Desire Me If You Can (Novel) - . ₊ Capítulo 05
Capítulo 05
Quando chegaram à mansão solitária naquele lugar afastado, uma espessa coluna de fumaça negra se elevava em direção ao céu. Como era de se esperar em uma festa de feromônios, a maioria das pessoas que saíam correndo estava quase nua, vestindo apenas roupas íntimas finas ou pedaços de pano cubrindo a duras penas suas partes íntimas. Os que estavam vestidos eram claramente guardas de segurança ou funcionários. A cena, tão contrastante, era ridícula, mas os bombeiros mantiveram rostos serios e se concentraram no trabalho. Ao menos era um alívio que aqueles que haviam conseguido sair ainda estivessem conscientes. Enquanto uma equipe se preparava para lançar água, outra se apressava em se equipar e se preparar para entrar.
O capitão perguntou:
— Há muita gente lá dentro?
Um homem que parecia ser o mordomo respondeu com o rosto pálido:
— N-não sei. Provavelmente muitos…
Um homem ruivo, com uma atitude indiferente, perguntou:
— Focamos nos civis, certo?
— Dane, não discrimine os alfas dominantes! Se houver alguém lá dentro, tire! — gritou o capitão.
Dane Strike fez um som de desgosto com a língua, colocou o capacete e entrou na mansão. O capitão o olhou com o cenho franzido e murmurou:
— Não acho que aquele cara vá deixá-los lá de propósito, não é?
— Não creio. Embora fale assim, ele faz o seu trabalho — respondeu outro bombeiro com um sorriso, mas logo acrescentou com amargura: — Pelo menos enquanto está trabalhando.
Com essas palavras, um grupo de bombeiros correu para frente. Os funcionários os observaram com preocupação enquanto corriam na direção oposta à das pessoas que tentavam escapar.
Por toda parte ecoavam sons sinistros e estalidos. O estalo da madeira quente se partindo, o estrondo dos pedaços de gesso que caíam do teto e batiam no chão, tudo se misturava em uma cacofonia que preenchia o espaço. As chamas, que haviam começado no interior do edifício, estenderam-se rapidamente por toda a mansão. O fogo, queimando o papel de parede e desenhando padrões grotescos, logo subiu pelo teto, traçando figuras vermelhas e brilhantes. A fumaça aderia ao teto, ondulando como se uma besta gigante estivesse respirando profundamente.
Os bombeiros, espalhados pelo local, abriam portas uma a uma, retirando apressadamente as pessoas que ainda restavam dentro.
— Saiam, saiam agora! — gritou um dos bombeiros ao encontrar um casal na sala de estar.
Mas eles não reagiram. O casal, intoxicado por drogas, estava estendido no sofá, com os olhos vítreos e a mente nublada. Não pareciam entender a gravidade da situação. Enquanto os bombeiros os arrastavam para fora, um deles correu em direção às escadas.
— Ei, Dane! Espera, vamos juntos!
Alguém gritou de trás, mas ele já estava saltando três degraus de cada vez, chegando ao segundo andar em um instante. A fumaça era ainda mais espessa ali. Rapidamente, ele abriu portas e vasculhou os quartos. Enquanto o fazia, várias pessoas tossindo passaram por ele, escapando para fora.
— Ahh, uff.
Dane Strike controlou habilmente sua respiração agitada pelo calor e pela tensão. Justo quando se dispunha a avançar, um homem que parecia um funcionário apareceu entre a fumaça, tossindo e cambaleando.
— Há mais alguém aqui? — perguntou Dane.
O homem, com um lenço cobrindo o nariz e a boca, respondeu entre tosses:
— N-não sei. Faz um tempo levei bebidas para o quarto do canto direito…
Sem esperar mais, Dane lançou-se para frente. De trás, o homem gritou com voz rouca:
— A porta está trancada! Você terá que arrombá-la!
Em vez de responder, Dane continuou correndo, sacando o machado que levava nas costas. Ao chegar ao fim do corredor, procurou rapidamente e, entre a fumaça, viu uma pequena porta. Se não tivesse sido pelo aviso do homem, ele a teria passado despercebido. Estava habilmente escondida, como se fizesse parte da parede. Dane tocou a parede para confirmar a posição da porta, ajustou a empunhadura no machado e a golpeou com força. Com um forte «crack», pedaços de madeira voaram pelos ares. Atrás dele, o som das chamas crepitantes misturava-se ao estrondo de vidros se quebrando. Dane ignorou tudo e continuou golpeando a porta. Depois de vários golpes de machado, a porta cedeu. Ele enfiou a mão pelo buraco, girou a maçaneta e a porta se abriu com um guincho metálico. Entrou rapidamente.
— Evacuem agora! O fogo está…!
Ele parou bruscamente. A cena dentro do quarto era algo que mesmo Dane Strike, um homem experiente em noites de paixão e encontros casuais, nunca tinha visto. No chão jaziam dois homens gêmeos, completamente nus. Espuma saía de suas bocas, e seus corpos tremiam visivelmente. Seus olhos, revirados, olhavam para o vazio, como se estivessem em estado de choque.
Ofegavam como se estivessem prestes a perder o fôlego, mas seus paus estavam eretos, gozando sem controle. Embora já tivessem gozado várias vezes, suas entrepernas estavam encharcadas, e ainda assim suas ereções continuavam inchadas. Se continuassem assim, perderiam toda a função. Embora os órgãos genitais dos ômegas não servissem para reprodução, isso não significava que pudessem ser destruídos. Afinal, eram zonas sensíveis. E, no entanto, eles continuavam sem recuperar os sentidos, prosseguindo com as mãos afundando em seus próprios buracos. Já estavam avermelhados, feridos e até sangrando, mas não paravam. Parecia que suas mentes estavam completamente consumidas por algo. Álcool? Drogas? Ou talvez…
Feromônios.
Foi então que Dane notou o homem sentado na cama. Ou melhor, o homem de cabelos loiro-escuros, com os pulsos algemados aos postes da cama, recostado contra a cabeceira.
Ele era a fonte dos feromônios mais densos que a fumaça no quarto. Enquanto os ômegas se retorciam no chão, ele sorria, como se nunca tivesse visto algo tão divertido. Dane ficou parado por um momento, observando os olhos dourados e brilhantes do homem.
2
O calor abrasador parecia avançar logo atrás de suas costas. Por todos os lados ouvia-se o estrondo da mansão desmoronando. Dentro do capacete, Dane respirava com dificuldade enquanto pensava:
«Que diabos é isso, maldito louco?»
Desde que soube que se tratava de uma festa de feromônios, ele antecipara que tudo seria um caos. Mas presenciar semelhante cena revirava seu estômago. Por um momento, sentiu-se desolado ao pensar: «Eu realmente me enfiei neste inferno para salvar esses idiotas?» Mas não era o momento de se deixar levar pela frustração.
— Dane! Você está bem? Ah!
Ezra, que chegou atrasado, gritou surpreso. Os outros bombeiros que chegaram logo depois também ficaram paralisados. Era uma cena grotesca, algo que nunca tinham visto, e por um momento pareceram esquecer a situação.
Foi Dane quem se moveu primeiro. Os gêmeos jogados no chão nem sequer conseguiam se levantar, muito menos caminhar sozinhos. Dane carregou um nos braços, enquanto Ezra tentava fazer o mesmo com o outro gêmeo. Mas então, ocorreu algo inesperado. Entre a fumaça espessa, de repente, um intenso aroma de feromônios inundou o ar e, naquele instante, o gêmeo que Dane carregava começou a convulsionar, retorcendo-se violentamente. Dane o segurou com urgência, mas Ezra, distraído, deixou escapar o gêmeo que levava nos braços.
— Oh, não! Ah!
O gêmeo caiu no chão com um golpe seco, mas não pareceu sentir dor. Ezra tentou agarrá-lo de novo, mas este se libertou bruscamente e começou a se arrastar com desespero em direção ao homem que havia espalhado os feromônios momentos antes.
— Tome, tire-o daqui primeiro.
Dane, que segurava um dos gêmeos, passou-o apressadamente a outro membro da equipe que estava de pé de maneira vacilante. Tentou segurá-lo imediatamente, mas o outro gêmeo, que jazia no chão, começou a convulsionar e a se retorcer.
— Não, nãooo! Me solta! Rápido, rápido, por favor…! Me dá ele, enfia em mim, eu te suplicoooo!
Seus gritos agudos e seus movimentos frenéticos, sacudindo os quadris e chorando descontrolado, eram tão perturbadores que chegavam a ser dolorosos de presenciar.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna