Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 66
Capítulo 66
— Dane! Você está bem? O que aconteceu?
— Haaa.
Ao ouvir a voz de Joshua, Dane primeiro soltou um suspiro profundo. Depois de abandonar o paraquedas inútil e caminhar por horas na trilha de cascalho desolada para chegar ao refúgio, ele revistou o interior meticulosamente e, surpreendentemente, encontrou um telefone. Ao ver que havia até um computador com acesso à internet, ficou tão estupefato que perdeu todas as energias.
De qualquer forma, a primeira coisa a fazer era óbvia. Ele ligou para Joshua e, após um toque consideravelmente longo, ouviu a voz dele. No entanto, Joshua, que parecia cauteloso a princípio por ser um número desconhecido, mudou imediatamente de atitude ao ouvir a voz de Dane.
— Houve um acidente. …Desculpe, eu fui descuidado.
Enquanto ele se desculpava com uma voz desprovida de energia, Joshua continuou:
— Tudo bem. Também foi minha culpa passar tudo para você sozinho. Eu deveria ter sido mais cuidadoso, porque o Grayson não é um oponente fácil… De qualquer forma, que bom que você está seguro. Eu vou aí te buscar em breve.
— A localização aqui é…
— Tudo bem, você não precisa me dizer. Eu sei. — Joshua falou antes mesmo que Dane pudesse dizer qualquer coisa.
— Você sabe? — Quando ele perguntou, confuso, Joshua respondeu prontamente: — Sim, o Grayson está aí.
— E?
Diante da pergunta repetida de Dane, Joshua limpou a garganta e confessou:
— Existe um rastreador de localização dentro do corpo dos membros da família Miller.
Que tipo de conversa fiada era aquela de novo? Enquanto ele estava estupefato e em silêncio, Joshua continuou:
— Então, se algo acontecer, como se o contato for perdido como agora, eles usam o rastreador de localização para encontrá-los. É conectado a um satélite, então dizem que podem te encontrar mesmo se você estiver no mar.
— Huh…
Gente rica realmente faz todo tipo de coisa.
Dane pensou, mas, em todo caso, não era uma situação ruim para ele. Dane, que estava prendendo a respiração, mudou o tom de voz e perguntou:
— Certo, então quanto tempo vai levar?
— Eu já estava me preparando. Mas vai anoitecer em breve, então é difícil sair agora. Apenas espere um dia, eu irei assim que amanhecer.
—…Certo.
O fato de ter que passar a noite com Grayson Miller não era nem um pouco atraente, mas não havia escolha. Após trocarem saudações simples, Dane desligou o telefone.
Quando ele saiu, a sala de estar estava vazia. Parado sozinho no silêncio, ele de repente sentiu uma pontada de fome. Ele logo começou a revistar a casa em busca de algo para comer.
O refúgio era bastante agradável, como Grayson havia dito. Quase não tinha poeira, como se estivesse sendo mantido de tempos em tempos, e ele até pensou que não seria ruim passar férias tranquilas aqui se as circunstâncias permitissem.
Se as circunstâncias permitissem, isto é.
Dane, que havia aberto a geladeira, logo teve suas ilusões despedaçadas. Lá dentro, havia apenas um pedaço de pão com uma data de validade que era impossível de determinar. Dane pegou o pão e olhou para ele por um tempo, depois abriu o saco e o cheirou, mas não sentiu nada de especial.
Enquanto olhava para aquilo com olhos suspeitos, sentiu alguém atrás dele. Grayson, que havia terminado o banho, estava se aproximando vestindo um roupão e esfregando o cabelo molhado com uma toalha.
—…O quê? — Grayson parou, sentindo algo suspeito no olhar de Dane em sua direção.
Dane olhou silenciosamente para o rosto dele e estendeu o pão que estava segurando. Dane disse a Grayson, que olhava de relance entre o pão e o rosto de Dane como se perguntasse o que era:
— Come isso.
— O que é isso?
Dane continuou a responder de forma ríspida a Grayson, que o olhava com um olhar suspeito:
— É pão.
— Então por que você está me mandando comer?
Grayson ainda não abandonou sua desconfiança. “Será que é porque ele enganou tanto os outros que pensa que os outros fariam o mesmo com ele?”, Dane pensou. Ele deveria ter vivido de forma mais gentil antes.
— Parece bom, mas não sei como está por dentro. Então estou mandando você comer para ver.
Grayson olhou para baixo em direção a Dane, estupefato.
— Eu pareço uma cobaia para você?
Dane não se importou nem um pouco com o comentário sarcástico, o que era absurdo.
— Você não vai morrer mesmo se comer algo assim, come, rápido.
—…Ha.
Grayson colocou a mão na testa e olhou em outra direção. Ele abriu a boca para refutar as palavras de Dane ponto por ponto, mas logo sentiu um vazio ao ver Dane estendendo o pão para ele. Qual era o sentido de tudo aquilo?
Grayson olhou silenciosamente para Dane, então pegou o pão como se o arrancasse de sua mão e o mastigou em grandes mordidas. Grayson, que havia comido metade de uma vez, devolveu o restante do pão sem dizer uma palavra, e Dane finalmente o levou à boca.
—…
Grayson deu de ombros diante do olhar que franziu o cenho e o encarou após dar uma mordida.
— Eu não disse que estava gostoso.
Dane lançou um olhar severo para ele uma vez antes de relutantemente comer todo o pão restante com o rosto contorcido.
“Como isso aconteceu?”
Tardiamente, uma sensação de futilidade o atingiu, mas ele já sabia o motivo. Foi porque ele havia sido estupidamente enganado. Pela atuação de terceira categoria daquele bastardo.
Olhando para o rosto sem-vergonha de Grayson, ele ficou com raiva novamente.
— Porque você merece.
As palavras de Joshua de repente vieram à mente. Isso também incluiria a crença de que Dane não cairia na conversa de Grayson. Dane, sentindo uma sensação incomum de remorso, em vez disso voltou a flecha para o culpado.
— Eu não sabia que você era tão bom em fingir estar doente. Não era você, e não o Chase Miller, que deveria ter se tornado ator? — Dane não conseguiu conter a raiva e zombou.
O rosto de Grayson tinha o sorriso relaxado de costume.
— Eu já ouvi falar que sou bom em atuar, mas isso não significa que posso mudar minha pele. Houve apenas uma pequena ajuda.
— Ajuda? — Quando Dane perguntou com o cenho franzido, Grayson respondeu prontamente: — Eu tomei um remédio. Um medicamento feito especialmente que só funciona para traços como o meu.
Dane piscou diante daquelas palavras e perguntou com meia dúvida:
— Você toma deliberadamente um remédio que piora a sua condição?
— Sim. Se você tomar esse remédio, seu estômago vira do avesso imediatamente e você realmente sente que vai morrer. Só dura cerca de 10 minutos, no entanto.
Grayson riu de novo, emitindo um som. O que era tão engraçado? Dane o olhou, estupefato.
Alfa dominantes não respondem bem a remédios ou álcool. Para ver qualquer efeito, eles têm que tomar uma quantidade enorme, então é quase insignificante. O que aconteceria com as pessoas comuns se tomassem um remédio que causasse anormalidades nelas?
Não terminaria de forma tão fácil.
— Você carrega um remédio assim por aí?
— Eu tomo quando estou em uma situação ruim. Eu fico bem em cerca de 10 minutos — Grayson disse novamente com um sorriso largo.
Uma situação ruim. Ele devia estar falando de casos como o de agora, como um sequestro.
“Você não sabe por que os alfa dominantes sempre têm guarda-costas? Você tem ideia de quantos grupos criminosos estão visando especificamente esses bastardos!”
As palavras de Wilkins de repente vieram à mente. Seria um remédio que ele carregava por aí no caso de uma situação dessas? Por exemplo, para fazer os criminosos baixarem a guarda…
Na verdade, Dane havia sido enganado, então não tinha nada a dizer. É um remédio maldito e eficaz. Foi quando ele estava murmurando palavrões internamente. De repente, algo passou pela mente de Dane.
— É por isso que você sabe como abrir algemas?
Grayson ergueu os cantos da boca diante da pergunta de Dane com o cenho franzido.
— Eu aprendi muitas coisas em preparação para emergências.
Dane ponderou aquelas palavras por um momento, então perguntou com uma expressão suspeita:
— É por isso, talvez, que você é bom em usar um bastão de choque?
— Exatamente, meu pai me ensinou pessoalmente. — Então, Grayson inclinou a cabeça como se estivesse curioso. — Como você soube? O Bailey te contou?
— Bem… — Dane, sentindo-se desconfortável como se estivesse fofocando, hesitou e logo mudou de assunto. — Não porque o Ashley Miller te batia?
— O papai? Em mim? — Grayson fez uma expressão exageradamente surpresa.
De repente, Dane notou a causa da estranha sensação de incongruência que havia sentido vinda dele. Suas expressões de emoção eram às vezes excessivas. Ele achara aquilo irritante inconscientemente, mas deixara passar sem perceber, mas de repente aquilo chamou sua atenção.
Como se estivesse imitando o que havia aprendido.
— O papai não bate na gente. Ele chegou a me estrangular uma vez quando eu era muito jovem, mas essa foi a única vez.
Diante das palavras calmas de Grayson, Dane olhou silenciosamente para o rosto dele.
— Você está dizendo a verdade agora?
Grayson sorriu abertamente, esticando os cantos da boca diante da pergunta silenciosa:
— Não.
— Porra, moleque maluco.
Claro. Dane praguejou contra ele. Sentiu-se patético por quase ser enganado de novo. Ele já estava naquele estado porque havia sido enganado uma vez.
Ele imediatamente se virou e foi para o quarto. Assim que se deitou na cama, o cansaço lavou seu corpo inteiro. O longo dia estava finalmente chegando ao fim. Ele logo respirou fundo e adormeceu, esperando que nada mais acontecesse.
E, naquela noite, algo inesperado aconteceu.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello