Alpine (Novel) - ₊°。❆ Capítulo 11 ⋆⁺₊❅
₊°。❆ Capítulo 11 ⋆⁺₊❅.
O outono passou depressa e o inverno chegou. Nesse meio-tempo, Eun Hyun-chae continuou seguindo Nam Seon-woo por toda parte, e Seon-woo, por sua vez, não o impedia.
Seon-woo lançou um olhar de relance para Hyun-chae, sentado na diagonal. Sob os cílios densos, o olhar dele estava cravado no notebook. Depois de observar por um instante as sobrancelhas levemente tensas de concentração e os lábios fechados numa linha reta, ele se levantou em silêncio.
Ele não fez um único ruído, mas Hyun-chae se virou na hora, fechou o notebook sem demora e se levantou também.
Assim que saíram da sala de estudos, ele perguntou a Seon-woo:
— Aonde você vai?
— Fumar um cigarro. Eu ia sair sem fazer barulho, por que você veio atrás?
Hyun-chae não respondeu. Como Seon-woo também não tinha dito aquilo esperando resposta, sem falar mais nada comprou uma bebida na máquina, pôs na mão de Hyun-chae e saiu da biblioteca.
Talvez por ser período de provas, a área de fumantes em volta da biblioteca estava especialmente lotada. Ele não teve coragem de levar um não fumante para dentro daquela toca de fumaça, então acabou tendo que ir até um lugar tranquilo bem mais afastado.
Assim que Seon-woo tirou um cigarro e levou aos lábios, Hyun-chae aproximou o isqueiro. O gesto já tinha sido repetido dezenas de vezes e ambos estavam acostumados, a ponto de Seon-woo nem sequer tirar o isqueiro do bolso quando Hyun-chae estava por perto.
Seon-woo olhou de cima para Hyun-chae, que, como quem cumpriu sua tarefa, estava sentado quietinho no banco segurando a bebida.
— Você estava estudando com afinco.
— …Estudei ainda mais por estar na frente do sunbae.
Diante da resposta que veio na hora, Seon-woo não se conteve e soltou uma risada. Ele não conseguia se acostumar com aquela sinceridade sem disfarces que vinha para cima dele de repente.
— Semana que vem, em vez de ficar me seguindo, estuda direito.
— Seguir o sunbae não afeta as minhas notas.
Um “olha só o gênio” quase escapou dos lábios dele. Seon-woo falou com expressão de incredulidade:
— Tirando duas aulas do curso, semana que vem é tudo prova. Nem sei que horas termina, você vai ficar esperando lá fora?
— …Não pode?
Como se realmente fosse essa a intenção, Hyun-chae o espiou de leve. Seon-woo pressionou de leve a cabeça dele com a mão que não segurava o cigarro e afagou.
— Assim eu não consigo fazer a prova, fico constrangido. Não seja teimoso e não venha semana que vem.
— ….
— Quando o semestre acabar, eu te pago uma bebida.
Diante daquilo, Hyun-chae ergueu a cabeça de supetão. Ao cruzar o olhar com ele, Seon-woo levantou levemente uma das sobrancelhas. Diante do gesto que exigia uma resposta, Hyun-chae assentiu com o rosto radiante.
❅ ── ♡ ── ❅
Depois de terminar até a última prova, Seon-woo foi para a sala do clube. Já havia umas vinte pessoas reunidas. Com o acampamento de esqui chegando de repente, dali a mais ou menos quinze dias, todos pareciam ter muito a fazer.
— O fretamento dos ônibus está fechado e os grupos já estão montados.
— E a distribuição dos quartos?
— Ainda não recebi todas as inscrições e termos de consentimento. Pedi para entregarem até o fim da semana. Como sobram quartos, assim que eu receber dá pra dividir rapidinho.
— Certo, como é período de provas, esta semana vamos tocar sem pressa…… Nam Seon-woo!
Lee-won, que conversava com Dong-geon, viu Seon-woo e acenou animado. Aproximando-se dele, Seon-woo folheou por alto as pilhas de papel. Estavam cheias de cronogramas, checklists, listas de materiais.
— Chegou rápido. Foi bem nas provas?
— Acho que sim.
— Você não manteve presença total dessa vez? Uau, cheguei ao terceiro ano e eu vejo o Nam Seon-woo cuidando do coeficiente.
Mais do que cuidar do coeficiente, a verdade é que ele também tinha se esforçado mais por estar diante de Eun Hyun-chae. Até então, era do tipo que achava que pular uma ou duas aulas por conta própria era quase uma questão de etiqueta e negligenciava a frequência, então apenas riu sem dizer nada.
— Tem alguma coisa que eu precise fazer também?
Quando ele perguntou olhando ao redor, Lee-won segurou seu pulso e o sentou ao seu lado.
— Você vai a um lugar comigo. Saiu o uniforme do grupo e a gente precisa ir à fábrica conferir a arte. Isso aqui acaba rápido, então… vamos sair às quatro. Hoje você não tem nada para fazer, né?
Diante de Lee-won perguntando como se fosse óbvio, Seon-woo assentiu e largou a mochila.
— Vai com calma.
Como era muita gente junta, havia muita coisa a ser preparada com antecedência. Enquanto a diretoria preenchia as autorizações de um lado, Seon-woo se juntou aos calouros e ajudou em tarefas miúdas, como recortar crachás e dobrar os folhetos para inserir. Como era um trabalho repetitivo, todos conversavam amenidades enquanto trabalhavam, e a conversa de duas alunas do segundo ano à sua direita chegou aos seus ouvidos.
— Ei, você soube? Dizem que este ano a gente é quem teve mais calouros.
— Não acredito, mais que o Yeonhap e o CDB?
— Sim!! Depois que espalhou o boato de que o Eun Hyun-chae entrou, mais dez pessoas entraram até depois da recepção. Eu achei que metade ia sair antes do acampamento, mas só três desistiram.
— É verdade, no meu curso o pessoal do nada começou a me perguntar se eu era do clube de esqui. Só pra perguntar do Eun Hyun-chae.
Diante do nome de Hyun-chae surgindo sem parar, Seon-woo não conseguiu esconder o interesse e perguntou:
— Pelo visto o Hyun-chae faz muito sucesso?
Diante da pergunta repentina, Su-jeong, que estava no meio da conversa, se virou com olhos arregalados de coelho.
— Sim. Muitíssimo. O sunbae é de administração, né. Nas artes e na agrária, que ficam perto de humanas, não tem ninguém que não conheça o Eun Hyun-chae. Eu até me surpreendi de ver que no Shpur tem muita gente que não conhece.
— Ah, entendi.
O curso de Seon-woo e o de Hyun-chae ficavam em pontas opostas do campus, e até as entradas e as linhas de ônibus que usavam eram diferentes. Ele já sabia disso, mas, com o fato agora reavivado, Seon-woo ficou mexendo no celular. Ele se compadeceu de Hyun-chae, que percorria aquela distância enorme todas as vezes.
Diante da fala de Su-jeong, Jin-sol ficou boquiaberta.
— O quê? Yang Su-jeong! Você tinha que ter falado disso antes, e ficou esse tempo todo só você olhando? Ah, perdi três semestres!
— É estranho ficar falando disso à toa, né. Enfim, ele era famoso por não participar de nada do curso. Não falava nada, só assistia às aulas e ia embora, então dá pra contar nos dedos quem já conversou com ele; mas dessa vez ele entrou no Shpur e passou a ser visto na faculdade todo dia. Aí me pergunto o que diabos a gente faz no Shpur pra ele ser assim….
— A gente ainda nem fez nada.
— Pois é. Que vergonha do caramba.
Ao lado de Su-jeong e Jin-sol, que riam às gargalhadas, Ji-yeong também entrou na conversa:
— Na comunidade da Hanguk também apareceu um relato de avistamento todo dia. Que dois caras bonitos andam grudados. Às vezes até põem o que vocês comem no bandejão.
— Eca, esse tipo de coisa eu não curto.
Su-jeong estremeceu de repulsa. Seon-woo, que também não sabia de nada daquilo, fez uma expressão de espanto e, com a vibração na mão, olhou para o celular.
— Mas o mais estranho mesmo é que alguém somou todos os relatos de avistamento do Eun Hyun-chae e deu quarenta créditos. Isso faz sentido?
— Quarenta créditos? Puhahaha. Faz sentido nada. Ou a conta está errada, ou os relatos eram mentira, uma das duas.
— Pois é. Metade do que postam nesses lugares tem que ser filtrada.
— …Alô. Sim, hyung.
Seon-woo se levantou fazendo um sinal com os olhos para os calouros, avisando que ia atender.
— Você disse que ainda estava em dúvida sobre o local do acampamento. Como ficou?
— Ficou decidido que é Inun. O Mighty recusou porque a hospedagem ainda não abriu e é difícil garantir quartos para grupos.
— Haa…. A obra da hospedagem de lá já estava toda pronta, podiam ter aceitado um pouquinho antes.
Depois de soltar um gemido de decepção, Dong-jin hesitou um instante e abriu a boca:
— Desta vez as gêmeas e o pessoal da senhora Jin entraram em contato. Pediram para marcar horário com você.
— Já?
— É. Ligaram com medo de você ser levado por outro lugar! Mas como é que você vai para Inun e agir com essa frieza, Seon-woo? Dá aula, vai. Vai?
— Eu não disse que era Inun.
— Pois é. É assunto seu, eu não posso sair falando por aí. Foi por isso que eu ia perguntar dessa vez….
— Não faça isso. Assim que sair o cronograma do acampamento eu entro em contato primeiro. Mas não crie expectativas.
— Entendi. Você precisa me responder até semana que vem!
Seon-woo disse que estava certo e encerrou a ligação com Dong-jin.
O cronograma do acampamento era corrido, sim, mas mais do que isso pesava não querer criar assuntos pessoais num lugar onde Lee-won estava. Porque não se sabe que tipo de pedido ele poderia fazer, e teria que atender.
Depois de desligar, Seon-woo voltou para a sala do clube. Como o que estava fazendo devia ter terminado, Lee-won saiu carregando até a mochila de Seon-woo.
— Onde você foi?
— Fui atender uma ligação.
— De quem?
— Do Dong-jin hyung. Perguntando se eu podia ir trabalhar dessa vez.
— Ah, o Hwang Dong-jin…. E o que você disse?
Diante da insistência atípica de Lee-won naquele dia, Seon-woo respondeu sem dar importância, com uma expressão de “quanta pergunta”:
— Disse que não dava.
— Muito bem.
Só então Lee-won sorriu.
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Quando terminaram a inspeção na fábrica em Cheonan, aonde foram com o carro de Lee-won, já tinha passado das oito. Calculando que horas seria quando chegassem, Seon-woo disse a Lee-won:
— Na volta eu dirijo.
— Certo. Mas você não está com fome? Vamos comer alguma coisa antes.
As provas já tinham acabado e, chegando uma hora mais cedo ou mais tarde, dava no mesmo.
Como já tinha passado da hora do jantar, Seon-woo também estava com fome, então assentiu de bom grado.
Mas, quando entraram no restaurante e Lee-won pediu soju e lhe estendeu um copo, ele acabou balançando a cabeça.
— Eu não, tenho que dirigir.
— A gente pode dormir aqui e voltar amanhã.
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki