Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 129
Capítulo 129
Grayson protestou imediatamente, sentindo-se injustiçado:
— Eu nem tinha falado nada ainda…
— Nada de fotos ou vídeos. Se você sequer pensar em fazer algo assim, nós terminamos na hora. Eu nunca mais vou olhar na sua cara pelo resto da vida, então guarde bem isso na cabeça.
Diante daquelas palavras, Grayson ficou desanimado. “Eu já sabia”, Dane pensou com apatia. “Por que esse bastardo só consegue pensar em coisas tão óbvias?”
— Se você já entendeu, vamos voltar.
— Espere.
Bem quando ele estava prestes a se mexer, Grayson de repente o chamou. Dane franziu o cenho e se virou, e Grayson abriu a boca com uma expressão solene:
— Eu quero transar com Virgínia entre Vênus.
“Que porra de posição é essa, seu bastardo louco…”
A cor sumiu do rosto de Dane, mas Grayson estava falando sério. Os dois ficaram parados um de frente para o outro como fora da lei e xerifes no Velho Oeste prestes a duelar. No final, foi o xerife quem se rendeu.
— É, tanto faz.
Dane passou a mão pelo rosto e se virou, sem se dar ao trabalho de verificar a reação de Grayson.
Correndo atrás dele, Grayson disse apressadamente:
— Eu também quero ir para o trabalho junto com você.
— Tanto faz.
Dane caminhava de costas, mas não precisava olhar para saber: Grayson vinha logo atrás, exibindo um sorriso radiante.
“Que bastardo patético.”
Dane balançou a cabeça enquanto pensava nisso, mas sua expressão havia suavizado.
— Peitos, peitos. Peitos, peitos.
Grayson cantarolava uma música, sorrindo de orelha a orelha. Ele estava assim desde que chegara ao trabalho — ou talvez até mesmo no carro, a caminho de lá —, mas permanecera nesse estado o tempo todo.
— Peeeeitos.
Grayson apertou o botão da motosserra, acompanhando o ritmo com um vrummm, e deu uma risadinha. Os funcionários que o observavam se olharam confusos.
— O que deu nele? Ele enlouqueceu?
— E o que aconteceu com o rosto dele? Alguém bateu nele?
— Quem bateria naquele bastardo? Não estaria vivo agora se tivesse feito isso.
— É estranho ele parecer tão feliz depois de levar uma surra daquelas. Tem algo de errado.
— Dizem que a cabeça fica meio pifada quando os feromônios se acumulam, no caso de Alfas Dominantes.
— Então o que a gente faz? Se deixarmos ele assim, algo realmente ruim pode acontecer, não é?
— Vai ver ele gosta de apanhar?
— Isso seria um alívio, mas se ele estiver realmente agindo de forma estranha porque os feromônios estão acumulados, precisamos bolar um plano, rápido.
Eles estavam genuinamente preocupados com Grayson. Desde que salvara Deandre, Grayson Miller havia se tornado um camarada de verdade. As preocupações dele eram as preocupações deles, e se Grayson Miller tinha um problema de saúde, era uma tarefa que precisavam resolver juntos.
— Dizem que remédios não funcionam com Alfas Dominantes. Como vamos resolver isso?
— Dizem que é preciso transar para livrar-se dos feromônios.
— Então o que faremos? S-será que…
O rosto dos outros homens empalideceu ao ver a expressão daquele que empalidecera primeiro, incapaz de pronunciar as próximas palavras. Naquela atmosfera em que apenas se olhavam, sem saber o que fazer, uma pessoa de repente deu um passo à frente:
— Eu faço.
— O quê?
— Deandre?
Todos ficaram estupefatos com o voluntário inesperado. O cara que fora o mais hostil com Miller até agora estava se voluntariando para aquilo?
— Bem, o Miller salvou a sua vida — um deles disse em concordância, e os outros logo compreenderam.
— É, comparado a uma vida, uma bunda não é nada.
— Isso mesmo, sai muito barato. É um preço realmente baixo a se pagar.
— Este é um sacrifício nobre por um camarada. Excelente.
— Deandre, seu bastardo! Eu sabia que esse dia chegaria! Eu sabia que isso ia acontecer desde que você implicava tanto com o Miller!
Deandre encarou o último cara que gritava como se estivesse comovido, com o cenho franzido. “O que esse pirralho louco está balbuciando? Ele está dizendo que sabia desde o começo que eu daria a minha bunda para o Miller?”
Ele ficou instantaneamente enfurecido, mas discutir com ele seria um problema para depois. Deandre decidiu focar primeiro em retribuir Grayson por salvar sua vida. Ele cerrou o punho, determinado, e caminhou em direção a Grayson. Atrás dele, seus companheiros enviavam torcidas silenciosas e mantinham a atenção focada.
— Miller.
Grayson, que estava cantarolando uma música e fazendo um som de vrummm, vrummm ao pressionar o botão da motosserra como se acompanhasse o ritmo, olhou de relance. Os olhos que antes brilhavam mudaram para um olhar vago no momento em que ele encontrou Deandre. Grayson ficou em silêncio por um instante, depois virou a cabeça novamente e começou a cantar como se nada tivesse acontecido. Deandre se enfureceu mais uma vez ao vê-lo repetir as mesmas ações de antes, como se tivesse apagado completamente a existência de Deandre de sua mente.
Mas ele não podia ficar bravo agora. Afinal, ele era seu salvador. O tempo havia passado sem que ele pudesse agradecê-lo adequadamente da última vez. Ele não podia perder essa oportunidade.
— Cof, cof.
Deandre limpou a garganta novamente. Grayson nem sequer fingiu ouvi-lo. Deandre olhou para ele, que continuava cantando e limpando seu equipamento, e abriu a boca:
— Ei, Miller. Tenho algo a dizer.
Ele espremeu sua coragem para falar, mas Grayson continuou sem se importar nem um pouco. Deandre coçou a nuca como se procurasse o que dizer diante da falta de reação, hesitou e depois respirou fundo. “Ah, bem, seja o que Deus quiser.”
— Me desculpe.
Os caras que assistiam lá de trás arregalaram os olhos de surpresa com o pedido de desculpas repentino. Só então Grayson parou de cantar e ergueu a cabeça. Quando seus olhos se encontraram, Deandre olhou para o chão e continuou a se desculpar com o rosto corado:
— Eu fui muito duro com você todo esse tempo. Sinto muito…
Ele se desculpou novamente, depois puxou o fôlego e continuou rapidamente, como se estivesse cuspindo as palavras:
— Eu fui tão cruel com você, mas você me salvou… Eu deveria ter pedido desculpas antes, mas você não veio trabalhar depois daquilo, então perdi a chance. Muito obrigado. Você é uma pessoa realmente incrível. Eu até paguei o Dane para bater em você, estou com tanta vergonha. Muito obrigado e me desculpe.
Diante daquelas palavras, Grayson hesitou por um momento. As memórias que ele havia esquecido voltaram à tona e logo o quebra-cabeça foi desfeito. Deandre, que não sabia que ele estava raciocinando sob sua face inexpressiva, continuou a confessar:
— Eu vou cooperar o máximo possível com qualquer coisa que você fizer de agora em diante. Me diga se precisar de algo… Muito obrigado por me salvar.
Ele deixou um grande agradecimento e depois ergueu a cabeça, como se estivesse finalmente aliviado. O rosto de Deandre estava agora preenchido por uma determinação que nunca fora vista antes:
— Então, acho que agora é a oportunidade perfeita para eu te retribuir.
Não era uma má ideia. Grayson lentamente curvou os cantos dos lábios. Por acaso ele tinha uma motosserra na mão. Era a ferramenta perfeita para se livrar de presenças irritantes.
Mas havia um problema. O fato de que esse homem não havia batido nele. Pagar alguém para instigar a violência não seria um motivo válido. Ele acariciou a motosserra com pesar, quando de repente Deandre se virou. E ele empurrou a bunda na direção do rosto de Grayson, que ficou intrigado:
— Aqui, use! Use a minha bunda para se livrar dos seus feromônios!
Grayson parou completamente de se mover. Um silêncio gelado se instalou. Todos prenderam a respiração e esperaram pela reação de Grayson. Deandre também estava nervoso, aguardando o que aconteceria a seguir.
— …Ugh.
— M-Miller?
— Miller, você está bem? Ei, alguém traga um pouco de água!
— Miller, reage! Miller!
Os companheiros que assistiam correram em pânico diante das ânsias de vômito repentinas. Deandre também empalideceu, mas aquilo foi uma grande sorte para ele. Se Grayson não tivesse vomitado naquele momento, teria avançado com a motosserra diretamente contra ele.
— Puhahahahahahaha.
Dane, que chegou em casa e ouviu a história toda, surpreendentemente caiu na gargalhada. Era a primeira vez que Grayson o via rir de forma tão calorosa, mas Grayson não conseguia rir junto.
— Consigo entender como você sentiu que ia vomitar naquela hora.
— Keuheuheuk, keuheuheuk… Puhahahahaha.
Grayson disse sombriamente, mas Dane não conseguia parar de rir. Grayson sentiu-se ressentido ao vê-lo daquele jeito, mas logo ficou amuado:
— Mas eu não sou tão nojento quanto o Deandre, sou?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello