Deflower Me If You Can (Novel) - Extra 15
𑣲 Deflower Me If You Can – Extra 15
E, com isso, Greyson cobriu o rosto com as duas mãos e soltou um palavrão bem alto. Mas Bliss, como se não se importasse nem um pouco com aquela fúria feroz, sorriu abertamente e enfiou o convite bem dentro do cós do pijama dele.
— Não precisa recusar.
— Hah…
Diante do convite que, apesar da recusa veemente, acabou parando em seu colo, Greyson soltou um suspiro profundo. Com o rosto todo distorcido, ele tirou o convite enfiado no cós da calça e, ao ver a frase “Incrível! Brilhante! Não há palavras! Que maravilha! É o dia do casamento de Bliss! Iuuu!”, simplesmente ficou sem saber o que dizer. É claro que aquele silêncio não durou muito.
— Que loucura.
Ele amassou com raiva aquele convite de frases caóticas, mas com caligrafia elegante, e o jogou para fora da cama diante da expressão surpresa de Bliss, que fez “ah!”.
— Agora que você já entregou, cai fora.
Greyson falou entre os dentes cerrados. Se aquele idiota desaparecesse de sua frente, ele pretendia voltar a dormir para compensar o sono perdido. Vai que… talvez num sonho o destino lhe desse uma revelação.
Mas Bliss, longe de ir embora, continuava sentado na cama, olhando para Greyson de boca aberta. O que é isso, seu moleque. Enquanto o encarava com a testa toda franzida, os cantos da boca de Bliss se contorceram. Naquele instante, algo sinistro percorreu a espinha de Greyson.
Greyson conhecia bem aquela expressão. Era exatamente a cara que Bliss fazia quando tinha algum plano maquiavélico.
— O que é, você.
Greyson, sentado, recuou enquanto perguntava desconfiado, e logo Bliss soltou um risinho “hu hu hu”.
— Greysooon.
— Cai fora.
— Eu, de novo, pensei numa coisinha.
— Falei para cai fora!
— Eu quero ir para a faculdade!
— Porra, não quero ouvir. O quê?
Greyson, que soltou palavrões e resistiu asperamente, hesitou por um instante. Com o rosto franzido, mas os olhos arregalados de surpresa, ele encarou Bliss, que declarou com toda a confiança:
— Eu disse que quero ir para a faculdade. Eu, Bliss Miller! Vou me tornar universitário!
A voz toda animada fluiu para os ouvidos de Greyson. E, por um momento, eles apenas se olharam sem dizer nada.
— O que é isso? Um idiota como você na faculdade.
Depois de alguns segundos de silêncio, Greyson explodiu de indignação. Já era irritante ele ter invadido tudo para entregar um convite de merda, e ainda tinha que ouvir esse absurdo. Ele despejou sua reação afiada sem filtro, mas Bliss não estava nem um pouco interessado na reação de Greyson.
— É melhor eu ir mesmo, não é? Por que não pensei nisso antes? Realmente, a gente tem que estudar, achei que não servisse para nada, mas agora precisei com urgência.
Vendo-o tagarelar sozinho, Greyson perdeu até a energia para ficar com raiva. Cobrindo o rosto com uma das mãos, ele soltou um profundo suspiro. Aquele maldito convite era só uma desculpa, sem dúvida. Para recuperar sua paz solitária, ele precisava descobrir o que diabos aquele cabeça-dura estava pensando ao vir até aqui.
— Então por que você quer ir para a faculdade, afinal.
Ao lançar a pergunta para entender a raiz da questão, passo a passo, Bliss respondeu animado:
— Eu vou me casar em breve, né.
— E daí?
Diante da pergunta como se apressasse, pela primeira vez a expressão de Bliss ficou séria.
— Parece que casamento precisa de muitos coadjuvantes.
Greyson olhou para ele em silêncio, então franziu bem a testa e perguntou:
— O quê?
Diante da palavra curta, Bliss, impaciente, continuou falando:
— Pensa bem, tem que pegar o buquê, tem que entregar as alianças, tem que bater palmas, tem que jogar arroz, tem que fazer despedida de solteiro, tem que fazer festa de revelação e mais e mais… tem um monte de coisas infinitas para fazer!
Bliss, que gritou abrindo bem os dois braços, logo ficou com olhos de peixe morto e olhou para Greyson.
— Amigos são necessários, claro? E muitos.
— E por isso você vai para a faculdade?
Era tão absurdo que nem dava para rir. Hah, Greyson soltou um suspiro zombeteiro, e Bliss assentou, dizendo que sim.
— Como o papai e o daddy, eu também preciso de amigos para compartilhar os momentos preciosos.
Diante dessas palavras, as orelhas de Greyson se ergueram. Ainda com a testa franzida, mas mostrando interesse na fala de Bliss pela primeira vez, ele perguntou:
— Papai e daddy?
— Isso.
Bliss continuou:
— O papai e o daddy se conheceram no ensino médio, né. A tia Al disse que todos os amigos próximos deles vieram ao casamento. Ajudaram nos preparativos e deram parabéns! Não é incrível? Por isso eu também quero receber parabéns dos meus amigos!
— E por isso você vai para a faculdade?
Diante da conclusão absurda, ele perguntou como se confirmasse, e Bliss respondeu com toda a confiança:
— Não dá para voltar para o ensino médio!
É claro que, considerando o estado de conhecimento de Bliss, talvez fosse melhor voltar ao ensino médio, não, ao fundamental. Embora houvesse questões legais envolvidas.
Será que o papai não daria um jeito?
Greyson pensou no rosto dele, que transformava qualquer impossível em possível, mas antes disso outra dúvida surgiu.
— Mas por que você veio até mim? O lado do Nathaniel seria muito mais útil.
— Ora, porque só você está à toa, então é você que tem mais tempo. E também se formou na faculdade.
A resposta de Bliss foi clara. Só não agradou Greyson.
— Eu estou muito ocupado. Ocupadíssimo, sem tempo nem para respirar.
É claro que era verdade. Num momento precioso em que precisava encontrar sua alma gêmea o quanto antes, ter que lidar com um idiota desses — não era uma situação absurda? Rangeu os dentes e falou, mas é claro que Bliss não deu ouvidos e o apressou, dizendo “vamos, vamos”.
— Então me ensina a partir de agora. Como faço para entrar na Universidade de Nova York? Rápido! Faltam só dois meses para o casamento. Tenho que fazer amigos logo!
Não faltavam pontos a criticar nas palavras dele, que o apressava dizendo que não havia tempo. Greyson mencionou o primeiro problema que surgiu.
— Por que logo a Universidade de Nova York?
Desta vez também a resposta foi clara.
— Só porque. Porque é perto?
— Hah…
Greyson soltou um suspiro profundo e mais uma vez cobriu o rosto com as duas mãos. Uma veia saltou em sua têmpora, enquanto ele ficava encolhido em silêncio.
Agora é o limite.
Rangendo os dentes, ele pensou. Em como sair dessa situação. A resposta era uma só. Devolver a fonte de todo o mal.
Ele agarrou o celular como se o arrancasse e imediatamente discou o número da discagem rápida. Depois que o tom monótono se repetiu algumas vezes, logo ouviu-se a voz que ele esperava.
— Greyson, o que aconteceu? Ligar de repente assim.
Ao cumprimento animado de Koi, ele rosnou entre os dentes cerrados:
— Venha buscar o caçula do daddy, agora mesmo!
7.
— Hum.
Sentado no sofá da sala de chá com o rosto inflado, Bliss estava de braços cruzados e balançando uma das pernas sem parar. Greyson, seu maldito. Mandar embora assim alguém que foi até lá para uma consulta importante.
— Já falei que esse hábito de balançar a perna não é bom.
Koi, que acabara de preparar o chá, o repreendeu com severidade fingida. Ele parou a perna, sem ter escolha, mas o rosto inflado continuava igual. Koi colocou a xícara diante dele e, sentando-se na cadeira em frente, abriu a boca.
— Pensei que você tinha saído correndo de repente para algum lugar. Como soube que o Greyson estava lá?
— Porque ele tinha que estar lá. Ora.
Bliss, que deu a mesma resposta à mesma pergunta de Greyson, pegou a xícara com raiva e virou o conteúdo goela abaixo.
— Bi!
— Ai, que quente, quente!
Koi gritou assustado, mas já era tarde. Bliss, que queimou a língua toda, gritou de dor, e Koi correu para pegar água gelada e a entregou a ele. Enquanto ele bebia apressadamente a água fria para acalmar, Koi o observava com um sentimento complexo.
Será que Cassian consegue cuidar de três de uma vez?
Vai precisar de uma ama muitíssimo experiente, e quando soltou um suspiro involuntário, Bliss, que bateu o copo na mesa com força suficiente para fazer “toc”, falou:
— Eu fui lá para uma consulta importantíssima. E ele me manda embora assim, que descarado.
Enquanto ele rangia os dentes, Koi, que o observava em silêncio, perguntou:
— Por acaso é sobre a faculdade?
— Sim, é isso.
Bliss assentiu sem hesitar e fez outra declaração bombástica:
— Me mande para a Universidade de Nova York já a partir da semana que vem!
— Bi…
Koi ia perguntar por que logo a Universidade de Nova York, mas desistiu e apontou um problema mais fundamental.
— Bi, para entrar na faculdade é preciso uma preparação enorme.
Ele continuou explicando com a maior calma possível para convencer Bliss.
— Tem muitos documentos necessários, tem que praticar para a entrevista, tem que cuidar das notas… não, deixando tudo isso de lado, acima de tudo agora não é nem a temporada.
Mas para Bliss, essas coisinhas não eram problema nenhum. Ele tinha uma carta na manga.
— Se for o papai, ele consegue!
Koi, desta vez também, ficou sem palavras.
⊹₊˚ x ˚₊⊹
𖹭 Continua….
𖹭 Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Othello