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1889-capitulo-22

Chungyeon, que estava tentando pegar levemente as coisa mão de Doheon, perdeu o equilíbrio e quase caiu. Isso ocorre porque o pano de embrulho era mais pesado do que o esperado.

Não, não era só pesado, pensou que se fosse esse peso deveria ter sido arrastado numa carroça. Quantos meses de remédios foram dados? De alguma forma, sendo a sua avó que mandou, ela disse que deveria beber tudo até, sem pular, porque é um bom remédio.

— Por que isso é tão pesado?

Ele ficou surpreso que Doheon tivesse trazido isso até aqui sem nem perder o fôlego.

— Não se preocupe e apenas digite sua senha.

— …sim.

Doheon ordenou enquanto facilmente carregava o embrulho.

Era muito constrangedor. Chungyeon não acreditava que ficou envergonhado diante dessa pessoas por ser pobre.

Chungyeon mordeu o lábio inferior e digitou a senha da entrada comum, destrancou a porta da frente que dava acesso para a casa, onde se mudou que ficava no primeiro andar, portanto ficava a poucos passos da entrada.

— Você pode deixar aqui.

Doheon entrou pela porta da frente e colocou a bagagem no chão da casa. Baque! Uma vibração baixa ecoou no chão junto com um som pesado.

— Obrigado! Vai com cuidado.

Antes mesmo que ele tivesse tempo de olhar ao redor da casa, Chungyeon acenou um adeus como se estivesse expulsando um convidado indesejado. O aviso era para ele ir rápido, mas Doheon apenas ficou parado na entrada e nem pensou em se mover.

— Posso só tomar um copo de água? Estou com sede, provavelmente porque estou sem fôlego.

— Você não parece nem um pouco sem fôlego.

Chungyeon aceitou hesitantemente a desculpa esfarrapada, então Doheon inclinou o pescoço de um lado para o outro e massageou um ombro e adicionou em um tom robô.

— Tá sendo difícil.

— … …

Não, não importa como ele olhe, parece um rosto pacífico, pelo menos podia agir com sinceridade,ele realmente tem que sair da sua casa que parece um castelo e beber água aqui? Chungyeon olhou para ele com olhos perplexos, ele realmente não é esse tipo de pessoa, não foi por causa do seu humor, mas as palavras e ações de Doheon foram particularmente estranhas hoje.

No entanto, ele não poderia ser cruel com a pessoa que trouxe aquela coisa pesada até aqui, então finalmente Chungyeon deu espaço para que ele entrasse.

— Com licença?

‘Se você não se importa, pode simplesmente ir embora… .’ 

Chungyeon engoliu o sarcasmo que brotava em sua garganta e abriu a geladeira. Talvez toda a água engarrafada que comprou tivesse acabado, mas só havia cerveja e não havia água ou outras bebidas. Mas isso não significa que não possa pedir de repente ao seu ex-marido para tomar uma cerveja.

Chungyeon olhou para Doheon que entrou na sala e pensou sobre isso. Seu orgulho não permitia contar a ele que estava morando em uma casa miserável, sem sequer ter uma garrafa de água.

— Vou te dar um chá quente.

Então decidiu ferver a água da torneira.

— Bom.

Doheon respondeu de bom grado. Ainda assim, ele ficou feliz que Doheon gostasse de chás. Acontece que foi às compras e havia saquinhos de chá a granel no supermercado.

Chungyeon apontou para a mesa para duas pessoas, pegou uma panela elétrica e tirou água da pia.

— Sente-se aí e espere um momento.

Doheon se sentou obedientemente na cadeira da mesa de jantar.

— Ah, não há chá preto. Chá verde está bom, certo?

— Eu devo beber tudo o que o proprietário oferecer.

— … …

— … …

Chungyeon ligou a panela elétrica e esperou a água ferver, o silêncio, entretanto, era tão desconfortável que sentiu que estava enlouquecendo.

Tentando fingir que nada havia acontecido, Chungyeon pegou uma xícara e colocou um saquinho de chá nela. Depois de um tempo, despejou a água que ferveu rapidamente na xícara.

— Aqui.

Chungyeon entregou-lhe a xícara e imediatamente abriu a janela da cozinha. Ele estava ansioso porque não sabia quando e como seus feromônios entrariam em ação se ficasse perto de Doheon.

— Não sei se está ao seu gosto?

Doheon, que costuma ter gostos muito rígidos, bebeu chá sem sequer verificar o tipo de marca do saquinho de chá.

— … …

— … …

E não disse uma palavra.

Mesmo que sejam apenas palavras vazias, não estava dizendo que seja delicioso. Chungyeon olhou para ele nervosamente.

— Beba rápido e vá embora.

— Eu deveria ter respondido que está bom?

— Então é uma pergunta sincera, mas não consegue nem mentir?

— Vale a pena beber.

— Tudo bem. É tarde demais.

— De agora em diante, se eu estiver na mesma situação, irei mentir.

— Da próxima vez, que tal tomar chá em sua casa?

— Você sempre falou tanto assim?

— Uau, fantástico! Acho que já superamos isso. Eu simplesmente pensei a mesma coisa enquanto observava o diretor.

Chungyeon pronunciou isso em voz alta e olhou para ele. Doheon nem piscou quando ele acendeu a luz e o encarou, como se não tivesse percebido. Ele saboreou com gosto o chá repugnantemente desagradável.

Aos olhos de Chungyeon, Doheon e esta casa não tinha nenhuma combinação, como nutella e cogumelos, tetos baixos, papel de parede colorido e pegajoso, um espaço pequeno e uma mesa de jantar bem pequena comparada ao seu tamanho. Para adicionar exagero, Doheon parecia um gigante que invadiu uma casa de bonecas construída para crianças. Ele ficou satisfeito por ser espaçoso em comparação com o preço das casas nesta área, mas talvez por causa do seu tamanho, pareceu muito mais pequeno que uma casa de bonecas.

— Há uma teia de aranha no teto.

Doheon, que estava bebendo chá, ergueu os olhos e disse. Chungyeon seguiu seu olhar e verificou a teia de aranha no teto.

— Sim, estou vendo.

Chungyeon, que já havia encontrado centopéias e baratas diversas vezes enquanto se mudava para esta casa, conseguiu coexistir, rindo das teias de aranha.

— Acho que é perigoso.

— Uma teia de aranha?

— Tudo.

Naquele momento eles ouviram o som de uma briga, como se fosse um casal brigando na casa acima, os palavrões fluíam pelas paredes com bastante clareza.

A menos que ele more em uma casa, o ruído entre os andares é inevitável.

— Há um teto, não há vazamentos de água e a porta trava bem, então qual é o perigo?

— Ainda assim, parece inadequado protegê-lo adequadamente.

— …aqui é o suficiente para mim.

— É muito barulhento.

— É um lugar onde as pessoas moram, então é natural ouvir barulhos.

Doheon odiava o barulho. Sempre que ele estava sozinho em casa com ele, seu marido ficava extremamente quieto, então esse ambiente era compreensivelmente irritante para ele.

Depois de algum tempo, miados foram ouvidos pela janela, ao mesmo tempo, Doheon colocou a xícara de chá sobre a mesa.

— Yoo Chungyeon.

Ele olhou para Chungyeon encostado na parede à distância.

— Volte para mim agora mesmo.

— … … .

O que isso significa novamente? Cheungyeon franziu a testa, sem entender suas palavras repentinas de imediato.

Isto é um apelo ou uma reconciliação?

— Como?

— Pelo menos até encontrarmos uma casa mais adequada do que está.

Felizmente por um momento ele não achou besteira de voltar a ficar juntos.

No entanto, ainda era impossível aceitar as palavras de Doheon.

— Por que ficar na casa de outra pessoa quando eu tenho minha própria casa?

— Se você estiver perto de mim, pelo menos não terá que dormir em um lugar pobre como este, não há necessidade de esperar horas lá fora, na chuva.

— Ah… .

‘Ele está brincando comigo de novo? Ou está sendo sincero?’

Chungyeon olhou silenciosamente em seus olhos. Pelo silêncio por um tempo e pelos teimosos olhos negros, logo podia perceber que suas palavras eram sinceras.

Ele perguntou se isso seria algo que seu ex-marido diria no momento em que se divorciaram. De alguma forma, isso o fez rir. Só então Chungyeon percebeu como Doheon estava olhando para ele. Achava que tudo o que estava passando agora era uma dificuldade desnecessária porque estava divorciado dele.

Trabalhando meio período, tentando voltar a atuar e morando em uma casa muito menor e mais barata que a anterior, pela sua expressão e voz arrogantes, Chungyeon sentiu isso. Doheon tem certeza de que, se tiver a chance, Chungyeon voltará para ele por conta própria.

Chungyeon sentiu sua boca ficar seca.

— Me sinto mais confortável aqui. Saí daquela casa porque era terrível, então por quê voltaria?

— Você acha que é mais confortável em um lugar como este, onde tudo está caindo aos pedaços, do quê na nossa casa?

Ele perguntou de volta como se não conseguisse entender nada.

— Os móveis estão apodrecendo….

— Alguns móveis estão velhos. Não tem nada de errado com isso.

Doheon olhou para ele com uma cara séria, apontando para os móveis que comprou na rua quando se mudou, Chungyeon o corrigiu dizendo que era um pouco velho, mas nem um pouco podre.

Mas logo esta guerra de palavras pareceu sem sentido. Do seu ponto de vista, ele pode ter sentido simpatia pelo ex-marido com quem viveu, que vivia num lugar mais miserável do que o esperado, mas para Chungyeon, foi um favor indesejável.

Chungyeon pegou a xícara de chá que estava sobre a mesa e jogou na pia.

— De qualquer forma, por favor, saia. Como você pode ver, não estou em condições de receber convidados por muito tempo porque minhas finanças estão apertadas.

Então Doheon se levantou.

— Por que infernos você não negociou a divisão de propriedade com o advogado?

— … …

— Eu teria conversado com o advogado e pedido que o consultasse.

Tradução: Lilith
Revisão: Natty
Insta: @lilithtraducoes

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