Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 125
Capítulo 125
— …Hã?
Um cheiro fraco e acre flutuava ao redor. A percepção de que o aroma familiar era dos cigarros que ele costumava fumar veio mais tarde. Erguendo lentamente as pálpebras em sua consciência turva, Grayson viu um homem sentado bem ao seu lado.
— Dane…?
Grayson piscou os olhos entreabertos algumas vezes. Isso era um sonho? …Ou realidade?
Ele precisava recuperar os sentidos e verificar, mas não conseguia acordar. Ele apenas piscou, meio adormecido, quando Dane, percebendo o movimento, virou a cabeça. Seus olhares se encontraram e, vendo o rosto atordoado de Grayson, ainda pesado de sono, ele deu um sorriso fraco.
— Dormiu bem, Lindo?
— É um sonho.
No momento em que ouviu a voz dele, Grayson teve certeza. Não havia a menor chance de Dane sorrir para ele e falar com uma voz tão doce.
— Um sonho feliz…
Grayson logo fechou os olhos. Não queria acordar daquele sonho. Sua consciência desvaneceu novamente, mas sua mão mole, como se possuísse vontade própria, tateou pelo colchão e subiu pelo corpo de Dane. O objetivo era óbvio. Ele sorriu timidamente enquanto agarrava o peito que não havia soltado durante todo o Rut.
Mesmo enquanto ele pegava no sono, Dane soltou um suspiro perplexo diante da mão que acariciava seu peito. Ele parou a própria mão no ar, prestes a dobrar os dedos e dar batidinhas na cabeça de Grayson como se batesse à porta, e olhou para ele. Bem naquele momento, sua orelha contraiu brevemente para frente e para trás. Dane hesitou por um tempo e, finalmente, abaixou a mão. E Grayson caiu em um sono profundo de novo, como se tivesse desmaiado.
— O quê? Isso é mesmo verdade?
Koi, recebendo o relatório inesperado, ergueu a voz em desmaio. A voz familiar continuava a fluir do outro lado da linha. Koi prendeu a respiração e a escutou, ocasionalmente repetindo respostas como:
— Entendo. — — Pois é…
Quando a história terminou, Koi soltou um breve suspiro e assentiu.
— Sim, eu entendo. Obrigado por me avisar, sim…
Após trocarem cumprimentos protocolares, ele encerrou a ligação. O silêncio caiu de repente. Koi andou de um lado para o outro na sala de estar com uma expressão séria. A Torre Eiffel era visível do lado de fora da janela. Ele tinha vindo para cá com Ashley, que estava na França em negócios oficiais. A mente de Koi estava complicada após receber o relatório sobre o que havia acontecido enquanto ele estava fora dos Estados Unidos por um tempo.
Ele caminhava lentamente de uma extremidade à outra da sala com o rosto preocupado quando, de repente, ouviu o som da fechadura da porta ser liberada. Ele parou de andar e virou a cabeça, e Ashley logo abriu a porta e entrou.
— Ash.
Koi sorriu radiante, como se estivesse esperando por ele, e se aproximou. Naturalmente, eles se abraçaram com força e se beijaram, e então Ashley respirou fundo. Ele estava cheirando o aroma do feromônio de Koi. Koi, que ficou ali parado por um tempo esperando que aquela sequência de momentos passasse, abriu a boca.
— O trabalho correu bem?
— Mais ou menos.
Ashley respondeu casualmente, enterrando o nariz no pescoço de Koi. Koi deu um sorriso sem graça e o repreendeu levemente.
— Como você pode fazer um trabalho mais ou menos?
— Está tudo bem, porque você só está dizendo coisas inúteis.
Ashley ainda falava em um tom desinteressado. No final, Koi pôde apenas sorrir e balançar a cabeça. Então, Ashley esfregou o nariz no pescoço dele, fazendo-o encolher os ombros e explodir em uma risada.
— Faz cócegas, para com isso.
Koi, ainda com o sorriso no rosto, segurou o rosto de Ashley e beijou seus lábios. Ashley também sorriu e mordeu de leve o nariz dele. Como ele não mostrava nenhum sinal de que soltaria sua cintura, Koi tocou cuidadosamente no assunto naquele estado.
— Ei, eu tenho uma coisa para te contar.
— Pode falar.
Normalmente, notícias indesejadas surgem em momentos como esse. Ashley esperou pelas palavras de Koi sem demonstrar seus sentimentos. Ele hesitou por um momento, então armou-se de coragem e abriu a boca.
— A sra. Bernice entrou em contato comigo.
— Bernice.
— É.
Koi assentiu como se confirmasse para Ashley, que repetiu o nome que saíra da boca de Koi.
Bernice era a secretária de Dominic Miller, o pai de Ashley. Ela vinha relatando as condições de Ashley ou cuidando de assuntos relacionados sob as ordens dele e, após a morte de Dominic, vinha trabalhando como secretária pessoal de Ashley até agora. Atualmente, ela estava encarregada da gestão geral dos filhos, então o fato de ter entrado em contato significava que algo estava errado com eles.
Koi continuou a falar com Ashley, que esperava silenciosamente pelas próximas palavras.
— Era sobre o Grayson…
Ashley não o apressou, embora ele estivesse hesitando. Mesmo que incontáveis pensamentos sinistros já estivessem indo e vindo em sua cabeça. Esperando pacientemente, Koi finalmente pareceu se decidir e confessou.
— O Grayson foi a uma festa.
Ashley franziu o cenho pela primeira vez. Qual era o problema daquilo? Não estava antes meio atrasado? Quanto tempo fazia desde que ele dissera para ele extrair seus feromônios? Como se percebesse a dúvida na mente de Ashley, Koi continuou.
— Ele extraiu os feromônios com uma injeção.
Ele sentiu os braços que vinham segurando Koi até então estremecerem. Koi continuou com uma expressão preocupada.
— A sra. Bernice disse que o Grayson foi à festa, mas apenas extraiu os feromônios com uma injeção e simplesmente voltou. Ela o seguiu imediatamente e confirmou que ele entrou em casa em segurança, mas parecia que ele estava no Rut. E ele não sai de casa há três dias desde então… Ah, a sra. Bernice entrou em contato com o corpo de bombeiros. Ela disse que ele estaria descansando por alguns dias devido às sequelas do Rut.
Ashley não reagiu de forma alguma até Koi terminar de explicar. Ele apenas encarou Koi fixamente. Sem sequer piscar.
— …Por quê?
Após um longo tempo, ele moveu os lábios. Logo depois, Ashley continuou com o cenho franzido, como se não conseguisse entender de jeito nenhum.
— Por que ele se daria ao trabalho de fazer isso?
Koi respirou fundo antes de responder. E trouxe à tona a conclusão que havia compartilhado com Bernice.
— Porque ele tem alguém de quem realmente gosta.
Ashley não reagiu imediatamente. Ele apenas encarou Koi sem se mover por um tempo, então soltou uma lufada curta de ar.
— O cara que tentou conectar o irmão em um cachorro quando o Chase se negou tanto, está fazendo isso?
Koi correu para explicar o motivo daquelas palavras cínicas que retornaram sem falta.
— Agora o Grayson também sabe o que significa gostar de alguém.
O rosto de Ashley estava cheio de descrença. Koi continuou a tentar convencê-lo desesperadamente.
— Você sabe, Ash. O órgão do Grayson para sentir emoções está quebrado. Mas nós não sabemos se o Grayson realmente não consegue sentir, ou se ele sente mas não percebe. Se o Grayson apenas não percebeu… então ele realmente vai ser diferente desta vez.
— Diga algo que faça sentido.
— Ash, por favor, me escuta.
Koi agarrou o braço de Ashley e suplicou.
— Ele está fazendo exatamente o que você fez quando era jovem. Você não se lembra? Daquela vez em que você tomou uma injeção para extrair feromônios depois que nós terminamos.
Ashley fechou a boca. Encorajado pelo silêncio dele, Koi continuou entusiasticamente:
— Nós não dissemos nada a ele sobre isso, mas ele está fazendo por conta própria, por si mesmo. Isso não é incrível? O que você acha que isso significa?
Ele não conseguiu esconder a alegria e ergueu a voz.
— O Grayson está sentindo algo pelo Dane!
— Koi, acalme-se.
Ashley o interrompeu com uma voz fria.
— Eu sei mais sobre o Grayson do que você. Não houve hospital para onde eu não o levasse e não houve médico com quem eu não me consultasse. O Grayson não tem emoções, ele não as tem de jeito nenhum!
— Nós podemos estar errados!
Ashley arregalou os olhos de surpresa diante do grito de Koi. Koi está refutando minhas palavras? Vendo o rosto dele pasmo em choque, Koi desesperadamente repetiu suas palavras.
— Por favor, Ash. Pense de novo. Eu sei que você fez o seu melhor. Mas talvez nós estivéssemos tentando na direção errada.
Logo, a umidade brotou em seus olhos. Koi perguntou com lágrimas nos olhos:
— É um milhão de vezes melhor para nós admitirmos o nosso erro do que concluir que o nosso filho está com defeito.
Ashley não disse nada por um tempo. Ele apenas encarou o rosto contorcido de Koi, que tentava segurar as lágrimas.
— …Ha.
Após um longo tempo, ele soltou um suspiro. Ashley, que de repente abraçou Koi, o qual esperava por uma resposta, sussurrou em voz baixa:
— Eu não posso perder você.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello