Deflower Me If You Can (Novel) - Extra 05
𑣲 Deflower Me If You Can – Extra 05
Cassian perguntou repetidamente, perturbado. O que diabos está acontecendo? Por mais que pensasse, não conseguia encontrar um motivo. Não é que, pouco antes, eles não tinham tido uma relação extremamente prazerosa e satisfatória? É claro que Bliss parecia não se lembrar nem da metade, mas de qualquer forma, ele havia gozado várias vezes e adormecido sorrindo com uma expressão feliz. Olhando para aquele Bliss, Cassian estava seriamente ponderando se o levaria para o quarto para fazer mais uma vez, ou se deveria parar por ali…
E então, assim que abriu os olhos, tentou bater na própria cabeça — o que diabos tinha acontecido?
De repente, o medo tomou conta dele. Bliss estava grávido e ele não teve o menor cuidado. Que idiota, é claro que deveria ter pensado nisso. Será que… não, não pode ser.
Será que houve algum problema?
Em um breve instante, todo tipo de situação se desenhou em sua mente. Um médico dizendo que havia um problema com o bebê, Bliss em prantos, Ashley Miller aparecendo voando com um taco de hóquei, o pai brandindo um taco de golfe e a mãe torcendo…
Mas acima de tudo, o que mais temia era a possibilidade de algo ter acontecido com o corpo de Bliss. Ao imaginar sua figura desfalecida e sem forças, Cassian sentiu uma tontura como se todo o sangue tivesse drenado de seu corpo.
Não, espera. Se for assim, não é hora de ficar parado.
Precisa ser rápido. Chamar um médico agora, não, seria mais rápido ir ao hospital? Isso, vamos usar o helicóptero. Se formos ao hospital patrocinado pela família, nos atenderão primeiro. Primeiro preciso reservar a suíte e deixar o médico de prontidão, tenho que ligar para o secretário. Celular, onde está o telefone? Droga, por que não consigo ver?
— Bliss, está tudo bem. Está tudo bem, não se preocupe. Não vai acontecer nada, vai ficar tudo bem…
Cassian, pálido, repetia as mesmas palavras. Como se estivesse consolando a si mesmo. Dizia que Bliss ficaria bem, que não iria embora dele assim de repente, e que, se tal coisa acontecesse, também estaria tudo bem, pois bastaria segui-lo logo em seguida — repetia esses consolos sem parar, mas…
— O que eu faço!
Diante do grito repentino, Cassian voltou a si num sobressalto. Olhando para baixo às pressas, viu Bliss, pálido, sentando-se de repente. Cassian, assustado, apressou-se em segurá-lo.
— Bliss, cuidado…
— Fazer essas coisas no quarto do bebê! Que indecência!
Quando Bliss gritou de repente e agarrou a cabeça com as duas mãos, Cassian ficou sem palavras por um instante.
· · ·
Um silêncio se instalou por um tempo. Na realidade não deve ter sido tão longo, mas para Cassian pareceu uma eternidade.
O que diabos está acontecendo?
Abrir os olhos de repente e tentar bater na cabeça, e agora ficar agitado dizendo que fez algo indecente. Cassian, que achava ter desistido de muitas coisas no que dizia respeito a Bliss, desta vez não teve escolha senão ficar sem saber o que fazer. Enquanto ele se perguntava se ainda havia algo a que não tinha renunciado, os neurônios de Bliss trabalhavam a todo vapor.
Com certeza, a gente fez. E muito, muitíssimo!
Bliss, que finalmente voltara a si, percebeu a situação tarde demais. Ele estava deitado nu no sofá do quarto do bebê, e Cassian também, sem camisa, olhava para ele de cima. Meu Deus, realmente fizemos!
Não pode ser!
No momento em que Bliss agarrou a cabeça outra vez, Cassian tentou apressadamente detê-lo.
— Sou um pai ruim.
De repente?
Para Cassian, que apenas olhava sem ainda entender, Bliss lamentou com o maior desânimo:
— O bebê está comendo e eu fico excitado, sou mau. Depravado, o pior, lixo!
Ah, então era isso.
Só então Cassian sentiu alívio e soltou o peito. Não havia nenhum problema com Bliss. Ora, não era nada demais. Um sorriso lhe veio, mas também não durou muito.
— O que eu faço, o que eu faço.
Diante de Bliss chorando em prantos, a pouca consciência moral de Cassian soltou um grito de agonia.
— E ainda por cima fazer essas coisas safadas no quarto do bebê!
Bliss se atirou de bruços no sofá e chorou copiosamente. Cassian não conseguia dizer nada, mas seus olhos não se desgrudavam do traseiro empinado de Bliss. O gritinho frágil da consciência já havia desaparecido há muito tempo. Observando fixamente o traseiro que se mexia a cada soluço de Bliss, ele de repente estendeu a mão e agarrou aquela colina tentadora.
— Uaaah! O que está fazendo!
Bliss, assustado, gritou e se levantou de repente, dando um tapa no rosto de Cassian. Tudo aconteceu quase ao mesmo tempo, e com o ardor considerável do tapa, Cassian finalmente voltou à realidade. Bliss, ofegante e com o peito subindo e descendo, estava visivelmente furioso. Mesmo assim, Cassian, acariciando a bochecha ardida, não conseguia tirar os olhos dos mamilos inchados.
— O que está fazendo, de novo!
Quando desta vez tentou tocar o peito, Bliss gritou imediatamente e afastou sua mão. Cassian, em silêncio, cuidou da dor ardida que se transferiu para as costas da mão, e aquela atitude deixou Bliss ainda mais furioso, batendo os pés e atacando:
— Seja sério, por favor! Estou triste porque sou um pai ruim, e você só fica tentando fazer coisas obscenas! Assim você acha que vai conseguir ser um bom pai?
Ainda dói o traseiro e o corpo todo está vermelho e roxo. E acima de tudo, os mamilos estão tão inchados assim. Os preciosos mamilos que os bebês deveriam brincar foram deixados nesse estado por aquele pai depravado!
Bliss colocou as duas mãos na cintura e repreendeu Cassian.
— Reflita sobre o que fez!
Era um brado bastante imponente, mas não tinha lá muito poder.
Gritar daquele jeito…
Mesmo fitando Bliss fixamente, a raiva de Bliss não diminuía. Cassian coçou a nuca sem motivo e perguntou:
— Então o que vamos fazer agora?
— O que fazer! Eu disse para refletir!
Bliss repetiu a exigência com força, mas Cassian ainda não conseguia entender.
— A gente assaltou um banco, por acaso? Sobre o que eu tenho que refletir?
Bliss ficou sem palavras por um instante. Meu Deus, ele realmente não sabe?
— Pais e filhos não fazem essas coisas!
Mesmo explodindo de indignação e apontando a falha, a atitude de Cassian não mudou.
— Claro que não. Eu não sou seu filho.
Como ele pode ser tão descarado? Bliss ficou estarrecido. O homem que eu escolhi era um depravado desses!
— Seu mau! Sem-vergonha! Um animal que só pensa com a parte de baixo!
— Ai, ai ai. Bliss, para, para!
Quando Bliss se atirou de repente e começou a dar socos, Cassian o deteve às pressas. Mas parece que a raiva não passou, pois Bliss bufou e se virou bruscamente. Lendo a fúria que chegava até a nuca, Cassian acabou se rendendo. É claro que não entendia em absoluto o que havia feito de errado, mas.
— Tá, entendi.
Cassian, que aceitou de bom grado, acrescentou:
— Desculpe por fazer essas coisas no quarto das crianças.
Mesmo com o pedido de desculpas, Bliss continuava de costas, obstinado. Diante da raiva que ainda se manifestava com força, Cassian rapidamente mudou de estratégia.
— Haaah.
De repente soltou um suspiro profundo e cobriu o rosto com uma das mãos. Bliss, que o espiava de esguelha, assustou-se ao ver Cassian sofrendo e se virou.
— Por… por que está assim?
Diante da pergunta cautelosa, Cassian respondeu com a voz abatida:
— Sinto uma vergonha de mim mesmo por ter feito essas coisas no quarto dos preciosos bebês.
Naquele instante, as orelhas de Bliss se ergueram. A fúria de momentos atrás foi para onde? O humor melhorou na hora e ele perguntou animado:
— Não é? Dói o coração, né? Hã? Não se sente culpado com os bebês? Hã? Hã?
— É, é isso.
Cassian, tirando a mão do rosto, assentiu com expressão séria. Só então Bliss sentiu que havia havido compreensão. Ele entende como eu me sinto. Está entendendo de verdade! Cassian, que confirmou pelo vão dos dedos Bliss com a boca aberta num sorriso bobo, suspirou e levantou a cabeça.
— Então, você não quer me consolar? Acho que meu peito pode doer até a morte.
— Não pode morrer! Tá, vem. Vou te abraçar.
Bliss, sentando-se rapidamente ao lado de Cassian, abriu bem os dois braços e o puxou para um abraço. Cassian, forçando seu corpo grande a se encolher, apoiou a cabeça no ombro de Bliss.
— Estou tão triste, Bliss.
— É, é. Eu sei. Claro, quanto não dói o coração.
Enquanto Bliss acariciava suas costas e o consolava desajeitadamente, Cassian fingia sofrer com todas as forças dentro daqueles braços. Devido à grande diferença de tamanho, na realidade era Cassian quem abraçava Bliss, mas o próprio Bliss acreditava que era ele quem o estava acolhendo.
Vamos considerar que foi um abraço mental.
Pensando assim, Cassian aproveitou o clima e abriu a boca:
— Bliss, eu preciso de mais consolo…
— Eu tenho uma boa ideia!
⊹₊˚ x ˚₊⊹
𖹭 Continua….
𖹭 Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Othello