparição de Cheongyeon, Jiyun agitou as mãos, contente. Jihan examinou aquele Cheongyeon que surgira do nada como quem olha para um invasor e depois soltou um suspiro de alívio. Não era para menos: Cheongyeon estava com o rosto completamente coberto por máscara e boné, então no começo ele achou que um estranho tinha invadido a casa.
— Toda vez que eu venho a esta casa nova eu penso: você caprichou na decoração. Onde você comprou aquela luminária?
— Ei, que história é essa de aparecer a esta hora sem avisar. Se ia vir, ao menos avisa.
— Você é que não leu minha mensagem por causa da live. Enfim, me deixa dormir aqui só uma noite.
Diante daquele pedido descarado de Cheongyeon, Jihan franziu o cenho, incrédulo.
— Que é isso. Foi expulso?
— Não fui, não. Eu saí por vontade própria.
Cheongyeon, com uma mala de lona enorme no ombro, pôs os pés na sala sem pedir licença. Toda a sequência de tirar os sapatos, entrar e desfazer a bagagem era muito natural. Talvez fosse porque ele já tinha experiência prévia, pensou Jihan.
Jihan, que observava Cheongyeon em silêncio, soltou um riso vazio, incrédulo.
— Mas por que a minha casa de novo? E como é que você larga a criança sozinha na frente da porta? E se nesse um minuto alguém a levasse?
— Ah, ele saiu correndo na frente enquanto eu pagava o táxi.
— Se brigou com o Moon Do-Heon, vai para um hotel. Um cara com filho…
Diante da acusação de Jihan, Cheongyeon suspirou, alegando injustiça.
— O Jiyun não gosta da roupa de cama de hotel. Diz que faz barulhinho, que parece que alguém fica cochichando no ouvido dele. E ir para a casa do meu pai eu não quero… Você sabe.
— Que criança exigente. De quem será que ele puxou? Hein?
Jihan fez carinho em Jiyun, que segurava nos braços, e lhe deu um beijo na bochecha. Dizia que era exigente, mas havia um sorriso na boca.
Jiyun, que aparentemente não entendeu, apenas piscou e olhou para Cheongyeon.
— Papai. Tô com fome.
— Ah, tá. Eu te dou comida. Espera um pouquinho com o titio Jihan.
— Ei. Na minha casa não tem nada para dar a criança.
— Eu trouxe de casa.
Cheongyeon tirou da mala um monte de pacotes de comida infantil com a palavra “orgânico” escrita.
— …Você veio com tudo planejado mesmo. E então, por que você saiu de casa? Brigaram feio?
Diante da pergunta, Cheongyeon, que estava sentado no chão desfazendo a bagagem de forma combativa, estancou. Então deixou os ombros caírem sem energia e assentiu.
— É…
— O que foi. O que houve agora.
— …….
— Fala logo. Estou curioso.
Cheongyeon brincou com o conjunto de talheres de Jiyun e falou.
— …Ele não me deixa atuar.
— O quê? O Moon Do-Heon?
Jihan se assustou e arregalou os olhos. Jiyun, em seu colo, se assustou junto e arregalou os olhos também.
— Mu Doheu?
— Espera, ele não dava todo o apoio à sua carreira de ator? Como assim não te deixa atuar?
Jihan cobrou, como quem manda falar logo. Só então Cheongyeon começou a explicar, em ordem, o que tinha acontecido.
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Dias antes.
Cheongyeon acordou sentindo aquela sensação familiar preenchendo seu baixo-ventre. Um prazer subiu formigando pela coluna, a partir do cóccix.
— Hnnn…
Soltando um gemido sem perceber, ele abriu os olhos e viu a luz da manhã entrando fraca por entre as cortinas.
Do-Heon abraçava por trás o corpo de Cheongyeon, deitado de lado, enquanto movia a cintura lentamente. Ao ritmo daquele movimento, o prazer se espalhava.
A cada som viscoso vindo de onde estavam unidos, Cheongyeon tremia as pálpebras e expelia uma respiração curta.
— Ah, Do-Heon-ssi…
Ele foi atormentado por Do-Heon a noite inteira e, como se não bastasse, aparentemente adormeceram com ele ainda dentro. E, assim que acordou, os movimentos de cintura recomeçaram.
Quando Do-Heon impulsionou lentamente a pélvis por trás dele, sua cabeça ficou branca. Cheongyeon agarrou o braço grosso que o envolvia por trás e fechou os olhos com força.
A cada vez que o pênis grosso e comprido estimulava as paredes internas inchadas, sua cintura estremecia sem querer.
— Ah, hng! É bo-, bom…
— Bom onde.
Do-Heon sussurrou em seu ouvido com a voz turva. Ao mesmo tempo, os pelos da nuca de Cheongyeon se eriçaram.
Logo, insatisfeito com o movimento naquela posição de lado, ele virou o corpo de Cheongyeon. E voltou a enfiar o pênis entre as nádegas brancas de Cheongyeon, agora de bruços. Graças à noite inteira de tormento, as paredes internas acolheram o pau enorme com muita suavidade. O interior estava completamente molhado.
Do-Heon sentiu a pressão apertando todo o pênis e começou a se mover rápido. A cada investida, o corpo nu de Cheongyeon — que tinha se remexido durante o sono e acabava de acordar — estremecia de um jeito enlouquecedoramente obsceno.
— Aah, hnn! Haak…, deva-, hng! Um pouco mais devagar…
— Yoo Cheongyeon.
— Eu vou goz-, huuu! Hnnn.
— Levanta a cintura.
Diante da ordem de Do-Heon, Cheongyeon fez força nas coxas. Mas, a cada investida por trás, seu corpo amolecia e desabava.
No fim, Cheongyeon gozou primeiro e, pouco depois, Do-Heon terminou.
A sensação do sêmen se espalhando dentro de seu ventre já não era só familiar: ele chegava ao ponto de sentir prazer só com aquilo. Cheongyeon ficou preocupado, se seu corpo não estaria ficando sensível e obsceno demais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna