Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 32
Capítulo 32
— Desta vez vamos dar uma boa lição naquele cara! — DeAndre gritou com fúria.
— Exato, vamos amarrar ele bem amarrado e trazer para cá!
— E não esqueçam de dar uma boa surra de porrete nele!
— Se o chefe tentar me impedir de novo, desta vez eu empurro ele também!
— Eu também não vou ficar parado!
O grupo de rapazes tinha levado o nível de ira ao máximo. Observando como se agitavam, prontos para pegar Grayson Miller e pendurá-lo em uma árvore, Dane permaneceu em silêncio. Não tinha a menor intenção de se deixar arrastar por aquele ambiente e se meter em problemas. Sabia que, se chamasse a atenção, só conseguiria ser comparado a Miller, e isso estragaria o seu dia. “Eles vão se acalmar logo”, pensou, e voltou à sua rotina de exercícios na academia.
Wiiiiiuu!
O som estridente da sirene fez todos os rapazes sobressaltarem em uníssono. O momento de pausa durou menos de um segundo. Como se fossem molas, eles saíram disparados instantaneamente. Dane também largou os aparelhos e correu a toda velocidade. Em um piscar de olhos, já estavam todos vestidos com seus trajes de bombeiro, prontos para partir. Wilkins abriu a porta do caminhão de bombeiros e gritou:
— Subam rápido! Vamos, vamos, subam!
Wilkins agitava os braços desesperadamente, incitando sua equipe a se apressar. Ezra, que estava prestes a subir no caminhão, parou ao ouvir os gritos urgentes do capitão. Seus companheiros, que o seguiam, também pararam, desconcertados. Ezra, com uma expressão de preocupação, olhou para o lado e gritou:
— Ei, Miller! O que você está fazendo? Sobe já, vamos, anda logo!
Desconcertados, os outros rapazes piscaram, confusos, até que finalmente compreenderam a situação e franziram o cenho. Grayson, que estava apoiado contra a parede, também cerrou a testa, como se não entendesse o que estava acontecendo. Mas Ezra, sem ligar para eles, continuou chamando-o pelo nome.
— Sobe rápido, vamos! Vem aqui, temos que sair já!
— Ei, você está louco?!
Um dos rapazes, que tinha acabado de reagir, agarrou com urgência o ombro de Ezra. Com os olhos arregalados e em um sussurro abafado, repreendeu-o:
— Por que você está chamando esse cara? De que isso vai adiantar?
— Ele tem razão. Com sorte, não vai estragar tudo.
— Deixa ele aí, você sobe rápido.
Os outros se juntaram, cada um acrescentando seu comentário. Embora as palavras deles parecessem fazer sentido, Ezra não concordava.
— Ei, se a gente deixar ele aqui e ele cismar mesmo de colocar fogo no quartel, o que a gente vai fazer então? Ninguém vai estar vigiando ele.
Diante dessas palavras, as vozes que o pressionavam pararam de golpe. Ezra olhou para os olhos vacilantes dos outros e assentiu com a cabeça.
— Esse cara, se não estiver na nossa frente, vai causar problemas logo. É melhor levar ele com a gente e deixar ele perambulando por lá. Assim, alguém de nós fica de olho, ou talvez algum dos curiosos veja ele fazendo alguma besteira.
As palavras de Ezra soavam convincentes demais. Lembrando-se de como estavam falando dele logo antes de sair, a preocupação parecia fazer muito sentido.
— Ele tem razão.
Quando um deles assentiu, os outros seguiram o exemplo.
— Sim, vamos levar ele. Se não estiver na nossa frente, é um risco.
— Não acho que ele vá mesmo colocar fogo, mas…
— Esse cara é um alfa dominante, um psicopata. É capaz de fazer coisas que a gente nem imagina, sem nem piscar. Temos que evitar que o nosso quartel desapareça, não é?
Se bastava levá-lo para evitar isso, estavam dispostos a fazer. Graças a isso, todos concordaram e, em uníssono, começaram a chamar por Grayson.
— Miller, vem rápido! Finalmente é hora de sair!
— Sim, você já passou nos testes, agora é hora de se tornar um bombeiro de verdade!
— Vamos, até guardamos um lugar para você! Miller, anda logo, vem já!
Apesar dos gritos unânimes, Grayson continuava de pé com uma expressão de desdém. Mas eles não se deram por vencidos e continuaram chamando-o sem parar. Embora a sirene ecoasse estridentemente, parecia que não iam se mover até que Grayson subisse no caminhão.
— Ahaa.
Finalmente, Grayson soltou um suspiro de tédio e se desencostou da parede. Seu rosto, enquanto caminhava em direção ao veículo, estava cheio de tédio, mas todos fingiram não notar. Quando ele chegou perto o suficiente, Ezra e os outros o agarraram pelo braço e o empurraram sem cerimônia para dentro do caminhão.
— Vamos, rápido! Dane, o que você está fazendo aí? Sobe já!
Os rapazes, que tinham subido apressadamente, chamaram por Dane. Este, que até então os observava com uma expressão de desprezo, subiu no caminhão em silêncio, sendo o último a fazê-lo. Detrás, ouviu-se o grito de Wilkins:
— Lentos, grossos demais! DeAndre, você sobe por aquele lado! Todos prontos? Vamos!
Wilkins, que estava prestes a subir, notou de repente Grayson sentado no banco de trás. Lembrou-se das palavras do chefe e hesitou por um momento, mas não havia tempo a perder. Sem outra opção, subiu no banco do passageiro e o motorista deu partida no veículo imediatamente. O caminhão de bombeiros partiu a toda velocidade, com a sirene estrondando no ar.
O incêndio tinha eclodido em um bairro residencial tranquilo. Era um bairro antigo, sempre silencioso e pacífico, onde costumavam ser vistas crianças brincando e idosos cuidando de seus jardins com calma. Um incêndio em um lugar assim era impensável.
— Minha sogra mora por ali.
Um dos companheiros, pai de duas filhas, falou com visível inquietação. Preocupado com a família, ligou rapidamente para casa. Enquanto isso, outro dos rapazes perguntou a Wilkins:
— Já evacuaram todo mundo?
— Deve estar um caos neste momento. Temos que chegar e conferir nós mesmos.
Dane, que vinha de braços cruzados em silêncio esperando chegar ao destino, de repente parou. Do outro lado, Grayson o encarava fixamente. Quando seus olhares se cruzaram, aquele aroma doce que sempre parecia flutuar perto dele se fez mais intenso do que nunca. Não era por causa do ambiente fechado do veículo. E não foi só Dane quem notou; os outros também voltaram seus olhares para Grayson.
Embora os olhares desconfortáveis se acumulassem sobre ele, Grayson parecia não se importar nem um pouco. Pelo contrário, com um leve sorriso e um rubor sutil nas bochechas, como se estivesse animado, seu rosto fez com que todos se contivessem e fechassem a boca. Ver seus companheiros, que antes o criticavam sem piedade na academia, agora desviando o olhar, fez Dane pensar consigo mesmo: “Claro, isso já era de se esperar.” “Bater de frente com um louco só traz problemas”, era uma regra que Dane tinha seguido a vida inteira.
Mas, ao contrário dos outros, ele não desviou os olhos de Grayson. Pelo contrário, franziu o cenho, estreitou os olhos e, recostando-se no banco com arrogância, abriu as pernas. Grayson, sentado na frente dele, também o encarou fixamente, sem dizer uma palavra.
Por um tempo, os dois apenas se observaram, desafiando-se em silêncio. Ninguém falou. No veículo que avançava rapidamente, só persistia um incômodo mutismo. Foi Grayson quem desfez o gesto primeiro. Ele torceu o canto da boca e esboçou uma risadinha debochada. Dane mal moveu uma sobrancelha, mas não fez mais nada. Ao vê-lo, Grayson se lembrou de algo que alguém lhe dissera uma vez:
“Poderia significar que, enquanto você se dedicar a ajudar os outros, sua alma gêmea vai aparecer. De qualquer forma, a chave é o fogo.”
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby, Othello&Belladonna