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1893-capitulo-26

Estava tão quente que sua cabeça ficou tonta. Partes que eram embaraçosas de mencionar pareciam entorpecidas, como se apenas o prazer sexual pudesse aliviar o calor.

— Ah, Ah, Ah, Ugh! — Chungyeon exalou e colocou a mão nas calças, instintivamente, agarrou cuidadosamente o pênis ereto.

— … …

Por um momento, se lembrou dos olhos frios de Doheon olhando para ele enquanto se agarrava a ele novamente.

Naquele dia, ele saiu do quarto, deixando Chungyeon febril sozinho, as cenas que viveu naquele dia ainda se desenrolava claramente diante dos seus olhos, como se estivessem guardadas no fundo da sua mente.

Para ele, deve ter parecido um ômega sem mais nada além de desejos sexuais. Quando a vergonha que sentiu na época voltou, Chungyeon se assustou como uma criança que cometeu um erro e retirou a mão do pênis, deveria ter tomado um supressor em vez disso, estava extremamente ansioso por ter que suportar isso por vários dias sem conseguir se controlar.

Teve medo de que outras pessoas percebessem como ele era um ômega terrível e zeloso, olhassem para ele com desdem, mesmo sabendo agora que não há ninguém para o avaliar…

Depois de um tempo, Chungyeon pulou da cadeira como se já tivesse se decidido. Com passos um tanto apressados, foi até a pia do banheiro, depois abriu a torneira e lavou o rosto com água fria. A temperatura gelada da água pareceu trazer de volta aos seus sentidos, mas isso foi apenas em um curto prazo, sua condição física não melhorou em nada.

Agora algo escorregadio saia de sua bunda. Sua frequência cardíaca aumentou e cenas obscenas que ele normalmente nem imaginaria passaram pela sua cabeça.

Sua consciência estava nublada pela esperança desesperada de que alguém notasse seus desejos.

Inibidor. Achando que seria melhor tomar apenas um supressor. Ultimamente, Chungyeon estava ansioso murmurando para si mesmo e vasculhando o armário de remédios.

No entanto, recentemente, a compulsão de controlar feromônios perfeitamente como alfa dominante desapareceu, e chegou a ir à farmácia e comprar pequenas quantidades de inibidores sempre que precisava, então não sobrou nada.

Chungyeon, que ficou desesperado por um momento, odiou o silêncio mortal e voltou para a cama e ligou a TV. Várias pessoas apareceram na telinha, cuspindo continuamente palavras incompreensíveis.

BANG! BANG! BANG!

Enquanto ele passava o tempo roendo as unhas e olhando para a TV, alguém bateu na porta da frente.

Assustado, Chungyeon engoliu em seco e se levantou, então se aproximou cautelosamente da porta da frente.

BANG! BANG! BANG!

O estranho bateu na porta, desta vez com mais força.

— Quem é?

Chungyeon mal abriu a boca e falou em voz baixa.

— Chungyeon, sou eu.

Era o Doheon. Chungyeon arregalou os olhos e fez uma pausa. Por que ele veio aqui?

— Por que, por que está aqui?

Chungyeon ficou envergonhado e gaguejou.

— Hoje é sábado. São meio-dia agora.

— Ah…!

Só então Chungyeon lembrou que tinha que ir com ele para ver sua avó todos os sábados, tinha esquecido completamente que estava com compromisso marcado.

— Chungyeon?

Quando não havia nenhuma palavra de Chungyeon, Doheon pressionou por uma resposta.

— Não posso ir hoje. Irei na próxima semana.

— O que há de errado com sua voz?

Embora tentasse parecer o mais calmo possível, Doheon rapidamente percebeu que Chungyeon estava diferente do normal.

— … …

— Abra a porta agora.

A respiração de Chungyeon ficou mais pesada com o comando firme.

‘Por que hoje tinha que ser sábado? Não sei sobre outras pessoas, mas não queria mostrar esse meu lado para Doheon.’ 

Chungyeon roeu as unhas e olhou para a entrada, gostaria que Doheon simplesmente fosse embora. Porém, Doheon bateu na porta novamente, como se não tivesse intenção de ouvir o desejo de Chungyeon.

BANG! BANG! BANG!

— Chungyeon.

— Está tudo bem, vá embora!

— Abra por um momento. Vou me certificar de que está tudo bem antes de ir.

Desde quando ele ficou tão preocupado? Ele não conseguia entender sua atitude teimosa de ignorar seus desejos. Foi assustador ao mesmo tempo. Tem medo de que ele acabe se encontrando em uma confusão, como no primeiro cio que enfrentou depois de se casar, não querendo encarar o rosto que viu naquele dia novamente.

— Aaah!

A expressão que ele fez, seus olhos estavam cheios de decepção.

Chungyeon murmurou para si mesmo e recuou pela porta da frente, com uma cara ansiosa, esperou que as coisas se acalmassem do lado de fora da porta da frente. Pareceu ficar quieto por alguns segundos, como Chungyeon esperava.

— Estou entrando.

De repente, ouviu uma notificação sombria e o som da senha da fechadura da porta sendo pressionada, os olhos de Chungyeon, que estavam se contorcendo, ficaram cada vez maiores.

— O quê?

Bip, bip, bip….

Achando que era impossível, mas a fechadura da porta estava destrancada e a porta se abriu.

Como na terra?

Envergonhado, Chungyeon correu reflexivamente para a cama e se cobriu com o cobertor, em sua mente, ele amaldiçoou o imprudente Doheon, chamando-o de bastardo louco.

Ele disse para Doheon ir embora, então por que ele fez ao contrário? Além disso, como ele conseguiu a senha? Por acaso ele falou? O fluxo de pensamento foi atrasado quando sua cabeça ficou tonta devido ao calor implacável.

— Chungyeon. Por favor, saia por um momento.

Doheon entrou e olhou ao redor da casa. Logo, ele demorou um pouco para reconhecer o feromônio azul que havia se espalhado densamente pela casa. Quando ele estava do lado de fora da porta, ficou tão ansioso que não percebeu imediatamente o problema, mas quando entrou, percebeu o porquê Chungyeon estava gritando para ir embora.

Com esta quantidade de feromônios, é óbvio que era um ciclo de calor.

Doheon estava prestes a tirar os sapatos, mas parou porque não conseguia decidir se poderia entrar assim. Mas será que Chungyeon já sofreu com um ciclo de calor tão severo? Esta foi a primeira vez que ele percebeu quando moravam juntos, exceto uma vez.

Doheon, acostumado a uma sociedade dominada pelo domínio, estava convencido de que algo estava errado.

Depois de tomar sua decisão, ele entrou rapidamente em casa. Chungyeon estava enrolado na cama, coberta com um cobertor e cobrindo todo o seu corpo. Mesmo considerando que se tratava de um ciclo de calor, ele pensou que a condição de Chungyeon não era normal.

— Saia do cobertor.

— …mandei você ir embora.

Chungyeon murmurou baixinho. Doheon franziu a testa porque sua voz rouca estava muito diferente do normal.

— Se você não se sentir bem, vá para o hospital. Não sofra sozinho.

— … …

— Chungyeon.

— Por que você entrou aqui? Mesmo que doa ou não, eu decido se vivo ou morro.

As palavras de Chungyeon eram difíceis de ouvir devido ao som de sua respiração se misturando com o abafado do cobertor. Embora parecesse não gostar disso, Doheon simplesmente não podia deixar Chungyeon sozinho desse jeito.

— Se você não sair, vou arrancar o cobertor de você.

— Não! Não toque… . Não toque nisso! Sem chance.

Por alguma razão, Chungyeon estava tão assustado que se encolheu ainda mais, estava simplesmente assustado, como se tivesse acabado de encontrar um monstro e não parecia ter nenhuma intenção de explicar como chegou a esse ponto.

— Não estou tentando assustar você.

— Não quero, apenas vá. Não olhe, simplesmente vai embora.

— … …

— Na próxima semana vou com… ah!

Quando Doheon de repente pegou o cobertor e jogou-o fora, o rosto de Chungyeon foi revelado, boquiaberto e gemendo, Doheon imediatamente colocou a mão na testa de Chungyeon e verificou sua temperatura.

— Por que você está tão quente?

Diante daquela pergunta absurda, Chungyeon chorou com uma expressão próxima do desespero.

— Por que você entra e assedia as pessoas só por que não gosta?

— Vamos ao hospital.

— Solte! Está tudo bem, vá embora!

Chungyeon o empurrou desesperadamente e foi até a ponta da cama novamente e abraçou o cobertor, Doheon ficou frustrado com a teimosia sem fim dele.

Talvez ele esteja tão mal que não sabe a gravidade da sua condição, Doheon suspirou brevemente com esse pensamento, depois se abaixou para fazer contato visual com Chungyeon e persuadi-lo.

— Como posso deixar você nesse estado? O seu cio nunca foi tão severo. Se sentir desconfortável comigo, ligo para outra pessoa.

— Você não me ouviu dizer que está tudo bem? Para mim, isso está certo! 

Chungyeon gritou e olhou ressentido para Doheon. Mesmo que ele estivesse ofegante de excitação e liberando feromônios, Doheon nem piscou. Em primeiro lugar, era como se ele não tivesse interesse ou não respondesse aos seus feromônios excitantes, apenas olhou para ele com olhos simpáticos.

E com o passar do tempo, esses olhos se transformarão em desprezo, assim como costumava ser. Deixou bem claro para ir embora porque não queria que isso acontecesse. Por que ele está abrindo a porta e entrando sem permissão? Chungyeon estava doente e ressentido com seu dogmatismo.

De qualquer forma, Doheon o achava tão patético quanto o resto da família.

— Chungyeon.

— Ugh… e neste estado que fico a cada ciclo. Não tem nada de estranho, só não consigo controlar meus instintos!

Chungyeon gritou bruscamente. Não importa o quanto ele tentasse recuperar o juízo, sua consciência ficou turva, como se houvesse uma névoa em sua cabeça.

Tradução: Lilith
Revisão: Natty
Insta: @lilithtraducoes

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