Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 196
Capítulo 196
* Esta história paralela se passa antes do epílogo, então peço que tenham isso em mente ao ler.
Extra 1
— Ah, haa, ha… hum.
A respiração ofegante escapava misturada aos gemidos. O suor que brotava da testa de Grayson escorria pela bochecha, acumulava-se no queixo, oscilava por um instante e logo caía. A gota que despencou sobre o peito firme e inchado deslizou pela curva arredondada e foi se acumular no vale entre os peitorais.
Grayson observava a cena com olhos extasiados. Era só uma gota de suor rolando, e ainda assim seu coração parecia prestes a explodir e ele não conseguia desviar o olhar. O pulso latejava no pênis duro e inchado. As batidas violentas ressoavam, retumbando dentro da barriga de Dane.
— Ahh… hum.
Dane mordeu o lábio inferior e deixou escapar um gemido. Entre suas pernas bem abertas, Grayson estava dentro dele. Grayson baixou os olhos para o buraco que apertava com força seu membro pesado. Os feromônios o deixavam completamente fora de si, mas, mesmo assim, seus olhos lambiam com insistência, como que por instinto, cada canto do corpo de Dane.
Quero ver mais de perto.
Se ainda lhe restasse um pouco de razão, talvez ele tivesse apenas feito o que precisava e terminado logo. Mas sua mente, encharcada de feromônios, só corria furiosamente pelo caminho traçado pelo instinto. Grayson esqueceu até o fato de que Dane estava ferido e se movia perseguindo o desejo.
Os movimentos do quadril foram ficando cada vez mais brutos, e o som da pele dos dois se chocando ecoava alto. Ele avançava como se testasse até onde podia quebrá-lo, até onde lhe era permitido ir, e sua respiração já tinha se tornado áspera como a de uma fera.
Pelo menos naquele momento, a razão, a culpa e o autocontrole desmoronaram por completo. Grayson existia apenas como alguém que o desejava.
— Ha, ah…!
Cada vez que ele se enterrava entre as nádegas, a respiração de Dane explodia sem piedade por entre os lábios.
Não é suficiente.
Não é suficiente…
Algo gritava assim em algum lugar dentro dele. Arrastado por aquela fome de origem desconhecida, ele se enterrava ainda mais fundo, ainda mais bruto.
O som da pele se chocando, os gemidos molhados que escapavam de vez em quando — tudo isso entrava pelos seus ouvidos e estimulava apenas o instinto. E os feromônios do ômega, que se espalharam aproveitando a brecha, queimavam seus nervos como se fossem gravetos para acender o fogo.
O aroma do calor misturado à doçura foi ficando cada vez mais denso e preencheu o ambiente, e Grayson o inalou. Mesmo tentando não prestar atenção, já era tarde. O instinto de alfa se rendeu àquele cheiro e, a partir daquele momento, a razão não significava mais nada.
Quando enfiou as mãos por baixo das coxas grossas e as empurrou para cima, ouviu-se lá embaixo um gemido próximo de um grito. Ele achou ter ouvido também, de relance, um ruído espumoso, um grrrr. Mas aquilo não chegou à consciência de Grayson. O efeito visual vinha primeiro.
Conforme as nádegas se erguiam acompanhando as coxas, Virginia, que estava enterrada fundo, deslizou para fora, escorregadia. O pênis, recuado quase pela metade, estava todo encharcado de fluido viscoso e brilhava por inteiro. Além disso, toda vez que Dane arfava pesadamente, o buraco se contraía ao máximo, sugando o membro, e depois relaxava de novo, repetindo o movimento. A cena era tão erótica que Grayson poderia jurar que nunca se cansaria dela, mesmo que a olhasse pela vida inteira.
— Dane, essa Ambro…
— Se der nome ao meu buraco, eu te mato.
Dane jogou um balde de água fria em Grayson, que estava completamente empolgado, à beira do êxtase. Ele falava sério. Diante do olhar feroz com que Dane o encarava, Grayson voltou à realidade num instante. Como Dane chegou até a cerrar o punho de propósito, Grayson recuou um passo e murmurou:
— …Estou dizendo que é bom, aqui.
Embora tivesse sido obrigado a se encolher, o poema em seu coração não podia parar. Naquele momento, ele podia se orgulhar de ser um poeta à altura de Homero. Seu nome: Hino à Ambrosia.
Ah, esta é a minha Ambrosia (* Na mitologia grega, a comida ou bebida dos deuses. Dizem que quem a come jamais envelhece nem morre). O buraco maravilhoso que faz a minha Virginia viver e respirar. A Virginia enterrada dentro da Ambrosia chora de alegria. Ela encharca a Ambrosia e a faz transbordar. Minha Ambrosia. Vou encher a sua boca vazia com a Virginia. Pela vida inteira, a sua boca vai estar cheia de Virginia. Coma devagar, Ambrosia, você é mesmo gananciosa. Se sugar com tanta força, a Virginia pode até chorar de dor. É claro que a Virginia está destinada a chorar, mas não é melhor que esse momento demore o máximo possível?
Vênus, não fique com ciúmes. A Ambrosia é um tesouro tão magnífico quanto você. Depois de encher a Ambrosia, vou esfregar a Virginia toda encharcada em cada pedacinho seu. Vênus, como seria bom se você também pudesse chorar. Como seria fantástico se as lágrimas brancas da Virginia e as suas lágrimas brancas escorressem misturadas. Ah, Ambrosia. Ah, Vênus. Ah…
— Aaah!
Sem conseguir conter a excitação, Grayson agarrou o peito de Dane com as duas mãos. Ao sentir as mãos enormes apalpando a carne sem parar, Dane franziu a testa sem querer, mas deixou. Grayson parecia estar mais fora de si do que ele próprio, que estava no cio.
De qualquer forma, bastava que ele acertasse direito lá dentro. E, nisso, ele estava se saindo muito bem, então não era o bastante?
— Ugh…
Um gemido fino escapou pelo canto da boca. Grayson, como se tivesse perdido completamente o juízo, entrava e saía lá embaixo enquanto espremia o peito. O som melado ecoava alto. A cada vez que saía e voltava, a Virginia golpeava a entrada do útero e recuava. Maldito, filho da mãe! Dane acabou soltando um palavrão, com a garganta seca. Mesmo tendo tomado o analgésico que diziam ser o mais forte, ainda sentia dor. Só que era suportável. Com uma paciência sobre-humana, Dane ergueu as duas pernas, enlaçou a cintura de Grayson e o puxou para si.
— Mete e mexe, seu desgraçado. Para de ficar só cutucando à toa.
Diante das palavras ferozes que Dane cuspiu rangendo os dentes, Grayson, com o rosto aéreo, soltou um “ah, ah” e assentiu. O pênis que preenchia sua barriga revolveu o interior. A sensação de ter o útero empurrado para cima e as paredes internas inteiras sendo varridas arrancou gemidos espontâneos.
O movimento que deslizava, raspando aquele lugar úmido, era cruelmente ganancioso e, quanto mais tocava, mais profundo era o prazer que arrancava. A cada impacto que vinha, o corpo balançava como se fosse arremessado. Grayson sentia até o mais leve tremor de Dane, sem deixar escapar nenhum, e empurrava o quadril ainda mais fundo.
A sensação daquele interior que o apertava na medida exata, o calor que o envolvia por dentro. Tudo aquilo o levava cada vez mais à loucura.
— Ah, que bom… continua.
Assim que Dane deu permissão, Grayson começou a golpear lá dentro com tanta força que fazia barulho: plaft, plaft. Como se quisesse cumprir o pedido de não sair, ele entrava e saía de forma rasa enquanto empurrava com força para cima, e, a cada impacto, o útero tremia sem parar. O calor ardente era tanto que o corpo chegava a esquecer de relaxar sozinho.
Grayson sentia um impulso que lhe apertava o corpo inteiro: precisava torná-lo completamente seu. Respirando pesadamente, ele avançou ainda mais fundo, ainda mais impiedoso. Até o suor que escorria pela pele grudava, pegajoso, e o ambiente estava tomado apenas por um calor denso, misturado de carne molhada e feromônios.
Sem aguentar mais, Dane agarrou o pescoço de Grayson e o puxou. Quando o encheu de beijos, lambendo e mordendo seus lábios sem parar, a parte de baixo se encaixou ainda mais fundo. Ele o engoliu até a raiz, a ponto de os pelos pubianos ásperos esfregarem o buraco. Com a sensação estranha, Dane franziu a testa sem querer. Esse desgraçado, por que não se depilou?
Cada vez que os pelos fartos lá de baixo roçavam ali, o corpo inteiro estremecia. O problema era que a sensação não era ruim. Ah, quer saber? Dane não tinha tempo para pensar mais a fundo, então simplesmente deixou o pensamento de lado e se concentrou apenas nos movimentos de Grayson.
Ha, haa, hng, ah.
Gemidos e respirações se misturavam. Já nem dava para saber quem estava beijando quem. Grayson, desesperado, lambia e esfregava a língua de Dane, colando o corpo ao dele. Enfiou a mão que segurava o peito por baixo da axila, abraçou-o pelos ombros e se uniu a ele por completo.
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Continua
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello&Belladonna